{"id":47113,"date":"2018-04-10T10:05:35","date_gmt":"2018-04-10T13:05:35","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=47113"},"modified":"2018-05-14T14:34:42","modified_gmt":"2018-05-14T17:34:42","slug":"entrevista-junun","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/04\/10\/entrevista-junun\/","title":{"rendered":"Entrevista: Junun"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Shye Ben Tzur \u00e9 um compositor, produtor, poeta e performer israelense que vive na \u00cdndia e em Israel. Ele comp\u00f5e Qawwalis, m\u00fasica instrumental e devocional cantada nas l\u00ednguas hebraica, urdu e hindi, sua primeira cole\u00e7\u00e3o de poemas, \u201cSoul Expression\u201d, foi publicada em 1999 em Israel, enquanto seu disco de estreia, \u201cHeeyam\u201d (\u201cAmor Supremo\u201d em \u00e1rabe) data de 2003. Especializado em trabalhar com m\u00fasicos do Rajast\u00e3o, o maior Estado da \u00cdndia cuja capital \u00e9 Jaipur, a vida de Shye deu uma leve guinada quando um rock star do primeiro escal\u00e3o do universo pop se encantou por seu trabalho. Nascia o Junun, que se apresenta no Brasil dentro do <a href=\"http:\/\/www.livepass.com.br\/event\/soundhearts-festival\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Soundhearts Festival<\/a> com Aldo The Band, Flying Lotus e Radiohead (<a href=\"http:\/\/www.livepass.com.br\/event\/soundhearts-festival\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">20\/04 no Rio de Janeiro, 22\/04 em S\u00e3o Paulo<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cConheci Jonny (Greenwood, guitarrista do Radiohead) de maneira meio acidental\u201d, conta Shye ao Scream &amp; Yell de algum aeroporto do mundo. \u201cEu estava em Calcut\u00e1 e um amigo me ligou dizendo que Jonny havia ouvido a minha m\u00fasica, tinha gostado, e perguntou se eu estava interessado em conhec\u00ea-lo\u201d, relembra Shye. Eles se encontraram, conversaram sobre a natureza da composi\u00e7\u00e3o e os m\u00e9todos de trabalho da m\u00fasica indiana, mas uma colabora\u00e7\u00e3o s\u00f3 iria acontecer em Londres, tempos depois, quando Shye apareceu na cidade com m\u00fasicos do Rajast\u00e3o para um show, e Jonny fez uma participa\u00e7\u00e3o. \u201cFoi t\u00e3o divertido que quisemos fazer algo junto novamente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto Junun nasce de um filme (\u201cJunun\u201d, 2015) dirigido por Paul Thomas Anderson (Jonny assina a trilha dos filmes \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/02\/02\/cinema-sangue-negro-de-paul-thomas-anderson\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sangue Negro<\/a>\u201d, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/01\/27\/cinema-o-mestre-paul-thomas-anderson\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Mestre<\/a>\u201d, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/30\/cinema-vicio-inerente-pta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vicio Inerente<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/02\/22\/tres-filmes-a-grande-aposta-roman-j-israel-esq-e-trama-fantasma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Trama Fantasma<\/a>\u201d) com produ\u00e7\u00e3o musical de Nigel Godrich (colaborador do Radiohead desde \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/04\/the-bends-o-melhor-do-radiohead\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Bends<\/a>\u201d, de 1995), que construiu um est\u00fadio dentro do <a href=\"https:\/\/d1ljaggyrdca1l.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/north-india-jodhpur-1600x900.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Forte Mehrangarh<\/a>, o mais antigo da \u00cdndia, erguido por volta de 1460, para captar a beleza e a intimidade de um grupo de artistas criando&#8230; m\u00fasica. Era um passo natural a colabora\u00e7\u00e3o se estender aos palcos, e Shye conta como est\u00e1 sendo essa experi\u00eancia de sair em turn\u00ea pelo mundo com o Radiohead e Jonny Greenwold (que integra a banda Junun junto ao grupo Rajasthan Express). Confira.