{"id":44699,"date":"2017-10-17T19:48:14","date_gmt":"2017-10-17T21:48:14","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=44699"},"modified":"2024-11-07T23:52:33","modified_gmt":"2024-11-08T02:52:33","slug":"saiba-como-foi-o-festival-radioca-2017-em-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/17\/saiba-como-foi-o-festival-radioca-2017-em-salvador\/","title":{"rendered":"Festival Radioca prova em 10 grandes shows que \u00e9 poss\u00edvel fazer um grande festival com artistas completamente dispares"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcelo.costa.5855\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><br \/>\nFotos por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rafaelpassosfotografo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rafael Passos<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cidade \u00e9 Salvador no primeiro fim de semana cheio de outubro de 2017. O local \u00e9 o Trapiche Barnab\u00e9, um velho (e belo) armaz\u00e9m portu\u00e1rio (sem teto, ao ar livre) datado de meados do s\u00e9culo XVIII que celebra, neste fim de semana, a m\u00fasica do s\u00e9culo XXI abrigando a terceira edi\u00e7\u00e3o do badalado Radioca, um festival independente surgido em 2015 oriundo do programa de mesmo nome, no ar desde novembro de 2008 na R\u00e1dio Educadora FM de Salvador, e que mant\u00e9m os dois p\u00e9s fincados na diversidade musical. \u201cO line-up reflete a variedade do que tocamos no programa\u201d, comentava nos bastidores Luciano Matos, um dos respons\u00e1veis pelo programa (e pelo festival) ao lado de Roberto Barreto e Ronei Jorge.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44713\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca11.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca11.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca11-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A variedade \u00e9 sempre uma faca de dois gumes na hora de montar um line-up, pois o choque entre artistas de premissas diferentes tanto pode ampliar a mensagem de que m\u00fasica boa n\u00e3o depende de f\u00f3rmulas e estilos, e sim mais da qualidade de quem a produz, quanto pode causar estranhamento, mas n\u00e3o neste fim de semana, n\u00e3o no Festival Radioca. Tendo nas fronteiras abertas a fac\u00e3o pelo programa de r\u00e1dio um horizonte a seguir em frente, o Radioca aposta na diversidade sabendo que seu p\u00fablico, mesmo sem conhecer esse ou aquele artista, confia na curadoria. E esse tipo de confian\u00e7a \u00e9 algo raro de se conquistar nestes dias de cinismo, d\u00favidas e, com pouco dinheiro circulando, oportunidades m\u00ednimas para correr riscos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44701\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por tudo isso, o Festival Radioca celebrar dois dias de casa cheia (cerca de 2 mil pessoas por noite), sorrisos e alguns dos melhores shows do pa\u00eds na atualidade \u00e9 motivo para se acreditar que a boa m\u00fasica, sim, tem espa\u00e7o e p\u00fablico. Com um line-up estendido em 2017 (se oito artistas se dividiram em dois dias de festival em 2015 e 2016, neste ano o n\u00famero subiu para 10 convidados, divididos em cinco shows \/ dia), o Radioca se posiciona como um dos melhores festivais recentes da m\u00fasica brasileira n\u00e3o apenas pela escala\u00e7\u00e3o caprichada, mas tamb\u00e9m por todos os pequenos detalhes impec\u00e1veis de infraestrutura, som e ambiente, que garantiram ao p\u00fablico presente um local prop\u00edcio para se ouvir a nova m\u00fasica brasileira.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-44706 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca7.jpg\" alt=\"Livia Nery\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca7.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca7-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><em>Livia Nery<\/em><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Divulgadores defensores da nova cena local (Luciano Matos costuma falar dos melhores discos baianos em seu blog, o <a href=\"http:\/\/www.elcabong.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">El Cabong<\/a>; j\u00e1 Roberto Barreto \u00e9 um dos fundadores do BaianaSystem e Ronei Jorge, <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/artist\/7wl2nWzWSHrvWmvsuafIOT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ap\u00f3s dois belos discos acompanhado da banda Ladr\u00f5es de Bicicleta<\/a>, prepara sua estreia solo produzido por Pedro S\u00e1), o trio de curadores do Radioca sempre abre as portas do evento para artistas baianos: em 2015 foram escalados Pirombeira, If\u00e1 e OQuadro; em 2016 foi a vez de Giovani Cidreira, Josyara e Retrofoguetes; j\u00e1 2017 recebeu Livia Nery, Jadsa Castro e Raymundo Sodr\u00e9, que dividiram as aten\u00e7\u00f5es com Far From Alaska (RN), Pio Lobato e Lucas Estrela (PA), Mopho (AL) mais Curumin, Quartab\u00e9, Met\u00e1 Met\u00e1 e Rincon Sapi\u00eancia (SP). &#8220;O esp\u00edrito do Radioca sempre foi e sempre ser\u00e1 a musica, em sua ess\u00eancia&#8221;, escreveu a produtora do festival, Carol Morena, em seu Facebook, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/carol.m.vilar\/posts\/10156653067098362\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">explicando o conceito (e mais um pouco)<\/a>.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-44712 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca10.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca10.