{"id":44896,"date":"2017-11-01T08:27:47","date_gmt":"2017-11-01T10:27:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=44896"},"modified":"2024-10-07T20:26:12","modified_gmt":"2024-10-07T23:26:12","slug":"punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/11\/01\/punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte3\/","title":{"rendered":"Punk na Calif\u00f3rnia: um roteiro nost\u00e1lgico da cena dos anos 90 (Parte 3)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Um mergulho nas origens do Green Day<br \/>\nTexto, fotos e v\u00eddeo por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rodrigo.alves.378537\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rodrigo Alves<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas d\u00e9cadas atr\u00e1s, em outubro de 1987, Ollie Jackson dava n\u00f3 em pingo d\u2019\u00e1gua para criar meia d\u00fazia de filhos. O marido tinha morrido de c\u00e2ncer no es\u00f4fago cinco anos antes, e ela equilibrava bandejas de um lado para o outro no Rod\u2019s Hickory Pit, uma pequena churrascaria em El Cerrito, no norte da Calif\u00f3rnia. Entre uma picanha e uma costelinha, rolavam uns shows, e a gar\u00e7onete deu um jeito de realizar o desejo do filho ca\u00e7ula, que come\u00e7ava a se aventurar no punk rock. Foi assim, com fuma\u00e7a no ar e cheiro de gordura, que o adolescente Billie Joe Armstrong e o amigo Mike Dirnt tocaram ao vivo pela primeira vez. Para uma plateia de 30 pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trinta anos depois, a dupla continua na ativa. Mudou a plateia, de clientes famintos para multid\u00f5es ensandecidas. Mudou at\u00e9 o nome da banda, na \u00e9poca Sweet Children, hoje Green Day.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-44891\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/03_rods_hickory_pit.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"615\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/03_rods_hickory_pit.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/03_rods_hickory_pit-300x246.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos shows improvisados nos anos 80 aos grandes concertos atuais, a trajet\u00f3ria \u00e9 mais do que conhecida: o pulo para uma grande gravadora em 1994, o estouro com o \u00e1lbum \u201cDookie\u201d e o sucesso estrondoso que veio na sequ\u00eancia, incluindo nomea\u00e7\u00e3o para o Hall da Fama do Rock e at\u00e9 \u00f3pera na Broadway. Mas a turn\u00ea sul-americana de 2017 tamb\u00e9m pode ser um bom gancho para destrinchar o Green Day dos prim\u00f3rdios, que se limitava a abrir shows de bandas maiores e era contestado na cena punk pelas melodias pegajosas demais. Ent\u00e3o bora para a Calif\u00f3rnia, porque os vest\u00edgios daquele tempo ainda est\u00e3o por l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Billie Joe e Mike Dirnt nasceram e cresceram na regi\u00e3o da East Bay, circulando entre cidades como Oakland, Rodeo e El Sobrante. Eles se conheceram em Crockett, no ensino m\u00e9dio, e formaram o Sweet Children em Pinole, no ensino fundamental. Para quem n\u00e3o \u00e9 da \u00e1rea, os nomes das cidades se embaralham, mas o importante \u00e9 que, no fim dos anos 80, toda aquela regi\u00e3o da Ba\u00eda de S\u00e3o Francisco estava prestes a viver uma explos\u00e3o de punk rock. E o olho desse furac\u00e3o estava em Berkeley.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi l\u00e1 que surgiu o clube mais importante da cena local: o 924 Gilman Street, que ficava, veja voc\u00ea, no n\u00famero 924 da rua Gilman. Quem botou o lugar de p\u00e9 foi Tim Yohannan, fundador do renomado fanzine Maximum Rockroll. A partir de 1986, as bandas da East Bay tinham, portanto, um bom canal de divulga\u00e7\u00e3o na imprensa alternativa e um lugar para, de fato, castigar suas guitarras ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O 924 Gilman serviu de ber\u00e7o n\u00e3o s\u00f3 para o Green Day, mas para bandas relevantes como Operation Ivy, Rancid, Corrupted Morals, Neurosis e The Offspring. A regra ali era clara. O clube n\u00e3o tinha fins lucrativos, n\u00e3o tinha sequer um propriet\u00e1rio, era gerido por volunt\u00e1rios e escancarava na porta um cartaz que resumia o esp\u00edrito da casa: sem racismo, sem machismo, sem homofobia, sem \u00e1lcool, sem drogas, sem brigas e sem cachorros (nada contra eles, era s\u00f3 para n\u00e3o maltratar os amigos caninos com o som alto). A atmosfera inclusiva, tolerante e bem-humorada era uma maneira de reagir \u00e0 viol\u00eancia que tomava conta da cena californiana, onde era praticamente imposs\u00edvel ir a um show punk sem ser engolido por uma pancadaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais incr\u00edvel \u00e9 que o Gilman funciona exatamente da mesma forma at\u00e9 hoje. Em julho deste ano, tive a oportunidade de passar uma tarde no clube e acompanhar uma das reuni\u00f5es peri\u00f3dicas que eles fazem com integrantes da comunidade para tomar decis\u00f5es sobre o local na base do voto (d\u00e1 uma olhada a\u00ed no v\u00eddeo).