{"id":46836,"date":"2018-03-12T00:49:17","date_gmt":"2018-03-12T03:49:17","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=46836"},"modified":"2018-05-21T02:30:13","modified_gmt":"2018-05-21T05:30:13","slug":"tres-filmes-o-rei-do-show-marshall-e-uma-especie-de-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/03\/12\/tres-filmes-o-rei-do-show-marshall-e-uma-especie-de-familia\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes: \u201cO Rei do Show\u201d, \u201cMarshall\u201d e \u201cUma Esp\u00e9cie de Fam\u00edlia\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcelo.costa.5855\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46839 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/gretatest.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/gretatest.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/gretatest-202x300.jpg 202w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cO Rei do Show\u201d, de Michael Gracey (2017)<\/strong><br \/>\nEm Hollywood uma coisa \u00e9 certa: se algo deu certo ano passado, pode acreditar que v\u00e3o tentar enfiar goela abaixo do p\u00fablico uma vers\u00e3o requentada do acerto neste ano. Com produ\u00e7\u00e3o iniciada em 2009, mas sinal verde para seguir em frente ap\u00f3s o sucesso de \u201cLa La Land\u201d (2016), de quem a produ\u00e7\u00e3o inclusive utilizou a mesma dupla de compositores Benj Pasek e Justin Paul, \u201cThe Greatest Showman\u201d (no original) peca gravemente por se preocupar com o formato e esquecer um item importante na trama de um grande filme: o roteiro. Piegas, a\u00e7ucarado e por vezes melosamente indigesto, \u201cO Rei do Show\u201d inspira-se (livremente) na hist\u00f3ria de P. T. Barnum, um dos pioneiros do circo no s\u00e9culo 19 nos Estados Unidos. Interpretado por um esfor\u00e7ado Hugh Jackman, P. T. Barnum tem sua trajet\u00f3ria revista com todos os elementos que formam uma narrativa melosa: garoto pobre apaixonado reciprocamente por uma menina rica, Barnum e Charity (interpretada por Michelle Williams na fase adulta) se casam \u00e0 revelia da fam\u00edlia dela e se mudam para Nova York, onde t\u00eam dois filhos e vivem modestamente. Charity se sente feliz, mas Barnum quer mais. Ele quer dar conforto \u00e0 fam\u00edlia e&#8230; alegria para as pessoas (\u00e9 s\u00e9rio!). Sua primeira ideia, uma esp\u00e9cie de museu de curiosidades, fracassa, mas na segunda ele acerta em cheio: um grande show estrelado por freaks, bizarrices e rejeitados de todos os tipos. Com romance, trag\u00e9dia, final feliz e can\u00e7\u00f5es que poderiam estar em um disco de remixes ruim de uma clone de terceira categoria de Katy Perry (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/01\/23\/conheca-os-indicados-ao-oscar-2018\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma delas indicada ao Oscar<\/a>), \u201cO Rei do Show\u201d custou US$ 84 milh\u00f5es e faturou US$ 378 milh\u00f5es nas bilheterias. Ratinho e Gugu Liberato aplaudem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 1<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46840 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/marshall.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/marshall.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/marshall-202x300.jpg 202w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cMarshall\u201d, de Reginald Hudlin (2017)<\/strong><br \/>\nTamb\u00e9m indicado ao Oscar 2018 na categoria <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/01\/23\/conheca-os-indicados-ao-oscar-2018\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Melhor Can\u00e7\u00e3o Original<\/a> (a boa &#8220;Stand Up for Something&#8221;, interpretada por Andra Day e Common, s\u00f3 toca nos cr\u00e9ditos), uma desculpa esfarrapada da Academia para lan\u00e7ar luz sobre um \u00f3timo filme que merecia muito mais destaque do que teve (numa compara\u00e7\u00e3o direta, coloca \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/20\/tres-filmes-sniper-selma-e-mr-turner\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Selma<\/a>\u201d, indicado ao Oscar como Melhor Filme em 2015, no bolso), ainda que tenha surgido em um ano repleto de boas produ\u00e7\u00f5es (nota 8), \u201cMarshall\u201d foca em uma trama, inspirada em fatos reais, que apresenta ao p\u00fablico Thurgood Marshall, o primeiro afro-americano juiz da Corte Suprema dos Estados Unidos, e se concentra em um dos primeiros casos de sua carreira. Trabalhando em uma ONG (NAACP: The National Association for the Advancement of Colored People) que defendia a justi\u00e7a para afro-americanos, Thurgood \u00e9 enviado a Bridgeport, na \u00e1rea metropolitana de Nova York, para defender um homem negro (Sterling K. Brown) acusado de