{"id":46583,"date":"2018-02-19T09:41:17","date_gmt":"2018-02-19T12:41:17","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=46583"},"modified":"2018-03-17T16:00:49","modified_gmt":"2018-03-17T19:00:49","slug":"boteco-10-cervejas-de-5-estados-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/02\/19\/boteco-10-cervejas-de-5-estados-brasileiros\/","title":{"rendered":"Boteco: 10 cervejas de 5 Estados brasileiros"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcelo.costa.5855\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrindo uma nova sequencia de cervejarias com a Urbana, que abre o passeio com a Busanfe Blanche, uma Witbier feita com trigo e aveia produzida no Bier Hub, em Socorro, e lan\u00e7ada em janeiro de 2017 (agora j\u00e1 no terceiro lote) que apresenta uma colora\u00e7\u00e3o amarelo palha (time <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/29\/belgica-diva-palm-royale-e-hoegaarden\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hoegaarden<\/a>) com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o. No nariz, as notas cl\u00e1ssicas do estilo desfilam a c\u00e9u aberto: sugest\u00f5es de coentro, lim\u00e3o e casca de laranja (que n\u00e3o aparecem no r\u00f3tulo) brilham num conjunto levemente adocicado. Na boca, bastante laranja e do\u00e7ura c\u00edtrica no primeiro toque seguido de leve sugest\u00e3o de coentro e muita, mas muita refrescancia. A textura \u00e9 suave, quase cremosa, e o amargor \u00e9 praticamente inexistente abrindo as portas para um conjunto delicioso e refrescante, que finaliza doce e c\u00edtrico com presen\u00e7a de levedura. No retrogosto, leve anis, hortel\u00e3 e c\u00edtrico. Muito boa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46589\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cuxi.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cuxi.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cuxi-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda Urbana, Cuxi Cuxi, surgiu visando comemorar o primeiro anivers\u00e1rio do Bier Hub, em Socorro, interior de S\u00e3o Paulo, e \u00e9 uma Mexican Lager, varia\u00e7\u00e3o do estilo cervejeiro mais popular do mundo com um toque de Vienna Lager, estilo injetado no hist\u00f3rico mexicano por alem\u00e3es expatriados do final do s\u00e9culo 19. Trata-se de uma cerveja entre o dourado e o \u00e2mbar com creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o. No nariz, aroma maltado delicado com leve remiss\u00e3o a caramelo (como uma boa Vienna) e frutado c\u00edtrico suave, mas percept\u00edvel. H\u00e1, ainda, percep\u00e7\u00e3o de biscoito. Na boca, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de uma Vienna Lager bem mais suave, mas com caramelo marcante desde o primeiro toque. A textura \u00e9 quase suave e um tiquinho met\u00e1lica. O amargor \u00e9 baixo (14 IBUs) e dai pra frente surge uma cerveja muito mais para o estilo Vienna Lager do que para o North American Lager (onde est\u00e1 encaixada). No final, do\u00e7ura e refrescancia. J\u00e1 o retrogosto traz leve herbal, caramelo e biscoito. Boa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46591\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/helles.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/helles.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/helles-300x182.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do interior de S\u00e3o Paulo para Recife, Pernambuco, com a segunda Ek\u00e4ut a passar por aqui. Depois da <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/07\/25\/boteco-cinco-estados-dez-cervejas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">American IPA<\/a> agora \u00e9 a vez da Munich Helles, uma cerveja que utiliza l\u00fapulo Saaz e exibe colora\u00e7\u00e3o dourada com creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia. No nariz, malte dominando com sugest\u00e3o de biscoito, cereais e casca de p\u00e3o sobre uma base discreta de caramelo e leve floral. Na boca, do\u00e7ura caramelada bem suave com leve percep\u00e7\u00e3o de cereais no primeiro toque. A textura \u00e9 levemente met\u00e1lica no come\u00e7o, depois fica cremosinha. J\u00e1 o conjunto aposta na leveza do estilo, com um amargor bastante baixo (18 IBUs) abrindo portas para um conjunto refrescante, que seguir\u00e1 por toda a vida nessa toada de caramelo, biscoito e floral suave. O final \u00e9 maltadinho e levemente amargo. No retrogosto, p\u00e3o, biscoito, cereais e leve caramelo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46584\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/apa1817.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/apa1817.