{"id":47234,"date":"2018-04-23T11:41:42","date_gmt":"2018-04-23T14:41:42","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=47234"},"modified":"2019-06-24T21:51:08","modified_gmt":"2019-06-25T00:51:08","slug":"scream-yell-recomenda-dolores-602","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/04\/23\/scream-yell-recomenda-dolores-602\/","title":{"rendered":"Scream &#038; Yell recomenda: Dolores 602"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passeando por diversas influ\u00eancias contempor\u00e2neas \u2013 indo de Maglore a The Black Keys \u2013 o grupo Dolores 602 \u00e9 um dos bons exemplos do que a cena musical mineira tem produzido de melhor nos \u00faltimos tempos. Desde 2014, \u00e9poca em que lan\u00e7aram o seu primeiro EP em 2014, a Dolores 602 tem conquistado espa\u00e7o na m\u00eddia especializada e em festivais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada por D\u00e9bora Ventura (voz, viol\u00e3o, guitarra), Camila Menezes (baixo, ukulele, voz), Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta) e T\u00e1skia Ferraz (guitarra, vocais), o quarteto de garotas chega agora com \u201cCartografia\u201d (2018), primeiro \u00e1lbum cheio. Com produ\u00e7\u00e3o de Henrique Matheus e Thiago Corr\u00eaa (ambos do Transmissor) \u2013 com quem a banda j\u00e1 havia trabalhado no single \u201cPetit a Petit\u201d \u2013, o disco cont\u00e9m 10 faixas autorais que mant\u00e9m em voga um indie pop com letras po\u00e9ticas em ode a supera\u00e7\u00e3o e a beleza do cotidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com projeto gr\u00e1fico assinado por Gustavo Magno, Marcelo Dante, Samuel Mendes e Thomaz Lanna Neves, o disco f\u00edsico \u00e9 composto por um caderno de bordo que cont\u00e9m fotos do processo de grava\u00e7\u00e3o do disco, de shows e viagens, bem como ilustra\u00e7\u00f5es e anota\u00e7\u00f5es feitas \u00e0 m\u00e3o, desdobrando o conceito geral de \u201cCartografia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste bate papo, Camila fala sobre o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o do novo disco (\u201c\u00c9 interessante ver a transforma\u00e7\u00e3o da banda tamb\u00e9m ao longo desse processo\u201d), o olhar agridoce para com o cotidiano nas letras (\u201cN\u00e3o nos cabe neste momento tapar o sol com a peneira e fingir que n\u00e3o estamos num momento dif\u00edcil\u201d), o apelo visual nesta nova fase (\u201cHoje em dia, m\u00fasica n\u00e3o existe por si s\u00f3\u201d), o crescimento da presen\u00e7a feminina na m\u00fasica brasileira (\u201c&#8230;as mulheres est\u00e3o se mostrando para abrir caminho para a pluralidade art\u00edstica que vai al\u00e9m do bin\u00e1rio feminino-masculino. Somos muito mais que isso\u201d), influ\u00eancias, planos futuros e mais. Confira.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>&#8220;Cartografia&#8221; est\u00e1 dispon\u00edvel para audi\u00e7\u00e3o e download gratuito no site oficial da banda.<\/em><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/www.dolores602.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.dolores602.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Dolores 602 \u2013 Astronauta (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/G68Sh9ob5dI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quatro anos separam o EP de estreia da banda de &#8220;Cartografia&#8221;. Como foi o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o do disco?