{"id":47237,"date":"2018-04-23T16:32:34","date_gmt":"2018-04-23T19:32:34","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=47237"},"modified":"2018-06-12T01:00:31","modified_gmt":"2018-06-12T04:00:31","slug":"radiohead-mostra-todos-seus-anti-em-show-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/04\/23\/radiohead-mostra-todos-seus-anti-em-show-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Radiohead mostra todos seus &#8220;anti&#8221; em show em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Radiohead tal qual o conhecemos hoje em dia \u201cnasceu\u201d com \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/10\/15\/disco-da-semana-in-rainbows-do-radiohead\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">In Rainbows<\/a>\u201d (2007), um \u00e1lbum que celebrava a independ\u00eancia da banda (de maneira revolucion\u00e1ria e radical) ap\u00f3s um contrato de seis discos (e 10 anos) com as mainstream Parlophone \/ EMI terminar com o lan\u00e7amento de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/09\/hail-to-the-thief-e-a-volta-das-guitarras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hail to the Thief<\/a>\u201d (2003), disco que soava um primeiro sinal de amadurecimento ap\u00f3s o trauma do sucesso de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/11\/ok-computer-um-disco-fundamental\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ok Computer<\/a>\u201d (1997) e dos dois anti-\u00e1lbuns subsequentes (\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/18\/kid-a-o-radiohead-no-topo-do-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kid A<\/a>\u201d, 2000; e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/04\/amnesiac-a-vanguarda-do-rock\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kid B<\/a>\u201d, de 2001), mas que ainda era rock no modelo da antiga ind\u00fastria, de um velho mundo que estava se esfarelando (ainda que no primeiro single do disco, &#8220;There There&#8221;, o guitarrista deixasse seus instrumentos nas costas para atacar ferozmente um kit de percuss\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem patr\u00f5es, o Radiohead mergulhou de peito aberto neste novo universo de possibilidades surgido com a libera\u00e7\u00e3o (liberta\u00e7\u00e3o) de \u201cIn Rainbows\u201d, mandando um recado anti tudo para as massas, algo que impressionou na turn\u00ea que se seguiu, mais eletr\u00f4nica (ainda que o Brasil, em 2009, tenha visto uma vers\u00e3o amaciada dessa tour \u2013 um presente \u2013 por conta de ser a estreia deles aqui) e que ficou ainda mais percept\u00edvel quanto o desfocado \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/28\/cds-beady-eye-pj-harvey-radiohead\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The King of Limbs<\/a>\u201d (2011) chegou \u00e0s lojas, trazendo consigo o clipe de \u201cLotus Flower\u201d, com Thom Yorke mostrando sua por\u00e7\u00e3o dan\u00e7arino, algo bastante contrastante (at\u00e9 virou meme) se pegarmos a imagem sufocante daquele rapaz com a cabe\u00e7a em um aqu\u00e1rio sendo enchido de \u00e1gua no clipe pungente de \u201cNo Surprises\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47257\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead2-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"725\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead2-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead2-1-300x290.