{"id":45171,"date":"2017-11-26T16:26:39","date_gmt":"2017-11-26T18:26:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=45171"},"modified":"2018-04-16T23:04:50","modified_gmt":"2018-04-17T02:04:50","slug":"entrevista-kenny-garrett","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/11\/26\/entrevista-kenny-garrett\/","title":{"rendered":"Entrevista: Kenny Garrett"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/daniel.tavares.96343\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Daniel Tavares<\/a><br \/>\nFotos por <a href=\"http:\/\/lilianecallegari.com.br\/shows\/jazz-na-fabrica-kenny-garrett-quintet\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Liliane Callegari<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira vez que o renomado saxofonista Kenny Garrett tocou no Brasil como artista solista foi liderando um trio em 1997, num dos melhores e mais longevos festivais que essa pobre na\u00e7\u00e3o j\u00e1 abrigou, o Free Jazz Festival, que entre 1985 e 2001 trouxe ao pa\u00eds alguns dos nomes mais importantes da m\u00fasica mundial, gente como Chet Baker (1985), Ray Charles (1986), Sarah Vaughan (1987), Nina Simone (1988), John Lee Hooker (1989), Dizzy Gillespie (1991),\u00a0Terence Blanchard (1992), Ornette Coleman (1993) e James Brown (1994), entre dezenas de outras estrelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquela \u00e9poca, 20 anos atr\u00e1s, Kenny chegava ao Brasil com dois pr\u00eamios da renomada revista DownBeat (Melhor Sax Alto em 1996 e 1997 \u2013 ele voltaria a ganhar outras seis vezes o mesmo pr\u00eamio, a mais recente em 2013), um disco em que recriava Coltrane (\u201cPursuance\u201d) e, segundo depoimento na Folha de S\u00e3o Paulo na \u00e9poca, tocou \u201cuma vers\u00e3o de \u2018Giant Steps\u2019 maravilhosa, provavelmente a mais bonita que j\u00e1 ouvi\u201d. De l\u00e1 para c\u00e1, ele voltou ao pa\u00eds diversas vezes, a \u00faltima no <a href=\"http:\/\/lilianecallegari.com.br\/shows\/jazz-na-fabrica-kenny-garrett-quintet\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jazz na F\u00e1brica 2015, do Sesc Pompeia\u00a0<\/a>\u2013 j\u00e1 com um Grammy na mala (de Best Jazz Instrumental \u00c1lbum, em 2010).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando vim ao Brasil pela primeira vez, comprei uns tr\u00eas livros com melodias do Ant\u00f4nio Carlos Jobim\u201d, relembra em entrevista por telefone ao Scream &amp; Yell. Desta vez, por\u00e9m, ele traz repert\u00f3rio renovado com as can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum \u201c<a href=\"http:\/\/www.kennygarrett.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Do Your Dance!<\/a>\u201d, lan\u00e7ado em 2016, um disco com nove n\u00fameros in\u00e9ditos de sua autoria que exibem influ\u00eancias de hard bop e funk buscando honrar o t\u00edtulo conceito do trabalho: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o precisa dan\u00e7ar como um dan\u00e7arino profissional. Voc\u00ea pode fazer do jeito que quiser. Voc\u00ea apenas precisa dan\u00e7ar\u201d, insiste, divertidamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista abaixo, Kenny Garrett fala sobre a experi\u00eancia de ter tocado com Miles Davis (\u201cEu o tive como um professor. Eu estava l\u00e1 como um estudante aprendendo\u201d), refor\u00e7a que o importante para um m\u00fasico \u00e9 estudar e manter a mente aberta (\u201cEu ainda estudo at\u00e9 hoje\u201d) e n\u00e3o recrimina que segue um caminho pop (\u201cAcho que voc\u00ea tem que decidir o que \u00e9 que funciona pra voc\u00ea\u201d). Sobre o Brasil, diz que adoraria conhecer alguma escola de m\u00fasica e ouvir m\u00fasica tradicional. \u201cAinda ou\u00e7o muita m\u00fasica brasileira\u201d, avisa. Confira o bate papo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-45173\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/kenny_foto_liliane_callegari2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/kenny_foto_liliane_callegari2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/kenny_foto_liliane_callegari2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 tocou com Art Barkley, Herbie Hancock, Miles Davis, Chick Corea e Duke Ellington, alguns dos maiores nomes do Jazz. Como voc\u00ea se sentiu quando se encontrou pela primeira vez com todas essas pessoas? Quem era voc\u00ea na ocasi\u00e3o? Era mais como um f\u00e3 deles ou era mais como um m\u00fasico, um colega?