<\/strong><br \/>\nO EP \u201cDolores 602\u201d foi um registro das primeiras can\u00e7\u00f5es que fizemos. Isso possibilitou que nossa m\u00fasica chegasse a muitos lugares, algumas r\u00e1dios come\u00e7aram a tocar e fizemos diversos shows para divulgar esse trabalho. Em 2016 veio esse desejo de voltar a est\u00fadio para gravar as novas m\u00fasicas que fomos compondo nesse tempo, a partir dessa percep\u00e7\u00e3o de como a m\u00fasica gravada tem essa pot\u00eancia de chegar a lugares inesperados. Al\u00e9m disso, vimos tamb\u00e9m como uma oportunidade de gerar mais consist\u00eancia \u00e0 nossa identidade sonora. Estar em est\u00fadio pode ser um momento muito especial pra uma banda, \u00e9 uma experi\u00eancia totalmente diferente de fazer shows. Possibilita uma imers\u00e3o no trabalho, um olhar diferente, uma escuta diferente, al\u00e9m de muitas experimenta\u00e7\u00f5es. \u00c9 como se coloc\u00e1ssemos uma lupa em cada detalhe, em cada som. \u00c9 interessante ver a transforma\u00e7\u00e3o da banda tamb\u00e9m ao longo desse processo. Quando come\u00e7amos a produ\u00e7\u00e3o do disco, n\u00e3o t\u00ednhamos o nome, apenas algumas can\u00e7\u00f5es que j\u00e1 toc\u00e1vamos nos shows e quer\u00edamos gravar. Foi somente no final do processo, e depois de muitas conversas que escolhemos dar nome ao disco de \u201cCartografia\u201d, que tamb\u00e9m \u00e9 o nome de uma das m\u00fasicas. Pra n\u00f3s, o disco traz uma sensa\u00e7\u00e3o e uma mensagem de liberdade, de viagem, de esperan\u00e7a, de novos caminhos, aceita\u00e7\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o. De se abrir para algo novo e entender esses caminhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As can\u00e7\u00f5es do novo disco versam sobre o cotidiano e sua beleza. Em tempos tenebrosos, como os que vivemos na atualidade, ver as maravilhas que o dia a dia nos proporciona \u00e9 o melhor rem\u00e9dio para encararmos a vida?<\/strong><br \/>\nPensamos que a poesia \u00e9 uma for\u00e7a de transforma\u00e7\u00e3o muito grande. Atrav\u00e9s dela, \u00e9 poss\u00edvel criar novas realidades e questionar atitudes. N\u00e3o nos cabe neste momento tapar o sol com a peneira e fingir que n\u00e3o estamos num momento dif\u00edcil. Se por um lado tamb\u00e9m n\u00e3o devemos baixar a cabe\u00e7a, por outro, assumir uma postura de revolta vol\u00e1til n\u00e3o nos levar\u00e1 muito al\u00e9m. Enfrentamento \u00e9 constru\u00e7\u00e3o, \u00e9 persist\u00eancia. Nossas letras falam de superar momentos dif\u00edceis e crescer com eles, da mesma forma que falam de pequenas belezas do dia-a-dia e do amor, a maior pot\u00eancia do universo. \u00c9 importante nos fortalecermos nesses mananciais de energia positiva \u201cp\u00e9 no ch\u00e3o\u201d, na micropol\u00edtica da gentileza, em enxergar seres humanos em todas as pessoas, para entender que tudo isso vai passar e, se fizermos nossa parte, sairemos do tuf\u00e3o mais maduros e fortes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para este trabalho voc\u00eas tiveram uma grande preocupa\u00e7\u00e3o para com o material gr\u00e1fico do disco f\u00edsico. Como foi o processo de alinhar m\u00fasica a imagem?<\/strong><br \/>\nHoje em dia, m\u00fasica n\u00e3o existe por si s\u00f3. \u00c9 fundamental ter uma identidade visual atrelada ao trabalho sonoro, assim como v\u00eddeos e elementos gr\u00e1ficos que v\u00e3o permear cada manifesta\u00e7\u00e3o digital do \u00e1lbum. Quando iniciamos a constru\u00e7\u00e3o do material gr\u00e1fico, nosso desejo mais forte era que ele conseguisse traduzir a experi\u00eancia sonora do disco. Para isso, convidamos a Alpendre, uma equipe de tr\u00eas designers e um fot\u00f3grafo aqui de BH: Marcelo Dante, Gustavo Magno, Thomaz Lanna Neves e Samuel Mendes. Eles mergulharam de cabe\u00e7a no nosso som e foram extraindo ideias e conceitos que diziam muito da nossa sensa\u00e7\u00e3o do disco. O nome \u201cCartografia\u201d surgiu ao longo do processo com eles, pois entendemos que nossas m\u00fasicas falam de e