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.livepass.com.br\/event\/soundhearts-festival\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47125\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/junun2-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/junun2-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/junun2-1-300x146.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Shye, tudo bem? Como voc\u00ea conheceu Jonny Greenwood e como surgiu o Junun?<\/strong><br \/>\nConheci Jonny de maneira meio acidental. Lembro-me que eu estava em Calcut\u00e1, e algu\u00e9m me ligou dizendo que Jonny Greenwood tinha ouvido a minha m\u00fasica, que ele tinha gostado muito e perguntado se eu estava interessado em conhec\u00ea-lo. \u00c9 \u00f3bvio, fiquei muito feliz com aquele telefonema. E curioso. N\u00f3s nos conhecemos um tempo depois. O Jonny, al\u00e9m de ser um \u00f3timo guitarrista e compositor, \u00e9 um cara extremamente curioso por m\u00fasica e arte. Encontramo-nos para uma conversa e falamos sobre a natureza da composi\u00e7\u00e3o e os m\u00e9todos de trabalho da m\u00fasica indiana, era esse tipo de coisa em que ele estava interessado em saber. Foi uma reuni\u00e3o muito, muito prazerosa. Depois disso, mantivemos contato e ele foi me ver numa performance com outros m\u00fasicos do Rajast\u00e3o na Austr\u00e1lia. Depois, o recebemos num show que fizemos em Londres e foi muito divertido, t\u00e3o divertido que quisemos fazer algo juntos novamente. Fazer um \u00e1lbum foi uma grande desculpa para experimentarmos m\u00fasica juntos. Esse foi o come\u00e7o de tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea definiria a m\u00fasica do Junun para brasileiros que nunca a ouviram?<\/strong><br \/>\nHumm, diria que \u00e9 uma m\u00fasica muita r\u00edtmica, muito org\u00e2nica e, de certa forma, meio trance. N\u00e3o de uma maneira eletr\u00f4nica, de um trance eletr\u00f4nico, mas&#8230; n\u00e3o sei como dizer&#8230; \u00e9 dif\u00edcil para mim descrever, talvez seja mais simples para algu\u00e9m de fora, porque a m\u00fasica do Junun faz muito parte de mim, est\u00e1 muito conectada a mim. Acho que talvez seja mais f\u00e1cil para pessoas n\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3ximas e ligadas ao projeto quanto eu. Mas espero que o p\u00fablico sinta a mesma forma de eleva\u00e7\u00e3o que a gente experimenta quando est\u00e1 tocando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 para voc\u00ea estar tocando em um festival do Radiohead por diversas cidades da Am\u00e9rica do Sul (al\u00e9m de S\u00e3o Paulo e Rio, o Junun se apresentar\u00e1 em Buenos Aires, Santiago, Lima e Bogot\u00e1)?<\/strong><br \/>\nMe sinto muito, muito sortudo. \u00c9 um line-up incr\u00edvel e fazer parte disso n\u00e3o \u00e9 como tocar em um show qualquer, mas sim fazer parte de um grande evento constru\u00eddo a partir de diversas sonoridades. E n\u00f3s somos apenas uma dessas sonoridades. Isso \u00e9 muito empolgante. Tocamos com o Radiohead na Europa e \u00e9 sempre muito gratificante. A gente ama a m\u00fasica tanto quanto eles e, de alguma forma, estar no mesmo palco diante deste p\u00fablico, claro, as pessoas v\u00eam para ver o Radiohead, mas, de repente, estamos ali no palco dividindo a nossa m\u00fasica com Jonny e com esse p\u00fablico e t\u00eam sido sempre muito especial. Nunca estive na Am\u00e9rica do Sul, nem eu e nenhum dos outros m\u00fasicos da banda, exceto pelo Jonny. Para todos n\u00f3s ser\u00e1 uma experi\u00eancia nova, e hoje em dia j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum na vida ter uma experi\u00eancia completamente nova. Estamos todos muito animados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como funciona o Junun ao vivo?