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 felicidade da liberdade da ind\u00fastria (e da aposta capitalista de uma empresa que visa apenas o lucro) foi acrescida uma nova sensa\u00e7\u00e3o de liberdade para Thom Yorke com \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/09\/musica-a-moon-shaped-pool-do-radiohead\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Moon Shaped Pool<\/a>\u201d (2016): a liberdade de estar solteiro, ainda que seja uma sensa\u00e7\u00e3o que surge amarrada ao desespero (fracasso?) de um fim de um relacionamento de 23 anos. Desta forma, se \u201cIn Rainbows\u201d era um \u00e1lbum para o mundo externo (e para a festa); \u201cA Moon Shaped Pool\u201d \u00e9 um disco interno (para a alma), mais reflexivo, mais cinza, mais&#8230; melanc\u00f3lico. Se em \u00e1lbum, o Radiohead parecia pisar no freio, ao vivo a sensa\u00e7\u00e3o que a \u201cA Moon Shaped Pool Tour\u201d (rec\u00e9m passada pelo Brasil) deixou \u00e9 de que o Radiohead nunca esteve t\u00e3o \u00e0 vontade sobre um palco como est\u00e1 hoje em dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que eles (e principalmente Thom Yorke) se divertem em surpreender o p\u00fablico num show que traz altera\u00e7\u00f5es seguras de repert\u00f3rio de uma apresenta\u00e7\u00e3o para a outra, sem obrigar a banda a correr grandes riscos, mas fisgando o f\u00e3 tanto pelo que entra quanto pelo que fica fora do set, uma brincadeira de gato e rato que pode cristalizar a execu\u00e7\u00e3o de \u201cMy Iron Lung\u201d (um show de riffs de Jonny Greenwood) na mem\u00f3ria de f\u00e3s mais antigos tanto quanto fazer bocejar em \u201cThe Gloaming\u201d. E o segredo dos shows do Radiohed est\u00e1 exatamente no detalhe deste anti-climax: se eles tocassem cinco faixas de \u201cOk Computer\u201d seguidas, a chance de um f\u00e3 enfartar seria grande. Se fossem cinco eletr\u00f4nicas tortas, o show poderia virar uma rave nerd. A banda provoca e alterna momentos, e a emo\u00e7\u00e3o sobe e desce como uma montanha russa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47258\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead3-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead3-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead3-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, assim como a grande maioria dos shows desta turn\u00ea, a noite em S\u00e3o Paulo foi aberta com a lenta \u201cDaydreaming\u201d, mais um momento do Radiohead indo na contram\u00e3o do establisment pop. A ilumina\u00e7\u00e3o se abre no meio da can\u00e7\u00e3o num arranjo belo que, infelizmente, o p\u00fablico da pista 2 s\u00f3 ver\u00e1 de muito longe, j\u00e1 que os tel\u00f5es ser\u00e3o usados para sobreposi\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, e o palco baixo far\u00e1 com que muita gente saia do est\u00e1dio Alianz sem ter realmente visto os integrantes do Radiohead no palco (Ed O&#8217;Brien vestiu uma camisa da sele\u00e7\u00e3o brasileira no final do show, e muita gente da pista 2 nem deve ter percebido). Para a pista 2, o show do Radiohead foi visual, mas sem a presen\u00e7a da banda, uma decis\u00e3o triste que penalizou f\u00e3s que n\u00e3o puderam pagar os ingressos de R$ 700 da pista 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFul Stop\u201d, como praxe, deu sequ\u00eancia ao set, e dai em diante, o Radiohead fez em S\u00e3o Paulo poucas coisas diferentes do que vem fazendo em outros shows da turn\u00ea (ali\u00e1s, S\u00e3o Paulo foi o \u00fanico show da Am\u00e9rica Latina que n\u00e3o teve nenhuma m\u00fasica tocada apenas aqui), e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/08\/01\/quatro-shows-do-radiohead-na-integra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">basta assistir a alguns dos nove shows<\/a> que eles disponibilizaram na integra no Youtube anteriormente para sacar arranjos e a constru\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica de uma noite sem grandes surpresas, mas, ainda assim, com momentos de emo\u00e7\u00e3o, como a c\u00e2mera no olho de Thom Yorke em \u201cYou And Whose Army?\u201d, Jonny armado de arco de violino em \u201cPyramid Song\u201d e a empolgante vers\u00e3o electro de \u201cEverything in Its Right Place\u201d, com Ed e Jonny abandonando as guitarras e partindo para as programa\u00e7\u00f5es.\u00a0Em \u201cBloom\u201d (ap\u00f3s uma emocional \u201cLet Down\u201d), Jonny tamb\u00e9m larga a guitarra e parte para a percuss\u00e3o, mas volta ao instrumento para dar um show de riffs na segunda parte de \u201c2 + 2 = 5\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47259\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead4-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"602\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead4-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead4-1-300x241.