{"id":47202,"date":"2018-04-21T09:37:11","date_gmt":"2018-04-21T12:37:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=47202"},"modified":"2018-05-23T11:47:25","modified_gmt":"2018-05-23T14:47:25","slug":"boteco-11-cervejas-sensacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/04\/21\/boteco-11-cervejas-sensacionais\/","title":{"rendered":"Boteco: 11 cervejas sensacionais"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcelo.costa.5855\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrindo esta s\u00e9rie de cervejas sensacionais com uma colaborativa entre a cervejaria D\u00e1diva, de V\u00e1rzea Paulista, interior de S\u00e3o Paulo, com a Quatro Graus, do Rio de Janeiro: Entomology, uma American Strong Ale com aveia, coco e duplo dry-hopping de l\u00fapulos norte-americanos al\u00e9m de chips de carvalho franc\u00eas. De colora\u00e7\u00e3o amarela intensamente turva, juicy tal qual um suco de caju, e creme branco de m\u00e9dia alta forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o, a Entomology apresenta no aroma uma pancada deliciosa de notas c\u00edtricas (manga e abacaxi) acompanhada de coco com percep\u00e7\u00e3o de madeira. Na boca, uma experi\u00eancia: a primeira sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de coco, mas logo no segundo seguinte, o frutado c\u00edtrico ganha for\u00e7a em sabor (manga e abacaxi) e amargor. Dai a madeira surge e assume a responsabilidade. A textura \u00e9 sedosa, aveludada e suavemente picante. Dai para frente surge um conjunto exemplar, que leva a receita a um n\u00edvel espetacular at\u00e9 o final, bem amargo, mas tamb\u00e9m c\u00edtrico (lima, lim\u00e3o) e amadeirado. No retrogosto, casca de laranja e de lim\u00e3o, coco, adstring\u00eancia suave, pic\u00e2ncia e madeira. Absolutamente incr\u00edvel.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47212\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/status.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"443\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/status.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/status-300x177.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda da sequ\u00eancia \u00e9 outra colaborativa da D\u00e1diva, desta vez com a turma da Trilha, da capital paulista: Status Quo Barley Wine 2017, maturada em carvalho franc\u00eas, com 12,5% de teor alco\u00f3lico e adi\u00e7\u00e3o de coco, flocos de aveia, baunilha e cacau. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar escura com creme bege de r\u00e1pida forma\u00e7\u00e3o e ainda mais r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Status Quo apresenta um aroma com bastante percep\u00e7\u00e3o de do\u00e7ura de caramelo e sugest\u00e3o de vinho do Porto. Na boca, do\u00e7ura caramelada e frutas escuras (ameixa) se destacam no primeiro toque enquanto, logo na sequencia, os 12.5% de \u00e1lcool v\u00e3o tirando as asinhas de fora e mostrando suas garras de maneira delicada e viciante. A textura \u00e9 sedosa e bastam alguns segundos sobre a l\u00edngua para se tornar licorosa, mas com \u00e1lcool impressionantemente delicioso, puxado para o vinho do Porto. Dai em diante surge um conjunto que ainda dever\u00e1 evoluir (coco e cacau ainda n\u00e3o colaboram com o conjunto) bastante, mas que exibe excel\u00eancia do jeitinho que est\u00e1. O final \u00e9&#8230; vinho do Porto &lt;3. No retrogosto, ameixa, caramelo, vinho do Porto e amor. Uou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47213\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/verdeel.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"448\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/verdeel.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/verdeel-300x179.