<\/strong><br \/>\nOlha, quando me lembro da minha experi\u00eancia com o Miles Davis, eu o tive como um professor. Eu estava l\u00e1 como um estudante aprendendo, mas tamb\u00e9m levei coisas para a mesa, fiz contribui\u00e7\u00f5es. Naquela \u00e9poca, eu n\u00e3o estava mesmo pensando em ir pra lugar nenhum, eu estava apenas honrado por tocar com algu\u00e9m como o Miles. Era bacana tocar por tantas horas, treinar por tantas horas. Ent\u00e3o, para mim, poder soar como algu\u00e9m da banda dele era um privil\u00e9gio. Sempre vou me sentir lisonjeado pela experi\u00eancia, tanto com Miles, quanto com Charlie Parker. A m\u00fasica que voc\u00ea cresce ouvindo, e depois voc\u00ea tem a chance de tocar com um artista desse n\u00edvel, \u00e9 imensamente significativo. E agora estou em uma posi\u00e7\u00e3o, depois de ter tocado com Charlie, com Miles, com Dizzy Gillespie, sou capaz de trazer alguma informa\u00e7\u00e3o e linguagem tamb\u00e9m para alguns dos caras que tocam comigo. A m\u00fasica \u00e9 uma troca. Mas, da mesma forma, Miles ainda \u00e9 e sempre ser\u00e1 o meu professor. \u00c9 assim que o vejo. N\u00f3s nos tornamos bons amigos, sa\u00edamos para nos divertir, eu ligava pra ele e tocava alguma coisa no telefone e ele tocava em seguida. Mas mais do que aprender com todo mundo, eu gostava quando eles aprendiam comigo, sabe? J\u00e1 sobre quando eu estava na Orchestra [de Duke Ellington], eu tinha 18 anos, saindo do ensino m\u00e9dio. Foi uma experi\u00eancia diferente, eu finalmente tive a chance de realmente aprender sobre a m\u00fasica do Duke. Em primeiro lugar: eu era um viciado em m\u00fasica, n\u00e3o apenas em ouvir m\u00fasica, mas tamb\u00e9m em CDs, LPs, tudo o que pudesse arranjar. N\u00e3o consigo pensar em nenhum m\u00fasico da minha gera\u00e7\u00e3o que tenha tido a chance de tocar com tantos grandes nomes e de tantas eras diferentes&#8230; com Dizzy (o pai do Bebop), com Miles (que veio de outra era), de todas as gera\u00e7\u00f5es. Mas eu sempre trouxe algo \u00e0 mesa, especialmente quando eu os chamava para meus trabalhos. Eu tentava encontrar algo que os motivasse porque, voc\u00ea sabe, eles estavam tocando por anos e, depois de certo tempo, voc\u00ea acaba ficando cansado e eu esperava que minha m\u00fasica esperan\u00e7osamente os inspirasse a tocar. Ent\u00e3o, acho que como artistas n\u00f3s temos que encontrar ou escrever algo que inspire outros m\u00fasicos, gosto de tocar algo que valha a pena sentir, permitir que os m\u00fasicos possam ir onde queiram ir, na sua zona ou onde quer que seja. \u00c9 isso que tento fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00ea acha que \u00e9 mais importante para um m\u00fasico, seja um m\u00fasico de jazz ou de qualquer outro estilo: t\u00e9cnica ou feeling?<\/strong><br \/>\nAcho que \u00e9 estudar. Se voc\u00ea continua estudando, voc\u00ea aprende sobre culturas diferentes no mundo e come\u00e7a a ver conex\u00f5es que s\u00e3o excelentes e podem funcionar para voc\u00ea. Aprendemos muito sobre m\u00fasica, mas \u00e9 preciso continuar estudando. Eu ainda estudo at\u00e9 hoje. Uma coisa que acho que um m\u00fasico deve manter \u00e9 a mente aberta e continuar aprendendo, porque voc\u00ea sempre vai aprender alguma coisa diferente no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E por falar em aprender, voc\u00ea \u00e9 doutor &#8220;honoris causa&#8221; na Universidade de Berklee (Berklee Music College), uma das maiores institui\u00e7\u00f5es de m\u00fasica do mundo inteiro. O que isso significa pra voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nOh, isso quer dizer que estou contribuindo para a sociedade e, voc\u00ea sabe, eles me honraram com isso. \u00c9 um privil\u00e9gio ser chamado de doutor, quer dizer, tenho um amigo que me chamava de Doutor Garrett muito antes de Berklee [risos]. Acho uma honra, mas ainda sou um estudante, ainda estou aprendendo. Espero continuar contribuindo e que a Berklee Music College nos d\u00ea muito mais doutores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea tem sentido \u00e0 recep\u00e7\u00e3o ao \u00e1lbum &#8220;Do Your Dance!