{"id":44832,"date":"2017-10-26T10:23:13","date_gmt":"2017-10-26T12:23:13","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=44832"},"modified":"2017-11-28T08:57:32","modified_gmt":"2017-11-28T10:57:32","slug":"entrevista-samiam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/26\/entrevista-samiam\/","title":{"rendered":"Entrevista: Samiam"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobreviventes da efervescente cena punk californiana do final dos anos 80, a banda Samiam ainda se mant\u00e9m na ativa com apresenta\u00e7\u00f5es explosivas mundo afora. Entre idas e vindas (o grupo lan\u00e7ou o primeiro disco em 1990 e fez uma pequena pausa nos anos 2000) e mudan\u00e7as de forma\u00e7\u00e3o (mais de 16 m\u00fasicos passaram pela banda), o quinteto <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/04\/punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">de Berkeley<\/a> hoje formado por Jason Beebout (vocal), Sean Kennerly (guitarra), Sergie Loobkoff (guitarra), Chad Darby (baixo) e Colin Brooks (bateria) lan\u00e7ou oito \u00e1lbuns de est\u00fadio e v\u00e1rios EPs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tr\u00eas primeiros discos sa\u00edram pelo selo independente punk New Red Archives (que em suas fileiras ainda abriga nomes como No Use for a Name, UK Subs e Anti-Flag) no come\u00e7o dos anos 90, e o salto veio com o quarto disco, \u201cClumsy\u201d (1994), bancado pela enorme Atlantic Records que levou o Samiam a acompanhar o Bad Religion na festejada tour \u201cStranger Than Fiction\u201d, e a uma benvinda parceria com o selo Burning Heart Records, distribu\u00eddo pela Epitaph. O disco mais recente do quinteto \u00e9 \u201cTrips\u201d, de 2011, que saiu pela Hopeless Records.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, Sean Kennerly, guitarrista e baixista da banda desde o \u00e1lbum \u201cAstray\u201d (2000), reflete sobre os quase 30 anos de carreira (&#8220;\u00c9 a vida: um misto de grandes vit\u00f3rias e arrependimentos vergonhosos&#8221;), a experi\u00eancia com selos independentes e grandes gravadoras (&#8220;H\u00e1 pessoas boas e ruins em ambos os lados&#8221;), a cena punk norte-americana de hoje e a amizade com os caras do Dead Fish (&#8220;N\u00f3s estamos loucos para tocar com eles&#8221;), entre outras coisas. Confira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Kla9tRoYHxQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda foi criada h\u00e1 quase 30 anos atr\u00e1s e a cena musical mudou bastante neste per\u00edodo. Olhando para tr\u00e1s, como foram todos estes anos? O que te motiva a continuar?<\/strong><br \/>\nEsta primeira pergunta \u00e9 enorme. &#8220;Como foram estes anos&#8221;? \u00c9 a vida &#8211; um misto de grandes vit\u00f3rias e arrependimentos vergonhosos. Quanto a segunda pergunta, n\u00f3s persistimos. N\u00f3s gostamos de vir ao Brasil e tocar! Com exce\u00e7\u00e3o de um per\u00edodo da d\u00e9cada de 90 quando parecia que o Samiam poderia ter um hit no r\u00e1dio, n\u00f3s sempre trabalhamos de forma n\u00e3o lucrativa, movidos pelo amor ao trabalho. N\u00f3s simplesmente gostamos de sair uns com uns outros e ligar os amplificadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda j\u00e1 excursionou com muitas bandas como Bad Religion e Green Day, geralmente sendo a atra\u00e7\u00e3o de abertura. Eu acredito que aqueles dias foram muitos importantes, pois ajudaram a alcan\u00e7ar um novo p\u00fablico. Como foi esse per\u00edodo?<\/strong><br \/>\nImporta mais se uma banda \u00e9 boa do que se ele est\u00e1 abrindo ou n\u00e3o. Eu gosto muito mais de tocar com bandas como Pears ou Iron Chic do que com bandas maiores de merda como o Creed. \u00c9 sempre divertido tocar com o Green Day e um pouco surreal porque eles se tornaram gigantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esta \u00e9 segunda vez que voc\u00eas tocam no Brasil. Como foi a primeira vez? O que voc\u00eas gostam de fazer por aqui, al\u00e9m de tocar claro.<\/strong><br \/>\nTerceira vez na verdade! A primeira foi incr\u00edvel, t\u00e3o louca e estranha como ir a Marte. N\u00f3s excursionamos com o Garage Fuzz num \u00f4nibus (em 2002)! \u00c9ramos apenas garotos inocentes nos divertindo e pulando no oceano (nota: a tour com Garage Fuzz passou por S\u00e3o Bernardo do Campo, Belo Horizonte, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Taubat\u00e9, Santos, S\u00e3o Carlos, Florian\u00f3polis e Londrina). A segunda tamb\u00e9m foi bem divertida, mas n\u00f3s fizemos tr\u00eas shows e fomos embora. Ent\u00e3o foi bem mais r\u00e1pida. Eu amo o Brasil e virei aqui em qualquer chance que eu tiver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00faltimo \u00e1lbum da banda (\u201cTrips\u201d) foi lan\u00e7ado em 2011.Voc\u00eas