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do Brasil para a Holanda com duas cervejas espetaculares da Brouwerij De Molen: a primeira \u00e9 a Verdeel &amp; Heers (Divis\u00e3o &amp; Regra), uma Russian Imperial Stout cuja receita une maltes barley (Pilsen, Caramel, Chocolate e Roasted Brown), l\u00fapulos Simcoe, Amarillo, Apollo e Saaz al\u00e9m de levedura selvagem (Brett) e passagem por barricas de u\u00edsque turfado (entre outros, Bruichladdich Port Charlotte). A cor \u00e9 marrom muito escuro, quase preta, e o creme espesso \u00e9 bege de boa forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o. No nariz, turfa, turfa e mais turfa. Ah, e s\u00f3 um pouquinho mais de turfa. E amor. For\u00e7adamente d\u00e1 para dizer que tem caf\u00e9 e chocolate, mas o nariz s\u00f3 diz&#8230; turfa. Quero um barril desses pra mim. Na boca, do\u00e7ura achocolatada, turfa e um \u00e1lcool absolutamente delicioso, tudo junto no primeiro toque. Na sequencia, o \u00e1lcool amacia, a turfa brilha e traz consigo figo (?) e chocolate. A textura \u00e9 sedosa e bastante picante de \u00e1lcool (ele aparece sobre a l\u00edngua, mas a garganta o percebe mais aconchegado). Dai pra frente, uma cerveja espetacular, que finaliza turfadamente alco\u00f3lica. No final, turfa, \u00e1lcool e chocolate, percep\u00e7\u00e3o que se estende ao retrogosto, intenso. Posso beber apenas essa cerveja o resto da vida?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47208\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/kaken.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"482\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/kaken.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/kaken-300x193.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda holandesa da De Molen (e a terceira a entrar no Top 10 do meu ranking pessoal de 2001 cervejas) \u00e9 a Haken &amp; Ogen (Aborrecimento &amp; Sen\u00f5es), outra potente Russian Imperial Stout maturada por 12 anos em barricas de segundo uso, neste caso, descansando em velhos barris que antes maturaram o famoso Bourbon Jim Bean. De colora\u00e7\u00e3o marrom bastante escura, quase preta, e creme bege espesso de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta reten\u00e7\u00e3o. No nariz, notas que remetem a Bourbon com baunilha, alca\u00e7uz e \u00e1lcool encantam o aroma. Ainda \u00e9 poss\u00edvel perceber, de maneira mais discreta, caf\u00e9, defumado suave e ameixa. Na boca, baunilha, caf\u00e9 e Bourbon chegam juntos no primeiro toque, e impressionam. A textura \u00e9 sedosa com pic\u00e2ncia de \u00e1lcool sobre a l\u00edngua (na \u00fanica vez que se percebe realmente o \u00e1lcool). Dai pra frente surge um conjunto caprichado, com caf\u00e9 mais presente conforme a cerveja aquece, e chocolate, e Bourbon, e baunilha. No final, madeira, Bourbon e ameixa. No retrogosto, caf\u00e9, ameixa e \u00e1lcool suave. Uma cerveja incr\u00edvel!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47209\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/malaga.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"448\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/malaga.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/malaga-300x179.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da Holanda para a Dinamarca (ainda que as duas cervejas listadas aqui sejam produzidas na cervejeira belga De Proefbrouwerij) com duas Fruit Lambics da Mikkeller da s\u00e9rie Spontan Cherry Frederiksdal \u2013 uma terceira, maturada em barris de vinho Chardonnay, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/10\/boteco-5-cervejarias-10-cervejas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fez sucesso aqui em casa<\/a>: desta vez, a primeira delas \u00e9 a Spontan Cherry Frederiksdal M\u00e1laga Wine Barrels, que passa por barris de vinho espanhol da regi\u00e3o de mesmo nome, conhecidos por serem vinhos com maior dul\u00e7or, e recebem cerejas da fazenda de Frederiksdal, no sul da Dinamarca. De colora\u00e7\u00e3o vermelha pr\u00f3xima a de um vinho tinto com creme avermelhado de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Mikkeller Spontan Cherry Frederiksdal Malaga exibe um aroma mant\u00e9m a ideia de geleia de cereja da vers\u00e3o Chardonnay, mas com um tiquinho de do\u00e7ura a mais. H\u00e1, ainda, aproxima\u00e7\u00e3o com vinho tinto e nada que adiante acidez e azedume. Na boca, a do\u00e7ura da cereja \u00e9 acompanhada por algo do barril j\u00e1 no primeiro toque. Na sequencia, acidez baixa, quase inexistente, e mais cereja, e mais vinho tinto. A textura traz algo de acidez, mas muito menos que o exemplar Chardonnay. Dai para frente surge uma Fruit Lambic saborosa, mas mais comportada que a vers\u00e3o Chardonnay. No final, uma picadinha de acidez e azedume, quase impercept\u00edvel, que se segue at\u00e9 o retrogosto, vinificado e com sugest\u00e3o de geleia de cereja. Delicinha.