{"id":44720,"date":"2017-10-18T19:18:18","date_gmt":"2017-10-18T21:18:18","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=44720"},"modified":"2017-11-21T10:03:35","modified_gmt":"2017-11-21T12:03:35","slug":"entrevista-maglore-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/18\/entrevista-maglore-2017\/","title":{"rendered":"Entrevista: Maglore (2017)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com oito anos de estrada, a Maglore \u00e9 um dos melhores exemplos nacionais de que a cena independente vai muito bem, obrigado! Neste tempo, a banda conquistou um p\u00fablico devoto, se apresentou em grande parte dos festivais nacionais (Lollapalooza, Transborda, DoSol) e tem em sua discografia quatro discos elogiados. O mais recente, \u201cTodas as Bandeiras\u201d (2017), traz a tona a sonoridade peculiar da banda (unindo de forma equilibrada MPB, rock e pop) alinhada a um discurso pol\u00edtico\/social nas letras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA gente n\u00e3o aborda a pol\u00edtica como pol\u00edtica partid\u00e1ria. N\u00e3o faz parte da gente ser panflet\u00e1rio. Achamos que o buraco \u00e9 mais embaixo\u201d, explica Teago Oliveira, principal compositor e letrista da Maglore em conversa por e-mail. Com pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o em um s\u00edtio no Pico do Jaragu\u00e1, em S\u00e3o Paulo, grava\u00e7\u00e3o no Rio com produ\u00e7\u00e3o de Rafael Ramos e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/04\/02\/download-o-novo-disco-de-leonardo-marques\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Marques<\/a> mais masteriza\u00e7\u00e3o (por Felipe Tichauer) nos EUA, \u201cTodas as Bandeiras\u201d \u201cfoi um disco escrito \u00e0 flor da pele, em tempos onde o mundo anda a flor da pele\u201d, afirma Teago.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00f3timo bate papo abaixo, Teago ainda fala da conex\u00e3o estabelecida com a cidade de Belo Horizonte (\u201cBH virou uma cidade de amigos pro resto da vida\u201d), a import\u00e2ncia de L\u00e9o Marques para a banda (\u201cLeozeira foi o cara que mudou o som da Maglore\u201d), planos e objetivos futuros (\u201cO neg\u00f3cio da gente \u00e9 tocar, a gente gosta. N\u00e3o existe pretens\u00e3o financeira gananciosa ou fama global\u201d), a mudan\u00e7a de forma\u00e7\u00e3o do grupo, carreira solo, a admira\u00e7\u00e3o por Tim Bernardes e o seu rec\u00e9m lan\u00e7ado \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ai5bHAI1Zlk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Recome\u00e7ar<\/a>\u201d. Confira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLlxGZqIYYTy657IfXtEwILLmyLmqatVkM\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Todas as Bandeiras&#8221; tem em suas letras um forte apego a temas pol\u00edticos sociais? Qual a import\u00e2ncia de se posicionar ante a tempos t\u00e3o sombrios que vivemos?<\/strong><br \/>\nA gente n\u00e3o aborda a pol\u00edtica como pol\u00edtica partid\u00e1ria. N\u00e3o faz parte da gente ser panflet\u00e1rio. Achamos que o buraco \u00e9 mais embaixo. \u00c9 social, \u00e9 civilizat\u00f3rio, passa por transforma\u00e7\u00f5es, inicialmente, individuais. A gente t\u00e1 cercado de vozes que precisam ser ouvidas e nada melhor do que elas mesmas pra se levantar. N\u00e3o falamos por ningu\u00e9m. O disco tamb\u00e9m \u00e9 sobre mudan\u00e7a e sobre amor. E sobre o mundo em que se vive hoje, contextualizando isso tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Poucos s\u00e3o os artistas que abordam o cen\u00e1rio atual em suas composi\u00e7\u00f5es. A omiss\u00e3o art\u00edstica incomoda? Em tempos como estes que vivemos torna-se ainda mais necess\u00e1rio adotar um discurso que oriente uma reflex\u00e3o?<\/strong><br \/>\nVeja bem, at\u00e9 onde esse discurso precisa existir de forma l\u00edrica ou po\u00e9tica? Arte \u00e9 um multiverso. \u00c0s vezes algo totalmente abstrato nos gera uma reflex\u00e3o muito mais profunda do que uma poesia concreta de protesto. Eu acho que nenhum artista \u00e9 obrigado a falar sobre seu tempo, pra mim isso n\u00e3o o torna um alienado. A obra \u00e9 livre. Ela pode ser t\u00e3o inspiradora e revolucion\u00e1ria falando sobre uma gravata, e n\u00e3o sobre o pol\u00edtico. Eu fa\u00e7o meu trabalho de acordo com o que sinto no momento. Esse disco da Maglore \u00e9 menos direto que o &#8220;lll&#8221;, mas, na minha opini\u00e3o, ele diz mais, comunica e reflete mais o nosso tempo. Eu precisava falar uma por\u00e7\u00e3o de coisa ali, mas ao mesmo tempo se eu quisesse me expressar s\u00f3 com tambores ecoando e onomatopeias, estava valendo tamb\u00e9m. Olha que fenomenal \u00e9 o &#8220;J\u00f3ia&#8221;, de Caetano. A gente \u00e9 livre =D (ainda quero acreditar nisso, apesar dos dias de hoje).