{"id":45337,"date":"2017-12-11T16:02:07","date_gmt":"2017-12-11T18:02:07","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=45337"},"modified":"2018-01-24T11:36:11","modified_gmt":"2018-01-24T13:36:11","slug":"saiba-como-foi-o-festival-morrostock-2017-em-santa-maria-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/12\/11\/saiba-como-foi-o-festival-morrostock-2017-em-santa-maria-rs\/","title":{"rendered":"Saiba como foi o Festival Morrostock 2017, em Santa Maria (RS)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><br \/>\nFotos de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vitoria.proenca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vit\u00f3ria Proen\u00e7a<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/MarceloCabala\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Cabala<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Realmente em meio aos morros, a 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Morrostock aconteceu durante tr\u00eas dias em Santa Maria, no centro do Rio Grande do Sul. Com apresenta\u00e7\u00f5es de mais de 40 artistas, al\u00e9m de oficinas, trilhas e outras atividades, o que prevaleceu nesses dias de evento foi um discurso de liberdade e igualdade, numa edi\u00e7\u00e3o que foi certamente dominada pela for\u00e7a das mulheres. Realizado no Balne\u00e1rio Ouro Verde, que fica a cerca de 25 km do centro de Santa Maria, o conceito ideal era acampar no evento. Eu, que nunca tinha acampado, j\u00e1 fiquei naquela tens\u00e3o: armar barraca, levar todas as tralhas, dormir \u201cna natureza\u201d, etc e tal. Adendo inicial: eu iria completamente sozinho, conhecendo quase ningu\u00e9m que estaria no evento.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-45342\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro5-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>DIA 1<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s uma carona num carro lotado e novas amizades, chegamos ao festival. Montei a barraca (uma vit\u00f3ria) e corri para ir \u00e0 primeira trilha numa caminhada de meia hora para chegar a uma cachoeira linda, \u00e1gua limpinha e natureza intocada com os trabalhos sendo abertos com um banho e mais amigos. De volta ao acampamento, era hora de se preparar para a maratona de shows. Com dois palcos, Pacal, o menor, e Pachamama, o principal, o primeiro dia iniciou com shows de bandas locais de Santa Maria: no palco menor, The C\u00e9saros e, na sequ\u00eancia, o \u00f3timo show da Alpargatos. No palco principal, os santamarienses da Geringon\u00e7a surgiram \u00e0s nove da noite de forma divertid\u00edssima: vestidos com macac\u00f5es de trabalho, a forma\u00e7\u00e3o \u201cem obras\u201d da banda apresentou um som que empolgou o p\u00fablico, numa vibe meio Grupo Rumo meio Tom Z\u00e9. O momento fofo da apresenta\u00e7\u00e3o foi quando a vocalista anunciou no palco sua gravidez, fato que nem sua m\u00e3e sabia ainda.<\/p>\n<figure id=\"attachment_45339\" aria-describedby=\"caption-attachment-45339\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-45339 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45339\" class=\"wp-caption-text\"><em>Dingo Bells<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda no palco principal, bons shows dos ga\u00fachos da Cuscobayo e da Rinoceronte, ambos animados e potentes, muito bem quistos pelo p\u00fablico do festival. J\u00e1 pela uma da manh\u00e3, os cearenses do Selvagens \u00e0 Procura de Lei, com show en\u00e9rgico, fez o p\u00fablico cantar junto. Depois disso, no palco menor, surgiram as meninas do 3D, rock pesado, barulheira, divers\u00e3o pura. De todo modo, o melhor momento do primeiro dia foi o show do Dingo Bells: p\u00fablico cantando junto, pulando e, inclusive, subindo no palco e culminando em uma menina transmitindo sua mensagem pelo microfone da banda. O som alto ainda ecoava com The Outs e Cartolas, mas o sono (e o cansa\u00e7o do dia) foi mais forte.