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47204\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/cherryoak.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/cherryoak.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/cherryoak-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda da s\u00e9rie Spontan Cherry Frederiksdal, da dinamarquesa Mikkeller, mant\u00e9m o mesmo padr\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o da receita anterior, com a diferen\u00e7a recaindo sobre a matura\u00e7\u00e3o, que aqui acontece em barricas de carvalho de primeiro uso. De colora\u00e7\u00e3o vermelha pr\u00f3xima a de um vinho tinto (e um pouco mais clara que a anterior) e com creme avermelhado de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Mikkeller Spontan Cherry Frederiksdal Oak Barrels exibe um aroma com cereja em destaque, sugerindo tanto suco quanto geleia. Ainda \u00e9 poss\u00edvel perceber azedume e, delicadamente, madeira, al\u00e9m de leve toque funky acrescentando condimenta\u00e7\u00e3o (e remetendo a pimenta preta). Na boca, a cereja oferece r\u00e1pida do\u00e7ura de geleia no primeiro toque para, no microssegundo seguinte, acrescentar azedume, acidez, vinifica\u00e7\u00e3o, frutado e madeira. A textura \u00e9 picante com tanto levedura quanto madeira pinicando a l\u00edngua. Dai pra frente surge o conjunto menos polido das tr\u00eas Spontan Cherry Frederiksdal, com cereja disputando um lugar ao sol com o carvalho, intenso, e criando o perfil mais arisco das tr\u00eas. No final, azedume (frutado e suave) at\u00e9 morrer o \u00faltimo fiozinho de cerveja na garganta. No retrogosto, uma leve adstring\u00eancia, cereja, pimenta preta e madeira. Muito boa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47203\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/barrel.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"466\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/barrel.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/barrel-300x186.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da Dinamarca partimos para a It\u00e1lia com duas receitas incr\u00edveis produzidas por Teo Musso, o cervejeiro da Birra Baladin, de Piozzo, duas varia\u00e7\u00f5es da Xyauy\u00fa, a majestosa Barley Wine da casa. A primeira vers\u00e3o \u00e9 a Baladin Xyauy\u00fa Barrel, que \u00e9 maturada por 12 meses em barris de carvalho que antes receberam rum e alcan\u00e7a 14% de gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica. De colora\u00e7\u00e3o marrom sem nenhuma forma\u00e7\u00e3o de creme \u2013 uma fina camada bege que desaparece em segundos \u2013, a Baladin Xyauy\u00fa Barrel exibe um aroma que sugere frutas escuras intensas e do\u00e7ura (calda de ameixa em primeiro plano, mas tamb\u00e9m uva passa, baunilha, mela\u00e7o de cana, geleia de figo, damasco, toffee) em primeiro plano sobre uma base de conhaque, madeira e a\u00e7\u00facar mascavo. Na boca, uma calda de ameixa alco\u00f3lica marca a l\u00edngua no primeiro toque trazendo consigo do\u00e7ura intensa, frutas escuras e madeira distante. A textura \u00e9 viscosa e, sobre a l\u00edngua, vai se tornando licorosa e ainda mais alco\u00f3lica, deixando perceber aqui o barril de rum. Dai pra frente uma cerveja que desce muito f\u00e1cil, num deliciosamente falso drinkabilty, afinal s\u00e3o 14% de \u00e1lcool. Frutado intenso, do\u00e7ura de calda de ameixa, rum leve, madeira, tudo isso e mais um pouco. No final, do\u00e7ura de mela\u00e7o e rum. No retrogosto, calda de ameixa, mela\u00e7o, madeira e rum.