{"id":46811,"date":"2018-03-06T12:15:58","date_gmt":"2018-03-06T15:15:58","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=46811"},"modified":"2018-04-23T16:50:48","modified_gmt":"2018-04-23T19:50:48","slug":"conexao-latina-da-argentina-cruzas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/03\/06\/conexao-latina-da-argentina-cruzas\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Latina: da Argentina, Cruzas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formado em 2003 em Buenos Aires, o quarteto Cruzas come\u00e7ou tocando pelo circuito underground da zona sul da capital argentina, mas logo mostraria apre\u00e7o pela estrada em turn\u00eas nacionais enquanto os lan\u00e7amentos progrediam: entre 2008 e 2012, o Cruzas lan\u00e7ou tr\u00eas EPs (\u201c<a href=\"https:\/\/cruzas.bandcamp.com\/album\/viaje-al-exilio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Viaje al Exilio<\/a>\u201d, \u201c<a href=\"https:\/\/cruzas.bandcamp.com\/album\/en-b-squeda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">En B\u00fasqueda<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/cruzas.bandcamp.com\/album\/de-una-vida\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">De Una Vida<\/a>\u201d); o quarto registro, \u201c<a href=\"https:\/\/cruzas.bandcamp.com\/album\/el-zimple\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">El Zimple<\/a>\u201d, ganhou as redes em 2013 e o final de 2017 viu o nascimento de \u201c<a href=\"https:\/\/cruzas.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Volumen 5<\/a>\u201d, o primeiro \u00e1lbum cheio, que tamb\u00e9m ganhou edi\u00e7\u00e3o em vinil <a href=\"https:\/\/cruzas.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e est\u00e1 dispon\u00edvel no Bandcamp<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mar\u00e7o deste ano, entre os dias 7 e 18, a Cruzas embarca em uma verdadeira cruzada para divulgar seu som pelo Sul do Brasil. O quarteto argentino cruza a fronteira e percorre, de carro, mais de mil e trezentos quil\u00f4metros para apresentar uma sequ\u00eancia de shows em Porto Alegre e cidades pr\u00f3ximas. A feita marca a primeira gira internacional do conjunto e a bagagem vem recheada com o peso do som que caracteriza o grupo, um rock\u00e3o de inclina\u00e7\u00f5es setentistas com cruzamento de doom metal e de blues.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um dia de semana, ap\u00f3s o tradicional ensaio, Tacho (voz), Ale (guitarra), Leo (bateria) e Wilson (baixo) responderam \u00e0s perguntas da entrevista a seguir, feita para divulgar a turn\u00ea em solo ga\u00facho que recebeu o carinhoso nome de \u201cGuillotina Tour \u2014 Brasil 2018\u201d. A hist\u00f3ria do quarteto, as influ\u00eancias e o porqu\u00ea de tocar na \u00e1rea metropolitana da capital da antiga prov\u00edncia de S\u00e3o Pedro do Rio Grande do Sul s\u00e3o alguns dos assuntos abordados.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/C-x8pI0r0rM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por favor, conte um pouco sobre a hist\u00f3ria da Cruzas: como se formou, a trajet\u00f3ria de 15 anos, os momentos mais importantes da carreira\u2026<\/strong><br \/>\nAle e Tacho formaram a Cruzas em 2003. No come\u00e7o, a banda tocou muito pelo circuito underground da zona sul da grande Buenos Aires. Em 2007, fizemos a primeira turn\u00ea nacional. J\u00e1 entre 2008 e 2012, gravamos tr\u00eas EPs que s\u00e3o parte de uma trilogia (\u201cViaje al Exilio\u201d, \u201cEn B\u00fasqueda\u201d e \u201cDe Una Vida\u201d). Tamb\u00e9m passamos pela costa atl\u00e2ntica da Argentina. Em 2013, Wilson entrou para o baixo e gravamos o quarto EP, \u201cEl Zimple\u201d, j\u00e1 com maturidade sonora. Al\u00e9m disso, tocamos pela capital federal e pelo interior da prov\u00edncia. Em 2016, Leo assumiu a bateria e, em 2017, gravamos \u201cVolumen 5\u201d. Nesse mesmo ano abrimos o festival B.A Rock e continuamos tocando pelos bairros de Buenos Aires.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda \u00e9 a atividade principal dos integrantes? Caso n\u00e3o, como dividem o tempo entre trabalhos \u2018normais\u2019, fam\u00edlia e a dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 Cruzas?<\/strong><br \/>\nEm geral, ensaiamos duas vezes por semana, depois de nossos trampos. Tentamos dedicar o maior tempo dispon\u00edvel que temos para tocar, ensaiar e organizar as coisas da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o as influ\u00eancias de cada integrante? E quais dessas bandas podem ser consideradas refer\u00eancias que ajudaram a moldar o som da Cruzas?<\/strong><br \/>\nAs influ\u00eancias individuais:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tacho: Pappo\u2019s Blues, Judas Priest, AC\/DC, Pink Floyd e Spinetta.<br \/>\nWilson: Melvins, Black Flag, Mudhoney e Ramones.<br \/>\nLeo: Soundgarden, NY Dolls, Wu Tang Clan e Rolling Stones.<br \/>\nAle: Black Sabbath, Earth, Pentagram e Cathedral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O som da Cruzas, como grupo, est\u00e1 moldado principalmente por Black Sabbath, Pappo\u2019s Blues e o rock dos anos 90. Pelo menos acreditamos nisso! heheheh<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os membros da banda eram parte do mesmo cen\u00e1rio musical ou vieram de diferentes estilos, de backgrounds distintos?<\/strong><br \/>\nNos conhecemos de galeras distintas e de nos cruzarmos em shows e pela noite. Wilson toca em uma banda (Aire) que fez diversos shows com a gente. J\u00e1 o Leo a gente conheceu indo curtir algumas gigs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como se definiu o som da banda? Desde o come\u00e7o a ideia era fazer um rock pesado, misturando metal \u2014 principalmente o doom \u2014 e acrescentando elementos do blues?