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"924 Gilman: uma casa de alma punk\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/234031349?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"747\" height=\"420\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reuni\u00e3o funciona assim: qualquer pessoa pode entrar, propor temas e comentar, mas s\u00f3 pode votar quem j\u00e1 estiver pelo menos na segunda participa\u00e7\u00e3o. Para cada tema levantado, o povo levanta a m\u00e3o aprovando ou reprovando, e assim o clube toca a sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquela tarde de julho, tinha desde um cara querendo exibir ali um document\u00e1rio sobre transg\u00eaneros at\u00e9 um morador de rua pedindo apoio para combater uma passeata da extrema-direita na esteira da manifesta\u00e7\u00e3o neonazista que tinha ocorrido uma semana antes em Charlottesville. Deu para testemunhar todo esse exerc\u00edcio democr\u00e1tico sentado no palco ic\u00f4nico que recebeu in\u00fameras bandas da cena punk nos \u00faltimos 30 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-44892\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/05_gilman_palco.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/05_gilman_palco.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/05_gilman_palco-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi esse clube que embalou o in\u00edcio da carreira do Green Day, quando Billie Joe e Mike Dirnt ainda tinham cabelos grandes e recrutaram o baterista Al Sobrante, ex-Isocracy (o atual, Tr\u00e9 Cool, s\u00f3 entrou na virada para os anos 90). O YouTube tem esse lindo registro da \u00edntegra de um show no 924 Gilman em 1991, j\u00e1 com o povo de cabelos curtos e Tr\u00e9 Cool nas baquetas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Green Day at 924 Gilman St. Berkeley, CA 5\/3\/91\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ur56Jtny_EA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse in\u00edcio a\u00ed n\u00e3o foi exatamente f\u00e1cil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Gilman e os punks da East Bay torceram o nariz para o estilo pop das m\u00fasicas compostas por Billie Joe. Durante algum tempo, o jeito foi tocar nos quintais, nas garagens e at\u00e9 numa cabana no alto da montanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coisa come\u00e7ou a mudar quando a banda chamou a aten\u00e7\u00e3o de Larry Livermore, fundador da Lookout! Records. Se a cena tinha o Maximum Rocknroll como bra\u00e7o jornal\u00edstico e o Gilman como palco, a Lookout! era a gravadora respons\u00e1vel por catalogar aquele som e distribu\u00ed-lo em forma de discos. Larry tocava em uma banda com Tr\u00e9 Cool e viu potencial no Green Day. N\u00e3o deu outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A uni\u00e3o com o selo rendeu logo de cara tr\u00eas EPs: \u201c1000 Hours\u201d (1989), \u201cSlappy\u201d (1990) e \u201c39\/Smooth\u201d (1990), que depois seriam reunidos e mesclariam seus nomes no primeiro \u00e1lbum oficial da banda, \u201c1039\/Smoothed Out Slappy Hours\u201d (1990). O estilo punk hipn\u00f3tico j\u00e1 estava ali em m\u00fasicas como \u201cGoing To Pasalacqua\u201d e \u201cI Was There\u201d. Mas o neg\u00f3cio ficou s\u00e9rio mesmo no segundo \u00e1lbum.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Green Day - Going to Pasalacqua [Live @ FL, Washington Square, Miami 1993]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bDbQYdwn6h8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a Lookout! lan\u00e7ou \u201cKerplunk\u201d, em dezembro de 1991, ficou claro para todo mundo que, mais cedo ou mais tarde, a banda ia estourar. O disco j\u00e1 tinha a cl\u00e1ssica \u201cWelcome To Paradise\u201d, que depois seria regravada no \u201cDookie\u201d, al\u00e9m de tiros certeiros como \u201c2000 Light Years Away\u201d, \u201cChristie Road\u201d e \u201cOne Of My Lies\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Green Day - Welcome To Paradise - Conan O&#039;Brien\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zM58kGx_xpU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assinar com uma \u201cmajor\u201d era um tabu na cena punk, mas o Green Day j\u00e1 estava acostumado com a desconfian\u00e7a desde o in\u00edcio no Gilman. Christopher Appelgren, um jovem funcion\u00e1rio da Lookout! que depois se tornaria presidente da gravadora, estava cabreiro. Com a autoridade de quem tinha inclusive desenhado a capa ic\u00f4nica do \u201cKerplunk\u201d, ele tinha medo de que o mercado mastigasse a banda e cuspisse de volta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-44893\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/04_kerplunk.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/04_kerplunk.