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para mim, coes\u00e3o \u00e9 a palavra que melhor define &#8220;Todas as Bandeiras&#8221;. Como foi o processo de cria\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o do disco?<\/strong><br \/>\nEsse foi um disco escrito \u00e0 flor da pele, em tempos onde o mundo anda a flor da pele. Est\u00e1vamos todos muito sensitivos, vibrando na mesma vibe. Tudo tinha que fazer um sentido absurdo pra todos, de forma un\u00e2nime. Acho que isso contribuiu pro disco soar t\u00e3o verdadeiro. Est\u00e1vamos todos imersos naquela viagem. Ficamos uns 15 dias no s\u00edtio pirando nos esqueletos das m\u00fasicas (eu tinha muita ideia de harmonia e melodia e letras rascunhadas e soltas, ent\u00e3o muita coisa j\u00e1 estava de certa forma iniciada). Foi fren\u00e9tico, depois fizemos os ensaios e chegamos ao Rio prontos pra gravar. Leozeira foi essencial pra todo o processo, tanto do s\u00edtio (ele pr\u00e9-produziu o disco conosco) quanto na grava\u00e7\u00e3o em si. Foi uma jornada e tanto, e foi bem divertido entupir tudo de chorus \u2013 (o guitarrista) Lel\u00e3o (Brand\u00e3o) est\u00e1 viciado naquele chorus do Connan Mockasin, acabou enchendo o disco todo com aquilo e eu achei \u00f3timo. A grava\u00e7\u00e3o ocorreu em 10 dias. Matamos 12 m\u00fasicas, mas s\u00f3 lan\u00e7amos 10. Futuramente vamos ver o que fazemos com as duas que n\u00e3o entraram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Maglore por onde passa, pelo o que vejo no Insta de voc\u00eas, tem um p\u00fablico cativo. Sou de Belo Horizonte (cidade que, ali\u00e1s, j\u00e1 foi homenageada em can\u00e7\u00e3o por voc\u00eas) e percebo nas apresenta\u00e7\u00f5es que vi como a devo\u00e7\u00e3o \u00e9 presente. Como voc\u00eas procuram e constroem esta rela\u00e7\u00e3o de fidelidade?<\/strong><br \/>\nNaturalmente. Aconteceu de Belo Horizonte ser um lugar acolhedor para a Maglore desde sempre. Ca\u00edmos na amizade de pessoas muito queridas, desde o in\u00edcio. Enfim, BH virou uma cidade de amigos pro resto da vida. A gente adora andar pela cidade tamb\u00e9m, ent\u00e3o ela acabou virando tema. As idas de S\u00e3o Paulo pra BH na estrada tamb\u00e9m eram bem legais, \u00edamos de carro, nos divertindo bastante, Minas \u00e9 um estado lindo. Ent\u00e3o a gente n\u00e3o procurou nada, aconteceu de forma natural, mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00e3o daqui dois dos convidados do novo disco, L\u00e9o Marques (que produz o disco) e <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/lglopesbr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Luiz Gabriel Lopes<\/a> (Graveola) que colabora em &#8220;Aquela For\u00e7a&#8221;. Como se deu a parceria com ambos?<\/strong><br \/>\nLeozeira foi o cara que mudou o som da Maglore. Nos conhecemos em 2010 e ele nos apresentou o Dr. Dog, e isso adiantou 10 anos de pesquisa pra gente. Ficamos muito pr\u00f3ximos e com uma \u00f3tima conex\u00e3o. Desde o &#8220;Vamos Pra Rua&#8221; (2013) que L\u00e9o est\u00e1 presente influenciando o som da Maglore. No &#8220;lll&#8221; (2015) e em &#8220;Todas as Bandeiras&#8221; (2017) ele foi um elemento muito importante dentro do est\u00fadio, produzindo ou tocando. \u00c9 como se ele fosse da banda, mas n\u00e3o cumpre a agenda completa, s\u00f3 faz alguns shows por conta do seu trabalho intenso l\u00e1 no Ilha do Corvo, o est\u00fadio dele em Belo Horizonte. Ele tem gravado quase que a cena inteira de BH e est\u00e1 cada vez melhor. Virou um produtorz\u00e3o, mesmo. Luiz Gabriel foi coisa da vida, e da estrada, o conheci num show dele em Salvador depois de muito enrolarmos esse encontro m\u00e1gico &amp; quic\u00e1 promissor (como ele escreve). Luiz chegou aqui em casa um dia dizendo, &#8220;bicho, eu t\u00f4 com isso aqui h\u00e1 dois anos e n\u00e3o consigo resolver&#8221;. Era o refr\u00e3o de &#8220;Aquela For\u00e7a\u201d. Eu falei &#8220;uou, isso aqui \u00e9 lindo, que presente, \u00e9 nosso n\u00e9?