<\/strong><br \/>\nA experi\u00eancia ao vivo \u00e9 tudo o que representa a m\u00fasica do Junun! \u00c9 um tipo de experi\u00eancia para ser ouvida e vivida ao vivo. Na maioria das vezes, a gente n\u00e3o sabe o que vai tocar at\u00e9 entrar no palco. E decidimos o repert\u00f3rio de acordo com o que estamos sentindo naquele momento. Nossa m\u00fasica n\u00e3o fica restrita a uma estrutura. As composi\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito el\u00e1sticas e permitem muita improvisa\u00e7\u00e3o. E isso \u00e9 um show para n\u00f3s: criar ao vivo. Espero que o p\u00fablico consiga sentir isso, e que ele divida esse sentimento com a gente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47116\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/junun2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/junun2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/junun2-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/junun2-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas v\u00e3o tocar em duas grandes capitais brasileiras: Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Quais s\u00e3o suas expectativas?<\/strong><br \/>\nPara ser honesto, como nunca estive no Brasil, tento n\u00e3o esperar nada. Gosto de ir a lugares novos sem criar expectativas para ver atrav\u00e9s dos meus pr\u00f3prios olhos pela primeira vez, e n\u00e3o pela experi\u00eancia de outros. \u00c0s vezes, quando tenho tempo (em turn\u00ea), pego o meu caderno, vou para alguma parte diferente da cidade, e me perco, de certa forma. Isso se reflete nos meus escritos e revela algo de novo dentro de mim, para mim mesmo. Isso \u00e9 algo que me deixa muito animado. Sei que o Brasil possui uma cultura muito rica na sua m\u00fasica, ent\u00e3o quero chegar como uma p\u00e1gina em branco, sem nenhuma expectativa, muito inocente, aberto a essa nova experi\u00eancia, e ver o que vai acontecer. Estou curioso como isso ir\u00e1 desenrolar e me influenciar. Estou muito animado com essa oportunidade, com certeza. E muito ansioso para encontrar voc\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O som da percuss\u00e3o \u00e9 muito forte na sonoridade do Junun, o que aproxima o som de voc\u00eas com a sonoridade de alguns lugares no Brasil, como a Bahia, como Recife, terra do Manguebeat. Voc\u00ea conhece algo de m\u00fasica brasileira?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o conhe\u00e7o muito. Claro, quando escuto, consigo facilmente dizer que aquilo que est\u00e1 tocando \u00e9 brasileiro e n\u00e3o de outro lugar. A cultura brasileira sempre me pareceu muito rica e grandiosa, e tenho vontade de ser como um turista ouvindo a m\u00fasica de voc\u00eas. N\u00e3o sei, mas \u00e9 isso: sempre que ou\u00e7o alguma coisa vinda do Brasil, sinto que, a sua pr\u00f3pria maneira, ela \u00e9 muito grandiosa e perfeita, mas ainda preciso de uma introdu\u00e7\u00e3o correta. Acho que essa viagem poder\u00e1 ser uma boa chance para me familiarizar, me abrir e experimentar a m\u00fasica brasileira. \u00c9 o come\u00e7o de um novo aprendizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O document\u00e1rio \u201cJunun\u201d, do Paul Thomas Anderson, n\u00e3o foi exibido no Brasil, mas fiquei muito curioso sobre ele. Sobre o que \u00e9?