<\/p>\n<figure id=\"attachment_45340\" aria-describedby=\"caption-attachment-45340\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-45340 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45340\" class=\"wp-caption-text\"><em>Bloco da Laje<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>DIA 2<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s\u00e1bado come\u00e7ou cedo com sol fort\u00edssimo, caf\u00e9 preto, banho gelado de rio, fila pro banho e aquela cerveja logo de manh\u00e3, pois onze e meia j\u00e1 tinha show no palco menor: Devilish, Transneptunia e Cactus Flor abriram o dia, que ainda ia longe. Logo depois do almo\u00e7o, rolou um dos melhores shows do Palco Pacal: My Magical Glowing Lens. Acompanhada por m\u00fasicos das bandas Catavento e da Salve Jurema, a pequena Gabriela Deptulski mostrou faixas do seu disco \u201cCosmos\u201d e levou psicodelia, viagens e muito barulho para o palco e para o ch\u00e3o, onde Gabriela largou sua guitarra e tirou alguns sons em meio ao p\u00fablico. \u00c0s 4 da tarde, o Palco Pachamama era aberto com o Bloco da Laje, grupo de Porto Alegre muito esperado pelos presentes. Com panos coloridos e maquiagens fortes, o Bloco da Laje fez um show carnavalesco, teatral e exagerado, que levantou a plat\u00e9ia que pulava e cantava as faixas em coro. O momento mais ic\u00f4nico da apresenta\u00e7\u00e3o foi a entrada de Jesus no palco, trazendo sua mensagem de amor, para na sequ\u00eancia se despir e pelado cantar a can\u00e7\u00e3o \u201cPregad\u00e3o\u201d, dos versos \u201ceu to pregad\u00e3o \/ eu to pelad\u00e3o\u201d. Festa dionis\u00edaca no maior estilo Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, o show da Laje levantou os \u00e2nimos e mostrou que o segundo dia ainda prometia.<\/p>\n<div class=\"mceTemp\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_45343\" aria-describedby=\"caption-attachment-45343\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-45343 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro6.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro6.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro6-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45343\" class=\"wp-caption-text\"><em>Paola Kirst<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, Estrela Leminski e Te\u00f3 Ruiz numa vibe mais calma, com o p\u00fablico sentado na grama. De poesia um tanto rasteira, a dupla n\u00e3o convenceu: falta carisma para Estrela, as can\u00e7\u00f5es n\u00e3o ajudam e seu \u201ciPad como instrumento\u201d \u00e9 a cereja de um bolo realmente amargo. Uma cervejinha na beira do rio estava mais convidativa. Mais tarde, foi a vez de Paola Kirst surgir acompanhada do grupo Kiai. Entre o samba e o jazz, o show de Paola cativou o p\u00fablico por sua delicadeza: galera sentada no gramado, Paola passeando entre can\u00e7\u00f5es e poemas, a banda com pequenos arroubos de free jazz, um show realmente instigante, do tipo que d\u00e1 vontade de ouvir mais. A deliciosa faixa \u201cP\u00e3o com Mel\u201d foi o destaque.<\/p>\n<figure id=\"attachment_45341\" aria-describedby=\"caption-attachment-45341\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-45341\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro4-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45341\" class=\"wp-caption-text\"><em>Mulamba<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sete da noite e a chuva come\u00e7a a cair no inicio o show da Mulamba, aberto com a excelente faixa \u201cMulamba\u201d. Na sequ\u00eancia, um medley em que transformaram faixas de funk em can\u00e7\u00f5es quase punks, indo de Deize Tigrona a Linn da Quebrada. Ainda rolou uma vers\u00e3o para \u201cN\u00e3o Recomendado\u201d, de Caio Prado, e a forte faixa \u201cP.U.T.A.\u201d, cantada de forma quase teatral por Amanda Pac\u00edfico e Cacau de S\u00e1. Destaca-se o fato de que Fer Koppe tocou seu violoncelo de peito nu, inspira\u00e7\u00e3o que se espalhou pela plat\u00e9ia, recheada de mulheres seminuas. Com for\u00e7a sonora e can\u00e7\u00f5es intensas, as mulheres do Mulamba fizeram, certamente, o melhor show de todo o festival. Amanda e Cacau conseguem cativar a aten\u00e7\u00e3o, divertem, fazem rir e n\u00e3o t\u00eam medo de colocar o dedo na ferida num show cat\u00e1rtico, de forte cunho pol\u00edtico, mas ainda assim uma festa de liberta\u00e7\u00e3o que merece ser assistido por todos o quanto antes.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-45344\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro7.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro7.