{"id":4707,"date":"2010-03-24T21:50:56","date_gmt":"2010-03-25T00:50:56","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=4707"},"modified":"2017-10-13T10:31:50","modified_gmt":"2017-10-13T13:31:50","slug":"entrevista-superguidis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/03\/24\/entrevista-superguidis\/","title":{"rendered":"Entrevista: Superguidis"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"605\" height=\"403\" class=\"alignnone size-full wp-image-4727\" title=\"superguidos_thiago_piccoli\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/superguidos_thiago_piccoli.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/superguidos_thiago_piccoli.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/superguidos_thiago_piccoli-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/mcjanaina\" target=\"_blank\">Janaina Azevedo<\/a><br \/>\nFotos: Thiago Piccoli<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faltando pouco mais de uma semana para o lan\u00e7amento oficial do terceiro disco da Superguidis, o arquivo foi parar na internet. Antes disso, os f\u00e3s se empenhavam na busca pelas faixas que iam surgindo, para tentar aplacar a expectativa acumulada por tr\u00eas anos, desde o lan\u00e7amento do segundo CD. Ent\u00e3o a hashtag #guidisday foi parar nos termos mais referidos pelos brasileiros no Twitter. Redes sociais explodindo e todos os blogs comentando, como j\u00e1 havia acontecido no lan\u00e7amento do single de &#8220;N\u00e3o Fosse o Bom Humor&#8221;, no in\u00edcio do ano, praticamente ovacionado na internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De algum jeito a banda sa\u00edda da regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre (Gua\u00edba, 32 quil\u00f4metros da capital, que tamb\u00e9m contribui para o mundo com uma sede da Aracruz Celulose e um centro de distribui\u00e7\u00e3o da Toyota) virou um ente querido para f\u00e3s e cr\u00edtica. Podem ser as letras cativantes, os shows empolgados, o carisma dos caras, ou tudo isso junto. Certo \u00e9 que o terceiro disco da Superguidis j\u00e1 nasceu cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para contar a hist\u00f3ria do Terceir\u00e3o, o guitarrista Lucas Pocamacha recebeu o Scream&amp;Yell no seu quarto, em Porto Alegre (ele \u00e9 a parte portoalegrense da banda), em meio a um piano alem\u00e3o, um violino, guitarras, uma parafern\u00e1lia significativa de grava\u00e7\u00e3o e apetrechos eletr\u00f4nicos que ele mesmo construiu para a faculdade (Engenharia El\u00e9trica, na Ufrgs), e com um viol\u00e3o sempre em punho, falou sobre o disco, o ac\u00fastico, as m\u00fasicas e&#8230; Tom Waits.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E a m\u00fasica que n\u00e3o entrou na vers\u00e3o final do disco?<\/strong><br \/>\nA ideia era ser Tom Waits mas eu n\u00e3o consegui chegar muito perto. N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil imitar Tom Waits. A m\u00fasica \u00e9 s\u00f3 minha, como todas as nossas m\u00fasicas s\u00e3o s\u00f3 minhas ou s\u00f3 do Andrio. A gente nunca conseguiu fazer parceria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Por que n\u00e3o entrou?<\/span><\/strong><br \/>\nPorque o Seabra (Philippe Seabra, produtor do disco) n\u00e3o gostou da m\u00fasica, ele achava ela meio bundona demais. S\u00f3 que, tipo,\u00a0 o disco come\u00e7a com aquela m\u00fasica bundona. A ideia era, aquela m\u00fasica ia dividir o disco em duas partes, era para ficar muito mais \u201c\u00f3pera\u201d do que acabou ficando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como assim \u00f3pera?