{"id":45047,"date":"2017-11-17T12:10:35","date_gmt":"2017-11-17T14:10:35","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=45047"},"modified":"2018-01-05T09:40:40","modified_gmt":"2018-01-05T11:40:40","slug":"pj-harvey-em-sao-paulo-e-o-velorio-do-mundo-como-forma-de-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/11\/17\/pj-harvey-em-sao-paulo-e-o-velorio-do-mundo-como-forma-de-arte\/","title":{"rendered":"PJ Harvey em S\u00e3o Paulo e o vel\u00f3rio do mundo como forma de arte"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por Marcelo Costa<\/strong><br \/>\n<strong>fotos por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fabricio.vianna\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fabricio Vianna<span id=\"fbPhotoSnowliftTagList\" class=\"fbPhotoTagList\"><\/span><\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/possoestarajudando\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Oswaldo Corneti<\/a> (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pg\/poploadgig\/photos\/?tab=album&amp;album_id=1536276333119758\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">confira galeria<\/a>)<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7o de noite de hor\u00e1rio de ver\u00e3o numa quarta-feira de feriado na cidade de S\u00e3o Paulo. O rel\u00f3gio est\u00e1 passando das 18h30 e o sol segue intenso pintando o horizonte de dourado, belo, ap\u00f3s ter transformado uma das obras mais question\u00e1veis do repert\u00f3rio do arquiteto Oscar Niemeyer, o oceano de asfalto do Memorial da Am\u00e9rica Latina, em uma imensa frigideira que cozinhou f\u00e3s de m\u00fasica que bateram ponto na edi\u00e7\u00e3o 2017 do Popload Festival para conferir nomes como Neon Indian, Ventre, Carne Doce e Daughter. Agora \u00e9 a vez de Polly Jean Harvey e a expectativa da maioria dos presentes (que n\u00e3o havia visto o show do dia anterior no Teatro Bradesco), 13 anos ap\u00f3s sua primeira vinda ao Brasil, \u00e9 enorme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No modelo fanfarra f\u00fanebre, os 10 integrantes da banda adentram o palco marchando em fila indiana sobre escombros do mundo, todos de luto, todos s\u00e9rios. Neste teatro tr\u00e1gico, Polly Jean interpreta a rep\u00f3rter que viajou para Kosovo, Afeganist\u00e3o e Washington DC, e volta para nos contar o que viu com o amparo de Alain Johannes, Alessandro Stefana, Enrico Gabrielli, James Johnston, Jean-Marc Butty, Kenrick Rowe, Terry Edwards, Mick Harvey e John Parish. Ela surge no meio do grupo, sem destaque, como uma simples integrante de uma banda que pelos pr\u00f3ximos 90 minutos ir\u00e1 entreter a audi\u00eancia enquanto o navio afunda no meio do oceano.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/H7CPVorVNUA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cChain of Keys\u201d \u00e9 o primeiro polaroide. No arranjo fanfarra se unem tr\u00eas saxofones (um deles tocado pela pr\u00f3pria PJ), duas guitarras e violino, mas a m\u00fasica que sai das caixas \u00e9 diminuta, abafada, dolorida, pois no cen\u00e1rio de uma Kosovo devastada, uma mulher guarda as chaves das casas dos vizinhos que partiram, caso eles voltem (mas \u201cOs vizinhos n\u00e3o v\u00e3o voltar\u201d, canta PJ). &#8220;The Ministry Of Defense&#8221;, a melhor e mais terr\u00edvel can\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/04\/19\/the-hope-six-demolition-project-pj-harvey\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Hope Six Demolition Project<\/a>\u201d (2016), vem na sequ\u00eancia com tr\u00eas guitarras encorpando um riffzinho metalizado enquanto PJ lista tudo que v\u00ea em um pr\u00e9dio bombardeado: \u201cgrafites em \u00e1rabe, merda humana, seringas, laminas de barbear, uma mand\u00edbula, um fantasma de uma menina que corre e se esconde\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como n\u00e3o poderia deixar de ser (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/09\/07\/mercury-prize-premia-pj-harvey\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e vem acontecendo em qualquer canto do mundo<\/a> desde a emblem\u00e1tica turn\u00ea do grande disco \u201cLet England Shake\u201d, em 2011, que narrava hist\u00f3rias da Primeira Guerra Mundial), o p\u00fablico urra feliz a cada final de n\u00famero, dan\u00e7ando inebriado sobre os escombros de uma sociedade que, todos sabem, n\u00e3o deu certo. E o navio