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47206\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fume.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fume.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fume-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mantendo-se ainda na It\u00e1lia com outra vari\u00e1vel da Xyauy\u00fa, a incr\u00edvel Barley Wine da Baladin, desta vez com a Fum\u00e8 2011, maturada por 12 meses em barris que antes receberam u\u00edsque da ilha de Islay (n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o de qual das oito destilarias da \u00e1rea), uma das cinco regi\u00f5es que destilam u\u00edsque com denomina\u00e7\u00e3o protegida por lei na Esc\u00f3cia, e que tamb\u00e9m alcan\u00e7a 14% de gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica. Detalhe que os u\u00edsques de Islay s\u00e3o caracter\u00edsticos pelo defumado derivado da turfa, algo que se percebe assim que se abre a Xyauy\u00fa Fum\u00e8 2011, antes mesmo de derramar o l\u00edquido na ta\u00e7a. De colora\u00e7\u00e3o marrom sem nenhuma forma\u00e7\u00e3o de creme \u2013 tamb\u00e9m uma fina camada bege que desaparece em segundos \u2013, a Baladin Xyauy\u00fa Fum\u00e8 2011 exibe um aroma suavemente apaixonado de turfa num primeiro momento. Assim que o nariz se acostuma com a turfa surge maltado, uva passa, calda de ameixa, a\u00e7\u00facar mascavo, figo e baunilha. Na boca, a turfa traz consigo u\u00edsque ao caldo de ameixa delicioso do primeiro toque, que fica incr\u00edvel, daqueles que a gente gostaria que n\u00e3o acabasse. Assim como na Barrel Rum, a textura facilita identificar o barril de u\u00edsque sobre a l\u00edngua, com um calor alco\u00f3lico apaixonante. Dai pra frente, uma cerveja aconchegante, deliciosa e incr\u00edvel, que melhora consideravelmente conforme aquece na ta\u00e7a. No final, do\u00e7ura de calda de ameixa, uva passa mais defumado suave. O retrogosto reafirma essa deliciosa complexidade. Apaixonante.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47215\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/weeheavy.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/weeheavy.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/weeheavy-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Retornando ao Brasil, mais especificadamente \u00e0 Curitiba, casa da Bodebrown, com duas novidades da elogiada Wood Aged Series da cervejaria. A primeira \u00e9 a Wee Heavy Au Syrah, lan\u00e7ada em abril de 2018 ap\u00f3s maturar <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/01\/31\/opiniao-do-consumidor-bodebrown\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a elogiada Wee Heavy da casa<\/a> por 12 meses em barris de vinho Syrah da serra ga\u00facha. O resultado \u00e9 uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar acastanhada escura e bastante turva, com creme bege de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o. No nariz, a uva surge em destaque com madeira e ameixa na base. H\u00e1, ainda, frutas escuras, toffee, baunilha e, l\u00e1 no fundo, malte (que \u00e9 a for\u00e7a motriz da Wee Heavy). Na boca, a uva Syrah brilha novamente do primeiro toque at\u00e9 escorrer pela garganta com madeira, toffee, baunilha e ameixa surgindo de maneira secundaria no trajeto. A textura \u00e9 sedosa e picante (trazendo mem\u00f3ria de vinho sobre a l\u00edngua) e, dai pra frente, surge um grande conjunto, vinificado e maltado. No final, uva, madeira, toffee, at\u00e9 um defumadinho. No retrogosto, ameixa, toffee, uva e mais madeira! Uou!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47207\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/hairofbode.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/hairofbode.