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro7-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois disso subiram ao palco Pacal as bandas Joe Silhueta e Bardos da Pangeia, rock potente e basic\u00e3o, que esquentou para o que tantos esperavam: Os Mutantes. Curiosamente, na programa\u00e7\u00e3o do festival (inclusive no copo reutiliz\u00e1vel) estava escrito \u201cOs Murantes\u201d, um simples erro de digita\u00e7\u00e3o (o r e o t ficam lado a lado no teclado) que deu pano para as piadas. Todo mundo falava dos tais Murantes, tanto que na passagem de som o pessoal gritou em coro \u201cMurantes! Murantes!\u201d. Como era de se esperar, \u201cOs Murantes\u201d atra\u00edram o maior p\u00fablico do festival, com a galera realmente animada para assistir \u00e0 banda cl\u00e1ssica. Por\u00e9m, o grupo iniciou tocando o novo single, \u201cBlack And Gray\u201d, recebido com certa apatia pelo p\u00fablico. As primeiras can\u00e7\u00f5es ainda seguiram pelo repert\u00f3rio novo da banda, mas o que chamou a aten\u00e7\u00e3o foi S\u00e9rgio Dias incomodado com a afina\u00e7\u00e3o das guitarras, tanto que em certo momento ele falou ao microfone, olhando para sua banda, \u201cquem foi que afinou essas guitarras?\u201d. O tom era de deboche, o que soou desnecess\u00e1rio de ser dito ao microfone.<\/p>\n<figure id=\"attachment_45345\" aria-describedby=\"caption-attachment-45345\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-45345\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro8.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro8.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro8-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45345\" class=\"wp-caption-text\"><em>Os Mutantes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O show s\u00f3 animou um tanto quando eles resolveram tocar \u201cTechnicolor\u201d, depois ganhou for\u00e7a realmente com \u201cMinha Menina\u201d. De qualquer modo, mesmos nos momentos mais cl\u00e1ssicos, as vers\u00f5es tocadas eram um tanto enfadonhas, recheadas de firulas e pendendo mais para o rock progressivo e bem menos para a psicodelia. \u201cBat Macumba\u201d, por exemplo, virou um mar de firulas quando chegou a sua metade. Enfim, um show enfadonho e que vale s\u00f3 pela nostalgia de ver um \u00edcone como S\u00e9rgio Dias ao vivo. De qualquer modo, \u201cOs Murantes\u201d n\u00e3o baixaram a bola da noite, pois ainda tinha muita coisa boa pela frente: os cariocas da Ventre quebraram tudo no palco principal, com um show pesado, \u00e1gil e forte. Larrisa Conforto, baterista da banda, foi a estrela da apresenta\u00e7\u00e3o: conclamou as minas no microfone, quebrou tudo nos pratos e levantou a galera. Logo em seguida, no palco Pacal, o Musa H\u00edbrida trouxe psicodelia e uma viagem eletr\u00f4nica que embalou o pessoal, que se aglomerou sob a cobertura, j\u00e1 que simplesmente come\u00e7ou a cair a maior chuva.<\/p>\n<figure id=\"attachment_45346\" aria-describedby=\"caption-attachment-45346\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-45346\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro9.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro9.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro9-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45346\" class=\"wp-caption-text\"><em>Ventre<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chuvarada cessou bem na hora dos canadenses do Les Deuxluxes entrarem no palco Pachamama. Anna surgiu de saltos altos brilhantes e mangas bufantes, num set que come\u00e7ou j\u00e1 na porradaria. O p\u00fablico foi se aproximando aos poucos, ainda receoso do ch\u00e3o molhado, at\u00e9 ser cativado pela for\u00e7a da banda e a fofura do pouco portugu\u00eas de Anna. Da metade pro final, a plat\u00e9ia j\u00e1 estava em \u00eaxtase, fazendo roda punk, pulando e gritando junto. No final do show, Anna revelou que sua maior alegria foi a chuva ter parado, ela estava se sentido um tanto m\u00e1gica &amp; m\u00edstica por ter feito o temporal cessar com a guitarra. Depois do duo canadense ainda teve Snow Twins, no palco Pacal, mas as pernas queriam descanso. A chuva levou um pouco de \u00e1gua para dentro da barraca, e enquanto a secava era poss\u00edvel ouvir, ao fundo, o show do Hierofante P\u00farpura. Partiu sono e, enquanto sonhava, Tagore se apresentava \u2013 naquele que, no dia seguinte, seria considerado um showz\u00e3o por quem venceu o avan\u00e7ado da hora.