<\/strong><br \/>\nA ideia era ser um tro\u00e7o mais, como \u00e9 que vou te dizer&#8230; era no meio do ano de 2008 e a gente pensou \u201ca gente tem que ter um disco para gravar no ver\u00e3o\u201d, porque sen\u00e3o ia ser s\u00f3 no ver\u00e3o de 2010 que a gente ia gravar o disco. A gente s\u00f3 tem as f\u00e9rias para ficar um m\u00eas em Bras\u00edlia gravando. A\u00ed chegou o meio de 2008 e a\u00ed \u201cbah, cara, vamos come\u00e7ar a fazer as m\u00fasicas para ter o disco at\u00e9 o fim do ano\u201d. E a gente come\u00e7ou a se disciplinar para fazer m\u00fasica. A gente tinha todas as m\u00fasicas, apareceu essa m\u00fasica tamb\u00e9m, a ideia era soltar a imagina\u00e7\u00e3o n\u00e9, vir o que viesse. A\u00ed veio essa m\u00fasica, e a que come\u00e7a o disco, e eu mostrei pros guris e disse \u201cbah meu, v\u00ea a\u00ed que c\u00eas acham\u201d. A\u00ed elas gostaram da do viol\u00e3zinho, mas tamb\u00e9m acharam estranho a do piano, era eu que cantava e eu n\u00e3o sei cantar bem. A\u00ed a gente discutiu, discutiu, e a gente concordou que a m\u00fasica ia entrar se o Andrio cantasse. E tipo a ideia era essa. Eu n\u00e3o queria cantar a m\u00fasica, era para o Andrio cantar. Mas o Andrio n\u00e3o queria cantar. E na demo acabamos deixando daquele jeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00ed \u00e9 que entra a parte da demo. A demo foi importante, a gente resolveu fazer em casa uma pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o para poder achar detalhes que n\u00e3o ia dar tempo de fazer quando tava gravando. Da\u00ed a gente come\u00e7ou a com ideia de cordas e essas coisas, a gente come\u00e7ou a ter tempo livre para pensar nessa merdas. E a\u00ed eu vinha para casa, tava com um laptopzinho, e a gente gravava no laptop e vinha para casa para mixar, e a\u00ed eu comecei a ter ideias, e o Andrio tamb\u00e9m, e a gente come\u00e7ou a trabalhar com cordas. Essa m\u00fasica veio nessa \u00e9poca quando a gente tava brincando com a cordas. A pretens\u00e3o era ser Tom Waits. Claro que n\u00e3o chega nem perto. E a\u00ed l\u00e1 na grava\u00e7\u00e3o em Bras\u00edlia o Seabra n\u00e3o gostou, e a gente n\u00e3o achou um piano para gravar. Ele at\u00e9 concordou em deixar a m\u00fasica, mas da\u00ed n\u00e3o tinha piano, s\u00f3 tinha sample de piano, s\u00f3 tecladinho. E da\u00ed a gente \u201cah se \u00e9 para fazer com tecladinho, ent\u00e3o melhor n\u00e3o fazer\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>T\u00e1, mas voltando a ideia de \u201c\u00f3pera\u201d&#8230;<\/strong><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 uma \u00d3PERA, mas a gente queria fazer um disco um pouco mais elaborado que os outros dois. Acabou parecendo isso porque os outros dois discos a gente juntou as m\u00fasicas que a gente tinha e gravou . A gente meio que botou uma ordem que ficasse bacana de ouvir, mas o disco n\u00e3o tinha in\u00edcio meio e fim. E nesse disco a ideia era essa. As m\u00fasicas vieram e meio que a ordem das m\u00fasicas veio antes. Teve uma m\u00fasica que foi composta especialmente para compor o disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ent\u00e3o voc\u00eas pensaram o disco como um todo.<\/strong><br \/>\nComo um disco, n\u00e3o como um monte de m\u00fasica. E se quiser chamar isso de \u00f3pera, entre aspas, pode considerar, mas a ideia era ser um disco mais completo, com uma hist\u00f3ria. N\u00e3o fazer o &#8220;The Wall&#8221; ou o &#8220;Siamese Dream&#8221;. Ou o &#8220;Mellon Collie&#8221;. Talvez o nosso pr\u00f3ximo disco seja o nosso &#8220;Mellon Collie&#8221;. N\u00e3o fala isso na entrevista. Mas a ideia era ter in\u00edcio meio e fim. As coisas tem um porque de estarem ali. Antes as\u00a0 m\u00fasicas tinham um porque, cada nota t\u00e1 l\u00e1 porque tem que t\u00e1 em cada m\u00fasica. A gente pensou agora nessa vez em fazer um disco, como se o disco tivesse que ter uma cara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a composi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nIsso foi outro break through na nossa vida porque a gente tinha que deixar as m\u00fasicas virem n\u00e9. E como a gente precisava das m\u00fasicas para poder ter o disco a gente meio que se disciplinou a come\u00e7ar a fazer mais. Para mim foi muito importante, sentar e fazer. Antes a gente s\u00f3 esperava vir a ideia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isso mudou o resultado final?