{"id":4709,"date":"2010-03-23T20:29:37","date_gmt":"2010-03-23T23:29:37","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=4709"},"modified":"2010-03-23T20:42:09","modified_gmt":"2010-03-23T23:42:09","slug":"disparos-do-front-da-cultura-pop-tony-parsons","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/03\/23\/disparos-do-front-da-cultura-pop-tony-parsons\/","title":{"rendered":"Disparos do Front da Cultura Pop, Tony Parsons"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4710\" title=\"tony_parsons\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/tony_parsons.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8216;Disparos do Front da Cultura Pop&#8217;, de Tony Parsons<br \/>\npor <a href=\"http:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Texto publicado originalmente no Scream &amp; Yell em 14\/12\/2005<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos em 1976 e um jovem jornalista est\u00e1 prestes a &#8220;cravar&#8221; a sua primeira grande reportagem no badalado seman\u00e1rio brit\u00e2nico New Musical Express. Tony Parsons tem apenas 23 anos, mas fala com toda certeza que existe no mundo: &#8220;Agora preste aten\u00e7\u00e3o. Se os beatos hip\u00f3critas que governam nosso pa\u00eds banirem essa turn\u00ea da sua cidade, levante sua bunda cansada e v\u00e1 para a cidade pr\u00f3xima, ou talvez nem t\u00e3o pr\u00f3xima, at\u00e9 a chance de conferir os shows. Porque, se voc\u00ea perder essa chance, duvido muito que tenha outra oportunidade de ver uma turn\u00ea como essa de novo. E se voc\u00ea n\u00e3o for, tudo o que posso dizer \u00e9 que voc\u00ea \u00e9 um idiota&#8221;. Os shows em quest\u00e3o faziam parte da (hoje) hist\u00f3rica turn\u00ea que uniu, no mesmo palco, Sex Pistols, Damned, Heartbreakers e Clash. O resto \u00e9 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um amigo jornalista ironizou o lan\u00e7amento de &#8220;Disparos do Front da Cultura Pop&#8221; (Editora Barracuda), livro colet\u00e2nea que re\u00fane textos de Tony Parsons entre 1976 e 1994, dizendo que se muitos jornalistas brasileiros copiavam o modo de escrever dos brit\u00e2nicos tendo acesso aos raros New Musical Express que apareciam por aqui, imagina agora, com um livro como esse dando sopa em qualquer livraria. Por\u00e9m, n\u00e3o podemos desprivilegiar um p\u00fablico \u00e1vido por textos decentes sobre m\u00fasica apenas porque uma meia d\u00fazia de gatos pingados n\u00e3o tem o m\u00ednimo pudor de roubar frases, senten\u00e7as e id\u00e9ias de outros para tentar cobrir a sua total falta de inspira\u00e7\u00e3o, senso cr\u00edtico e profissionalismo. E de mais a mais, o estilo pr\u00f3prio \u00e9 mesmo uma mistura da ess\u00eancia pessoal de cada um com aquilo que ele mais admira. Ningu\u00e9m nasce sabendo. Tamb\u00e9m n\u00e3o d\u00e1 para crescer \u00e0s custas dos outros. N\u00e3o s\u00f3 no jornalismo, mas em qualquer outra profiss\u00e3o, \u00e9 preciso ter um m\u00ednimo de vergonha na cara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Disparos do Front da Cultura Pop&#8221; \u00e9 uma aula de jornalismo cultural e pode ser visto de v\u00e1rios \u00e2ngulos. Do mais \u00f3bvio, flagra, no in\u00edcio, um jovem jornalista disposto a mostrar servi\u00e7o com um texto afiado e bastante opinativo. Ali pelo meio escorrega um pouco para o jornalismo gonzo (o que \u00e9 uma pena), mas depois volta triunfante para o territ\u00f3rio das grandes reportagens. Parsons, ap\u00f3s come\u00e7ar bem no jornalismo, acabou por se tornar um grande escritor. &#8220;Pai e Filho&#8221;, romance de 2001 que ganhou edi\u00e7\u00e3o nacional pela Sextante, foi eleito livro do ano pela cr\u00edtica inglesa. N\u00e3o \u00e9 nada ruim. O cara \u00e9 bom no que faz, e no fim \u00e9 isso que importa. Em &#8220;Disparos&#8221;, ele escorrega em apenas um ou dois textos, o que \u00e9 mais elogioso do que problem\u00e1tico se levarmos em conta que o livro compila 55 reportagens. A liberdade jornal\u00edstica, na verdade, \u00e9 uma ben\u00e7\u00e3o que pode se transformar em um pesadelo, e isso pode ser muito bem comprovado no livro. As palavras mudam de sentido dependendo de onde voc\u00ea olhe. \u00c9 preciso clareza de opini\u00f5es e, sobretudo, \u00e9 preciso ter as opini\u00f5es certas. E n\u00e3o adianta: todo mundo sabe reconhecer isso, n\u00e3o queira disfar\u00e7ar. Parsons usa bem as palavras, mas em ao menos dois casos suas opini\u00f5es s\u00e3o bastante question\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Disparos do Front da Cultura Pop&#8221; traz 55 textos e \u00e9 dividido em cinco cap\u00edtulos: M\u00fasica, Amor &amp; Sexo, Pol\u00eamicas, Viagens e Cultura. O cap\u00edtulo M\u00fasica \u00e9, disparado, o melhor. Parsons registra com palavras diretas (de esquerda no queixo) o nascimento do punk entrevistando o Clash (&#8220;Ningu\u00e9m sabe o que \u00e9 comprometimento absoluto at\u00e9 conhecer Mick Jones, do Clash&#8221;), o Generation X de Billy Idol (no delicioso texto &#8220;Punks limpos: uma amea\u00e7a \u00e0s nossas crian\u00e7as&#8221;), assistindo The Jam em uma pocilga, embarcando com os Pistols no hist\u00f3rico show no Tamisa no Dia do Jubileu da Rainha da Inglaterra (&#8220;Dois cambur\u00f5es foram lotados rapidamente, em grande parte por pessoas pr\u00f3ximas aos Pistols. Transeuntes vestidos com as cores do Jubileu caminhavam distraidamente pelo local &#8211; como se fosse um filme. Os policiais distribu\u00edam golpes mesmo quando voc\u00ea n\u00e3o estava se mexendo, e se safaram porque s\u00e3o a lei e porque podem&#8221;) e a turn\u00ea dos Ramones nas ilhas (&#8220;Esque\u00e7a toda a merda de arte minimalista e obscura. Voc\u00ea precisou de um dicion\u00e1rio para ler Homem-Aranha? E de um bacharelado para gostar de The Ronnetes? A cirurgia cerebral dos Ramones est\u00e1 l\u00e1 para ser curtida; meu Deus, eles s\u00e3o divertidos&#8221;). Tudo isso em 77.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, os melhores textos sobre m\u00fasica do livro n\u00e3o t\u00eam nenhuma rela\u00e7\u00e3o com o punk. Um relato de um show do Bruce Springsteen, em Nova York, 1978, \u00e9 de corar a alma. Um dos cinco textos de cultura mais emocionantes que j\u00e1 li em toda a minha exist\u00eancia. Parsons relata: &#8220;Este n\u00e3o \u00e9 simplesmente o melhor show que j\u00e1 vi na vida, \u00e9 muito mais que isso. \u00c9 como voc\u00ea ver a sua vida inteira passar por voc\u00ea e, em vez de morrer, voc\u00ea est\u00e1 dan\u00e7ando&#8221;. Mais para frente, nos camarins: &#8220;Bruce est\u00e1 acabado. Vamos ter que cancelar a entrevista&#8221;, diz o empres\u00e1rio. &#8220;Normalmente, eu saberia que est\u00e3o me enrolando e o astro do rock que eu estava pronto para interrogar deu o fora, voltou para o quarto do Ritz com um grama de coca\u00edna e estaria neste momento se revirando no fundo de uma limusine com as cal\u00e7as de couro na altura dos tornozelos e uma inconfund\u00edvel groupie sentada sobre ele. Com Springsteen \u00e9 diferente, tudo o que consigo pensar \u00e9&#8230; Deus, tomara que ele esteja bem&#8221;. O empres\u00e1rio convida. &#8220;Voc\u00ea pode vir ao camarim e conhecer Bruce, se quiser&#8221;. O jornalista p\u00e1ra. &#8220;Acredite, eu conheci todos eles&#8230; Led Zeppelin, Rolling Stones, Sex Pistols, e quem mais voc\u00ea imaginar. Nunca na vida eu tinha ficado petrificado s\u00f3 de pensar em conhecer um m\u00fasico antes&#8221;. E o que seria apenas um &#8220;oi, tchau&#8221; acaba se transformando em uma mini-entrevista. Al\u00e9m de Bruce, a parte de m\u00fasica do livro