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca10-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><em>Raymundo Sodr\u00e9<br \/>\n<\/em><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel por abrir os trabalhos num fim de tarde ensolarado, Livia Nery (com apenas um compacto) estreava no evento um show em formato banda (antes ela se apresentava sozinha com programa\u00e7\u00f5es) para um bom p\u00fablico, que cresceu conforme o show ganhava corpo com um xameguinho aqui e um n\u00famero mais dan\u00e7ante acol\u00e1. Funcionou e a baiana saiu aplaudida. \u201cNosso trabalho \u00e9 instrumental ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 muito que falar\u201d, pontuou Pio Lobato no show em que recebeu o jovem guitarrista Lucas Estrela. Nos primeiros minutos, mais experimentais e psicod\u00e9licos, o p\u00fablico tentava entender a alquimia sonora proposta pela dupla. No entanto, bastou Pio emendar uma guitarrada torta com sua homenagem \u201cMestre Vieira\u201d para a plateia sacolejar e dan\u00e7ar ao som de belos duelos de riffs e solos entre os dois guitarristas.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44711\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca9.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca9.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca9-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><em>Far From\u00a0 Alaska<br \/>\n<\/em><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 70 anos de idade, Raymundo Sodr\u00e9 entrou saltitando para festejar 40 anos de carreira e um disco novo. De todos os shows do fim de semana, foi um dos mais politizados: \u201c2018 est\u00e1 logo ai e o bicho est\u00e1 pegando. Se fosse na China, Bras\u00edlia j\u00e1 teria acabado\u201d, pontuou em certo momento para depois fazer todo mundo cantar o refr\u00e3o de \u201cDeixa de Ser Besta\u201d, que pedia para n\u00e3o acreditar nos principais partidos pol\u00edticos do pa\u00eds, sem exce\u00e7\u00e3o. Do samba chula de Sodr\u00e9 para a porrada rock metalizada do Far From Alaska, tocando pela primeira vez na cidade, e com uma plateia devota cantando todas as m\u00fasicas, inclusive as novas do rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u201cUnlikely\u201d. Extremamente competentes de palco, o Far From Alaska fez um dos grandes shows do fim de semana, e se posiciona hoje como uma das melhores forma\u00e7\u00f5es ao vivo do pa\u00eds.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44710\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca8.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca8.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca8-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><em>Rincon Sapi\u00eancia<br \/>\n<\/em><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto o palco era arrumado para o \u00faltimo show do s\u00e1bado, de Rincon, no backstage uma cena inusitada acontecia: \u201cCara, eu j\u00e1 estava indo embora quando ouvi o som da sua guitarra, que incr\u00edvel\u201d, dizia Raimundo Nova, guitarrista tarimbado que integra a banda de Raymundo Sodr\u00e9 tocando o segundo vil\u00e3o no palco, a Rafael Brasil, do Far From Alaska. \u201cQue afina\u00e7\u00e3o voc\u00ea usa?\u201d, perguntava o m\u00fasico num autentico encontro de gera\u00e7\u00f5es. Bonito de ver. No palco, Rincon acompanhado de percuss\u00e3o, beats e guitarra, come\u00e7ou o show\u00a0 inseguro devido a problemas no retorno do fone de ouvido. A partir da quarta m\u00fasica, por\u00e9m, o show engatou um crescendo vertiginoso com as melhores faixas de \u201cGalanga Livre\u201d, um dos grandes \u00e1lbuns de 2017, entoadas em coro pela plateia, que fez a maior festa do dia, pulando, sambando e cantando, no hit \u201cPonto de Lan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44709\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/jadsa.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/jadsa.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/jadsa-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><em>Jadsa Castro<br \/>\n<\/em><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tempo permaneceu bonito no domingo, e outra jovem promessa da cena local recebeu as boas vindas de um bom p\u00fablico, que chegou cedo para ouvir a intensidade de Jadsa Castro, tocando can\u00e7\u00f5es de seu primeiro EP, \u201cGod\u00ea\u201d (2015), e faixas ainda in\u00e9ditas, com a sensacional &#8220;LavA&#8221;, que culminou com Jadsa, aos gritos, clamando: \u201cMais Josyara, Giovani (Cidreira) e Livia (Nery): Mais Bahia\u201d. Na sequencia, e timidamente, Jo\u00e3o Paulo surgiu com uma das bandas mais bacanas deste s\u00e9culo no que tange a rock regressivo, a Mopho. Comedido no microfone, mas solto nas cordas da guitarra, Jo\u00e3o conduziu banda e p\u00fablico por um set que passeou pelos quatro \u00e1lbuns da banda, da estreia com o j\u00e1 cl\u00e1ssico disco hom\u00f4nimo de 2000 (que ganhou uma bela reedi\u00e7\u00e3o em vinil \u201cmofado\u201d tempos atr\u00e1s) at\u00e9 \u201cBrejo\u201d, o quarto disco, rec\u00e9m-lan\u00e7ado (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/05\/apca-25-discos-do-primeiro-semestre-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e listado como um dos 25 melhores discos do primeiro semestre pela APCA<\/a>). Sofreu com problemas no som, mas fez um show digno.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44708\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/mopho.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/mopho.