<\/strong><br \/>\nTalvez na m\u00fasica em si n\u00e3o, mas mudou o meu jeito de fazer agora, a coisa ficou menos esot\u00e9rica e mais racional. Agora eu consigo sentar e tentar fazer a m\u00fasica. Eu posso jogar fora depois, pode vir uma ideia muito boa sem querer depois mas o fato de eu saber que eu posso sentar e fazer, eu fico mais tranquilo com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4729 aligncenter\" title=\"superguidos_thiago_piccoli2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/superguidos_thiago_piccoli2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quem comp\u00f4s o que?<\/strong><br \/>\nEu compus &#8220;Roger Waters&#8221;, &#8220;As Camisetas&#8221;, &#8220;Nova_completa&#8221;, &#8220;O Usual&#8221; e &#8220;Casablanca&#8221;. O resto foi o Andrio. Todas elas (compostas pelo Lucas) s\u00e3o mais ou menos sobre a mesma merda<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que merda?<\/strong><br \/>\nEu tava num semirelacionamento com uma mo\u00e7a, e n\u00e3o deu certo. Foi mais ou menos na \u00e9poca que a gente come\u00e7ou a fazer o disco. Teve uma s\u00f3 que n\u00e3o \u00e9 (sobre isso), uma que eu tinha feito antes, a &#8220;Nova_completa&#8221;, que \u00e9 meio premoni\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, que o refr\u00e3o \u00e9 &#8220;cansei de perdeeer&#8221;. \u00c9 isso, tem m\u00fasicas que s\u00e3o na fase de raiva, na fase perda, outras na fase vai pra puta que pariu, tem todas essas fases. A \u00faltima que foi essa primeira m\u00fasica do disco, que eu j\u00e1 tava de saco cheio, essa do piano, que n\u00e3o entrou no disco. Ficou meio triste, as minhas letras n\u00e3o s\u00e3o assim muito faceiras n\u00e9&#8230;acho que nenhuma letra minha \u00e9 muito faceira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sim, desde o primeiro disco, noto que as tuas m\u00fasicas s\u00e3o mais melac\u00f3licas&#8230;<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o consigo fazer m\u00fasica muito alegre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\nAlgu\u00e9m consegue fazer m\u00fasica muito alegre? Geralmente precisa de um motivo para fazer n\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um motivo alegre!<\/strong><br \/>\nS\u00f3 o Polyphonic Spree. Eu n\u00e3o consigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Polyphonic Spree \u00e9 maconha.<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, eles s\u00e3o ex-drogados. Por isso que eles s\u00e3o felizes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas voltando ao esquema das cordas&#8230;<\/strong><br \/>\nOs arranjos que eu tava fazendo eram as cordas da ProzaK. Acabei ficando viciado nisso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Fica colocando corda em tudo&#8230;<\/span><\/strong><br \/>\nQualquer samba a\u00ed eu j\u00e1 t\u00f4 botando um violino. Ali\u00e1s eu comprei um violino. Na demo eu n\u00e3o tinha violino ainda. Mas tem umas outras merdas que eu fiz que eu gravei o violino, uma trilha pra um amigo meu. Eu n\u00e3o sei tocar ainda, ainda apanho. Agora vou ter que me virar nas coisas que eu tenho que fazer, pelo menos me disciplino a fazer, n\u00e9, n\u00e3o vou tocar &#8220;As Quatro Esta\u00e7\u00f5es&#8221; l\u00e1, mas os arranjinhos, as merdas que saem da minha cabe\u00e7a eu consigo tocar. Se eu n\u00e3o conseguir eu dou um jeito de aprender.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas a ideia das cordas no disco era para sofisticar o som&#8230;<\/strong><br \/>\n\u00c9, meio que as m\u00fasicas chamavam isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esses arranjos mais sutis tem a ver com o clima das letras sentimentais?