{"id":46429,"date":"2018-02-06T23:49:54","date_gmt":"2018-02-07T01:49:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=46429"},"modified":"2018-04-18T11:25:36","modified_gmt":"2018-04-18T14:25:36","slug":"tres-perguntas-fabio-cardelli","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/02\/06\/tres-perguntas-fabio-cardelli\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas Perguntas: F\u00e1bio Cardelli"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CainanWily\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cainan Willy<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">F\u00e1bio Cardelli acaba de lan\u00e7ar seu mais recente trabalho, \u201cCardellicious\u201d (2018), registro j\u00e1 disponibilizado nas principais plataformas de streaming (<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/3mJg66FBqz1EHPofaMn4ZA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ou\u00e7a no Spotify<\/a>) e precedido pelos singles \u201cDepois da Chuva\u201d (abril de 2016) e \u201cDepois de Nascer\u201d (janeiro de 2018). Gravado no Est\u00fadio Dissenso, em S\u00e3o Paulo, \u201cCardellicious\u201d conta com Iuri Freiberger na produ\u00e7\u00e3o e \u00e9 marcado por uma sonoridade anos 90, com tra\u00e7os de grunge, mod e britpop, paix\u00f5es de F\u00e1bio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acompanhado nos shows por Fabio Tito (baixo, vocal) e Marlon Marinho (bateria, vocal), F\u00e1bio Cardelli gravou cinco can\u00e7\u00f5es para \u201cCardellicious\u201d, que \u00e9 aberto com o single \u201cDepois de Nascer\u201d, em que ele canta sobre sobreviver na cidade de S\u00e3o Paulo e fala de vaidades modernas como a problematiza\u00e7\u00e3o. O disco segue e parece ter sido feito para quem conhece essa megal\u00f3pole, ou para quem vive em qualquer outra cidade e enxerga as pessoas e ouve suas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessor de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/10\/14\/entrevista-fabio-cardelli\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Palavra dos Olhos<\/a>\u201d (2015), \u00e1lbum de estreia solo de F\u00e1bio (que desenvolveu trabalhos com as bandas Wasted Nation, Visitantes e o coletivo Cabezas Flutuantes), que era um disco mais s\u00fatil e auto anal\u00edtico, nas palavras do m\u00fasico, \u201cCardellicious\u201d, por sua vez, \u201c\u00e9 mais pra fora, ele quer te chacoalhar, tem mais guitarra, fala da gar\u00e7onete, do caminhoneiro\u201d, ele explica. Em tr\u00eas perguntas, F\u00e1bio Cardelli fala sobre <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">rock latino<\/a>, \u201cCardellicious\u201d e mais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fdArn_qQF4o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ouvindo \u201cCardellicious\u201d, n\u00e3o pude deixar de reparar em algumas influ\u00eancias bem trabalhadas do rock latino, principalmente o que tem sido feito na Argentina nos \u00faltimos tempos, da pra citar bandas que adoro como <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/08\/entrevista-bestia-bebe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bestia Beb\u00e9<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/01\/03\/tres-discos-francois-peglau-el-mato-a-un-policia-motorizado-e-buenos-muchachos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">El Mat\u00f3 a Un Policia Motorizado<\/a>. Como \u00e9 sua rela\u00e7\u00e3o com o rock latino?<\/strong><br \/>\nEsse movimento de ouvir os vizinhos foi bem importante pra mim. At\u00e9 2010, eu n\u00e3o manjava quase nada de rock latino, at\u00e9 virem o Mutandina e o Supercher\u00eda pro Brasil. Eu fui no show dessas bandas no SESC Consola\u00e7\u00e3o e troquei bastante ideia com eles, ficamos amigos&#8230; Foi ent\u00e3o que o guitarrista do Supercher\u00eda, pelo Facebook trocando ideias, foi me dando uma aula de hist\u00f3ria do rock argentino. Pirei muito com a trajet\u00f3ria do Luis Alberto Spinetta, \u00e9 um dos grandes mestres. \u00c9 uma pena que muita m\u00fasica boa de fora acabe n\u00e3o chegando nas pessoas em geral aqui no Brasil por estar nessa hashtag de \u201crock latino\u201d, esses algoritmos danados. A verdade \u00e9 que, com \u201ccara de latina\u201d ou n\u00e3o, se faz muita, mas muita m\u00fasica boa na nossa vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Geralmente vejo bandas usando o primeiro disco como o momento de experimentar diversas sonoridades e tem\u00e1ticas, voc\u00ea n\u00e3o fez muito disso em \u201cA Palavra dos Olhos\u201d (2015), mas em \u201cCardellicious\u201d vejo uma cria\u00e7\u00e3o mais ousada, tanto no que diz respeito \u00e0 sonoridade e tem\u00e1tica. Isso foi proposital?