{"id":46299,"date":"2018-01-26T09:49:29","date_gmt":"2018-01-26T11:49:29","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=46299"},"modified":"2018-04-11T17:40:58","modified_gmt":"2018-04-11T20:40:58","slug":"entrevista-meio-amargo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/01\/26\/entrevista-meio-amargo\/","title":{"rendered":"Entrevista: Meio Amargo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcelo.costa.5855\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Projeto pessoal do m\u00fasico paraense (radicado em S\u00e3o Paulo) Lucas Padilha, o Meio Amargo debutou no formato EP em 2013 com \u201c<a href=\"https:\/\/meioamargo.bandcamp.com\/album\/can-es-simples-para-pessoas-complicadas-ep\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Can\u00e7\u00f5es Simples Para Pessoas Complicadas<\/a>\u201d. Depois vieram \u201c<a href=\"https:\/\/meioamargo.bandcamp.com\/album\/far-from-moscou-ep\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Far From Moscou<\/a>\u201d (2015), que, segundo a descri\u00e7\u00e3o divertida no Bandcamp, \u00e9 um \u201cepzinho sem-vergonha gravado em casa durante os fins de semana de julho enquanto todos v\u00e3o \u00e0 praia\u201d, e o single \u201c<a href=\"https:\/\/meioamargo.bandcamp.com\/album\/ana-clara-e-meio-amargo-zelda-single\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zelda<\/a>\u201d (2015), dividido com a cantora paraense Ana Clara. O primeiro \u00e1lbum cheio, &#8220;<a href=\"https:\/\/meioamargo.bandcamp.com\/album\/tudo-o-que-dissemos-que-n-o-era\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tudo o Que Dissemos Que N\u00e3o Era<\/a>&#8220;, saiu em janeiro de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um ano depois, &#8220;Tudo o Que Dissemos Que N\u00e3o Era&#8221; ganha vers\u00e3o f\u00edsica, uma edi\u00e7\u00e3o estilosa em fita K7, um formato cada vez mais recuperado, em parceria com o selo Discosaoleo, de Bel\u00e9m. Segundo Lucas, em bate papo por e-mail, \u201co \u00e1lbum foi pensado em uma estrutura de lados A e B, queria que as pessoas pudessem ouvi-lo dessa forma tamb\u00e9m\u201d. A praia (musical) que Lucas revisita com o Meio Amargo \u00e9 o pop folk com ecos altcountry de gente como Jeff Tweedy, Noel Gallagher e Mark Lanegan, entre outros. Nas letras, Bukowski sorri.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gravado com a participa\u00e7\u00e3o de integrantes do Molho Negro, Turbo e Norman Bates, \u201cTudo o Que Dissemos Que N\u00e3o Era\u201d traz, nessa edi\u00e7\u00e3o em fita K7, duas faixas b\u00f4nus: um take ao vivo de \u201cPra N\u00f3s Dois\u201d gravado no Est\u00fadio Aurora, em S\u00e3o Paulo, e uma vers\u00e3o de \u201cTrue Love Will Find You in The End\u201d, de Daniel Johnston, que \u201cmeio que fecha um ciclo do que as can\u00e7\u00f5es do disco narram. De que amar \u00e9 mesmo uma grande cagada, mas depois de tanto levar porrada na vida, vai ficar tudo legal\u201d, explica Lucas. <a href=\"https:\/\/meioamargo.bandcamp.com\/album\/tudo-o-que-dissemos-que-n-o-era\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ou\u00e7a o \u00e1lbum no Bandcamp<\/a>, pe\u00e7a a fita K7 no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/meioamargomusica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fb\/meioamargomusica<\/a> e confira o bate papo abaixo:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-46300\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/meioamargo.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"696\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/meioamargo.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/meioamargo-300x278.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a ideia de festejar o quase um ano do \u201cTudo o Que Dissemos Que N\u00e3o Era\u201d como o lan\u00e7amento no formato de fita k7?<\/strong><br \/>\n&#8220;Tudo o Que Dissemos Que N\u00e3o Era&#8221; \u00e9 o primeiro disco da Meio Amargo e ele saiu em janeiro de 2017 apenas no formato virtual. Eu ainda curto muito ter discos em casa e gostaria de lan\u00e7ar um material f\u00edsico da banda e, j\u00e1 que o \u00e1lbum foi pensado em uma estrutura de lados A e B, queria que as pessoas pudessem ouvi-lo dessa forma tamb\u00e9m. O K7 foi apenas uma consequ\u00eancia disso. Al\u00e9m do fato de ser um item bonito pra se colecionar, as fitinhas remetem a um lado afetivo, nost\u00e1lgico que proporciona uma experi\u00eancia diferente de se ouvir m\u00fasica. Foi ent\u00e3o que entrou a parceria com o <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/discosaoleo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Discosaoleo<\/a>, um selo de Bel\u00e9m que j\u00e1 lan\u00e7ou vinis de artistas como Pio Lobato, Molho Negro, Ana Clara, Dulce Quental e outros. O Leo Bitar (dono do selo), tamb\u00e9m \u00e9 apaixonado pelas fitas K7 e topou na hora fazer essa doidice junto comigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nesta nova vers\u00e3o h\u00e1 duas faixas b\u00f4nus, entre elas uma vers\u00e3o de \u201cTrue Love Will Find You in The End\u201d, de Daniel Johnston. Dai me lembrei que numa session bem bacana que voc\u00ea fez com a cantora Ana Clara (que o leitor pode assistir no final da p\u00e1gina), voc\u00ea tocaram \u201cSujeito de Sorte\u201d, do Belchior. Dai eu queria te pedir para falar um pouquinho desses tr\u00eas artistas: Por que Daniel Johnston, Ana Clara e Belchior?