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, acho que tem mais a ver com a vontade de fazer, na hora das cordas acabou o &#8220;sentimento&#8221;, a\u00ed \u00e9 m\u00fasica mesmo. A ideia era fazer um tro\u00e7o que a gente n\u00e3o tinha feito ainda. A ideia das cordas surgiu quando est\u00e1vamos fazendo &#8220;Vis\u00e3o Al\u00e9m do Alcance&#8221;. Tinha uma hora que tinha uma parada, e o Diogo, o baixista, fazia uma subida e a gente pensou &#8220;ser\u00e1 que a gente n\u00e3o consegue fazer com cello, ser\u00e1 que n\u00e3o fica bonito?&#8221;. Por acaso eu tinha baixado um emuladorzinho de cello e a gente fez. Se tu ouvir na demo, acho que vaza o Andrio falando &#8220;bah ficou uma bosta&#8221;. Da\u00ed a gente ouviu de novo e &#8220;n\u00e3o, pera\u00ed\u00a0 n\u00e3o ficou uma bosta, ficou do caralho isso a\u00ed&#8230;&#8221;. Ent\u00e3o surgiu a \u00faltima m\u00fasica do disco que tem aquele finalz\u00e3o, e a gente &#8220;p\u00f4, tem que ter orquestra aqui, meu&#8221;, o bagulho chamava, n\u00e3o tem como n\u00e3o ter. E a primeira eu fiz meio que pensando nisso, a gente j\u00e1 tava brincando com isso, n\u00e3o tinha como n\u00e3o fazer, a m\u00fasica com viol\u00e3ozinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas tiveram alguma inspira\u00e7\u00e3o para essa ideia?<\/strong><br \/>\nP\u00f4 o Smashing Pumpkins, um monte de banda usa corda e a gente adora. A gente nunca teve coragem de fazer, nunca teve espa\u00e7o nas outras m\u00fasicas, tanto \u00e9 que tem tr\u00eas m\u00fasicas das onze que teve espa\u00e7o para isso, n\u00e3o \u00e9 toda hora que aparece espa\u00e7o para\u00a0 isso nas nossas m\u00fasicas. Agora a gente j\u00e1 t\u00e1 fazendo as m\u00fasicas meio que pensando nisso, mas antes era guitarra e pau dentro o tempo inteiro. E agora a gente t\u00e1 ficando mais velho e ficando com vontade de fazer isso. Tudo que \u00e9 m\u00fasica que me vem na cabe\u00e7a eu j\u00e1 tento criar um espa\u00e7o para uma coisa assim, n\u00e3o necessariamente cordas. E essa \u00e9 a divers\u00e3o agora, botar corda em tudo que aparecer, qualquer peido que a gente gravar vamos botar corda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas pensaram no que seria a rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico a isso?<\/strong><br \/>\nTalvez estranhe um pouco, mas acho que n\u00e3o fugiu tanto do que a gente sempre foi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">\u00c9, mesmo com as cordas eu tenho a impress\u00e3o que esse disco t\u00e1 muito mais guitarreiro, tu concorda?<\/span><\/strong><br \/>\nCom as guitarras mais no meio da cara, eu concordo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4730 aligncenter\" title=\"superguidos_thiago_piccoli3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/superguidos_thiago_piccoli3.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/superguidos_thiago_piccoli3.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/superguidos_thiago_piccoli3-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Me lembrou Foo Fighters.<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma influ\u00eancia bem direta. \u00c9 tr\u00eas coisas que a gente tenta imitar, n\u00e3o fala isso na entrevista: Foo Figthers, Guided by Voices e, mais recentemente, Tom Waits. Tentativa fracassada de imitar o Tom Waits. Mas acho que o disco n\u00e3o t\u00e1 t\u00e3o fora do que o pessoal pode t\u00e1 esperando. Essas coisas talvez causem uma esp\u00e9cie de espanto, n\u00e3o sei se espanto \u00e9 a palavra. Talvez o pessoal v\u00e1 notar que t\u00e1 um disco mais conciso, mais definido com o formato dele, mas n\u00e3o t\u00e1 t\u00e3o pior ou melhor do que os outros. T\u00e1 mais podre, eu acho, s\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Posso botar isso?