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as surpresas do set, uma vers\u00e3o poderosa de \u201cMy Iron Lung\u201d e o lirismo de \u201cNo Surprises\u201d, com Thom Yorke balbuciando ao final da can\u00e7\u00e3o uma frase &#8220;pol\u00eamica&#8221;: &#8220;Oh, we\u2019re doing no alarms and no surprises, when everything stays exactly the same. Anybody causa any trouble? Stick him in prison\u201d (confira no come\u00e7o do primeiro v\u00eddeo no final do texto). A m\u00fasica &#8220;No Surprises&#8221; versa sobre ficar anestesiado com uma estrutura social que nos enlouquece (o emprego que nos mata lentamente, o governo que n\u00e3o fala por n\u00f3s, a casa, o jardim, coisas que desejamos &#8211; ou que a sociedade nos faz desejar &#8211; mas que muitas vezes n\u00e3o nos completam). Essa estrutura social deseja manter tudo exatamente como est\u00e1 e quem causa algum problema nessa estrutura pode ser jogado na pris\u00e3o. Se &#8220;problema&#8221; na frase pode ser tirar a pessoa dessa vida tediosa que a sufoca (incluindo tira-la da pobreza, ou dar a ela suporte para lutar contra as injusti\u00e7as e contra essa m\u00e1quina de moer gente que \u00e9 a vida), Thom ent\u00e3o poderia estar realmente falando sobre o ex-presidente Lula &#8211; vale ressaltar que Thom \u00e9 f\u00e3 declarado do Noam Chomsky, defensor assumido do ex-presidente. Na hora da frase no show, teve at\u00e9 f\u00e3 gritando #LulaLivre (\u00e9 poss\u00edvel ouvir o grito ap\u00f3s a frase no primeiro v\u00eddeo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, as lanternas de celular iluminando o est\u00e1dio escuro em \u201cExit Music (for a Film)\u201d foi um dos momentos mais bonitos do ano (o baixista Colin Greenwood at\u00e9 pegou uma c\u00e2mera digital para registrar o momento), num show que, em boa parte da noite, Thom Yorke bancou o anti-modelo que foge completamente do padr\u00e3o do que se v\u00ea em revistas, jornais, TVs e campanhas publicit\u00e1rias por ai. Com o cabelo preso num coque (de roqueiro setentista), barba por fazer, barriguinha (de cerveja?) saliente na camisa, todo torto, Thom dan\u00e7a, sensualiza (em v\u00e1rios momentos da noite) e se solta como se provocando que &#8220;se ele pode, n\u00f3s podemos tamb\u00e9m&#8221;. Ok, provavelmente o bullying ao &#8220;cidad\u00e3o comum&#8221; fosse maior,\u00a0 imagine voc\u00ea bancando o Thom Yorke na festinha da turma, mas n\u00e3o importa: Thom faz a parte dele, que \u00e9 desconstruir mitos (inclusive o mito do g\u00eanio torto, que n\u00e3o segue o padr\u00e3o de beleza da sociedade, nem o de genialidade), e posa feliz com o feito.\u00a0 Ele est\u00e1 realmente se divertindo no show, e nos diverte tamb\u00e9m. O que mais se pode esperar de um grande pop star (torto)?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47260\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead5-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fora isso, o show ainda garante obviedades bacanas <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/04\/16\/especial-as-melhores-musicas-do-radiohead\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e muitas aus\u00eancias<\/a>: essa vers\u00e3o de \u201cIdioteque\u201d ao vivo poderia durar dias, qui\u00e7a anos, que todos continuar\u00e3o dan\u00e7ando. Que vers\u00e3o sensacional! \u201cWeird Fishes\/Arpeggi\u201d, \u201cThe Numbers\u201d e \u201cBodysnatchers\u201d tamb\u00e9m renderam grandes momentos. J\u00e1 \u201cParanoid Android\u201d \u00e9 absolutamente impec\u00e1vel, ainda que n\u00e3o ter Jonny fazendo os solos no tel\u00e3o (uma imagem besta surgiu bem na hora da explos\u00e3o da m\u00fasica) seja uma anti-climax, algo que o Radiohead parece curtir como m\u00e9todo de provocar o p\u00fablico. Numa compara\u00e7\u00e3o futebol\u00edstica