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/hairofbode-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Hair of the Bode \u00e9 uma Barley Wine que descansa na garrafa por 12 meses, colaborativa entre a Hair of the Dog (EUA) e a Bodebrown, que a lan\u00e7ou oficialmente em garrafa no final de 2015, mas j\u00e1 tinha feito experimentos em barris de Amburana, Cabernet e American Oak al\u00e9m de Carmenere, a famosa uva francesa que renasceu no Chile e tamb\u00e9m \u00e9 produzida na Serra Ga\u00facha, que cedeu os barris de carvalho que maturaram por 15 meses essa Hair of the Bode Carmenere Wood Aged Series 2015. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar acastanhada mais clara que a Wee Heavy Au Syrah e creme bege de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o, a Hair of the Bode Carmenere exibe quase o mesmo padr\u00e3o da anterior: uva em destaque de forma apaixonante e um pouquinho mais de presen\u00e7a da receita base de Barley Wine (na anterior, a uva se sobrep\u00f5e \u00e0 Wee Heavy) com mel, caramelo e toffee percept\u00edveis al\u00e9m de 11.7% de \u00e1lcool distantes. Na boca, um baile da uva no primeiro toque seguido de do\u00e7ura maltada caramelada em uva e \u00e1lcool. Uma del\u00edcia. A textura \u00e9 sedosa, quase licorosa, com pic\u00e2ncia (de \u00e1lcool). Dai pra frente, uma baita cerveja que valoriza a barrica de Carmenere sem esquecer que \u00e9 uma Barley Wine. No final, uva, madeira e um tiquinho de \u00e1lcool. No retrogosto, caramelo, mel, uva e \u00e1lcool. Uou!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47214\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/vintage.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"456\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/vintage.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/vintage-300x182.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando a s\u00e9rie com uma cerveja bastante especial: Rodenbach Vintage 2012 Oak Aged Barrel N\u00ba 170, o \u201cmelhor barril do ano\u201d selecionado pelos mestres cervejeiros da casa, e que ganha mais dois anos de matura\u00e7\u00e3o extra. Neste caso, o ano de matura\u00e7\u00e3o foi 2012 e o barril escolhido foi o 170. O resultado \u00e9 uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o acastanhada e levemente avermelhada com creme bege de r\u00e1pida forma\u00e7\u00e3o e mais r\u00e1pida ainda dispers\u00e3o. No nariz, avinagrado intenso e percep\u00e7\u00e3o de barrica se destacam, mas ainda \u00e9 poss\u00edvel notar frutado (cereja e uva vermelha), baunilha, vinifica\u00e7\u00e3o, Xerez e bals\u00e2mico. Na boca, do\u00e7ura de baunilha e vinifica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida no primeiro toque seguida no microssegundo seguinte de acidez, azedume e avinagrado, com percep\u00e7\u00e3o suave de madeira. A textura \u00e9 ac\u00e9tica e picante, mas suave. Dai pra frente, o conjunto elegante segue encantando com avinagrado comportado (se isso for poss\u00edvel), baunilha e frutas vermelhas. No final, meladinho azedo. No retrogosto, Xerez, azedinho, do\u00e7ura, uva e barril. Uma cerveja incr\u00edvel.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47210\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/monstros.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/monstros.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/monstros-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/monstros-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nUou! Abrindo com a espetacular Entomology, uni\u00e3o de for\u00e7as da D\u00e1diva com a Quatro Graus, que resultou em uma das grandes cervejas do ano no Brasil. Uma pancada de l\u00fapulo (que permanece na boca durante muito tempo), coco e madeira acrescida da maciez advinda do uso de aveia. Uma cerveja sensacional que merece seguir o aviso da lata: beba uma fresca para valorizar o l\u00fapulo, e guarde uma pra sentir a evolu\u00e7\u00e3o dos demais ingredientes. Amor. Na sequencia, duas De Molen incr\u00edveis: a primeira, defumad\u00edssima, \u00e9 a Verdeel &amp; Heers, que, na boa, eu casava. Que cerveja incr\u00edvel. Na mesma balada, a De Molen Haken &amp; Ogen mant\u00e9m o padr\u00e3o l\u00e1 em cima. A Mikkeller Spontan Cherry Frederiksdal Malaga soa deliciosa, ainda que mais comportada que