<\/strong><br \/>\nDesde o princ\u00edpio quer\u00edamos fazer stoner rock. Era 2003, Ale e Tacho vinham curtindo thrash local. Mas o mambo psicod\u00e9lico sempre esteve presente. Atualmente, com a troca na forma\u00e7\u00e3o, nos atiramos mais para o doom, o hardcore e as sonoridades mais alternativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No Brasil h\u00e1 uma onda de stoner e sons similares. E na Argentina, como est\u00e1 o cen\u00e1rio para esse tipo de m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nExiste uma cena bem grande, com muitas bandas e lugares para tocar. Desde o fim dos anos 90 existem v\u00e1rios grupos desse estilo. E ultimamente as novas gera\u00e7\u00f5es parecem ter essa influ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que bandas conhecem e gostam aqui do Brasil? E do sul do pa\u00eds, tem algum artista que curtam?<\/strong><br \/>\nDo Brasil, tem Sepultura, Forgotten Boys, Os Mutantes, Ratos de Por\u00e3o, Hermeto Pascoal, Fuzzfaces e Muzzarelas. Do sul, a Motor City Madness e a El Negro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Parece haver um cuidado com a produ\u00e7\u00e3o dos discos da Cruzas. Voc\u00eas realmente pensam em apresentar um trabalho bem feito? A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 mesmo primar por materiais com qualidade, e n\u00e3o apenas grava\u00e7\u00f5es feitas de qualquer jeito?<\/strong><br \/>\nNo \u00faltimo disco, e com o impulso da nova forma\u00e7\u00e3o, tivemos essa possibilidade de gravar em um est\u00fadio bom. Ficamos muito satisfeitos com o resultado. Nos pareceu que era uma boa lan\u00e7ar o disco em vinil. Antes, fizemos alguns EPs. O \u201cVolumen 5\u201d \u00e9 o primeiro \u00e1lbum completo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cVolumen 5\u201d \u00e9 o primeiro que voc\u00eas disponibilizam em vinil? Por que gostam desse tipo de m\u00eddia f\u00edsica? O registro foi pago pela pr\u00f3pria banda, de maneira independente, ou h\u00e1 algum selo envolvido?<\/strong><br \/>\nSim, \u00e9 o primeiro nesse formato e foi feito 100% independente. As capas foram impressas em serigrafia, uma a uma (de um total de 300). \u00c9 uma m\u00eddia que sempre gostamos e, dessa vez, tivemos a possibilidade de fazer exemplares. At\u00e9 porque o som do disco novo est\u00e1 muito bom! O vinil tem mais corpo, real\u00e7a as frequ\u00eancias e \u00e9 \u00fanico formato f\u00edsico que teremos dispon\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O t\u00edtulo \u201cVolumen 5\u201d remete ao cl\u00e1ssico \u201cVol. 4\u201d, do Black Sabbath. Sendo o quarteto ingl\u00eas influ\u00eancia declarada da Cruzas, seria o nome do novo registro uma esp\u00e9cie de homenagem aos \u00eddolos?<\/strong><br \/>\nSim, todos gostamos de Black Sabbath e \u00e9 uma homenagem aos caras. \u201cVol. 4\u201d \u00e9 um disco emblem\u00e1tico deles, mas n\u00e3o sei se o nosso favorito. E, al\u00e9m disso, foi um jeito bacana de nomear nosso trampo, pois, depois de quatro EPs, ele \u00e9 o quinto disco. Ent\u00e3o, \u201cVolumen 5\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa \u00e9 a primeira tour internacional da Cruzas. A op\u00e7\u00e3o pelo sul do Brasil foi pela proximidade geogr\u00e1fica com a Argentina ou h\u00e1 outras raz\u00f5es?<\/strong><br \/>\nConhecemos os amigos da El Negro, pois dividimos alguns shows na Argentina. Ent\u00e3o, eles nos convidaram para ir tocar a\u00ed. Tacho esteve de f\u00e9rias pela cidade e conheceu a movimenta\u00e7\u00e3o roqueira de Porto Alegre. Ele gostou bastante, pois a cidade \u00e9 bem rock\u2019n\u2019roll.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 planos de fazer giras em outros estados do Brasil ou mesmo em outros pa\u00edses?<\/strong><br \/>\nSim, temos essa ideia. Certamente este ano vamos tocar no Chile, M\u00e9xico e Peru. Queremos apresentar o disco novo nesses lugares. Esperamos poder conhecer outras regi\u00f5es do Brasil! Estamos com muita gana para mostrar o novo disco por a\u00ed.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YAHZbx_AsXk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista. Entrevista cedida pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/abstratti\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Abstratti Produtora<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Hernan Parera \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com o peso do som que caracteriza o grupo, um rock\u00e3o de inclina\u00e7\u00f5es setentistas com cruzamento de doom metal e de blues, o Cruzas aporta no Sul do pa\u00eds com a \u201cGuillotina Tour \u2014 Brasil 2018\u201d.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/03\/06\/conexao-latina-da-argentina-cruzas\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":52,"featured_media":46812,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[45,2676],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46811"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/52"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46811"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46811\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47077,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46811\/revisions\/47077"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46812"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46811"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46811"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46811"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}