com o show anterior, o time Radiohead 2018 est\u00e1 jogando muito mais solto, fez belas jogadas e at\u00e9 conseguiu marcar uns gola\u00e7os e garantir f\u00e1cil uma vit\u00f3ria no Alianz diante de 30 mil pessoas, mas aquele time do Radiohead 2009 era uma sele\u00e7\u00e3o, uma ode ao futebol arte e um show de bola. Aquele Radiohead moleque deixou saudades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/23\/radiohead-honra-o-mito-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Se a apresenta\u00e7\u00e3o de 2009 ganha f\u00e1cil d\u00e1 de 2018<\/a>, o mesmo n\u00e3o pode ser dito do local, talvez a grande vit\u00f3ria do p\u00fablico neste ano: tirando a divis\u00e3o de pistas que prejudicou imensamente que estava na pista 2 devido a falta de tel\u00e3o e ao palco baixo, chegar e sair do est\u00e1dio do Palmeiras \u00e9 extremamente sossegado e incompar\u00e1vel com o caos da organiza\u00e7\u00e3o do Just a Fest, na Ch\u00e1cara do J\u00f3quei, em 2009. No computo geral, o Radiohead fez mais um grande show em S\u00e3o Paulo, repleto de bons momentos. A diferen\u00e7a \u00e9 que no show de 2009 eles pareciam seres intoc\u00e1veis, deuses da m\u00fasica no Olimpo Pop, ainda um tiquinho conectados com o modo de fazer m\u00fasica (e show) da velha ind\u00fastria. Agora em 2018 eles soam&#8230; humanos. Uma anti-banda que, hoje em dia, se diverte no palco tanto quanto o p\u00fablico na plateia. Que n\u00e3o demorem muito para voltar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47261\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead6.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"965\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead6.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/radiohead6-233x300.jpg 233w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Set List \u2013em S\u00e3o Paulo (22\/04\/2018)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">01. Daydreaming<br \/>\n02. Ful Stop<br \/>\n03. 15 Step<br \/>\n04. Myxomatosis<br \/>\n05. You and Whose Army?<br \/>\n06. All I Need<br \/>\n07. Pyramid Song<br \/>\n08. Everything in Its Right Place<br \/>\n09. Let Down<br \/>\n10. Bloom<br \/>\n11. The Numbers<br \/>\n12. My Iron Lung<br \/>\n13. The Gloaming<br \/>\n14. No Surprises<br \/>\n15. Weird Fishes\/Arpeggi<br \/>\n16. 2 + 2 = 5<br \/>\n17. Idioteque<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Bis 1:<br \/>\n18. Exit Music (for a Film)<br \/>\n19. Nude<br \/>\n20. Identikit<br \/>\n21. There There<br \/>\n22. Lotus Flower<br \/>\n23. Bodysnatchers<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Bis 2:<br \/>\n24. Present Tense<br \/>\n25. Paranoid Android<br \/>\n26. Fake Plastic Trees<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ELpi9VWB9rY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/e9Y0H43W65k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dh9QR9QyOaU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aeWpmqgS0Zg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (@screamyell) edita o Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a>. Todas as fotos por Stephan Solon \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No show de 2009 eles pareciam seres intoc\u00e1veis, deuses da m\u00fasica no Olimpo Pop. Agora em 2018 eles soam&#8230; humanos. Uma anti-banda que, hoje em dia, se diverte tanto quanto o p\u00fablico. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/04\/23\/radiohead-mostra-todos-seus-anti-em-show-em-sao-paulo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":47262,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[341],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47237"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47237"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47237\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47273,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47237\/revisions\/47273"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47262"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}