segue afundando. \u201cThe Community of Hope\u201d surge na sequencia muito mais p\u00e1lida que na vers\u00e3o do \u00e1lbum mostrando o lado abandonado de Washington DC que todos fingem n\u00e3o ver, mas est\u00e1 l\u00e1. Poderia ser S\u00e3o Paulo, Porto Alegre, Buenos Aires, Londres ou Barcelona. N\u00e3o s\u00f3 poderia: \u00e9. A can\u00e7\u00e3o termina, o p\u00fablico aplaude e Polly Jean n\u00e3o consegue conter o sorriso, que escapa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-45049\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/pj2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/pj2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/pj2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 48 anos, PJ segue extremamente magra e com uma pele branca que contrasta com o modelito todo preto adaptado para o \u201cveranico\u201d paulistano \u2013 a microssaia remete aos anos de \u201cStories from the City, Stories from the Sea\u201d (2000) e \u201cUh Huh Her\u201d (2003), que cede a pr\u00f3xima can\u00e7\u00e3o para o set list, \u201cShame\u201d, que \u00e9 recebida com urros pela plateia. Segue ent\u00e3o um bloco de can\u00e7\u00f5es do premiado \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/28\/cds-beady-eye-pj-harvey-radiohead\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Let England Shake<\/a>\u201d, que rendeu a PJ seu segundo Mercury Prize (at\u00e9 hoje ela \u00e9 a \u00fanica artista a ganhar duas vezes o importante pr\u00eamio brit\u00e2nico) com o ponto alto sendo \u201cThe Words That Maketh Murder\u201d, que exibe metade da banda conduzindo a can\u00e7\u00e3o nas palmas e John Parish tocando algo pr\u00f3ximo a uma viola caipira enquanto o personagem da letra de PJ diz que \u201cfez e viu coisas que gostaria de esquecer\u201d na Primeira Guerra Mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A apresenta\u00e7\u00e3o ent\u00e3o sai de 1918 e retorna para 1861, ano em que o pintor James Abbott McNeill Whistler desenhou o quadro \u201cThe White Girl\u201d, inspira\u00e7\u00e3o da capa do \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/11\/19\/disco-da-semana-white-chalk-de-polly-jean-harvey\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">White Chalk<\/a>\u201d, que Polly Jean lan\u00e7ou em 2007, e que cede para o show a faixa t\u00edtulo e a emblem\u00e1tica (ainda mais neste dia de um aparentemente intermiv\u00e1vel hor\u00e1rio de ver\u00e3o) \u201cDear Darkness\u201d, com PJ cantando: \u201cQuerida escurid\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o vai me cobrir novamente? Fui sua amiga durante anos, voc\u00ea n\u00e3o vai fazer isso para mim, car\u00edssima escurid\u00e3o, proteger-me do sol?\u201d. A escurid\u00e3o a ouve, e come\u00e7a a vencer o sol. As luzes do palco s\u00e3o acesas, mas n\u00e3o h\u00e1 nenhuma cor neste vel\u00f3rio: s\u00e3o luzes brancas sobre 10 pessoas em luto.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-45062\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/pj4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/pj4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/pj4-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dia antes, PJ Harvey e seu ex\u00e9rcito em luto haviam levado este repert\u00f3rio para uma sala de teatro em S\u00e3o Paulo numa a\u00e7\u00e3o elogi\u00e1vel chamada Popload Social, em que f\u00e3s trocaram atos sociais (doa\u00e7\u00e3o de sangue, metade de um turno em ONGs, entre outras a\u00e7\u00f5es) por ingressos. Inevitavelmente, este \u00e9 um show teatral para ser visto preferencialmente numa caixa fechada em que o p\u00fablico n\u00e3o tem como escapar da tem\u00e1tica barra pesada das letras e a aridez mel\u00f3dica dos arranjos, uma imers\u00e3o necess\u00e1ria em um mundo terr\u00edvel, mas tudo funcionou bem no Memorial da Am\u00e9rica Latina, com inevit\u00e1veis momentos de dispers\u00e3o do p\u00fablico e uma ou outra conversa (principalmente no fundo da arena) enquanto a \u00e1gua invadia o conv\u00e9s e o drama seguia seu rumo inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais da metade do navio j\u00e1 est\u00e1 submerso, e a banda continua tocando. \u201cThe Wheel\u201d, outra de \u201cThe Hope Six Demolition Project\u201d, flagra quatro crian\u00e7as num balan\u00e7o em um parquinho abandonado em Kosovo antes da chegada de 28 mil soldados s\u00e9rvios. \u201cEi, crian\u00e7as, n\u00e3o desapare\u00e7am\u201d, ela clama para logo em seguida avisar: \u201cAgora voc\u00ea as v\u00ea, agora n\u00e3o mais\u201d. O blueza\u00e7o \u201cThat\u2019s What They Want\u201d, do gaitista Jerry \u201cBoogie\u201d McCain, ecoa no Memorial da Am\u00e9rica Latina funcionando como base para \u201cThe Ministry of Social Affairs\u201d, uma can\u00e7\u00e3o pesada que se utiliza do epis\u00f3dio em que Jesus expulsa com chicote cambistas do Templo para dizer que o mesmo precisa ser feito com alguns pol\u00edticos que n\u00e3o est\u00e3o cuidando das pessoas como deveriam.