{"id":44912,"date":"2017-11-02T09:18:33","date_gmt":"2017-11-02T11:18:33","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=44912"},"modified":"2017-12-20T11:21:12","modified_gmt":"2017-12-20T13:21:12","slug":"cinema-thor-ragnarok-de-taika-waititi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/11\/02\/cinema-thor-ragnarok-de-taika-waititi\/","title":{"rendered":"Cinema: &#8220;Thor: Ragnarok&#8221;, de Taika Waititi"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Resenha por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renato.caliman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Renato Caliman<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Goste ou n\u00e3o, a estrutura dos filmes da Marvel ser\u00e1 sempre a mesma, pelo menos at\u00e9 a conclus\u00e3o da Fase Tr\u00eas com a segunda parte de &#8220;Guerra Infinita&#8221;. O pr\u00f3prio Kevin Feige j\u00e1 disse que esse \u00e9 o jeito do est\u00fadio, e se o p\u00fablico est\u00e1 gostando, porque mudar? A quest\u00e3o \u00e9 que, com o passar do tempo, os filmes come\u00e7aram a dar sinais de desgaste, e se durante uma sess\u00e3o leve &#8211; de quase duas horas &#8211; vendo seus her\u00f3is favoritos a divers\u00e3o era garantida, ap\u00f3s deixar o cinema as lembran\u00e7as tornavam-se facilmente esquec\u00edveis. Essa sensa\u00e7\u00e3o aumentou a cada nova experi\u00eancia, mas s\u00f3 ficou evidente depois que &#8220;Doutor Estranho&#8221;, o \u00faltimo filme da Marvel em 2016, e as suas semelhan\u00e7as com o &#8220;Homem de Ferro&#8221;. Bom, o certo \u00e9 que o est\u00fadio tamb\u00e9m parece ter percebido o cansa\u00e7o, o que fez com que 2017 fosse muito mais audacioso. Em abril, &#8220;Guardi\u00f5es Vol.2&#8221;. Em julho, &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/12\/cinema-homem-aranha-de-volta-ao-lar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Homem Aranha: De Volta ao Lar<\/a>&#8220;. E agora para fechar o ano marvel\u00edstico a surpresa &#8220;Thor: Ragnarok&#8221;, que comandado pelo exc\u00eantrico Taika Waititi, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o melhor filme da franquia como ainda se revela um dos filmes mais ousados do universo. Uma com\u00e9dia assumida, com senso de humor agrad\u00e1vel, cen\u00e1rio colorid\u00edssimo e um elenco de peso, que tenta driblar, com estilo, a fadiga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s uma travessia malsucedida at\u00e9 Asgard, Thor (Chris Hemsworth) vai parar em Sakaar, um planeta desconhecido onde \u00e9 feito prisioneiro pelo extravagante Gr\u00e3o-Mestre (Jeff Goldblum). L\u00e1, ele \u00e9 feito escravo e obrigado a enfrentar o campe\u00e3o de um torneio entre gladiadores: ningu\u00e9m menos do que Hulk (Mark Ruffalo), com quem ele nunca teve uma rela\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel. O Deus do Trov\u00e3o tem que lutar para sobreviver e correr contra o tempo para formar uma equipe de \u2018Vingadores\u2019 a fim de impedir que a poderosa Hela (Cate Blanchett) destrua Asgard e dessa forma cumpra a profecia do Ragnarok. Todos sabem que o filho de Odin sempre foi meio sisudo. Nos medianos &#8220;Thor&#8221; (2011) e &#8220;Thor: O Mundo Sombrio&#8221; (2013) essa caracter\u00edstica fica bem clara. Mas as express\u00f5es antiquadas e a seriedade no olhar foram postas de lado. Nesse terceiro filme, a narrativa abra\u00e7a o humor e o humor abra\u00e7a o asgardiano. Uma mudan\u00e7a brusca que ignora o passado do protagonista e de outros personagens, soando incoerente se olharmos para o todo, por\u00e9m, se analisada individualmente cumpre bem aquilo que se prop\u00f5e a fazer. Seguindo a vibe de &#8220;Guardi\u00f5es&#8221; de n\u00e3o se levar a s\u00e9rio, o longa re\u00fane um time de