produzem a sensa\u00e7\u00e3o de viagem e movimento, da mesma forma que buscam descrever formas de ser e sentir, numa cartografia constante de nossa vis\u00e3o de mundo em busca de liberdade, esperan\u00e7a, de novos caminhos. Cartografar, para n\u00f3s, \u00e9 um processo, algo que nunca est\u00e1 finalizado e os meninos do Alpendre conseguiram expressar isso muito bem. Do encarte, fizeram um caderno de bordo, com letras das m\u00fasicas e fotos dos nossos processos (shows, viagens, grava\u00e7\u00f5es) durante a produ\u00e7\u00e3o do disco, registros feitos por n\u00f3s mesmas e por pessoas que nos acompanharam de perto nesse per\u00edodo. Vale observar que os t\u00edtulos das m\u00fasicas, assim como a nova logo de Dolores 602, foram feitos \u00e0 m\u00e3o, como se faz num caderno de bordo. A concep\u00e7\u00e3o da impress\u00e3o do encarte e da capa foi inspirada na t\u00e9cnica conhecida como risografia, criada no Jap\u00e3o nos anos 80, que \u00e9 antiga, por\u00e9m, assim como a sonoridade do disco, \u00e9 vintage e moderna ao mesmo tempo. A risografia utiliza duas cores superpostas, que gera impress\u00f5es desiguais na mesma tiragem. A escolha dessa t\u00e9cnica fechou pra n\u00f3s a coes\u00e3o conceitual com o vintage, com a ideia de cartografar ser sempre algo inacabado e aberto, pois essa impress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 perfeitinha, por ser quase manual, portanto pouco m\u00e1quina e muito humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 vis\u00edvel no processo de composi\u00e7\u00e3o de grande parte das can\u00e7\u00f5es deste novo trabalho uma participa\u00e7\u00e3o efetiva de todas as integrantes da banda. A ideia do coletivismo \u00e9 a for\u00e7a motriz da Dolores?<\/strong><br \/>\nMesmo sem inten\u00e7\u00e3o, sim. O fato de sermos uma banda independente j\u00e1 nos impulsiona nesse sentido, pois ser artista independente \u00e9 trabalhar em todo o processo, para al\u00e9m da parte musical. N\u00e3o h\u00e1 uma gravadora por tr\u00e1s, que fa\u00e7a isso pra voc\u00ea, ent\u00e3o voc\u00ea tem que fazer. Quando se \u00e9 uma banda, precisa acontecer uma divis\u00e3o de tarefas para n\u00e3o sobrecarregar ningu\u00e9m. Falando especificamente das composi\u00e7\u00f5es, ao longo dos quatro \u00faltimos anos, viemos nos experimentando nesse campo. \u00c9 algo ainda bem novo, mas que estamos gostando de fazer. Essa alquimia de pensar temas que ganhar\u00e3o melodias e arranjos, a mensagem que queremos passar, etc. Desde o in\u00edcio n\u00f3s sempre fizemos os arranjos juntas, nos ensaios. No \u201cCartografia\u201d, decidimos tentar compor juntas, o que \u00e9 um processo mais complexo, de se desnudar poeticamente perante as outras. Tem sido uma experi\u00eancia muito rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cCartografia&#8221; tem produ\u00e7\u00e3o de Thiago Corr\u00eaa e Henrique Matheus, ambos da conterr\u00e2neo Transmissor. Como foi trabalhar com eles? Quais as contribui\u00e7\u00f5es ambos trouxeram para a sonoridade da Dolores?<\/strong><br \/>\nA primeira vez que trabalhamos com o Thiago e o Henrique foi em 2015, quando gravamos o single \u201cPetit a Petit\u201d em co-produ\u00e7\u00e3o com o Thiago. Tudo fluiu t\u00e3o bem que a partir dessa experi\u00eancia cresceu a vontade de fazermos o disco nessa co-produ\u00e7\u00e3o novamente. A maneira dele de trabalhar casou muito bem com a nossa porque ele sempre se mostrou muito aberto pra construir de forma coletiva, trocando com a gente e acolhendo nossas ideias. Mostramos pra ele as can\u00e7\u00f5es que t\u00ednhamos, trocamos muitas ideias, ele acreditou no nosso trabalho e acabamos vivendo uma esp\u00e9cie de laborat\u00f3rio com ele pra encontrar a identidade sonora do