<\/strong><br \/>\nCara, amei muito esse document\u00e1rio. Est\u00e1vamos no Forte Mehrangarh, em Jaipur, no Rajast\u00e3o. \u00c9ramos uma equipe de cerca de 30 pessoas, das quais 20 eram m\u00fasicos. Est\u00e1vamos concentrados em tocar. Nigel Godrich e Sam Petts-Davies constru\u00edram um est\u00fadio dentro desse forte (de 1460!) buscando captar a sonoridade natural do Forte Mehrangarh. Eles foram muito criativos e registraram uma sonoridade muito especial para o \u00e1lbum. Sharona Katan, que \u00e9 uma grande artista visual, estava fazendo a fotografia do filme. Ian Patrick ficou encarregado das fotos (<a href=\"https:\/\/www.itsnicethat.com\/articles\/ian-patrick-jonny-greenwood-junun-photography-060116\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ele pretende fazer uma exposi\u00e7\u00e3o<\/a>). E com eles veio Paul Thomas Anderson, que deu o direcionamento de filme para todo o projeto. Est\u00e1vamos de alguma forma todos juntos, mas cada grupo estava envolvido em seu pr\u00f3prio processo criativo, sem interferir um no processo do outro. Quando, eventualmente, eu via o Paul (Thomas Anderson) trabalhando, eu n\u00e3o sabia o que ele estava fazendo, o que ele estava buscando, nenhum de n\u00f3s estava sabendo o que o outro estava fazendo. Apenas est\u00e1vamos dividindo, de uma forma muito intensa, e bonita, um mesmo espa\u00e7o criativo. E foi muito impressionante e especial ver o que ele conseguiu fazer com o filme. N\u00e3o h\u00e1 di\u00e1logos, n\u00e3o h\u00e1 personagens, n\u00e3o h\u00e1 uma hist\u00f3ria, um grande drama, s\u00f3 os m\u00fasicos e n\u00e3o h\u00e1 nada que aponte para a personalidade de cada um. Por\u00e9m, ao mesmo tempo, Paul criou no espa\u00e7o de quase uma hora algo que o espectador sente, v\u00ea, ouve e o torna intimo daqueles m\u00fasicos. Voc\u00ea se torna parte do processo de criar alguma coisa, que \u00e9 esse \u00e1lbum do Junun. \u00c9 muito tocante sentir a maneira como tudo foi conduzido. Funcionou! \u00c9 um document\u00e1rio muito poderoso e especial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Junun&#8221; \u00e9 seu terceiro \u00e1lbum. Primeiro voc\u00ea lan\u00e7ou &#8220;Heeyam&#8221; em 2003, e, depois, &#8220;Shoshan&#8221;, em 2010. Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 pensando em um disco novo?<\/strong><br \/>\nPenso em um novo \u00e1lbum e trabalhos criativos o tempo todo. \u00c9 uma coisa que amo fazer e o meu processo criativo come\u00e7a no pensamento. Escrevo o tempo todo: coisas, m\u00fasicas, experimento. Eventualmente algum tipo de composi\u00e7\u00e3o acaba encontrando uma esp\u00e9cie de corpo de trabalho. N\u00e3o sei exatamente como ir\u00e1 soar o pr\u00f3ximo \u00e1lbum, mas \u00e9 algo que ainda estou pensando, explorando. Vamos verno que vai dar. Quando fizemos o Junun, n\u00e3o t\u00ednhamos a m\u00ednima ideia do que iria sair, de como iria soar at\u00e9 finalizarmos. Essa \u00e9 uma das partes mais bonitas do processo criativo. Essa busca \u00e9 constante.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KgTK7S97EQU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/M5tLoceVlZU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5IQdsIUfnAA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a Calmantes com Champagne<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Conhe\u00e7a o Junun, projeto de Shye Ben Tzur e Jonny Greenwood que \u00e9 uma das atra\u00e7\u00f5es do Soundhearts Festival, evento no Rio de Janeiro (19\/04) e S\u00e3o Paulo (22\/04) que ter\u00e1 ainda Aldo The Band, Flying Lotus e Radiohead! \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/04\/10\/entrevista-junun\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":47114,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2736,341],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47113"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47113"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47113\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47126,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47113\/revisions\/47126"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47114"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47113"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47113"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47113"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}