estuprar e tentar assassinar uma mulher branca (Kate Hudson). O juiz local n\u00e3o aceita que um advogado de outra comarca trabalhe no caso, e Thurgood se v\u00ea obrigado a aconselhar o inexperiente advogado local (branco) especialista em casos de seguros Sam Friedman (Josh Gad) durante todo o processo. Com elenco competente e uma hist\u00f3ria forte, \u201cMarshall\u201d \u00e9 daqueles filmes de tribunal que n\u00e3o s\u00f3 honram o estilo, como tamb\u00e9m aprofundam o olhar sobre a ferida do racismo na Am\u00e9rica, uma luta cont\u00ednua que est\u00e1 muito distante do fim, e da qual o importante document\u00e1rio \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/02\/27\/tres-documentarios-voyeur-visages-villages-e-strong-island\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Strong Island<\/a>\u201d (tamb\u00e9m indicado ao Oscar 2018) tamb\u00e9m faz parte. Por mais Marshalls e menos Trumps na sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8 (j\u00e1 dispon\u00edvel em canais de aluguel como Now e Youtube)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46837 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/especie1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"664\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/especie1.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/especie1-203x300.jpg 203w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cUma Esp\u00e9cie de Fam\u00edlia\u201d, de Diego Lurman (2017)<\/strong><br \/>\nA m\u00e9dica Malena (B\u00e1rbara Lennie) decide adotar um beb\u00ea. O espectador n\u00e3o percebe isso com muita rapidez, pois o trecho inicial da trama de \u201cUna Especie de Familia\u201d foca no desespero, na agonia e nas d\u00favidas da personagem principal, sempre \u00e0 beira de um ataque de nervos. O roteiro (premiado no Festival de San Sebastian) \u00e9 meticuloso e s\u00f3 vai soltando migalhas da hist\u00f3ria (dolorosa): residente de Buenos Aires, Malena dirige cerca de oito horas de carro at\u00e9 o pobre povoado de Misiones, fronteira do Brasil e Paraguai com a Argentina. L\u00e1 ela encontra Marcela (a excelente Yanina \u00c1vila, respons\u00e1vel por um dos grandes momentos do filme), uma garota humilde que est\u00e1 prestes a dar a luz a seu terceiro filho. A rela\u00e7\u00e3o das duas denota, num primeiro momento, amizade e cuidados m\u00e9dicos, mas Malena, na verdade, n\u00e3o \u00e9 a m\u00e9dica de Marcela, e sim a mulher que ir\u00e1 adotar o filho prestes a nascer. A agonia tanto de Malena quanto de Marcela afeta o espectador, e o roteiro n\u00e3o alivia acrescentando camada de drama sobre camada de drama numa hist\u00f3ria que se tornar\u00e1, a cada segundo, mais dolorosa, discutindo a m\u00e1fia do com\u00e9rcio de beb\u00eas, o papel da fam\u00edlia, em primeiro plano, e da sociedade, num \u00e2mbito maior, na quest\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o, e dos limites morais e \u00e9ticos da personagem central. Produ\u00e7\u00e3o argentina (coproduzida por Brasil, Fran\u00e7a, Pol\u00f4nia e Dinamarca) vencedora do pr\u00eamio de Melhor Filme no Festival Internacional de Chicago, \u201cUma Esp\u00e9cie de Fam\u00edlia\u201d tem na sutileza de sua condu\u00e7\u00e3o (que contrasta com o caos polido de toda a situa\u00e7\u00e3o, prestes a explodir a qualquer segundo) um de seus maiores m\u00e9ritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9 (em cartaz nos cinemas)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/r5R6CVp_JzU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/278KVxZjXr0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eLZx9O2ktLI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;O Rei do Show&#8221; \u00e9 um &#8220;La La Land&#8221; de quinta categoria; &#8220;Marshall&#8221; \u00e9 outro grande filme que merecia mais &#8220;sorte&#8221; no Oscar 2018; \u201cUma Esp\u00e9cie de Fam\u00edlia\u201d valoriza a sutileza em meio ao caos de uma ado\u00e7\u00e3o.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/03\/12\/tres-filmes-o-rei-do-show-marshall-e-uma-especie-de-familia\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":46838,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[2553],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46836"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46836"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46836\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46841,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46836\/revisions\/46841"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46838"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46836"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46836"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}