&#8221; (2016)? Qual o conceito?<\/strong><br \/>\nBem, basicamente, o conceito veio de que normalmente quem dan\u00e7a s\u00e3o pessoas felizes. E h\u00e1 pessoas no mundo que n\u00e3o dan\u00e7am, ent\u00e3o digo algo como &#8220;Dance&#8221;, &#8220;Fa\u00e7a a sua dan\u00e7a&#8221;, n\u00e3o se preocupe no que todo mundo est\u00e1 fazendo, n\u00e3o pense nos passos, dance de qualquer forma que voc\u00ea consiga. Voc\u00ea apenas precisa dan\u00e7ar. Foi da\u00ed que veio o conceito. Voc\u00ea n\u00e3o precisa dan\u00e7ar como um dan\u00e7arino profissional. Voc\u00ea pode fazer do jeito que quiser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como este \u00e1lbum foi gravado? Hoje em dia, muitos artistas gravam \u00e1lbuns de uma forma que um toca a guitarra num dia, outro dia outro faz as partes de bateria, eles tocam em sess\u00f5es diferentes, dias diferentes e o est\u00fadio junta tudo e o \u00e1lbum \u00e9 lan\u00e7ado. Mas fazer jams, o encontro de m\u00fasicos, com todo mundo tocando junto, fazendo improvisa\u00e7\u00f5es, isso \u00e9 muito caracter\u00edstico do jazz. Como este \u00e1lbum foi gravado?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. Estava todo mundo no est\u00fadio ao mesmo tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00ea acha desse tipo de grava\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nIsso se torna mais conveniente pra muita gente, mas, pra mim, sempre gosto de ter m\u00fasicos l\u00e1 ao mesmo tempo. Na maioria das grava\u00e7\u00f5es musicais voc\u00ea pode juntar as coisas depois, at\u00e9 por economia de custos, mas acho que n\u00e3o h\u00e1 uma comunica\u00e7\u00e3o verdadeira (nesse modo de grava\u00e7\u00e3o). Gosto de ter os m\u00fasicos por perto e eles tamb\u00e9m gostam de mim ali. Mas n\u00e3o \u00e9 que eu nunca tenha feito isso. \u00c0s vezes voc\u00ea chega ao final do processo de grava\u00e7\u00e3o de uma faixa e percebe que pode adicionar um elemento l\u00e1. J\u00e1 fiz isso. Mas tento dizer (no momento da grava\u00e7\u00e3o) para as pessoas de uma forma que elas entendam sobre o que \u00e9 aquela can\u00e7\u00e3o. Quero que haja comunica\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea me chama, quero responder tocando, e se te chamo pelo teu nome, quero a sua resposta da mesma forma. Se me deixarem sozinho, o resultado poder\u00e1 soar eg\u00f3latra, s\u00f3 meu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 uma can\u00e7\u00e3o chamada &#8220;Bossa&#8221; em &#8220;Do Your Dance!&#8221;. O que voc\u00ea mais gosta na m\u00fasica brasileira?<\/strong><br \/>\nA m\u00fasica brasileira \u00e9 muito rica. N\u00e3o tenho a ouvido tanto como eu ouvia no in\u00edcio da minha carreira, mas ainda ou\u00e7o muita m\u00fasica brasileira. Quando vim ao Brasil pela primeira vez (nos anos 90), comprei uns tr\u00eas livros com melodias do Ant\u00f4nio Carlos Jobim. J\u00e1 tive experi\u00eancias com pessoas que vieram de diferentes lugares, toco muitas m\u00fasicas, mas, para mim, gosto de dar uma variada por culturas diferentes \u00e0s vezes. Desta vez vou dar uma olhada bem melhor na m\u00fasica daqui porque vou fazer mais shows. Se estou tocando com m\u00fasicos que s\u00e3o nativos do pa\u00eds em que estou, isso realmente ajuda, porque voc\u00ea pode tocar a m\u00fasica corretamente e, algumas vezes, na m\u00fasica americana n\u00f3s estamos, na verdade, imitando o que ouvimos na m\u00fasica brasileira, nos ritmos e tudo mais. A m\u00fasica brasileira tem uma hist\u00f3ria rica. \u00c9 bom estar em v\u00e1rios lugares diferentes, em contato com m\u00fasicos diferentes. \u00c0s vezes estamos na Europa, \u00e0s vezes na Am\u00e9rica do Sul, \u00e0s vezes na \u00c1frica, e absorvo de tudo. Depende da situa\u00e7\u00e3o em que estejamos naquela ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E desta vez voc\u00ea ficar\u00e1 no Brasil por quase uma semana. Como voc\u00ea est\u00e1 curtindo a viagem e o que voc\u00ea gosta no Brasil?