{"id":44616,"date":"2017-10-13T10:25:20","date_gmt":"2017-10-13T13:25:20","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=44616"},"modified":"2017-11-23T09:40:36","modified_gmt":"2017-11-23T11:40:36","slug":"em-porto-alegre-festival-rock-gaucho-e-venus-em-furia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/13\/em-porto-alegre-festival-rock-gaucho-e-venus-em-furia\/","title":{"rendered":"Em Porto Alegre: Festival Rock Ga\u00facho e V\u00eanus em F\u00faria"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/janaisapunk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Janaina Azevedo<\/a><\/strong> e <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/thiagokittler1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Thiago Kittler<\/a><br \/>\nFotos do festival V\u00eanus em F\u00faria por Minuta Imagens (<a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/minutaimg\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">confira galeria<\/a>)<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 um testemunho duplo de um festival que se prop\u00f4s a reunir nomes consagrados e os talentos do futuro do rock criado no Rio Grande do Sul: o Festival Rock Ga\u00facho edi\u00e7\u00e3o Independ\u00eancia &#8217;17. Eu e o rep\u00f3rter Thiago Kittler nos revezamos nessa cobertura: ele, no primeiro dia, s\u00e1bado, e eu no dia seguinte. Calhou de, justamente no domingo em quest\u00e3o, o Festival Rock Ga\u00facho n\u00e3o ser o \u00fanico nas redondezas do bairro Bom Fim. Ao chegar no Ara\u00fajo Viana, audit\u00f3rio m\u00edtico da cidade, para o FRG, percebi que, atravessando a rua, eu poderia assistir tamb\u00e9m ao V\u00eanus em F\u00faria, iniciativa das organizadoras do Girls Rock Camp Porto Alegre. Detalhe: o V\u00eanus em F\u00faria acontecia em outro endere\u00e7o envolto em mitos da cultura portoalegrense: o Ocidente. Bastava atravessar a Osvaldo Aranha que eu teria acesso a dois festivais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, minha op\u00e7\u00e3o foi a de me dividir entre ambos e tentar captar o m\u00e1ximo do que est\u00e1 rolando na nossa cena atual. Para isso, l\u00f3gico, tive que fazer escolhas e sacrificar alguns shows para conseguir estar em dois locais ao longo da tarde e noite dos eventos. Mas isso fica para o final. Agora, fique com as impress\u00f5es do rep\u00f3rter da Grande Porto Alegre, Thiago Kittler, sobre o in\u00edcio do Festival Rock Ga\u00facho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O FRG em seu primeiro dia:<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" style=\"background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 750px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);\" data-instgrm-version=\"7\">\n<div style=\"padding: 8px;\">\n<div style=\"background: #F8F8F8; line-height: 0; margin-top: 40px; padding: 33.33333333333333% 0; text-align: center; width: 100%;\"><\/div>\n<p style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;\"><a style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BZe_xHWh8NT\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Rafael Saugo (@rafasaugo)<\/a> em <time style=\"font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px;\" datetime=\"2017-09-26T00:35:31+00:00\">Set 25, 2017 \u00e0s 5:35 PDT<\/time><\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p><script async defer src=\"\/\/platform.instagram.com\/en_US\/embeds.js\"><\/script><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e1bado, destacaram-se as apresenta\u00e7\u00f5es dos \u2018medalh\u00f5es\u2019 atuais e da d\u00e9cada de 1990. Vera Loca e Papas da L\u00edngua fizeram os shows que mais empolgaram o p\u00fablico, que levantou dos assentos, dan\u00e7ou \u2013 ou tentou em alguns momentos no espa\u00e7o poss\u00edvel \u2013 e cantou junto hits de ambos. A Vera Loca circula com desenvoltura h\u00e1 muitos anos pelo interior do estado, e um pouco mais recentemente ganhando a capital \u2013 mesmo que, oficialmente, a banda tenha sido criada em Porto Alegre. Os caras s\u00e3o \u2018cancheiros\u2019. Abriram com uma das