<\/strong><br \/>\nPra mim, os tr\u00eas se cruzam quando penso em composi\u00e7\u00e3o. A Ana Clara \u00e9 uma grande amiga de muito tempo e a gente tem uma sintonia pessoal que vai da zu\u00eara at\u00e9 as coisas s\u00e9rias. Da mesma forma que a gente manda mensagem de WhatsApp com bobagem, a gente troca versos de coisas que estamos compondo e assim come\u00e7ou a surgir uma parceria. E nessas trocas com ela surgiu a ideia de fazer essa session com composi\u00e7\u00f5es nossas e uma vers\u00e3o de um(a) compositor(a) que a gente curtisse muito. O Belchior \u00e9 um desses compositores que nos conecta e &#8220;Sujeito de Sorte&#8221; era uma m\u00fasica que sempre rolava nas nossas rodinhas-et\u00edlicas de papo furado e viol\u00e3o. Foi meio que uma escolha natural. Quando a gente gravou v\u00eddeo, o paradeiro do Belchior ainda era uma inc\u00f3gnita e depois que ele faleceu, o que era uma ideia despretensiosa, acabou se tornando uma forma da gente homenagear ele. O Daniel Johnston \u00e9 um compositor que eu curto pra caramba tamb\u00e9m. E a ideia de fazer a vers\u00e3o dele surgiu de uma sugest\u00e3o do Leo pra aproveitar mais tempo da fita. Ele me disse pra gravar algo de um artista que eu achasse que tivesse a ver com a cara do disco. Quando pensei nessa viagem de um disco com &#8220;lado A e lado B&#8221;, eu queria tentar contar a hist\u00f3ria de algu\u00e9m que chega em casa, meio puto, acende um cigarro e p\u00f5e o disco pra ouvir. E o outro lado seria essa pessoa sozinha no quarto, tocando um viol\u00e3ozinho rudimentar e gravando umas ideias, sei l\u00e1&#8230; E essa imagem me lembra totalmente o Daniel Johnston. E acho que &#8220;True Love Will Find You In The End&#8221; meio que fecha um ciclo do que as can\u00e7\u00f5es do disco narram. De que amar \u00e9 mesmo uma grande cagada, mas depois de tanto levar porrada na vida, vai ficar tudo legal. E que \u00e9 natural a gente passar por essas decep\u00e7\u00f5es. Acho uma m\u00fasica bonita pra cacete!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"https:\/\/meioamargo.bandcamp.com\/album\/tudo-o-que-dissemos-que-n-o-era\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">No belo release escrito pelo Elvis Rocha<\/a> para o lan\u00e7amento do disco, ele dizia que \u201co amor \u00e9 o estado no qual os homens t\u00eam mais chances de enxergar as coisas como elas n\u00e3o s\u00e3o, filosofaria Nietszche. O amor \u00e9 um cavalo com a perna quebrada tentando se levantar enquanto 45 mil pessoas observam, refor\u00e7aria o Bukowski. O amor somos Yoko e eu, cantarolaria o John. O amor \u00e9 uma conta banc\u00e1ria recheada de direitos autorais, gargalhariam Roberto e Erasmo\u201d. Al\u00e9m de ser como um cigarro, o que mais \u00e9 o amor para o Meio Amargo?<\/strong><br \/>\nCara&#8230; acho que o amor tem v\u00e1rias faces e depende muito de como cada um encara isso e o Elvis foi muito perspicaz em sintetizar isso no texto dele. Eu acredito que a gente precisa fechar ciclos pra iniciar outros, e assim o amor tamb\u00e9m passa por esses ciclos e vai se transformando. Durante o processo voc\u00ea precisa ir exorcizando seus pr\u00f3prios dem\u00f4nios e a minha forma de encarar isso \u00e9 escrevendo essas m\u00fasicas. E o amor \u00e9 como cigarro que vicia e mata aos poucos, e tamb\u00e9m porque uma hora ele acaba e voc\u00ea pode pensar: foi legal, prazeroso, te fez mal, mas te deixou feliz. Ou ele pode ter sido s\u00f3 mais um passo pro c\u00e2ncer de pulm\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cTudo o Que Dissemos Que N\u00e3o Era\u201d foi gravado em 2016 (com integrantes do Molho Negro, Turbo e Norman Bates) e saiu no come\u00e7o de 2017. Agora est\u00e1 ganhando vers\u00e3o em fita k7, mas \u00e9 disco novo, quais s\u00e3o os planos? J\u00e1 h\u00e1 material in\u00e9dito? O que o futuro reserva para o Meio Amargo?<\/strong><br \/>\nEu me mudei pra S\u00e3o Paulo h\u00e1 menos de um ano e 2017 acabou sendo um per\u00edodo de muitas adapta\u00e7\u00f5es e experimenta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m. Agora que a poeira baixou um pouco, t\u00f4 come\u00e7ando a produzir coisas novas e enquanto vou trabalhando ainda na divulga\u00e7\u00e3o desse primeiro \u00e1lbum. Os planos s\u00e3o de bater perna na estrada, tocar bastante e lan\u00e7ar algo in\u00e9dito no segundo semestre. Acho que o futuro vai ser bom!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WpuEbwmqsuI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bs6fa5un7Eo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3umjlZhfjKY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ydlqSJEHyd4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ubRU_rXsm8I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/guCPNfAuYwg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um ano depois de lan\u00e7ado, &#8220;Tudo o Que Dissemos Que N\u00e3o Era&#8221; ganha vers\u00e3o f\u00edsica, uma edi\u00e7\u00e3o estilosa em fita K7, , em parceria com o selo Discosaoleo. 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