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/apa1817-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3xima Ek\u00e4ut da sequencia \u00e9 a APA 1817, que homenageia a Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana de 1817, \u00fanico movimento separatista que ultrapassou a fase conspirat\u00f3ria e atingiu o processo revolucion\u00e1rio de tomada do poder no per\u00edodo colonial e que surgiu como retalia\u00e7\u00e3o aos altos gastos da corte real no Rio. A repress\u00e3o foi sangrenta, mas os tr\u00eas meses que revolucion\u00e1rios ficaram no poder conseguiram abalar a confian\u00e7a na constru\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio sonhado por Dom Jo\u00e3o VI. Voltando aos tempos atuais, esta Ek\u00e4ut APA 1817 passa por dry hopping com l\u00fapulos Centennial e Cascade e exibe uma colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar com creme bege espesso e clarinho, quase branco, de boa forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o. No aroma, suavidade de notas c\u00edtricas sobre uma base doce e discreta. Na boca, mais do\u00e7ura do que c\u00edtrico no primeiro toque seguido de um frescor delicioso e de um amargor moderado, 40 IBUs pontuais, que abrem a porta para um conjunto refrescante e na medida entre do\u00e7ura, amargor, c\u00edtrico e herbal. O final \u00e9 amarguinho, suave. No retrogosto, herbal discreto, leve c\u00edtrico e refrescancia. A melhor das tr\u00eas Ek\u00e4ut que bebi.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46593\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/hopher.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/hopher.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/hopher-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Pernambuco para Alagoas com a primeira de duas Hop Bros produzidas na MRS Cervejas do Nordeste, em Murici, cidade de 28 mil habitantes a cerca de uma hora da capital Macei\u00f3. \u00c9 a Heritage, uma Witbier mais pra Blue Moon do que para Hoegaarden cuja receita une cevada, trigo, aveia e especiarias (semente de coentro mais casca de laranja e de lim\u00e3o siciliano). De colora\u00e7\u00e3o dourada levemente turva com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o, a Hop Bros Heritage exibe um aroma com notas c\u00edtricas destacando o lim\u00e3o siciliano, que remete a algo de anis, sobre uma base suave de malte. Na boca, especiarias chamam a responsa pra si logo no primeiro toque, com lim\u00e3o, laranja e coentro chegando juntos. A textura \u00e9 levemente picante com um tiquinho de met\u00e1lico e o amargor, baixinho. Dai pra frente, um conjunto agrad\u00e1vel e refrescante, que finaliza de maneira c\u00edtrica. No retrogosto, lim\u00e3o siciliano e anis.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46592\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/hopbrother.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/hopbrother.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/hopbrother-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda da Hop Bros \u00e9 a Brotherhood, uma American Pale Ale que recebe dry-hopping com os l\u00fapulos Citra e Cascade e apresenta uma colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar alaranjada com creme bege claro de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia. No nariz, a lupulagem sobressai (palmas para o dry-hopping) oferecendo frutado c\u00edtrico (acerola, p\u00eassego, toranja) e leve herbal (pinho) sobre uma base de caramelo. H\u00e1, ainda, alguma coisa que remete a caf\u00e9 (?!). Na boca, mais equil\u00edbrio entre malte (do\u00e7ura) e l\u00fapulo (amargor) num conjunto que oferece caramelo, frutado e, novamente, caf\u00e9, tudo junto no primeiro toque. Na sequencia, o amargor \u00e9 pontual ficando dentro dos 30 IBUs adiantados pela casa. A textura \u00e9 levemente picante, novamente met\u00e1lica (como a anterior), e depois cremosa. Dai pra frente, um conjunto refrescante cuja percep\u00e7\u00e3o estranha de caf\u00e9 o valoriza. No final, amargor suave e caramelo. J\u00e1 no retrogosto, caf\u00e9, caramelo e p\u00eassego.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46590\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/guava.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/guava.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/guava-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Alagos para o Rio Grande do Sul, mas precisamente Porto Alegre, com a primeira da cervejaria Baldhead a passar por aqui: Guavanilla Sour, segundo r\u00f3tulo da linha BaldLab, que prev\u00ea lotes \u00fanicos de receitas experimentais. No caso desta Berliner Weisse h\u00e1 adi\u00e7\u00e3o de polpa natural de goiaba branca e favos de baunilha na matura\u00e7\u00e3o. O resultado \u00e9 uma cerveja que lembra bastante um suco de caju na colora\u00e7\u00e3o, com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o. No nariz, por\u00e9m, a goiaba d\u00e1 as cartas, encantadoramente, com a baunilha surgindo discretamente na base. A acidez tradicional do estilo fica em segundo plano, o que \u00e9 bem interessante. Na boca, leve goiaba e acidez chegam juntas e sutis no primeiro toque, ampliando-se logo na sequencia num capricho de sabores. A textura \u00e9 levemente frisante e ac\u00e9tica num conjunto que se baliza entre a pung\u00eancia da fruta e a aridez do estilo, com a baunilha, deliciosa, surgindo com maciez no final, incr\u00edvel. No retrogosto, goiaba, acidez leve e baunilha. Excelente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46594\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pitaya.