faixas preferidas do p\u00fablico, \u201cGraffiti\u201d e fizeram uma apresenta\u00e7\u00e3o com muita intera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda deu tempo de o vocalista, Fabr\u00edcio Beck, vestir a camiseta da campanha \u201c1 salva 8\u201d, da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Porto Alegre, pela doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os. Dedicaram \u201cMaria L\u00facia\u201d a um radialista que abriu espa\u00e7o para a banda ainda no in\u00edcio dos anos 2000 e, brindando, \u201cBorracho Y Loco\u201d &#8211; vers\u00e3o, assim como a faixa de abertura do setlist \u2013 ao p\u00fablico presente e organizadores. Em seguida, veio Nei Van S\u00f3ria. Ter capitaneado a realiza\u00e7\u00e3o do festival o fez a plateia receb\u00ea-lo de p\u00e9. No entanto, musicalmente, houve certo estranhamento, visto que pouca gente no Ara\u00fajo Vianna \u2013 que seguia mais e mais ocupado por espectadores \u2013 parecia conhecer sua carreira solo. Al\u00e9m do baixista, dois (!) bateristas e uma backing vocal, Nei poderia ter um guitarrista base em seu grupo de apoio. Assim, teria \u2018cama\u2019 sonora mais ampla nos momentos em que seguir para os solos de guitarra \u2013 ainda que isso n\u00e3o tenha comprometido a performance.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" style=\"background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 750px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);\" data-instgrm-version=\"7\">\n<div style=\"padding: 8px;\">\n<div style=\"background: #F8F8F8; line-height: 0; margin-top: 40px; padding: 45.370370370370374% 0; text-align: center; width: 100%;\"><\/div>\n<p style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;\"><a style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BZhkYSYldE1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Daiane Servo (@daiaservo)<\/a> em <time style=\"font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px;\" datetime=\"2017-09-27T00:33:55+00:00\">Set 26, 2017 \u00e0s 5:33 PDT<\/time><\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p><script async defer src=\"\/\/platform.instagram.com\/en_US\/embeds.js\"><\/script><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao executar uma can\u00e7\u00e3o in\u00e9dita, ele anunciou seu pr\u00f3ximo \u00e1lbum, que se chamar\u00e1 \u201cNeblina\u201d. O trabalho vindouro fala \u201csobre os tempos que estamos vivendo\u201d. \u201cEst\u00e3o criando um n\u00f3s contra eles. N\u00e3o caiam nessa.\u201d Na sequ\u00eancia, o ex-Cascavelletes lembrou o amigo e colega de banda Fl\u00e1vio Basso, o J\u00fapiter Ma\u00e7\u00e3. Enquanto tocava, a voz e viol\u00e3o, \u201cLobo da Estepe\u201d, o tel\u00e3o mostrava imagens dele e J\u00fapiter na \u00fanica reuni\u00e3o dos Cascavelletes \u2013 cantando a mesma m\u00fasica \u2013, em 2006. Outro cl\u00e1ssico \u2018cascavell\u00e9tico\u2019, \u201cJ\u00e9ssica Rose\u201d foi a can\u00e7\u00e3o da sequ\u00eancia. Finalizando um show longo, Nei Van Soria &amp; Banda receberam o filho do m\u00fasico, T\u00e9o; L\u00e9o Henkin, do Papas da L\u00edngua; Fabr\u00edcio Beck, da Vera Loca e outros m\u00fasicos para apresentar \u201cSob Um C\u00e9u de Blues\u201d, sucesso dos Cascavelletes composto pelo vocalista da banda, presente no palco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pen\u00faltima banda da noite, \u201co Papas\u201d, como \u00e9 conhecido pelos f\u00e3s, fez do setlist um desfile de hits para quem nasceu, cresceu e\/ou viveu no Rio Grande do Sul \u2013 ou ainda veio passar as f\u00e9rias nas praias daqui, hahaha \u2013 da d\u00e9cada de 1990 at\u00e9 meados dos anos 2000. \u201cVem Pra C\u00e1\u201d, \u201cNo Calor da Hora\u201d, \u201cVou Passar\u201d&#8230; Em \u201cUm Dia de Sol\u201d, anunciaram a can\u00e7\u00e3o como trilha de novela \u2013 a banda \u00e9, talvez, a \u00fanica a conseguir tal feito de divulga\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos, no estado. O vocalista Serginho Moah puxou \u201cToda a Forma de Amor\u201d, de Lulu Santos, para se manifestar