<\/strong><br \/>\nEsta na verdade ser\u00e1 a primeira vez em que consigo ficar por mais que alguns poucos dias, ent\u00e3o, a coisa principal quando voc\u00ea faz uma viagem mais longa \u00e9 ter condi\u00e7\u00f5es de descansar um pouco no come\u00e7o. Foi o que tentei fazer logo que cheguei, mas adoraria conferir alguma m\u00fasica, amaria ir a alguma escola, universidade, ver m\u00fasica tradicional. Isso \u00e9 o que adoro fazer. Tamb\u00e9m gosto de ir aos lugares, provar a comida, ver as pessoas, deixar o fluxo me levar antes dos shows. Normalmente o que gosto de fazer com a m\u00fasica \u00e9&#8230; n\u00f3s viajamos pelo mundo e gostamos de fazer com que as pessoas experimentem a mesma m\u00fasica. Ent\u00e3o, desta vez n\u00f3s vamos tocar can\u00e7\u00f5es do &#8220;Do Your Dance!&#8221;, que \u00e9 o meu \u00e1lbum mais recente, mas tamb\u00e9m m\u00fasicas do &#8220;Pushing The World Away&#8221; (2013) e de v\u00e1rios CDs diferentes. Voc\u00ea sabe como \u00e9, n\u00f3s estamos aqui, \u00e9 um ambiente bacana, as pessoas s\u00e3o legais, n\u00f3s queremos nos divertir, mas tamb\u00e9m queremos trazer alegria e levar o p\u00fablico na viagem. J\u00e1 toquei no Brasil antes e acho bonito estar de volta. Gostaria que as pessoas aparecessem e embarcassem na viagem, ouvindo boa m\u00fasica. Vamos compartilhar um tempo bom. Vamos compartilhar algumas mem\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea v\u00ea o panorama do jazz, em particular, e do music business em geral na atualidade?<\/strong><br \/>\nBem, o neg\u00f3cio da m\u00fasica tem sido sempre um neg\u00f3cio. Nada realmente mudou. O jazz continua sendo um tipo de m\u00fasica para um seleto grupo de pessoas. N\u00e3o fazemos shows em est\u00e1dios ao redor do mundo.\u00a0 Ok, temos universidades onde as pessoas aprendem sobre jazz, mas isso ainda n\u00e3o a faz popular. Claro, como m\u00fasico de jazz, eu gostaria que fosse mais popular, como a m\u00fasica brasileira \u00e9 popular, como o hip-hop, como a m\u00fasica pop, mas n\u00e3o \u00e9 assim. At\u00e9 funciona se voc\u00ea mistura jazz com m\u00fasica pop, mas n\u00e3o necessariamente vai ser popular apenas porque vai ter algo diferente naquele ponto. Existe uma maneira de encarar o jazz de forma mais tradicional e existe uma maneira de encarar misturando com coisas mais populares. Fa\u00e7o isso tamb\u00e9m. Toco todos os diferentes tipos de batida no mesmo set, porque meus f\u00e3s sabem que gosto de diferentes estilos de m\u00fasica. Ent\u00e3o, nunca tive tanto problema com isso, mas o que penso \u00e9 que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica pop, muitos m\u00fasicos que conhe\u00e7o fazem hip hop e outros fazem m\u00fasica pop, e n\u00e3o h\u00e1 nada errado com isso. Foi assim que a m\u00fasica chegou pra eles. Acho que voc\u00ea tem que decidir o que funciona pra voc\u00ea. Para mim, tenho feito m\u00fasica por um longo tempo e n\u00e3o posso dizer nada que desmere\u00e7a sobre quem vai para este lado mais pop.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ciM2wzDg5cs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/F6M4dx7G5D4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2013 Daniel Tavares (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/daniel.tavares.96343\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Facebook<\/a>) \u00e9 jornalista e mora em Fortaleza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ele j\u00e1 tocou com Art Barkley, Herbie Hancock, Miles Davis, Chick Corea e Duke Ellington, e recomenda: &#8220;Estude.  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