est\u00e3o trabalhando em novas can\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nSim, temos muitas can\u00e7\u00f5es novas, as bases pelo menos. Quanto as letras estamos esperando Jason escrev\u00ea-las. N\u00f3s provavelmente teremos algo novo em breve. A n\u00e3o ser que voc\u00ea ache &#8220;Trips&#8221; uma merda. Voc\u00ea gosta do &#8220;Trips&#8221;? N\u00f3s jogaremos a toalha se voc\u00ea n\u00e3o gosta. &#8220;El Dorado&#8221;, &#8220;September Holiday&#8221; e &#8220;Dead&#8221; s\u00e3o algumas das boas can\u00e7\u00f5es deste disco. At\u00e9 mesmo &#8220;Nightly&#8221;, caramba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Grande parte dos \u00e1lbuns da banda foram lan\u00e7ados forma independente. Por\u00e9m &#8220;Clumsy&#8221; (1994) foi lan\u00e7ado por uma grande gravadora. Eu sei que este disco gerou atrito com a Atlantic Records. Ent\u00e3o a quest\u00e3o \u00e9: ser independente \u00e9 a melhor maneira de se fazer m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nSe pode ir por ambos os lados. H\u00e1 grandes selos decentes e selos independentes desorganizados e desonestos. Pergunte a algu\u00e9m que trabalhou com a SST Records, por exemplo. A Atlantic nos fudeu n\u00e3o lan\u00e7ando &#8220;You Are Freaking Me Out&#8221; por alguns anos (a major segurou o \u00e1lbum e acabou n\u00e3o lan\u00e7ando o disco, que saiu em 1997 \u2013 tr\u00eas anos ap\u00f3s \u201cClumsy\u201d \u2013 numa parceria entre Ignition e Burning Heart Records) e isto quase matou a banda. Ao mesmo tempo uma gravadora independente tamb\u00e9m nos fudeu, processando a gente porque queriam direito de exclusividade de uma faixa que demos a eles de gra\u00e7a. Na maioria das vezes tivemos experi\u00eancias honestas. Com certeza voc\u00ea tem mais liberdade trabalhando de forma independente, mas h\u00e1 pessoas boas e ruins em ambos os lados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea v\u00ea a cena punk norte-americana hoje? Est\u00e1 muito diferente de quando voc\u00eas iniciaram nos anos 80?<\/strong><br \/>\nEst\u00e1 completamente diferente. Aconteceram muitas mudan\u00e7as desde ent\u00e3o. Primeiro de tudo, n\u00e3o havia grana naquela \u00e9poca. N\u00e3o parecia ser inimagin\u00e1vel pensar que haveria o sucesso de bandas como o Nirvana ou o Green Day. E o sucesso deles fez com que o punk deixasse de ser legal por um per\u00edodo porque muitas bandas ruins come\u00e7aram a imit\u00e1-los e isto era muito \u00f3bvio. Isto foi assim at\u00e9 o punk tornar-se menos comercial novamente e agora estamos no meio termo. Ex-Cult (banda norte-americana) \u00e9 muito bom. Eles me lembram o punk dos anos 80, mas atualizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Li numa antiga entrevista que voc\u00ea conheceu algumas bandas brasileiras como o Garage Fuzz. Desde ent\u00e3o voc\u00ea teve a oportunidade de ouvir outras? Na mesma noite que voc\u00eas tocar\u00e3o em S\u00e3o Paulo, por exemplo, ter\u00e1 o Dead Fish, grande banda local.<\/strong><br \/>\nN\u00f3s conhecemos o Dead Fish! O Rodrigo me levou numa sorveteria irada na \u00faltima vez que estive em S\u00e3o Paulo. N\u00f3s estamos loucos para tocar com eles!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como ser\u00e3o os shows da Am\u00e9rica do Sul? Est\u00e3o planejando um set list especial para n\u00f3s? &#8220;You Are Freaking Me Out&#8221; foi lan\u00e7ado h\u00e1 20 anos ent\u00e3o&#8230;<\/strong><br \/>\nVoc\u00ea est\u00e1 me fazendo sentir incomodado&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mNZhVMTvum8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/T-cGxzqXdT4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/erxi9MgF-ms?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@brunorplisboa<\/a>) \u00e9 redator\/colunista do <a href=\"http:\/\/pignes.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pigner<\/a> e do <a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. Escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Prestes a voltar ao Brasil para shows (e visitas a sorveterias) no Rio e m S\u00e3o Paulo, o Samiam relembra turn\u00eas anteriores, fala da cena punk e muito mais\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/26\/entrevista-samiam\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":44833,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2395],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44832"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44832"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44832\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45196,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44832\/revisions\/45196"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44833"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}