{"id":47127,"date":"2018-04-11T17:40:18","date_gmt":"2018-04-11T20:40:18","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=47127"},"modified":"2018-07-29T20:49:48","modified_gmt":"2018-07-29T23:49:48","slug":"tres-discos-aminoacido-guache-e-posada-e-o-cla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/04\/11\/tres-discos-aminoacido-guache-e-posada-e-o-cla\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas discos: Amino\u00e1cido, Guache e Posada e o Cl\u00e3"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47129 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/aminociado.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/aminociado.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/aminociado-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/aminociado-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cSem A\u00e7\u00facar\u201d, Amino\u00e1cido (Independente)<\/strong><br \/>\nCriando can\u00e7\u00f5es em esp\u00e9cies de jam sessions, o Amino\u00e1cido lan\u00e7ou seu segundo disco, \u201cSem A\u00e7\u00facar\u201d, em fevereiro desde ano (seu disco de estreia, \u201cMeticuloso\u201d, \u00e9 do ano passado). Vindos de Londrina, no Paran\u00e1, a banda j\u00e1 deu pistas, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/03\/15\/scream-yell-recomenda-aminoacido\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em entrevista aqui no Scream &amp; Yell<\/a>, sobre o que os inspira e os faz criar, mesmo assim, ainda \u00e9 complexo definir o som da banda: h\u00e1 um tanto de rock progressivo e psicod\u00e9lico, mas h\u00e1 tamb\u00e9m uma improvisa\u00e7\u00e3o que vem do jazz e acaba flertando com diferentes subg\u00eaneros. De todo modo, n\u00e3o se assuste com essas tags, pois o som da Amino\u00e1cido passa bem longe do pedantismo ou das firulas. Tem algo de nonsense na banda que \u00e9 divertido r que funciona efetivamente: \u00e9 s\u00f3 ouvir \u201cX\u00edcara de Ch\u00e1 para Tomar Caf\u00e9\u201d, que tem uns coros bizarros e ao mesmo tempo algumas partes faladas, tornando o todo muito engra\u00e7ado (nessa linha, ou\u00e7a tamb\u00e9m \u201cCamale\u00e3o Dalt\u00f4nico\u201d). O interessante \u00e9 que a banda consegue misturar rock com humor sem soar aquela coisa meio adolescente abobalhado que geralmente esse encontro gera, pois aqui \u00e9 um humor que n\u00e3o vem de piadas infames, ele surge dessa naturalidade da banda, dessa divers\u00e3o que eles passam ao criar o pr\u00f3prio som. \u201cSem A\u00e7\u00facar\u201d tem momentos mais porrada e outros mais clim\u00e1ticos, como na \u00f3tima \u201cCl\u00e1udio\u201d, mas no final das contas destacam-se os momentos mais alucinantes, em que a velocidade nos toma. Amino\u00e1cido \u00e9 uma banda para se ficar atento, pois as maluquices podem s\u00f3 crescer e render coisas ainda mais legais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7 (<a href=\"https:\/\/aminoacido.bandcamp.com\/album\/sem-a-car\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ou\u00e7a e baixe o \u00e1lbum no Bandcamp<\/a>)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47130 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/guache.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/guache.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/guache-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/guache-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cO Que Vem\u201d, Guache (RockIt!)<\/strong><br \/>\n\u201cO Que Vem\u201d \u00e9 o disco de estreia do duo carioca Guache e j\u00e1 chega sob a chancela de dois nomes importantes: o disco sai pelo selo RockIt!, de responsabilidade de Dado Villa Lobos, e ganhou release de Kassin, que chamou o duo de \u201cuma das grandes surpresas recentes\u201d. O casal Gil Fortes e Luciana Melo (n\u00e3o confunda com a filha do Jair Rodrigues, s\u00e3o apenas hom\u00f4nimas) cria um trabalho delicado, que n\u00e3o tem nem um pouco a ver com a imagem publicit\u00e1ria de um Rio de Janeiro solar e efusivo; aqui as sonoridades s\u00e3o contidas, delicadas, como num dia chuva e neblina, em que voc\u00ea fica preso nos pr\u00e9dios, sem ver direito as montanhas da cidade maravilhosa. Gil integra o IN-SONE, trio de rock experimental, al\u00e9m de ser luthier e ter produzido discos de artistas como o Momo. J\u00e1 Luciana \u00e9 formada em Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica e tem um background em projetos de experimenta\u00e7\u00e3o de linguagens. O som do grupo \u00e9 bastante marcado por um instrumento h\u00edbrido de responsabilidade de Gil, uma esp\u00e9cie de baixo-guitarra. Com um car\u00e1ter bastante pessoal, \u201cO Que