disco. Com ele gente p\u00f4de experimentar novos timbres nesse processo \u2013 Henrique contribuiu muito para a sonoridade das guitarras da T\u00e1skia tamb\u00e9m \u2013 novos instrumentos, e outras formas de gravar, porque desde o in\u00edcio houve essa busca para que o disco soasse o mais org\u00e2nico poss\u00edvel, como num show ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nos tempos atuais, um artista independente precisa tocar bastante para conquistar p\u00fablico e a devida exposi\u00e7\u00e3o. Voc\u00eas, aparentemente, s\u00e3o partid\u00e1rias disto, pois desde o seu nascimento a banda participou ativamente de diversos festivais e conquistou diversas premia\u00e7\u00f5es. Qual a import\u00e2ncia de participar de eventos desta seara para voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nNosso primeiro festival foi o Festival de Bandas que aconteceu dentro do Soulvision Festival, em Altin\u00f3polis-SP, em 2012. Levamos uma m\u00fasica cover e \u201cDeusa do Som\u201d, uma de nossas primeiras autorais. Com essa apresenta\u00e7\u00e3o, conseguimos o primeiro lugar! Foi uma surpresa gigantesca. Est\u00e1vamos apenas come\u00e7ando a compor e j\u00e1 nos deram o primeiro lugar. Al\u00e9m do pr\u00eamio, vimos como \u00e9 importante circular por eventos como esse como forma de divulga\u00e7\u00e3o do trabalho, de chegar p\u00fablicos novos e diversificados, que talvez n\u00e3o te conhecessem pela internet. \u00c9 tamb\u00e9m uma oportunidade de conhecer outros artistas, estreitar la\u00e7os e at\u00e9 mesmo fazer parcerias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muito se discute sobre a presen\u00e7a feminina na m\u00fasica contempor\u00e2nea dos dias atuais. Por mais que o cen\u00e1rio venha melhorando ano ap\u00f3s ano ainda \u00e9 vis\u00edvel que muitos trabalhos n\u00e3o recebem a devida exposi\u00e7\u00e3o. Na opini\u00e3o de voc\u00eas como podemos vencer esta barreira?<\/strong><br \/>\nAs mulheres sempre foram atuantes em todos os \u00e2mbitos sociais, apesar de toda repress\u00e3o, mas pelo fato de a maior parte da hist\u00f3ria ter sido escrita e documentada por homens falando sobre homens, o que conhecemos da hist\u00f3ria da humanidade \u00e9 muito pouco. Existe uma barreira a ser vencida e n\u00f3s sabemos que \u00e9 uma luta por espa\u00e7o e reconhecimento. No ano passado vimos algumas mulheres compositoras e musicistas conquistando destaque em listas de melhores do ano. Pensamos que isso \u00e9 resultado de um processo que vem ocorrendo nos \u00faltimos anos, em que as mulheres se cansaram de tentar entrar em espa\u00e7os j\u00e1 existentes, os quais eram muito masculinizados, e passaram a se unir e criar seus pr\u00f3prios espa\u00e7os, como o Festival Sonora, a Mostra Mulheres Criando, a Mostra S\u00eala, a WME, dentre outras iniciativas. Com isso, a produ\u00e7\u00e3o feminina recente come\u00e7ou a aparecer com a for\u00e7a que lhe \u00e9 pr\u00f3pria. Pensamos que o caminho \u00e9 este e tamb\u00e9m o da uni\u00e3o, da sororidade. Isso \u00e9 muito positivo e vai al\u00e9m, pois as mulheres est\u00e3o se mostrando para abrir caminho para a pluralidade art\u00edstica que vai al\u00e9m do bin\u00e1rio feminino-masculino. Somos muito mais que isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tenho visualizado na cena mineira uma maior intera\u00e7\u00e3o entre os artistas dentro e fora dos palcos. Mas esta sintonia acaba, por vezes, ser vista e admirada localmente. Afinal, o que falta para que artistas daqui sejam vistos ainda mais no cen\u00e1rio nacional?