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MBqKiFaiRAQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A apresenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 chegando ao final, e os f\u00e3s antigos de PJ Harvey que permaneceram durante o show todo admirando este vel\u00f3rio como forma de arte s\u00e3o presenteados com \u201c50ft Queenie\u201d, \u201cDown by the Water\u201d e \u201cTo Bring You My Love\u201d, tr\u00eas can\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo passado que abrem um universo paralelo no show, com Polly Jean Harvey cantando e dan\u00e7ando enquanto o p\u00fablico se belisca tentando acreditar no que est\u00e1 acontecendo. \u00c9 neste bloco de can\u00e7\u00f5es em que ela tamb\u00e9m apresenta a \u201cminha banda\u201d (em portugu\u00eas mesmo), um grupo incr\u00edvel de m\u00fasicos da qual fazem parte dois Bad Seeds (Mick Harvey e James Johnston, este tamb\u00e9m Gallon Drunk, que cedeu a banda tamb\u00e9m Terry Edwards), um QOTSA (Alain Johannes) e, claro, o parceiro de longa data John Parish.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O show se encerra de forma lenta com os olhos em Washington DC no lamento <em>spiritual<\/em> \u201cRiver Anacostia\u201d, uma can\u00e7\u00e3o sobre o \u201crio esquecido\u201d, como \u00e9 apelidado o Rio Tiet\u00ea deles. Aos poucos, todos os m\u00fasicos v\u00e3o deixando seus instrumentos e come\u00e7am a bater palmas e cantar (como os escravos da letra) o refr\u00e3o salvador: \u201cWade in the water \/ God&#8217;s gonna trouble the water\u201d. A \u00e1gua usada para purificar e tamb\u00e9m para despistar os c\u00e3es farejadores na busca por escravos que fugiram agora n\u00e3o pode ser mais usada devido \u00e0 polui\u00e7\u00e3o. O navio est\u00e1 todo encoberto, a banda parou de tocar e os 90 minutos do vel\u00f3rio chegam ao fim como um dos grandes shows do ano no Brasil, uma apresenta\u00e7\u00e3o teatral que exibe as cicatrizes do mundo em carne viva. Banda e p\u00fablico sorriem. \u00c9 o fim do mundo como n\u00f3s o conhecemos, e todos n\u00f3s no Popload Festival nos sentimos bem. Obrigado, PJ.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-45048\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/pj1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1124\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/pj1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/pj1-200x300.jpg 200w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/pj1-683x1024.jpg 683w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><br \/>\n\u2013 Fabricio Vianna (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fabricio.vianna\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fb.fabricio.vianna<\/a>) \u00e9 o fot\u00f3grafa oficial da Popload<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00c9 o fim do mundo como n\u00f3s o conhecemos, e todos nos no Popload Festival nos sentimos bem. Obrigado, Polly Jean Harvey! \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/11\/17\/pj-harvey-em-sao-paulo-e-o-velorio-do-mundo-como-forma-de-arte\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":45050,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[414],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45047"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45047"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45047\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45065,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45047\/revisions\/45065"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45050"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45047"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45047"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45047"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}