Vem\u201d foi gravado, editado e mixado na casa do casal durante o ano de 2017, informa\u00e7\u00e3o que diz muito sobre esse clima de intimidade que o lo-fi da produ\u00e7\u00e3o exp\u00f5e. Agrega-se a isso o canto un\u00edssono da dupla, num casamento do feminino e do masculino, que gera uma ambienta\u00e7\u00e3o on\u00edrica para as can\u00e7\u00f5es. De cara, o disco tem ecos fortes do dream pop de bandas como Galaxie 500, por exemplo, mas isso n\u00e3o \u00e9 um limitador do trabalho, que perpassa por diversos g\u00eaneros e subg\u00eaneros, criando um repert\u00f3rio coeso dentro de seu universo enigm\u00e1tico e distinto. \u00c9 um disco delicado e que pede tempo de audi\u00e7\u00e3o, para que se d\u00ea conta de suas nuances e complexidades \u2013 de todo modo, ou\u00e7a em volume alto, para valer a pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8 (<a href=\"https:\/\/guache.bandcamp.com\/album\/o-que-vem\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ou\u00e7a e baixe o \u00e1lbum no Bandcamp<\/a>)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47131 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/posada.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/posada.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/posada-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/posada-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cPosada e o Cl\u00e3\u201d, Posada e o Cl\u00e3 (Sagitta Records)<\/strong><br \/>\n\u201cPosada e o Cl\u00e3\u201d, disco hom\u00f4nimo da banda carioca, \u00e9 o segundo disco sob esse nome. Posada, a voz nisso tudo, lan\u00e7ou de forma solo o excelente \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/05\/04\/tres-discos-pessoal-da-nasa-g-taime-e-posada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Isabel<\/a>\u201d, sa\u00eddo no in\u00edcio de 2017. O Cl\u00e3 \u00e9 formado por expoentes do underground carioca: a guitarra de Gabriel Ventura (Ventre, Lenine e Duda Brack), o baixo de Hugo Noguchi (Ventre e SLVDR) e a bateria de Gabriel Barbosa (SLVDR). O segundo disco enquanto banda foi lan\u00e7ado na finaleira de 2017 e ainda pede a aten\u00e7\u00e3o aos ouvidos que deixaram esse lan\u00e7amento passar batido. Bem mais pesado que \u201cIsabel\u201d, este disco mostra um trabalho mais coletivo, menos centrado na figura e na po\u00e9tica de Posada. Aqui, as letras densas e l\u00edricas de Posada parecem ora dialogar ora enfrentar a sonoridade intensa e quase ca\u00f3tica criada pela banda. Produzido pelo j\u00e1 m\u00edtico JR Tolstoi, \u201cPosada e o Cl\u00e3\u201d \u00e9 um disco instigante e barulhento, que aponta a universalidade da banda, que consegue se comunicar com diferentes vanguardas nacionais de forma atrevida e n\u00e3o subserviente \u2013 h\u00e1 no disco ecos de manguebeat, de post-rock e daquele samba torto \u00e0 paulistana. Destacam-se faixas como \u201cConga\u201d, \u201cDesata\u201d e \u201cMais que desejo\u201d, com participa\u00e7\u00e3o de Duda Brack; al\u00e9m disso, a pol\u00edtica \u201cTijolo\u201d, que j\u00e1 havia sido gravada por A\u00edla, aparece aqui em vers\u00e3o soturna. Apesar de momentos mais delicados em \u201cPosada e o Cl\u00e3\u201d, s\u00e3o os de maior porradaria que mais nos cativam: ouvir o disco repetidamente s\u00f3 faz agu\u00e7ar a vontade de ver a banda ao vivo, a todo volume.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8 (<a href=\"https:\/\/www.posadaeocla.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">download gratuito no site oficial<\/a>)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/70T_IrIrk44?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6ya0MP3nPDE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7H9w6PCaBTg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Momentos alucinantes se destacam no novo disco do Amino\u00e1cido; disco do Guache tem ecos fortes do dream pop de bandas como Galaxie 500; momentos de porradaria cativam em \u201cPosada e o Cl\u00e3\u201d\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/04\/11\/tres-discos-aminoacido-guache-e-posada-e-o-cla\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":47128,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2685,2624,2737],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47127"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47127"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47127\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47134,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47127\/revisions\/47134"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47128"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}