<\/strong><br \/>\nPode, o disco t\u00e1 bem mais podre que os outros. Porque o Seabra ficou com medo que o disco ficasse bund\u00e3o. S\u00f3 que a gente sabia que o disco n\u00e3o ia ficar bund\u00e3o. E teve o lance do cara da mix (Kyle Kelso, produtor norte-americano que mixou o disco). Nas primeiras vezes que veio (o disco mixado) veio meio bund\u00e3o, batera e voz na frente e a gente &#8220;\u00f4 irm\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 por a\u00ed&#8221;. A\u00ed mandamos um Foo Fighters e um Dinosaur Jr para ele: &#8220;\u00e9 assim cara&#8221;. A\u00ed veio, guitarra no meio da lata, a\u00ed &#8220;\u00e9 isso a\u00ed maluco, \u00e9 por a\u00ed&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual foi a import\u00e2ncia do Seabra no produto final, como tu definiria?<\/strong><br \/>\nEle \u00e9 o cara que gravou a parte t\u00e9cnica, isso \u00e9 importante. Ele meio que guiou algumas coisas de arranjo, \u00e9 bom ter um cara de fora cuidando isso, tem vezes que a gente t\u00e1 t\u00e3o dentro que n\u00e3o percebe uma parte que repete demais ou uma parte que podia voltar no meio do arranjo. Esse foi meio que o papel dele, papel de produtor mesmo, de fazer a gente se ligar nas coisas que podiam ficar melhor. E esse disco, como a gente j\u00e1 tinha feito a demo, a gente tinha se disciplinado a prestar aten\u00e7\u00e3o nisso, esse tipo de toque foi menos do que nos outros, e como a gente j\u00e1 tinha a demo, j\u00e1 tinha ouvido o disco e j\u00e1 sabia como ia ficar, e a\u00ed sempre tem uns toquezinhos. E foi legal, o Seabra \u00e9 legal, a gente gosta dele, de trabalhar com ele. No fim deu tudo certo. O pr\u00f3ximo a gente vai gravar sozinho. Em casa. Aqui tem uns tr\u00eas, quatro conto de equipamento (de grava\u00e7\u00e3o), j\u00e1 gravei a ProzaK, j\u00e1 gravei outra banda de uns br\u00f3der meus, e a\u00ed t\u00f4 aprendendo. Para n\u00e3o precisar ir at\u00e9 Bras\u00edlia gravar e porque a gente acha que consegue. S\u00f3 tem um jeito de descobrir se consegue n\u00e9. O quart\u00e3o a gente vai fazer sozinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 t\u00e3o pensando no quarto disco?<\/strong><br \/>\nSim, n\u00e9. O terceiro foi gravado no ver\u00e3o de 2009, n\u00f3s estamos no ver\u00e3o de 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas agora come\u00e7a toda a fase de divulga\u00e7\u00e3o&#8230;.<\/strong><br \/>\n\u00c9 agora vai ser foda isso, mas n\u00e3o vai parar, tem umas duas m\u00fasicas j\u00e1 meio que ensaiadas, eu tenho mais duas prontas, o Andrio deve ter mais uma duas, j\u00e1 s\u00e3o seis m\u00fasicas do disco novo. A ideia \u00e9, sei l\u00e1, gravar no ver\u00e3o do ano que vem, talvez, ou no meio do ano. Como a gente vai gravar em casa tamb\u00e9m n\u00e3o precisa ser um m\u00eas inteiro, a gente vai gravando. E vai ser divertido, ao inv\u00e9s de gastar R$ 2,500 em passagem para Bras\u00edlia a gente gasta em equipamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E em cerveja&#8230;<\/strong><br \/>\nTamb\u00e9m&#8230;em equipamento e uma mesa de sinuca. E essa vai ser a divers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00eas tavam ouvindo quando fizeram o disco?<\/strong><br \/>\nTom Waits, Foo Fighters bastante&#8230;PJ Harvey, o disco dela de 2007 (&#8220;White Chalk&#8221;), os guris eu n\u00e3o sei. Eu tava ouvindo Cat Power, Sparklehorse, que explica bastante coisa tamb\u00e9m, essas coisas assim. Eu fui descobrir uns outros tro\u00e7os depois (da grava\u00e7\u00e3o do disco) que eu at\u00e9 queria ter descoberto antes, mas da\u00ed vai ser influ\u00eancia do pr\u00f3ximo disco, tipo Fiona Apple que eu acho muito foda, Jeff Buckley, porra Jeff Buckley \u00e9 do caralho. E claro, os cl\u00e1ssicos, tipo My Bloody Valentine, essas porras, Pearl Jam tamb\u00e9m, n\u00e3o esse novo, eu tava redescobrindo os velhos, fazia tempo que n\u00e3o ouvia e at\u00e9 saiu uma guitarrinha meio Pearl Jam em uma das m\u00fasicas (&#8220;Nova_completa&#8221;), essas porras assim, guitarreirada, Smashing Pumpkins. E Tom Waits.