<\/p>\n<figure id=\"attachment_45347\" aria-describedby=\"caption-attachment-45347\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-45347 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro10.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro10.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro10-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45347\" class=\"wp-caption-text\"><em>Les Deuxluxes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>DIA 3<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No domingo o clima era de desmontar acampamento com muita gente desarmando barracas e arrumando sacolas em meio a um morma\u00e7o, que ora trazia pancadas de chuva ora sol forte. O dia come\u00e7ou com um show mais rural, do Nino, no Palco Pacal. Ap\u00f3s mais um banho de rio \u2013 uma despedida \u2013 foi poss\u00edvel conferir a passagem de som da Francisco, El Hombre, que se apresentaria \u00e0 tarde: um p\u00fablico j\u00e1 se reuniu pra acompanhar o trabalho da banda e dan\u00e7ou ali mesmo. A chuva come\u00e7ou a cair e muita gente aproveitou para se banhar ao som dos acordes da banda. Logo depois, Thiago Ramil, tranquilo e belo, casou muito bem com a chuva fraca que ainda caia. \u00c0s duas da tarde abriram-se os trabalhos no palco principal: abaixo de muita chuva, o grupo argentino Tamboorbeat animou os presentes, que n\u00e3o se afugentaram pela \u00e1gua e s\u00f3 aumentou com as batidas eletr\u00f4nicas do duo, uma esp\u00e9cie de trance psicod\u00e9lico, que transformou o festival numa rave debaixo d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<figure id=\"attachment_45348\" aria-describedby=\"caption-attachment-45348\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-45348\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro11.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro11.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro11-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45348\" class=\"wp-caption-text\"><em>Thiago Ramil<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chuva cessou um pouquinho logo depois e muitos se posicionaram para assistir ao Boogarins num showz\u00e3o barulhento, que fez o p\u00fablico dan\u00e7ar, cantar e viajar junto. Entre chuva e sol, os goianos fizeram um dos grandes shows do dia, com psicodelia em altas doses e uma qualidade sonora fant\u00e1stica. No palco menor, a norte-americana Coleen Green, sozinha no palco com sua guitarra e quase escondida sob seu bon\u00e9, fez um show t\u00edmido, interessante, mas um tanto banal, que contrastou com a Francisco, El Hombre, que lan\u00e7ou \u201cCalor da Rua\u201d logo de cara e levantou o p\u00fablico. Al\u00e9m da energia potente da banda, o que chamou a aten\u00e7\u00e3o de todo mundo foi o cachorrinho que tamb\u00e9m se posicionou no palco, entre os m\u00fasicos \u2013 ele ficaria no palco at\u00e9 o final do show, participando inclusive da foto oficial da banda.<\/p>\n<figure id=\"attachment_45349\" aria-describedby=\"caption-attachment-45349\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-45349\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro12.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro12.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro12-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45349\" class=\"wp-caption-text\"><em>Francisco, El Hombre<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faixas como \u201cBolso Nada\u201d e \u201cT\u00e1 com D\u00f3lar, T\u00e1 com Deus\u201d levantaram o p\u00fablico, que pulava e cantava junto, por\u00e9m o momento mais cat\u00e1rtico foi em \u201cTriste, Louca ou M\u00e1\u201d, com um coro que cantava alto e muitas mulheres indo as l\u00e1grimas ao ouvir os versos de Julianna Strassacapa. Depois da catarse, tudo virou festa, com o pessoal aglomerado, pulando, fazendo dan\u00e7as quase coreografas e seguindo os comandos da banda. Outro dos muitos momentos marcantes do show foi quando Larrisa, da Ventre, se jogou, dando um mosh na galera. Al\u00e9m dela, era poss\u00edvel ver no fundo do palco a galera da Ventre e do Les Deuxluxes dan\u00e7ando a milh\u00e3o com a Francisco, el Hombre. Na plateia, os organizadores do pr\u00f3prio Morro tamb\u00e9m extravasavam, j\u00e1 que esse era o show que tinha cara de finaleira.