&#8221; e resolvi. A banda achou que esse tinha que ser o primeiro single do disco e ele foi. Foi p\u00e1, pum. Conex\u00e3o m\u00e1gica e promissora beloryhills soter\u00f3polis. Amo LG.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inclusive &#8220;Aquela for\u00e7a&#8221; \u00e9 uma das minhas prediletas do disco! A mesma fala sobre um tema atual e pertinente para os tempos atuais: a autoafirma\u00e7\u00e3o. Seria ela a principal virtude que o artista deva ter em mente? Em algum momento voc\u00eas j\u00e1 pensaram que n\u00e3o seria poss\u00edvel seguir em frente?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o consigo ter uma ideia absoluta, mas acho que a vontade de se conhecer melhor leva a gente a melhorar tudo a nossa volta, essa for\u00e7a motriz que tem nos bichos e na gente, pois tamb\u00e9m somos bicho, \u00e9 o que a m\u00fasica traz, pode parecer misticismo demais, mas pra mim tem conex\u00e3o. O tempo todo a gente pensa que pode n\u00e3o ser poss\u00edvel seguir em frente. Eu nunca pensei que trabalhar com m\u00fasica seria algo t\u00e3o desgastante, pelo menos pra mim. \u00c9 viver sabendo que n\u00e3o se pode ter certeza de nada, o tempo todo, e tudo muda r\u00e1pido e voc\u00ea escolhe acompanhar ou n\u00e3o. Mil vari\u00e1veis. V1D4L0K4 mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda \u00e9 um dos maiores exemplos do cen\u00e1rio nacional de que \u00e9 poss\u00edvel se estabelecer com artista independente. Prova disso \u00e9 o fato de que voc\u00eas j\u00e1 se apresentaram por todo o Brasil, tocaram em festivais importantes e lan\u00e7aram discos elogiados. H\u00e1 algo que voc\u00eas ainda n\u00e3o realizaram e pretendem alcan\u00e7ar?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o existe nada muito espec\u00edfico. Gostar\u00edamos de tocar mais em festivais, gostar\u00edamos de tocar mais fora do pa\u00eds. Gostar\u00edamos de tocar mais e de tocar em lugares novos, cidades novas, pa\u00edses novos. Tocar no Rock in Rio deve ser massa, mas fechar o mapa do brasil em todas as capitais e abrir espa\u00e7o na Argentina \u2013 Urugua \u2013 Chile e at\u00e9 M\u00e9xico e EUA seria lindo n\u00e9. Portugal tamb\u00e9m. Eu particularmente queria fazer aquele programa de Seattle, o &#8220;KEXP&#8221;. Acho sensacional. O neg\u00f3cio da gente \u00e9 tocar, a gente gosta. N\u00e3o existe pretens\u00e3o financeira gananciosa ou fama global. Ser m\u00fasico j\u00e1 basta, viver disso j\u00e1 \u00e9 uma vit\u00f3ria nos dias de hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual o &#8220;segredo&#8221; para esta longevidade nestes quase 10 anos de carreira? O que dizer para aqueles que s\u00e3o debutantes nesta seara?<\/strong><br \/>\nNa real, se voc\u00ea analisar, n\u00f3s temos oito anos de banda e quando a gente fala isso pra outros artistas eles dizem que a gente \u00e9 super novo. Eu acho que produzimos uma quantidade legal de discos nesses anos, estamos sempre em atividade e talvez seja hora de pisar um pouco no freio tamb\u00e9m, pra n\u00e3o lan\u00e7ar qualquer coisa s\u00f3 por lan\u00e7ar, n\u00e3o gostamos dessa ideia. De lan\u00e7ar pra ficar em evid\u00eancia. N\u00e3o funciona assim pra gente. Eu acho que n\u00e3o existe segredo, cada caso \u00e9 um caso, n\u00e3o existe f\u00f3rmula pronta, n\u00e3o existe nada al\u00e9m da sua vontade e capacidade de realizar coisas. Sou p\u00e9ssimo em conselhos desse tipo, preciso rever aquele document\u00e1rio do Ayrton Senna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recentemente a banda passou por uma reformula\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o devido a sa\u00edda de um integrante (Rodrigo Damati). Como o processo de readapta\u00e7\u00e3o aos novos integrantes. Isto de alguma forma alterou o seu fazer musical?