traz entrevistas simplesmente antol\u00f3gicas com David Bowie, George Michael, Morrissey e Brett Anderson, entre outras. As duas \u00faltimas foram feitas na pr\u00f3pria casa de Tony Parsons e sobre Morrissey o jornalista escreve: &#8220;Voc\u00ea espera (&#8230;) tudo menos um homem troncudo de Manchester, que fala de futebol e bebe cerveja direto da lata&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s ler o cap\u00edtulo M\u00fasica fica-se com a impress\u00e3o que nada no livro poder\u00e1 superar esta abertura. Bobagem. Os textos sobre Amor &amp; Sexo s\u00e3o impag\u00e1veis e divertidos. Parsons define com propriedade a &#8220;garota do rock&#8221;, discursa com bastante eloq\u00fc\u00eancia sobre &#8220;compromisso&#8221; (&#8220;Uma mulher pode perdoar quase tudo do homem que ama. Ela perdoa a infidelidade, a bebedeira e a ejacula\u00e7\u00e3o precoce &#8211; apesar de provavelmente n\u00e3o perdoar tudo na mesma noite. Ela vai perdoar se ele dormir imediatamente ap\u00f3s o sexo. Ela vai perdoar se ele dormir imediatamente antes do sexo. Mas a \u00fanica coisa que uma mulher nunca vai perdoar num homem \u00e9 a falta de compromisso&#8221;), detona pseudo-feministas, fala do que mais importa na vida para um homem (&#8220;O desempenho na cama: as mulheres querem ficar abra\u00e7adas depois, os homens querem uma nota&#8221;) e disseca o que n\u00f3s latinos conhecemos como paix\u00e3o no texto &#8220;As Rosas s\u00e3o Vermelhas, Violetas s\u00e3o Azu\u00eds&#8221; (&#8220;O romance torna a vida mais doce, mas mais dif\u00edcil tamb\u00e9m&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um pouco abaixo vem o cap\u00edtulo Pol\u00eamica, que permite a Parsons mostrar que at\u00e9 mesmo um jornalista afiado, f\u00e3 de boa m\u00fasica e delicado o bastante para falar sobre amor tamb\u00e9m pode ser babaca. Os textos &#8220;A Selva Tatuada&#8221; e &#8220;Lixo na Ruas&#8221; s\u00e3o fracos em argumenta\u00e7\u00e3o e obscuros em qualidade. No primeiro, Parsons aponta sua caneta para a classe m\u00e9dia oper\u00e1ria brit\u00e2nica tentando criar o estereotipo do que poderia ser identificado como um hooligan, um cara mal-encarado, beberr\u00e3o e brig\u00e3o, al\u00e9m de p\u00e9ssimo perdedor ou mesmo vencedor, segundo defini\u00e7\u00e3o do jornalista Ivan Lessa, da BBC Brasil. Na vis\u00e3o de Parsons, esse ser passeia pelos sub\u00farbios de Londres com rottweilers, bebe cerveja Tennents e \u00e9 tatuado. Ao tentar identificar o &#8220;inimigo&#8221;, Parsons escreve um pequeno libelo antitatuagem e antibebida, como se ter tatuagens e beber cerveja de manh\u00e3 fossem as piores coisas do mundo. O retrato que cria de sua sociedade chega a ser convincente, mas na \u00e2nsia de provar sua tese, o jornalista acaba disparando contra tudo e todos. Ao final, n\u00e3o convence. O mesmo pode ser dito sobre o segundo texto, que ataca indiscriminadamente todos os mendigos, como se a pobreza fosse uma escolha pessoal, n\u00e3o um mal da sociedade moderna. &#8220;Acho que meu pai teria preferido nos ver passar fome a sair por a\u00ed pedindo esmola para o jantar&#8221;, diz em certo trecho, com propriedade. Por\u00e9m, ao final o jornalista joga boas observa\u00e7\u00f5es pela janela ao escrever: &#8220;\u00c9 nosso dever passar direto por eles, cuspindo metaforicamente nas palmas sujas de suas m\u00e3os estendidas, entoando nosso protesto contra um mundo que est\u00e1 mudando para pior para sempre&#8221;. Caro Parsons, se o mundo est\u00e1 mudando para pior a culpa n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dos mendigos. \u00c9 sua, \u00e9 minha, \u00e9 da sua Rainha e do meu Presidente, sem contar os governadores e prefeitos ineficientes. Era sobre isso que eu estava dizendo quando disse que a liberdade jornal\u00edstica pode