<\/strong><br \/>\nEngra\u00e7ado que o processo de produ\u00e7\u00e3o foi exatamente o contr\u00e1rio \u2013 em \u201cA Palavra dos Olhos\u201d fiquei mergulhado durante anos na cria\u00e7\u00e3o experimentando v\u00e1rias pegadas e instrumentos diferentes, e \u201cCardellicious\u201d foi mais pr\u00e1tico, gravando praticamente o instrumental inteiro ao vivo em um dia. Mas o \u201cA Palavra dos Olhos\u201d acabou sendo mesmo mais sutil, mais auto-anal\u00edtico. E \u201cCardellicious\u201d \u00e9 mais pra fora, ele quer te chacoalhar, tem mais guitarra, fala da gar\u00e7onete, do caminhoneiro&#8230; tem a ver com meu momento como pessoa em cada disco. Ent\u00e3o, resumindo, acho que se tem essa sensa\u00e7\u00e3o mais de impacto n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o proposital, mas \u00e9 simplesmente o jeito que eu estou curtindo fazer as coisas neste momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desde seu descobrimento como artista solo em dezembro de 2012 j\u00e1 se passaram quase seis anos. Como \u00e9 ser artista solo no Brasil agora?<\/strong><br \/>\n\u00c9 procurar cada vez menos me enxergar numa trincheira de artista \u201csolo\u201d ou \u201cautoral\u201d ou \u201cindependente\u201d, e cada vez mais olhar esse ecossistema da m\u00fasica como um todo \u2013 como um fen\u00f4meno incr\u00edvel dessa vida, que faz as pessoas pensarem, rebolarem, desabafarem, cantarem, se sentirem parte de alguma coisa. \u00c9 complicado pra qualquer um que se prop\u00f5e a ser artista no Brasil, n\u00e9? N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. O pr\u00f3prio mercado em si j\u00e1 \u00e9 super dif\u00edcil, e ainda temos que lidar com essa mentalidade de gente hoje em dia no Brasil que tem a ideia que todo artista \u00e9 vagabundo, por exemplo. Mas vejo muita gente que pensa al\u00e9m, que enxerga pra fora da matrix \u2013 \u00e9 pra essa galera que eu quero falar, cantar as hist\u00f3rias das pessoas e comunicar com as pessoas atrav\u00e9s da minha linguagem que \u00e9 o rock.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2wiwfbFpeSk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IoTAxIeu6cM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Cainan Willy (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CainanWily\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.facebook.com\/CainanWily<\/a>) e editor chefe do site\u00a0<a href=\"http:\/\/pacovios.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pacovios<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de\u00a0Anna Bogaciovas \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"F\u00e1bio Cardelli acaba de lan\u00e7ar seu mais recente trabalho, \u201cCardellicious\u201d (2018), EP disponibilizado nas principais plataformas de streaming. &#8220;Tem mais guitarra, fala da gar\u00e7onete, do caminhoneiro&#8221;, avisa F\u00e1vio\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/02\/06\/tres-perguntas-fabio-cardelli\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":41,"featured_media":46430,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1726],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46429"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/41"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46429"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46429\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46451,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46429\/revisions\/46451"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46430"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}