{"id":47007,"date":"2018-03-29T14:26:40","date_gmt":"2018-03-29T17:26:40","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=47007"},"modified":"2018-05-01T10:02:48","modified_gmt":"2018-05-01T13:02:48","slug":"entrevista-premiata-forneria-marconi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/03\/29\/entrevista-premiata-forneria-marconi\/","title":{"rendered":"Entrevista: Premiata Forneria Marconi"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nome ic\u00f4nico e hist\u00f3rico do rock mundial, a banda italiana Premiata Forneria Marconi est\u00e1 pr\u00f3xima de completar 50 anos de carreira (em 2020!), soma mais de 6 mil shows no curr\u00edculo e ainda mostra f\u00f4lego para compor material novo. \u201cEmotional Tattoos&#8221;, o d\u00e9cimo s\u00e9timo \u00e1lbum de est\u00fadio dos italianos (lan\u00e7ado em vers\u00e3o dupla: uma cantada em ingl\u00eas e a outra na l\u00edngua p\u00e1tria &#8211; o videoclipe para o single &#8220;The Lesson \/ La Lezione&#8221; surge nas duas vers\u00f5es abaixo), chegou ao mercado em outubro de 2017, e demonstra que a PFM ainda t\u00eam muito a oferecer aos f\u00e3s e ao rock progressivo mel\u00f3dico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na capa do novo disco, os dois membros mais antigos da banda, o baterista e vocalista Franz Di Cioccio (\u00fanico remanescente da forma\u00e7\u00e3o original de 1970) e o baixista Patrick Djivas (que entrou no grupo em 1974), pilotam uma espa\u00e7onave e convidam o ouvinte a partir com eles por \u201cnovos mundos musicais distantes\u201d, como descreveu Patrick em conversa com o Scream &amp; Yell. Franz tamb\u00e9m participou do bate papo, e aproveitou para refor\u00e7ar que o Premiata \u201cnunca lan\u00e7a um disco semelhante ao anterior\u201d. Segundo ele, a banda est\u00e1 em evolu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de \u201cconstantes pesquisas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De volta ao Brasil pela terceira vez, segundo Franz, o show ter\u00e1 m\u00fasicas do novo disco e grandes cl\u00e1ssicos do Premiata. \u201cVamos abrir janelas emocionais em todas as nossas eras musicais\u201d, promete o baterista e vocalista. J\u00e1 o baixista Patrick espera ouvir novamente o som do p\u00fablico que o encantou na \u00faltima turn\u00ea pelo pa\u00eds: \u201cO p\u00fablico fez um coro \u2018Premiata, Premiata, Premiata\u2019 de uma forma muito musical, num ritmo envolvente e fant\u00e1stico\u201d, relembra. Confira o papo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZYPW-xMdyzk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos come\u00e7ar falando sobre o novo \u00e1lbum! Em 2017, voc\u00eas lan\u00e7aram &#8220;Emotional Tattoos&#8221;! Como foi a produ\u00e7\u00e3o e como voc\u00eas o veem no cat\u00e1logo do PFM?<\/strong><br \/>\nFranz \u2013 Patrick e eu escrevemos todas as m\u00fasicas do novo disco. N\u00f3s trabalhamos muito bem juntos, em grande harmonia. Patrick, al\u00e9m de ser um grande baixista, \u00e9 um pesquisador de sons capaz de criar arranjos ricos que se encaixam em todos os estilos de m\u00fasica. N\u00f3s nos conhecemos muito bem e quando eu canto uma melodia ele j\u00e1 tem em mente como a m\u00fasica vai soar. Para as letras, foi um trabalho semelhante. Escrevi as letras em italiano e Patrick em ingl\u00eas, uma l\u00edngua que ele conhece muito bem \u2013 al\u00e9m do italiano e do franc\u00eas. Vejo este novo disco numa \u00f3tima posi\u00e7\u00e3o dentro do cat\u00e1logo do PFM, uma opini\u00e3o que \u00e9 compartilhada pelo p\u00fablico e, tamb\u00e9m, por muitos jornalistas. \u00c9 um disco que mant\u00e9m o trabalho do PFM em evolu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de constantes pesquisas. Nunca lan\u00e7amos um disco semelhante ao anterior. \u00c9 uma tradi\u00e7\u00e3o do PFM.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 a ideia por tr\u00e1s do t\u00edtulo e da arte de &#8220;Emotional Tattoos&#8221;?