se transformar em pesadelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cap\u00edtulo Pol\u00eamica, no entanto, n\u00e3o consegue apagar o brilho de outros textos sensacionais espalhados pelo livro. Parsons, na maioria das vezes, segue na linha exata do jornalismo que abra\u00e7amos ao criar o Scream &amp; Yell quase dez anos atr\u00e1s. Um jornalismo passional, que permite ao leitor vislumbrar que existe algu\u00e9m pensante por tr\u00e1s de um texto, que existe uma pessoa com opini\u00f5es, que, no entanto, n\u00e3o \u00e9 a principal raz\u00e3o de existir de uma entrevista. O jornalista \u00e9 importante como entrevistador, n\u00e3o como entrevistado. N\u00e3o quero saber se a narina direita de Tony Parsons n\u00e3o funciona de tanto que ele usou coca\u00edna, mas gosto da maneira com que ele &#8220;arranca&#8221; as palavras de Morrissey, e \u00e9 essa a sua fun\u00e7\u00e3o. &#8220;Disparos do Front da Cultura Pop&#8221; \u00e9 uma obra fundamental para mostrar tudo que o jornalismo cultural tem de bom, e um pouco do que tamb\u00e9m tem de ruim. \u00c9 sublime em grande parte, e detest\u00e1vel em algumas p\u00e1ginas. N\u00e3o \u00e9 para ser tomado como um &#8220;manual do jornalista foda\u00e7o&#8221;, embora centenas de jovens jornalistas ir\u00e3o ter tend\u00eancia a fazer isso. Na verdade, mais do que boas reportagens, o livro serve para mostrar por a+b que uma boa argumenta\u00e7\u00e3o \u00e9 quase um grande texto, mas lembre-se que influ\u00eancia \u00e9 uma coisa, c\u00f3pia \u00e9 outra. Al\u00e9m do mais, voc\u00ea nunca vai usar um texto como os de &#8220;Disparos do Front da Cultura Pop&#8221; em uma Folha de S\u00e3o Paulo da vida, ao menos se voc\u00ea n\u00e3o for t\u00e3o foda\u00e7o quanto um tal Andr\u00e9 Forastieri, um dos poucos jornalistas brasileiros que alcan\u00e7ou (e em muuuuuitos casos ultrapassou) o n\u00edvel de qualidade dos textos de Tony Parsons. A receita, na verdade, \u00e9 s\u00f3 ser genial. Parece simples, n\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;O fim dos anos 70 era a \u00e9poca ideal para se trabalhar num seman\u00e1rio de m\u00fasica. [&#8230;] Era um lugar excelente para um jovem jornalista aprender a profiss\u00e3o porque parecia que todos os jovens do pa\u00eds que conseguiam ler sem mover os l\u00e1bios compravam o jornal. Fiquei tr\u00eas anos no NME e todos os dias eu entrava na reda\u00e7\u00e3o com um arrepio de excita\u00e7\u00e3o, imaginando o que ia acontecer. [&#8230;] Comecei na m\u00fasica e para algu\u00e9m da minha gera\u00e7\u00e3o sortuda \u2013 beb\u00ea quando Elvis vestia 38, crian\u00e7a durante a Beatlemania, adolescente quando Bowie come\u00e7ou a fazer sucesso, jovem durante o movimento punk \u2013 a m\u00fasica sempre vai ser importante. Nasci na \u00e9poca certa.&#8221; [Tony Parsons]<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcelo Costa \u00e9, desde sempre, editor do Scream &amp; Yell<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cCriaturas Flamejantes\u201d, de Nick Tosches, por Gabriel Innocentini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/03\/23\/quando-a-musica-incendiou-a-sociedade\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nEis um livro foda\u00e7o para que gosta de ler sobre cultura pop. E obrigat\u00f3rio para quem ousa escrever sobre o assunto&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/03\/23\/disparos-do-front-da-cultura-pop-tony-parsons\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4709"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4709"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4709\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4724,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4709\/revisions\/4724"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}