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Tom Waits \u00e9 muita influ\u00eancia para ti&#8230;<\/span><\/strong><br \/>\n\u00c9, \u00e9 mais inspira\u00e7\u00e3o do que influ\u00eancia porque eu nunca vou conseguir imitar ele. Mas que eu gostaria eu gostaria. E \u00e9 dif\u00edcil, p\u00f4, o cara \u00e9 foda<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E agora voc\u00eas v\u00e3o sair em turn\u00ea&#8230;<\/strong><br \/>\nTem coisa marcada at\u00e9 em maio. Vai ter a turn\u00ea no Norte. E devemos tocar em todo o Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 que foi a recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico \u00e0s m\u00fasicas novas nos shows?<\/strong><br \/>\nA primeira vez que a gente tocou as m\u00fasicas novas foi em S\u00e3o Paulo, l\u00e1 no Sesc, a gente se apavorou, n\u00e3o esperava. Geralmente a gente t\u00e1 acostumado a tocar as m\u00fasicas novas e a galera meio que estranhar n\u00e9, mas dessa vez n\u00e3o, a galera aplaudiu tanto quanto as outras, n\u00e3o sei se tavam muito pelo aplauso. A gente se apavorou. E com o lan\u00e7amento do single que deu uma baita fala\u00e7\u00e3o a gente ficou confiante que o pessoal ia gostar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E\u00a0 o ac\u00fastico?<\/strong><br \/>\nA ideia foi do cara do bar (Thiago Piccoli, fot\u00f3grafo e ent\u00e3o promoter do CulturaRockClub). Eles queriam que a gente tocasse l\u00e1 s\u00f3 que era uma rajada porque era muito pequeno o bar, e era ruim fazer o show ali, com guitarra e barulho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E tinha o problema do hor\u00e1rio&#8230;.<\/strong><br \/>\nIsso, n\u00e3o podia ficar at\u00e9 muito tarde&#8230; e a gente t\u00e1, vamos, n\u00e9. Da\u00ed depois vieram os caras da Baxada Nacional (produtora de audiovisual), que resolveram gravar o ac\u00fastico todo. Beleza, a gente tinha que gravar o \u00e1udio, n\u00e9? N\u00e3o ia dar para fazer tudo com o microfonezinho da c\u00e2mera. A\u00ed come\u00e7ou a trabalheira. O Andrio teve a ideia de chamar os guris (Bruno e Brisa Daitx, da ProzaK, que participaram em duas m\u00fasicas), e a gente come\u00e7ou a ensaiar. E caiu no meu colo essa hist\u00f3ria de gravar o \u00e1udio. Foi uma rajada, foi o dia mais estressante da minha vida. A gente chegou as 14h l\u00e1 para montar as coisas, passar os cabos para tudo que \u00e9 lado e testar os lances. Eu sei que eu cheguei em casa uma hora da manh\u00e3, acabado, com o olho tremendo, meu olho ficou uma semana tremendo depois daquilo. Eu tava com muito medo das coisas darem errado, e faltar coisas. Mas no fim deu tudo certo. Mas eu prometi que nunca mais vou fazer isso, gravar, fazer o som do PA e tocar o mesmo show, n\u00e3o tem quem mere\u00e7a, \u00e9 muita coisa. Quase morri. Porque al\u00e9m de tudo ainda tinha que dar um jeito de pegar o som de cada microfone que a gente tava usando e botar no PA pras pesssoas ouvirem, que tavam vendo o show n\u00e9. Mas consegui, o cara do bar at\u00e9 gostou do show, a\u00ed eu vim pra casa feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como foi tocar as m\u00fasicas de voc\u00eas, que s\u00e3o guitarra pura, na vers\u00e3o ac\u00fastica?<\/strong><br \/>\nPois \u00e9, a\u00ed se tu for ver, tem aquela podreira, mas as notas t\u00e3o l\u00e1 no meio. N\u00e3o \u00e9 uma podreira tipo Ramones, tem as notas e os acordes s\u00e3o cheios. E no viol\u00e3o ficou bem na cara, no viol\u00e3o tu consegue ouvir cada notinha do acorde, tu v\u00ea que a coisa t\u00e1 ali por um prop\u00f3sito. E por isso que n\u00e3o ficou fraco, n\u00e3o ficou vazio. E tem toda essa coisa mel\u00f3dica que \u00e9 o que a gente sempre fez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas gostaram?