<\/strong><br \/>\nEssa intera\u00e7\u00e3o na cena mineira \u00e9 muito maravilhosa e tem expandido o potencial criativo da galera daqui. Como aumentar sua visibilidade no cen\u00e1rio nacional \u00e9 uma grande quest\u00e3o. Vemos cada vez mais artistas migrando para S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, como se para alavancar uma carreira em \u00e2mbito nacional esse fosse o \u00fanico caminho. \u00c9 uma longa discuss\u00e3o, que inclusive, foi pautada no \u00faltimo Women\u2019s Music Event, que aconteceu m\u00eas passado em S\u00e3o Paulo, ao qual estivemos presentes. Um dos caminhos apontados no debate foi a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de descentraliza\u00e7\u00e3o da arte no Brasil e pensamos que este \u00e9 um caminho que realmente funcionaria, pois \u00e9 preciso de investimento financeiro para viabilizar a arte. Por\u00e9m, com o atual cen\u00e1rio pol\u00edtico, iniciativas como esta se tornam cada vez menos palp\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A cena musical brasileira vive um dos melhores momentos via a grande diversidade e qualidade impressa. Nesse sentido quem s\u00e3o os &#8220;esp\u00edritos irm\u00e3os&#8221; da Dolores 602?<\/strong><br \/>\nNas nossas andan\u00e7as pelos Festivais, conhecemos muitas bandas com as quais nos identificamos, por mais que o som n\u00e3o seja t\u00e3o parecido, como \u201cO Ber\u00e7o\u201d, de Patos de Minas. Gostamos muito do som do Maglore, da Tulipa Ruiz, da ga\u00facha Dingo Bells, da Letrux e da Luedji Luna. Sentimos que nosso som tem uma pegada pop muito forte, baseada na can\u00e7\u00e3o e que se mistura com outros ritmos. Tem refr\u00e3o, tem riffs de guitarra. E esse \u00e9 um espa\u00e7o onde sentimos que faltam artistas para trocarmos figurinha\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recentemente a banda lan\u00e7ou o disco em S\u00e3o Paulo e tem data de lan\u00e7amento definida para BH. Quais s\u00e3o os planos futuros?<\/strong><br \/>\nDesejamos que este \u00e1lbum nos leve a novas conex\u00f5es humanas e geogr\u00e1ficas. Ap\u00f3s essa maratona de lan\u00e7amentos (show em SP e BH, lan\u00e7amento de clipe e single de Cartografia), o plano \u00e9 seguir viagem divulgando o disco em outras regi\u00f5es do pa\u00eds, construindo e ampliando parcerias, al\u00e9m de fazer outros clipes e projetos interart\u00edsticos com novos produtores e participar de festivais independentes, como fizemos ano passado (Festival Timbre &#8211; Uberl\u00e2ndia &#8211; e Festival Marreco &#8211; Patos de Minas).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Rvu-2iGmwbM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DW5lpaIhyzE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@brunorplisboa<\/a>) \u00e9 redator\/colunista do&nbsp;<a href=\"http:\/\/pignes.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pigner<\/a>&nbsp;e do&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. Escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Passeando por diversas influ\u00eancias contempor\u00e2neas \u2013 indo de Maglore a The Black Keys \u2013 o grupo Dolores 602 \u00e9 um dos bons exemplos do que a cena musical mineira tem produzido de melhor nos \u00faltimos tempos\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/04\/23\/scream-yell-recomenda-dolores-602\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":47235,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2484],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47234"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47234"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47234\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52156,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47234\/revisions\/52156"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47235"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47234"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}