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/04_kerplunk-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/04_kerplunk-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Appelgren recordou a tens\u00e3o desta \u00e9poca durante um papo que tivemos na varanda de um caf\u00e9 em S\u00e3o Francisco, em julho deste ano (trechos da entrevista est\u00e3o no v\u00eddeo abaixo, <a href=\"https:\/\/medium.com\/punk-na-calif%C3%B3rnia\/lookout-records-a-cena-catalogada-94b1bd91ad0a\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e este link aqui tem a entrevista completa<\/a>, falando de Rancid, Screeching Weasel, Pansy Division, pol\u00edtica, arrependimentos etc).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Lookout: a cena catalogada\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/234082216?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"747\" height=\"420\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPense em bandas como H\u00fcsker D\u00fc ou The Replacements, que assinaram com grandes gravadoras e isso praticamente encerrou a carreira delas. Ent\u00e3o meu primeiro pensamento quando ficou claro que o Green Day ia tentar um acordo com a Warner era uma preocupa\u00e7\u00e3o. Eram caras parecidos comigo, da mesma idade, incrivelmente talentosos, dedicados \u00e0 m\u00fasica. Mas o que vai acontecer se eles tentarem e n\u00e3o funcionar? A cena que gerou esses caras poderia rejeit\u00e1-los\u201d, lembra o ex-dono da Lookout!.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante uma turn\u00ea com Bad Religion e Samian, Billie Joe recebeu uma liga\u00e7\u00e3o de Appelgren. Larry Livermore queria que o colega de gravadora explicasse suas preocupa\u00e7\u00f5es diretamente para o vocalista. A resposta no telefone foi clara e serena: \u201cN\u00f3s acreditamos que vai funcionar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E funcionou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDookie\u201d saiu pelo selo Reprise, da Warner, vendeu mais de 10 milh\u00f5es de c\u00f3pias, e a\u00a0banda passou a lotar est\u00e1dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Lookout! fechou em 2012, e o endere\u00e7o na Adeline Street, em Berkeley, abriga hoje uma pizzaria Domino\u2019s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Christopher Appelgren mora em Oakland e trabalha com marketing em S\u00e3o Francisco. Com um sorriso no rosto, ele n\u00e3o tem d\u00favidas: \u201cBillie Joe estava certo\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Green Day Live PVHS May 10 1990 [FULL CONCERT]\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZOg8lQB5NRc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Green Day Benicia Youth Center, September 5th, 1992 Full Concert\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8c1_KU7id3M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Rodrigo Alves (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rodrigo.alves.378537\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fb.com\/rodrigo.alves.378537<\/a>) \u00e9 jornalista e, no come\u00e7o dos anos 2000, editou o site Planeta Hardcore no Rio de Janeiro<\/em><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Punk na Calif\u00f3rnia: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/04\/punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte-1\/\">O mapa das letras do Rancid numa jornada pela East Bay (Parte 1)<\/a><br \/>\n&#8211; Punk na Calif\u00f3rnia: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/16\/punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um guia pelas ruas de S\u00e3o Francisco, L.A., Berkeley e Oakland (Parte 2)<\/a><br \/>\n&#8211; Punk na Calif\u00f3rnia: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/11\/01\/punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um mergulho nas origens do Green Day (Parte 3)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Foi assim, com fuma\u00e7a no ar e cheiro de gordura, que o adolescente Billie Joe Armstrong e o amigo Mike Dirnt tocaram ao vivo pela primeira vez. Para uma plateia de 30 pessoas\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/11\/01\/punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte3\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":49,"featured_media":44890,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1542],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44896"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/49"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44896"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44896\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":84242,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44896\/revisions\/84242"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44890"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44896"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44896"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44896"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}