<\/strong><br \/>\nIhh, ficou muito afud\u00ea, a gente curtiu para caralho. S\u00f3 as m\u00fasicas podiam ter ficado um pouco mais calmas, assim, a gente acabou ensaiando elas bem calminhas s\u00f3 que na hora do show o cara t\u00e1 nervoso, atucanado e a\u00ed a gente acabou tocando um pouco mais r\u00e1pido do que devia. Foi bem divertido, pra mim foi muito v\u00e1lido, aprendi um monte fazendo aquilo e aprendi que eu n\u00e3o quero fazer de novo. Mas foi legal, a gente nunca tinha feito um registro ao vivo. A\u00ed depois eu fiz toda a parte do \u00e1udio, mixagem e master. E a gente vai lan\u00e7ar o disco junto com o disco novo e o DVD em maio. Vai ser o disco cala a boca. A galera ficou o ano inteiro esperando para ouvir o terceiro e n\u00e3o conseguiu. A gente resolveu botar isso como uma tentativa de compensar o atraso. Vai ser um tro\u00e7o para olhar depois de velho e lembrar&#8230;o dia mais trabalhoso da minha vida. Eu vou gostar de mostrar aquilo pros meus netos&#8230;a gente mudou uns arranjos numas m\u00fasicas, tem duas com uma escaleta, uma que tem um pianinho, e as da Prozak, que as duas tem escaleta. Ficou divertido, talvez a gente grave um ao vivo no futuro. Eu vou acabar gravando os tro\u00e7os de novo, acabar fazendo o PA, tamo a\u00ed pra isso mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">********<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4728\" title=\"superguidis3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/superguidis3.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"342\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/superguidis3.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/superguidis3-300x293.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>&#8220;Superguidis&#8221;, Superguidis (Senhor F)<br \/>\npor <a href=\"http:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00edndrome do terceiro disco. Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar disso, certo? \u00c9 mais ou menos assim: uns moleques se juntam, come\u00e7am a tocar de farra, comp\u00f5e uma s\u00e9rie de m\u00fasicas pelo prazer de compor e, ent\u00e3o, gravam um disco. Depois outro. Aquelas m\u00fasicas compostas despretensiosamente preenchem esses dois primeiros \u00e1lbuns, e ent\u00e3o a banda chega ao terceiro disco com a obriga\u00e7\u00e3o de compor material novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas coisas entram na equa\u00e7\u00e3o de um terceiro disco. H\u00e1 profissionalismo agora. H\u00e1 a expectativa (pessoal e p\u00fablica). E h\u00e1 a conviv\u00eancia com a ind\u00fastria, com os est\u00fadios, com os shows, com os festivais, com os novos equipamentos. A rotina deixou de ser aquela do moleque que ia pra escola, brincava na rua com os amigos e depois se juntava para tirar um som. A inoc\u00eancia \u00e9 deixada para tr\u00e1s. Ol\u00e1, mundo adulto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSuperguidis\u201d, o terceiro disco da melhor banda sulista do rock brasileiro nos \u00faltimos anos, tem um pouco disso tudo, mas transpira inquieta\u00e7\u00e3o, tristeza. As guitarras, marca registrada do quarteto, continuam altas e afiadas, mas as letras ficaram menos&#8230; pegajosas, diretas, ir\u00f4nicas. Algumas can\u00e7\u00f5es de \u201cA Amarga Sinfonia de Um Superstar\u201d, o segundo disco, j\u00e1 apontavam nessa dire\u00e7\u00e3o, mas aqui tudo fica mais claro, ou, dependendo do ponto de vista, turvo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o a toa, na entrevista que voc\u00ea leu acima, Lucas Pocamacha fala em Tom Waits sete vezes. E tamb\u00e9m em arranjos de cordas. O rock adolescente dos dois primeiros discos come\u00e7a a soar mais s\u00e9rio (e, n\u00e3o sei por que, me lembra \u201cIn Utero\u201d, do Nirvana) no \u201cTerceir\u00e3o\u201d, e a banda enfrenta a s\u00edndrome do terceiro disco jogando no colo do ouvinte can\u00e7\u00f5es poderosas para se ouvir, ouvir e