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-45350\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro13.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro13.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro13-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequencia vieram os uruguaios do Milongas Extremas e os argentinos da El Sonidero y Fantarria Insurgente, por\u00e9m o \u00f4nibus em dire\u00e7\u00e3o ao centro de Santa Maria j\u00e1 estava a postos. De qualquer forma, o show da Francisco cumpriu o papel de \u201cencerrar\u201d o evento com altas doses de energia boa, fazendo muita gente ir embora de sorriso no rosto. Em tr\u00eas dias de Morrostock foi poss\u00edvel presenciar muitas mulheres fodas se apresentando nos dois palcos (Mulamba, Ventre, Francisco El Hombre, My Magical Glowing Lens, Paola Kirst, 3D, Geringon\u00e7a, Tamboorbeat, Musa H\u00edbrida e outras) e muitas minas trabalhando em diferentes espa\u00e7os do festival, provando que esse era um evento de for\u00e7a e liberdade feminina. Havia mulheres cantando, tocando instrumentos, tirando as camisetas, trabalhando, correndo e festejando, mas acima de tudo mostrando que o lugar delas \u00e9 aonde elas quiserem.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-45352\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro15.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro15.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro15-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final das contas, o saldo da a 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Morrostock foi positiv\u00edssimo: tr\u00eas dias de chuva, suor &amp; cerveja, como diz uma velha can\u00e7\u00e3o, num evento organizado, tranquilo, com poucas filas, cerveja sempre gelada, comida gostosa e uma energia boa demais. Para quem come\u00e7ou o festival sozinho, fiz muitos amigos, que sorriam, acenavam, abra\u00e7avam e ajudavam sempre que preciso, numa energia de comunh\u00e3o e confraterniza\u00e7\u00e3o. A imagem que o Morrostock costuma passar e a de um evento (em grande parte) feito para hippies, por\u00e9m a boa surpresa nesses tr\u00eas dias foi ver a diversidade que circulava pelo Balne\u00e1rio, desde hippies (claro!) at\u00e9 metaleiros, hipsters, viados, sapat\u00f5es e toda diversidade de identidades de g\u00eanero que alguns querem calar, todo mundo junto, com muitas fam\u00edlias, crian\u00e7as e cachorros (muito fofos, passeando pela galera e ganhando carinho aqui e acol\u00e1) curtindo o festival. A imagem que fica \u00e9 de um espa\u00e7o de liberdade em que vivenciamos uma possibilidade maior de harmonia, tranquilidade e respeito. Portanto, que venha o(s) pr\u00f3ximo(s)!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-45351\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro14.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro14.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/morro14-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista e colabora com o sites\u00a0<a href=\"http:\/\/www.aescotilha.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Escotilha<\/a>. Escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A imagem que o Morrostock costuma passar e a de um evento (em grande parte) feito para hippies, por\u00e9m a boa surpresa nesses tr\u00eas dias foi ver a diversidade que circulava pelo Balne\u00e1rio\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/12\/11\/saiba-como-foi-o-festival-morrostock-2017-em-santa-maria-rs\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":45338,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2500,231,2457,1356,1504,2056,1956,1944,1947],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45337"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45337"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45337\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45353,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45337\/revisions\/45353"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45338"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45337"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45337"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45337"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}