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pitaya.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pitaya-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda ga\u00facha da Baldhead tamb\u00e9m integra o projeto BaldLab e tamb\u00e9m \u00e9 uma Sour, que aqui recebe adi\u00e7\u00e3o de polpa de pitaya, \u201cuma fruta de cactos nativa do M\u00e9xico, rica em fibras, minerais, vitamina A e antioxidantes\u201d, avisa o r\u00f3tulo. De colora\u00e7\u00e3o rosada cristalina tal qual uma soda e creme branco avermelhado de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Baldhead Pitaya Sour exibe um aroma radical de Berliner Weisse antecipando acidez e azedume, mas trazendo ainda salgado e leve percep\u00e7\u00e3o da fruta. Na boca, surpresa: acidez e salgado m\u00e9dios, mas impactantes no primeiro toque, seguidos de do\u00e7ura frutada, azedume m\u00e9dio e salgado (onde deveria estar o amargor). A textura \u00e9 frisante e o salgado intenso sobre a l\u00edngua traz leve adstring\u00eancia. Dai pra frente, um conjunto altamente respeit\u00e1vel que n\u00e3o s\u00f3 mant\u00e9m o padr\u00e3o da Guavanilla como leva o bebedor a outra experi\u00eancia extrema, diferente. No final, frutado e salgado e azedume suave. No retrogosto, frutado, adstring\u00eancia suave, salgado e acidez leve. Uou!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46588\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/colombina.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/colombina.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/colombina-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do Rio Grande do Sul para Goi\u00e2nia com a primeira de duas Colombinas, da Cervejaria Goyaz, a Braveza, uma Belgian Blond com adi\u00e7\u00e3o de extrato de jabuticaba e levedura de espumante, criada para comemorar os 30 anos do Castro\u2019s Park Hotel, na capital goiana. De colora\u00e7\u00e3o dourada com leve turbidez a frio e creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o, a Colombina Braveza exibe um aroma que destaca os cereais sugerindo biscoito e casca de p\u00e3o franc\u00eas com um toque c\u00edtrico discreto e do\u00e7ura suave, mas nada que denote presen\u00e7a de jabuticaba. Na boca, leve condimentado e um azedinho (ser\u00e1 a jabuticaba?) chegam no primeiro toque, depois seguido de suave do\u00e7ura e algo que remete a caju. A textura \u00e9 leve e o amargor praticamente inexistente. Dai pra frente surge uma cerveja bem leve e refrescante, que n\u00e3o aparenta os 7.2% de \u00e1lcool que carrega, muito menos a jabuticaba (e lembra caju), mas \u00e9 refrescante e saborosa. No final, azedinho e maltado. No retrogosto, caju e refrescancia. Boa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46595\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/poema.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/poema.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/poema-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda Colombina \u00e9 a Poema au Chocolat, uma colaborativa entre a Cervejaria Goyaz e a Poema Gourmet, especializada em brigadeiros e confeitaria. Na receita desta Imperial Stout (mais para Stout que para Imperial), cevada, rapadura mo\u00e7a branca, extrato de cacau, extrato de baru, l\u00fapulo e levedura. Na ta\u00e7a, um liquido marrom bem escuro, quase preto, exibe um creme bege de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o. No nariz, sugest\u00e3o de baunilha e ameixa em calda em destaque com leve presen\u00e7a de caf\u00e9 e baru em segundo plano. Na boca, castanha tostada (provavelmente trazida pelo baru) e baunilha no primeiro toque seguida de calda de ameixa, chocolate e caf\u00e9. A textura \u00e9 inicialmente picante (dos 8% de \u00e1lcool) e vai ficando sedosa enquanto o amargor, 45 IBUs, desaparece frente a do\u00e7ura. Segue-se um conjunto que chega a surpreender, com bastante do\u00e7ura (chocolate e baunilha), mas nada enjoativo. No final, mais do\u00e7uras e frutas escuras, que tamb\u00e9m retornam no retrogosto (sugest\u00e3o de baunilha l\u00e1 em cima!). Bem boa!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46586\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/beats.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"663\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/beats.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/beats-300x265.