<\/strong><br \/>\nPatrick \u2013 Qualquer forma de arte tem o poder de causar fortes emo\u00e7\u00f5es que se tornam marcas permanentes, tatuagens emocionais mesmo. At\u00e9 na m\u00fasica \u00e9 assim. Neste novo \u00e1lbum tentamos captar a ess\u00eancia do mundo contempor\u00e2neo atrav\u00e9s dos sentimentos e emo\u00e7\u00f5es que temos dentro de n\u00f3s. Desta forma, podemos \u201ctatuar\u201d o p\u00fablico emocionalmente. Percebemos tamb\u00e9m que esse novo grupo de can\u00e7\u00f5es eram hist\u00f3rias que levavam o ouvinte para novos mundos musicais distantes. Ent\u00e3o, a maneira que encontramos de traduzir isso em uma imagem foi mostrar uma espa\u00e7onave (na capa) e convidar todo mundo para descobrir esse novo mundo conosco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Este \u00e9 o primeiro \u00e1lbum de est\u00fadio sem o guitarrista Franco Mussida, certo? Como foi gravar sem ele e como est\u00e1 a nova forma\u00e7\u00e3o do PFM?<\/strong><br \/>\nFranz \u2013 O baixo e a bateria andam juntos, Patrick e eu somos muito unidos e complementares trabalhando em parceria, e isso se estende ao palco. Voltamos \u00e0 verve dos anos 90, quando est\u00e1vamos compondo trilhas sonoras para o cinema e TV. A harmonia era perfeita como \u00e9 agora. &#8220;Emotional Tattoos&#8221; tem muita personalidade e grande profundidade musical e textual nas duas vers\u00f5es (inglesa e italiana). A banda inteira participou com entusiasmo do processo. Foi um momento belo e excitante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Patrick \u2013 Estamos muito felizes com a nova forma\u00e7\u00e3o do PFM. A coisa mais dif\u00edcil para n\u00f3s foi encontrar n\u00e3o apenas m\u00fasicos tecnicamente perfeitos, mas homens com um grande cora\u00e7\u00e3o e uma vis\u00e3o sobre melodia e harmonia dif\u00edcil de encontrar nas gera\u00e7\u00f5es mais jovens. Tivemos sorte\u2026 (<em>al\u00e9m de Franz e Patrick, o Premiata atual traz Alessandro Scaglione nos teclados, Hammond e Moog; Lucio Fabbri no violino; Marco Sfogli na guitarra; Roberto Gualdi na bateria; e Alberto Bravin nos teclados e backing vocals<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 que voc\u00eas tocaram no assunto, &#8220;Emotional Tattoos&#8221; foi lan\u00e7ado em vers\u00e3o dupla, uma em italiano e a outra em ingl\u00eas. Como foi o processo de grava\u00e7\u00e3o dessas duas vers\u00f5es em diferentes idiomas? S\u00e3o as mesmas letras? H\u00e1 uma enorme col\u00f4nia italiana no Brasil&#8230;<\/strong><br \/>\nPatrick \u2013 A trilha musical de cada can\u00e7\u00e3o \u00e9 id\u00eantica, o que muda \u00e9 o vocal e a letra, porque as vers\u00f5es em italiano e ingl\u00eas n\u00e3o trazem a mesma letra, elas n\u00e3o s\u00e3o uma tradu\u00e7\u00e3o direta uma da outra, mas s\u00e3o compat\u00edveis nos significados. N\u00f3s desenvolvemos as letras para que elas estivessem contextualizadas com as particularidades de cada um dos idiomas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Franz \u2013 Sim, sabemos que somos muito amados no Brasil e amamos tanto nossos compatriotas quanto o povo brasileiro.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/spt1IKlEm-M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como ser\u00e1 o set list para esta terceira turn\u00ea do PFM no Brasil ? Uma mistura de toda a carreira mais o novo \u00e1lbum? Ou existem surpresas?<\/strong><br \/>\nFranz \u2013 Esperamos um p\u00fablico entusiasmado! \u00c9 muito bom ver f\u00e3s de diferentes gera\u00e7\u00f5es em nossos shows. O poder da m\u00fasica \u00e9 transcendental e pretendemos manter a tradi\u00e7\u00e3o do PFM de criar aquela empatia que une o p\u00fablico \u00e0 banda, no palco. Vamos abrir janelas emocionais em todas as nossas eras musicais. Tocaremos parte do \u201cEmotional Tattoos\u201d, mas haver\u00e1 momentos de liberdade improvisada, que tornam o show sempre diferente. A m\u00fasica para n\u00f3s nunca surge pr\u00e9-embalada!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desta vez voc\u00eas v\u00e3o tocar em tr\u00eas cidades (S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte). A \u00faltima vez foi em 2014, certo? H\u00e1 alguma coisa curiosa sobre qualquer uma das duas passagens no Brasil que voc\u00eas se lembram e o que esperam desta nova visita?