peso, h\u00e1bil fisicamente e tamb\u00e9m com plenos poderes sobre o humor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chris Hemsworth, pela primeira vez, demonstra estar a vontade no papel. Bem na com\u00e9dia, seu protagonista que era um dos menos carism\u00e1ticos entre os <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/27\/cinema-os-vingadores\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vingadores<\/a>, ganha mais relev\u00e2ncia e polival\u00eancia para as pr\u00f3ximas din\u00e2micas de grupo. Ruffalo \u00e9 outro que abandona o jeit\u00e3o s\u00e9rio do cientista para fazer do Dr. Banner um tipo desajustado e indeciso (o qual lembra muito o Clark Kent de Christopher Reeve), e de seu Hulk um monstro verde bob\u00e3o, inconsequente e engra\u00e7ado, completamente diferente do raivoso de outrora, mas ainda assim fascinante. Hiddleston muda pouco. Continua o mesmo tra\u00edra de sempre, s\u00f3 que menos vil\u00e3o e mais anti-her\u00f3i, o que colabora para manter a eleg\u00e2ncia obscura do personagem. Tessa Thompson como Valkiria \u00e9 quem tem o arco dram\u00e1tico mais interessante, com motiva\u00e7\u00f5es palp\u00e1veis, e por isso desperta grande empatia do espectador. Goldblum interpreta Goldblum. O ex\u00f3tico Gr\u00e3o-Mestre \u00e9 uma figura magn\u00e9tica em cena, com seus mon\u00f3logos desconexos e o jocoso tom cordial de fazer piada. Por ultimo, Korg. Dublado pelo diretor Taika Waititi, desponta como o coadjuvante mais simp\u00e1tico, o qual gostamos logo de cara pela sua simplicidade, as piadas pontuais e o cativante senso de justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o pense que Cate Blanchett foi esquecida. A atriz comp\u00f5e uma Hela com motiva\u00e7\u00f5es que j\u00e1 conhecemos, embora nunca pare\u00e7a afetada. Vil\u00e3 t\u00edpica dos quadrinhos, tem seus trejeitos peculiares e \u00e9 capaz de representar uma forte amea\u00e7a na trama (despeda\u00e7ar o Mjolnir n\u00e3o \u00e9 pouca coisa), mas \u00e9 prejudicada pelas poucas cenas, um equ\u00edvoco ocasionado pelo roteiro, que enxerga Sakaar como sendo mais importante que Asgard, lugar onde ela se encontra o tempo todo. Ainda assim \u00e9 curioso ver como as personagens femininas ganharam merecida import\u00e2ncia na narrativa. Hela e Valkiria s\u00e3o independentes, tem poder e jamais se rendem a f\u00fateis casos amorosos. Roteirizado por Eric Pearson, Craig Kyle e Christopher Yost, todos envolvidos com produ\u00e7\u00f5es de desenhos animados, o que explica entre outras coisas a agilidade dos di\u00e1logos, e dirigido pelo neo-zeland\u00eas Taika Waititi (&#8220;O que Fazemos nas Sombras&#8221;, 2014), que imprime uma com\u00e9dia simples e objetiva, &#8220;Thor: Ragnarok&#8221; exibe de bom humor \u00e0 embates bem elaborados configurados por \u00f3timos efeitos especiais. Uma produ\u00e7\u00e3o de ritmo acelerado, uma trilha sonora tecno-pop anos 70 que leva o p\u00fablico a viajar pelo espa\u00e7o sem muito esfor\u00e7o, al\u00e9m de uma ambienta\u00e7\u00e3o estilosa em total sintonia com a proposta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8,5<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UvNnqWLruXA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Renato Caliman (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renato.caliman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fb.com\/renato.caliman<\/a>) escreve no #CineMarmita:\u00a0<a href=\"https:\/\/cinemarmita.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/cinemarmita.wordpress.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Thor: Ragnarok&#8221; exibe de bom humor \u00e0 embates bem elaborados configurados por \u00f3timos efeitos especiais. 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