a mesma vers\u00e3o passada por barris de uva Chardonnay. J\u00e1 Mikkeller Spontan Cherry Frederiksdal Oak Barrels soa mais arisca, com presen\u00e7a intensa de carvalho e sugest\u00e3o de condimenta\u00e7\u00e3o. Baladin 1 \/ Baladin 2. Retornando ao Brasil com duas experimentais da Bodebrown: a primeira passa a Wee Heavy da casa por velhos barris que maturaram vinho Syrah, e o resultado \u00e9 excelente, com a uva dominando todo o conjunto. Excelente. A segunda, Hair of The Bode, que passa por barricas de vinho Carmenere, \u00e9 ainda melhor. Fechando o passeio com uma sensacional\u00a0Rodenbach Vintage 2012 Oak Aged Barrel N\u00ba 170. Palmas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dadiva e Quatro Graus Entomology<br \/>\n\u2013 Estilo: American Oat Strong Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 9.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 4.91\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dadiva e Trilha Status Quo<br \/>\n\u2013 Estilo: English Barley Wine<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 12.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 4.12\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Molen Verdeel &amp; Heers<br \/>\n\u2013 Estilo: Russian Imperial Stout Barrel Ageld<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Holanda<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 9.8%<br \/>\n\u2013 Nota: 4.97\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Molen Haken &amp; Ogen<br \/>\n\u2013 Estilo: Russian Imperial Stout Barrel Ageld<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Holanda<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 10.7%<br \/>\n\u2013 Nota: 4.88\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mikkeller Spontan Cherry Frederiksdal Malaga<br \/>\n\u2013 Estilo: Fruit Lambic<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8.2%<br \/>\n\u2013 Nota: 4.04\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mikkeller Spontan Cherry Frederiksdal Oak Barrels<br \/>\n\u2013 Estilo: Fruit Lambic<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8.2%<br \/>\n\u2013 Nota: 4.01\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baladin Xyauy\u00fa Barrel Rum 2011<br \/>\n\u2013 Estilo: Barley Wine<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: It\u00e1lia<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 14%<br \/>\n\u2013 Nota: 4.72\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baladin Xyauy\u00fa Fum\u00e8 Islay Whisky 2011<br \/>\n\u2013 Estilo: Barley Wine<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: It\u00e1lia<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 14%<br \/>\n\u2013 Nota: 5\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bodebrown Wee Heavy Au Syrah<br \/>\n\u2013 Estilo: Scocth Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8%<br \/>\n\u2013 Nota: 4.04\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bodebrown Hair of The Bode Carmenere<br \/>\n\u2013 Estilo: Barley Wine<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 11.7%<br \/>\n\u2013 Nota: 4.42\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rodenbach Vintage 2012 Oak Aged Barrel N\u00ba 170<br \/>\n\u2013 Estilo: Flanders Red Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7%<br \/>\n\u2013 Nota: 4.43\/5<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47211\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rem.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rem.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rem-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rem-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n\u2013 Top 2001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma sequencia com cervejas sensacionais do Brasil (duas colab da D\u00e1diva e duas Wood Aged Series da Bodebrown), da Holanda (De Molen), da It\u00e1lia (Baladin) e da Dinamarca (Mikkeller)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/04\/21\/boteco-11-cervejas-sensacionais\/\"> 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