<\/strong><br \/>\nA gente continua em casa, pois a banda ficou mais pr\u00f3xima do seu status original, principalmente com o retorno de Lel\u00e3o. Rodrigo foi muito importante pra fase da banda como trio e, claro, toda mudan\u00e7a na banda gera mudan\u00e7a no som, porque a gente trabalha muito com a personalidade do outro pra construir as can\u00e7\u00f5es. Acho que o quarteto \u00e9 o formato original da Maglore e isso acaba trazendo de volta elementos que tiveram que sair pra gente se construir como trio, ali em 2014. Meu processo de fazer m\u00fasica \u00e9 alterado em como eu vou vivendo, e rola tamb\u00e9m uma adapta\u00e7\u00e3o ao formato da banda, em quarteto, penso diferente em como usar a guitarra. Mas o processo de composi\u00e7\u00e3o \u00e9 um longo aprendizado interno, tamb\u00e9m. De ir evoluindo e se descobrindo, tentando e experimentando. \u00c9 massa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De fato a banda trabalhou de maneira \u00e1rdua nestes oito anos, lan\u00e7ando um disco a cada dois anos seguidos de turn\u00eas. Voc\u00ea sinalizou a vontade de desacelerar as atividades da Maglore. Algum projeto em vista?<\/strong><br \/>\nNa verdade a Maglore est\u00e1 indo mais r\u00e1pido agora do que antes. A gente s\u00f3 desacelera se n\u00e3o tiver substrato art\u00edstico suficiente pra gente mesmo. Enquanto tiver sintonia e estrutura, vamos fazendo. Vamos seguindo nessa vibra\u00e7\u00e3o. Isso gera cansa\u00e7o mental, ent\u00e3o \u00e9 preciso refletir at\u00e9 onde todas essas coisas s\u00e3o saud\u00e1veis. Na real o que acontece \u00e9 que depois de um disco eu saio esgotada\u00e7o emocionalmente pelo envolvimento e etc, e esgotado mentalmente de tanto pensar e trabalhar. Some isso ao fato de eu ser dram\u00e1tico e a\u00ed voc\u00ea alimenta o gremlin aqui. Estou h\u00e1 quatro anos tentando fazer um disco solo, mas n\u00e3o tem estrutura nenhuma. Preciso de uma certa estrutura pra realizar esse disco, porque \u00e9 como come\u00e7ar tudo de novo e a essa altura n\u00e3o tenho como bancar. Preciso de apoio, mas tamb\u00e9m n\u00e3o gosto de ficar chorando, n\u00e3o, vou arrumar um jeito de ir fazendo sozinho ou com quem tope a empreitada. Mas tamb\u00e9m, passei 2014 at\u00e9 esse ano bolando como seria, quais caminhos est\u00e9ticos ia seguir, os reverbs, o viol\u00e3o, o piano, as cordas e, esse ano, comecei a rascunhar e conversar com m\u00fasicos sobre esse disco e a\u00ed esse tal de Tim Bernardes fez um disco lindo com a mesma ambi\u00eancia que planejei por anos. O que eu vou fazer agora? Replanejar, n\u00e9? N\u00e3o d\u00e1. Um moleque safado vem e mata a pau tudo que voc\u00ea idealiza por anos. A gente deve ter muita refer\u00eancia parecida (risos). Ele me disse pra eu fazer o meu mesmo assim que vai dar bom. F\u00e1cil falar isso quando voc\u00ea faz primeiro, n\u00e9, Tim? (Acho ele incr\u00edvel e amo forever o Mauricio (Pereira). What a fam\u00edlia de monstro!).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xR4gYnUR9_I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@brunorplisboa<\/a>) \u00e9 redator\/colunista do <a href=\"http:\/\/pignes.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pigner<\/a> e do <a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. Escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. A foto que abre o texto \u00e9 de Duane Carvalho \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m:<br \/>\n&#8211; Entrevista: Maglore (2012) &#8211; &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/03\/17\/entrevista-maglore\/\">A gente n\u00e3o est\u00e1 mais nessa onda de produ\u00e7\u00e3o convencional<\/a>&#8221;<br \/>\n&#8211; Entrevista: Maglore (2013) &#8211; &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/08\/tres-perguntas-maglore\/\">Est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil ser uma banda independente<\/a>&#8220;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Maglore chega ao quarto disco, &#8220;Todas as Bandeiras&#8221;, e fala sobre o trabalho de produ\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, parceiros, pol\u00edtica, vida e muito mais\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/18\/entrevista-maglore-2017\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":44721,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[188],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44720"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44720"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44720\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44725,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44720\/revisions\/44725"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44721"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44720"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44720"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44720"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}