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/mopho-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><em>Mopho<\/em><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Delicadamente vestidos como se tivessem indo para a escola, a Quartab\u00ea tinha dupla fun\u00e7\u00e3o na escala\u00e7\u00e3o do Radioca: mostrar as can\u00e7\u00f5es que eles rearranjaram do mestre Moacir Santos e ampliar os limites do evento (que havia quebrado a barreira da l\u00edngua com o Far From Alaska, primeira banda cantando em ingl\u00eas nas tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es do festival) colocando o povo para dan\u00e7ar um instrumental suave e jazz\u00edstico \u2013 n\u00e3o fosse a pausa no meio do show, que tirou o p\u00fablico do transe e abriu rodas de conversa, seria uma apresenta\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel. E o p\u00fablico parou de falar e come\u00e7ou a cantar alegremente assim que Curumin subiu ao palco, e emendou um daqueles shows que voc\u00ea s\u00f3 para de dan\u00e7ar quando acaba. Com repert\u00f3rio focado no \u00e1lbum \u201cBoca\u201d (outro dos grandes discos de 2017), mas espa\u00e7o para participa\u00e7\u00e3o de Russo Passapusso e hits como \u201cPassarinho\u201d, \u201cMagrela Fever\u201d, \u201cAfoxoque\u201d e \u201cCompacto\u201d, Curumin deixou todo o p\u00fablico sorrindo ap\u00f3s um baita show.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44705\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca6.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca6.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca6-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><em>Quartab\u00e9<\/em><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encerrando a maratona, um Met\u00e1 Met\u00e1 em irrepreens\u00edvel formato quinteto (aos membros originais Kiko Dinucci na guitarra, Ju\u00e7ara Mar\u00e7al na voz e Thiago Fran\u00e7a no sax se juntaram o baixista Marcelo Cabral e o baterista Serginho Machado \u2013 que j\u00e1 havia tocado junto com o Quartab\u00ea) fez uma apresenta\u00e7\u00e3o t\u00e3o poderosa que dever\u00e1 permanecer na mem\u00f3ria do p\u00fablico presente por um bom tempo. Com can\u00e7\u00f5es retiradas de seus tr\u00eas \u00e1lbuns (<a href=\"http:\/\/metametaoficial.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">todos dispon\u00edveis para download gratuito<\/a>) mais \u201cOdara Elegbara\u201d, que eles fizeram para a trilha do grupo de dan\u00e7a O Corpo, o Met\u00e1 Met\u00e1 devolveu a energia do p\u00fablico com muita intensidade num set que juntou noise, afrobrasilidades e resqu\u00edcios punks, o que culminou em pequenas rodas de pogo aqui e ali no Trapiche Barnab\u00e9. No fim at\u00e9 rolou bis (o \u00fanico de todo o festival).<\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44704\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca5-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><em>Russo Passapusso e Curumin<br \/>\n<\/em><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o ditado popular diz que um \u00e9 pouco e dois \u00e9 bom, o tr\u00eas desta edi\u00e7\u00e3o do Festival Radioca demonstra apenas que o festival est\u00e1 no come\u00e7o de uma trajet\u00f3ria corajosa, que conta com o respaldo de um p\u00fablico esperto que confia na curadoria, e est\u00e1 de olhos e ouvidos atentos para o novo. Do afrorap de Rincon Sapi\u00eancia ao rock regressivo do Mopho, do math indie grunge rock com influ\u00eancias brasileiras do Far From Alaska at\u00e9 a MPB com sotaque local de Jadsa Castro passando pelo samba chula de Raymundo Sodr\u00e9, a eletr\u00f4nica dan\u00e7ante de Livia Nery e o brazilian soul de Curumin at\u00e9 a guitarrada de Pio Lobato e Lucas Estrela, o jazzy torto do Quartab\u00e9 \u00e9 o afropunk do Met\u00e1 Met\u00e1, o Festival Radioca provou em 10 grandes shows que \u00e9 poss\u00edvel fazer um grande festival com artistas completamente dispares: basta estar atento (e forte). Vida longa ao festival!<\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44703\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/radioca4-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><em>Met\u00e1 Met\u00e1<br \/>\n<\/em><\/h5>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><br \/>\n\u2013 Rafael Passos (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rafaelpassosfotografo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.facebook.com\/rafaelpassosfotografo<\/a>) \u00e9 fot\u00f3grafo do Festival Radioca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Festival Radioca provou em 10 grandes shows que \u00e9 poss\u00edvel fazer um grande festival com artistas completamente dispares: basta estar atento (e forte)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/17\/saiba-como-foi-o-festival-radioca-2017-em-salvador\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":44700,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2369,214,2368,1656,1896,2054,2084,2350,1863,7465,2017,1949],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44699"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44699"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44699\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85054,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44699\/revisions\/85054"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44700"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44699"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44699"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44699"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}