ouvir. E n\u00e3o enjoar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A bonita \u201cRoger Waters\u201d abre o disco de forma bundona, para usar uma defini\u00e7\u00e3o de Lucas, com melodia lenta, um dedinho de \u00f3rg\u00e3o, cordas, e uma melancolia caracter\u00edstica de quem aceitou que, enfim, \u201cas coisas quase sempre acabam\u201d. \u00c9 um susto para quem esperava um esporro abrindo o disco, e mostra maturidade do quarteto. Emenda com \u201cN\u00e3o Fosse o Bom Humor\u201d, que soa como \u201cMais Um Dia de C\u00e3o\u201d em vers\u00e3o raivosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As m\u00fasicas se alternam e o que se percebe de imediato \u00e9 que as guitarras est\u00e3o soando muito melhores. As letras, reflexivas, afastam um pouco o ouvinte imediato que saiu assoviando \u201cMalevolosidade\u201d e \u201cSpiral Arco-Iris\u201d na primeira audi\u00e7\u00e3o. \u201cSuperguidis\u201d \u00e9 um passo a frente, um grande \u00e1lbum, mas ainda assim deixa interroga\u00e7\u00f5es. Para onde vai o quarteto do Gua\u00edba nos pr\u00f3ximos discos? O que vem pela frente?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, a quest\u00e3o da s\u00edndrome do terceiro disco \u00e9 deixada de lado. \u201cSuperguidis\u201d \u00e9 um grande \u00e1lbum, mas soa como se fosse um disco de transi\u00e7\u00e3o, como se a banda tivesse abrindo caminho para o quarto \u00e1lbum, e este sim talvez seja \u201co\u201d definitivo. A divis\u00e3o da tarefa de composi\u00e7\u00e3o entre Andrio e Lucas lembra Amarante e Camelo. Voc\u00ea nota quem comp\u00f4s o que, e como isso funciona na qu\u00edmica do grupo e o (trans)forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso deixa o futuro em aberto. Se voc\u00ea est\u00e1 preocupado com o presente, acalme-se: \u201cSuperguidis\u201d \u00e9 um baita disco, e deve crescer horrores no palco, local que a banda domina. Por\u00e9m, h\u00e1 uma cicatriz na alma do \u00e1lbum que pede aten\u00e7\u00e3o e expectativa. \u00c9 um pequeno detalhe que poder\u00e1 passar despercebido, uma incomoda\u00e7\u00e3o que pode render algo&#8230; cl\u00e1ssico. Mas falamos disso no ano que vem. Agora, vale cantar\/gritar: \u201cPor que ser\u00e1 que sempre chove toda vez que algu\u00e9m te abandona?\u201d.<br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><br \/>\n<strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/span><br \/>\n&#8211; \u201cA Amarga Sinfonia de um Superstar\u201d, Superguidis, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/08\/06\/disco-da-semana-a-segunda-vinda-do-superguidis\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Ao Vivo em Brasilia&#8221;, Superguidis, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/09\/05\/500-toques-engenheiros-superguidis-e-chico-buarque\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Janaina Azevedo \u00e9 jornalista e escreve no jornal O Sul<br \/>\nMarcelo Costa \u00e9 jornalista e editor do Scream &amp; Yell<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Janaina Azevedo\nPara contar a hist\u00f3ria do Terceir\u00e3o, o guitarrista Lucas Pocamacha recebeu o S&#038;Y no seu quarto, em Porto Alegre.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/03\/24\/entrevista-superguidis\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":35,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4707"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/35"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4707"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4707\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4988,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4707\/revisions\/4988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4707"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4707"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4707"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}