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nEntre as melhores witbiers do Brasil est\u00e3o a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/06\/boteco-cinco-cervejas-da-seasons\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Seasons BasiliCow<\/a>, a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/02\/14\/boteco-de-curitiba-cinco-cervejas-da-bodebrown\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bodebrown Blanche de Curitiba<\/a> e a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/06\/11\/boteco-cinco-estados-brasileiros-dez-cervejas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Synergy Snow Wit<\/a>. Essa excelente Urbana Busanfe Blanche se junta ao grupo agora. A segunda Urbana, Cuxi Cuxi, \u00e9 do estilo Mexican Lager, quase que uma Vienna sem tanto corpo e pot\u00eancia, mas saborosa. Curti esse exemplar. J\u00e1 a Ek\u00e4ut Munich Helles \u00e9 um bom exemplar brasileiro de um estilo alem\u00e3o facilmente encontrado no Brasil no original. Boa, mas n\u00e3o sedutora. Melhor \u00e9 a Ek\u00e4ut APA 1817, um belo e equilibrado exemplar de American Pale Ale. A alagoana Hop Bros Heritage \u00e9 uma interessante Witbier com bastante caracter\u00edstica de lim\u00e3o siciliano. Refrescante e agrad\u00e1vel. Melhor \u00e9 a Hop Bros Brotherhood, uma APA que trouxe consigo, inadvertidamente, caf\u00e9. E ficou interessante. A Baldhead Guavanilla Sour \u00e9 um baita exemplar de Sour vinda do Sul do Brasil, e \u00e9 uma pena que ela esteja na linha experimental da casa, limitada, pois deveria fazer parte do card\u00e1pio anual, de t\u00e3o boa que \u00e9. Mantendo a excelente pegada, a Baldhead Pitaya Sour segue um caminho mais arisco que a Guavanilla, e acerta tanto quanto num conjunto caprichad\u00edssimo. Agora em Goi\u00e2nia com a Colombina Braveza, uma Belgian Blond Ale com jabuticaba e levedura de espumante, que n\u00e3o lembra nem um, nem outro, mas soa agrad\u00e1vel no paladar. J\u00e1 a Colombina Poema au Chocolat \u00e9 um Imperial Stout bem discreta para o estilo, com muita do\u00e7ura (baunilha e chocolate), mas muita personalidade. A melhor de toda a linha da Colombina que eu j\u00e1 experimentei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Urbana Busanfe Blanche<br \/>\n\u2013 Estilo: Witbier<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4.8%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.49\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Urbana Cuxi Cuxi<br \/>\n\u2013 Estilo: Mexican Lager<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.2%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.09\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ek\u00e4ut Munich Helles<br \/>\n\u2013 Estilo: Munich Helles<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4.7%<br \/>\n\u2013 Nota: 2.89\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ek\u00e4ut APA 1817<br \/>\n\u2013 Estilo: American Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.4%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.29\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hop Bros Heritage<br \/>\n\u2013 Estilo: Witbier<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.2%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.00\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hop Bros Brotherhood<br \/>\n\u2013 Estilo: American Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.6%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.29\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baldhead Guavanilla Sour<br \/>\n\u2013 Estilo: Berliner Weisse<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 3.8%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.61\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baldhead Pitaya Sour<br \/>\n\u2013 Estilo: Berliner Weisse<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 3.8%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.61\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Colombina Braveza<br \/>\n\u2013 Estilo: Belgian Blond<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7.2%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.35\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Colombina Poema au Chocolat<br \/>\n\u2013 Estilo: Imperial Stout<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.49\/5<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46585\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/apa18172.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"731\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/apa18172.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/apa18172-300x292.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n\u2013 Top 2001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"De S\u00e3o Paulo, duas Urbanas; de Pernambuco, duas Ek\u00e4ut; de Alagoas, duas Hop Bros; do Rio Grande do Sul, duas Baldhead; de Goi\u00e1s, duas Colombinas\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/02\/19\/boteco-10-cervejas-de-5-estados-brasileiros\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":46587,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[2642,751,749,2641,589],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46583"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46583"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46583\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46596,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46583\/revisions\/46596"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46587"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}