<\/strong><br \/>\nPatrick \u2013 Eu derreto quando vejo a Ba\u00eda da Guanabara, no Rio. Lembro que visitamos o Corcovado, pegamos aquele trenzinho e havia tr\u00eas m\u00fasicos tocando no vag\u00e3o para os turistas, e todo mundo cantava e dan\u00e7ava. Foi divertido. No nosso \u00faltimo show no Brasil, o p\u00fablico fez um coro \u201cPremiata, Premiata, Premiata\u201d de uma forma muito musical, num ritmo envolvente e fant\u00e1stico. Me pergunto at\u00e9 hoje como eles fizeram aquilo sem ensaio&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas acompanham a atual cena italiana progressiva? Existem grupos t\u00e3o bons quanto os dos anos 70? E, em geral, como est\u00e1 a m\u00fasica na It\u00e1lia?<\/strong><br \/>\nFranz \u2013 N\u00e3o acompanho especificamente a cena progressiva, mas acompanho a m\u00fasica em gera, e, no momento, nada t\u00eam me impressionado muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existe uma banda brasileira que mora em Mil\u00e3o e fez um relativo sucesso na It\u00e1lia regravando Enzo Jannacci. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/11\/21\/entrevista-selton-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Seu nome \u00e9 Selton<\/a>&#8230;<\/strong><br \/>\nPatrick \u2013 N\u00e3o conhe\u00e7o, mas vou dar uma ouvida&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 muita gente no Brasil tocando m\u00fasica progressiva e o selo independente <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/01\/21\/entrevista-diego-camargo-progshine-records\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Progshine<\/a> tem tentado catalisar essa cena. O que voc\u00ea diria aos jovens que s\u00e3o apaixonados por Prog e continuam a seguir a sonoridade que voc\u00eas come\u00e7aram a produzir nos anos 70?<\/strong><br \/>\nFranz \u2013 Eles est\u00e3o fazendo a coisa certa ao escolher uma m\u00fasica que fa\u00e7a o seu c\u00e9rebro viajar muito e que tenha a capacidade de evoluir em outras dire\u00e7\u00f5es criativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Patrick \u2013 Meu conselho \u00e9 pensar sobre o significado da palavra PROG. Procure novas maneiras de escrever m\u00fasicas interessantes sem ficar preso ao que estava acontecendo nos anos 70, pois sen\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o estar\u00e1 fazendo rock progressivo, e sim rock regressivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Storia di Un Minuto&#8221; (1972) e &#8220;Per un Amico&#8221; (1973) e sua vers\u00e3o em ingl\u00eas &#8220;Photos of Ghosts&#8221; (1974) s\u00e3o cl\u00e1ssicos, registros hist\u00f3ricos do progressivo mundial. Voc\u00eas imaginavam que estariam na estrada com o PFM quase 50 anos depois? Qual o segredo da longevidade da banda?<\/strong><br \/>\nFranz \u2013 N\u00e3o, n\u00e3o imagin\u00e1vamos, mas o PFM \u00e9 assim: gostamos de experimentar, de viver em um mundo contempor\u00e2neo sempre a procura de algo novo. O segredo \u00e9 abra\u00e7ar o futuro, mudar o tempo todo mant\u00e9m voc\u00ea vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Patrick \u2013 Tentar manter o controle sobre o que voc\u00ea conquistou \u00e9 apenas perda de tempo e um caminho para a infelicidade. Voc\u00ea consegue imaginar tocar a mesma m\u00fasica 6 mil vezes exatamente da mesma maneira? Pois \u00e9 isso que acontece conosco: j\u00e1 fizemos 6 mil shows. (Se toc\u00e1ssemos sempre do mesmo jeito) Isso soaria deprimente, mas toda noite \u00e9 uma oportunidade para mudar uma nota, adicionar uma nova sensa\u00e7\u00e3o de ritmo e, por que n\u00e3o, cometer um erro. Todos sabemos que sem erros o mundo seria um lugar chato.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ku99Isy9f5E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5Wdmu1sleWE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JEZFgN5w4B4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a Calmantes com Champagne<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"De volta ao Brasil pela terceira vez, o PFM passar\u00e1 em abril por S\u00e3o Paulo (19\/04), Rio (21\/04) e Belo Horizonte (22\/04) mostrando o novo disco, &#8220;Emotional Tattoos&#8221;. 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