sobre os atuais ataques preconceituosos que ocorrem no Brasil. A seguir, \u201cEu Sei\u201d, que foi trilha de novela e parece ter uma interessante refer\u00eancia em \u201cRedemption Song\u201d, do Bob Marley. Nada mais providencial, em seguida, que a execu\u00e7\u00e3o de \u201cMary Jane\u201d \u2013 catem a letra para entender do que falo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse ponto dos shows, o Audit\u00f3rio Ara\u00fajo Vianna parecia lotado. Ap\u00f3s o fim do competent\u00edssimo show do Papas, um dos minipalcos \u2013 duas pequenas extens\u00f5es laterais no palco principal \u2013 recebeu a Akeem Music. M\u00fasico e banda apontaram para refer\u00eancias em geral mais modernas que o restante dos grupos da noite. Falando nisso, vamos \u00e0s bandas da nov\u00edssima gera\u00e7\u00e3o que se apresentaram nos minipalcos e no palco principal:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pedra de Roseta \u2013 Ao vivo, coesos, mas nada originais. Vocal potente e bom baterista. Lembra Rea\u00e7\u00e3o em Cadeia e \u00e9 indicada pra quem gosta daquela leva do \u2018p\u00f3s-grunge\u2019 iniciada pelo Creed e assemelhados. Tem gente que gosta, u\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Los Marias \u2013 Em uma troca r\u00e1pida feita pela produ\u00e7\u00e3o, os garotos passaram a apresentar um folk-rock bastante cantarol\u00e1vel e alegre, at\u00e9 dan\u00e7ante, em alguns momentos. Fizeram o p\u00fablico cantar o refr\u00e3o \u201cN\u00e3o v\u00e1 pensar que eu j\u00e1 esqueci de todas as coisas que fizeste a mim\u201d. Boa banda, boas linhas vocais e de baixo. Por fim, afirmaram que o \u201crock ga\u00facho \u00e9 refer\u00eancia no mundo inteiro\u201d. Desculpa, mas n\u00e3o \u00e9 n\u00e3o \u2013 e retruco como ouvinte de rock que nasceu, cresceu e vive no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Le Batilli \u2013 O m\u00fasico e sua banda de apoio vieram da Restinga, um bairro com uma oferta de infraestrutura totalmente oposta ao Bom Fim, exaltado pelo release do festival, onde se encontra o Ara\u00fajo Vianna \u2013 e boa parte dos roqueiros de classe m\u00e9dia porto-alegrenses. Talvez pequenos (mas seguidos) problemas de som tenha interferido na concentra\u00e7\u00e3o da banda. Pareceu a mais fraca, quanto a performance, das novidades. Contudo, a empolga\u00e7\u00e3o dos guris foi mais impactante que os problemas de execu\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas, cativando quem os ouvia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda haveria o show do Pouca Vogal, reunindo Humberto Gessinger, o Senhor Engenheiros do Hawaii, e Duca Leindecker, garoto pr\u00f3digo do pop noventista do eixo classe m\u00e9dia porto-alegrense Bom Fim-Bela Vista. Infelizmente, a rinite e vida \u2018longe demais (do centro) das capitais\u2019 fez este digitador perder a apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-version=\"7\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:750px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\">\n<div style=\"padding:8px;\">\n<div style=\" background:#F8F8F8; line-height:0; margin-top:40px; padding:33.33333333333333% 0; text-align:center; width:100%;\">\n<div style=\" background:url(data:image\/png;base64,iVBORw0KGgoAAAANSUhEUgAAACwAAAAsCAMAAAApWqozAAAABGdBTUEAALGPC\/xhBQAAAAFzUkdCAK7OHOkAAAAMUExURczMzPf399fX1+bm5mzY9AMAAADiSURBVDjLvZXbEsMgCES5\/P8\/t9FuRVCRmU73JWlzosgSIIZURCjo\/ad+EQJJB4Hv8BFt+IDpQoCx1wjOSBFhh2XssxEIYn3ulI\/6MNReE07UIWJEv8UEOWDS88LY97kqyTliJKKtuYBbruAyVh5wOHiXmpi5we58Ek028czwyuQdLKPG1Bkb4NnM+VeAnfHqn1k4+GPT6uGQcvu2h2OVuIf\/gWUFyy8OWEpdyZSa3aVCqpVoVvzZZ2VTnn2wU8qzVjDDetO90GSy9mVLqtgYSy231MxrY6I2gGqjrTY0L8fxCxfCBbhWrsYYAAAAAElFTkSuQmCC); display:block; height:44px; margin:0 auto -44px; position:relative; top:-22px; width:44px;\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BZdyV7pBCpA\/\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Rafael Saugo (@rafasaugo)<\/a> em <time style=\" font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px;\" datetime=\"2017-09-25T13:18:58+00:00\">Set 25, 2017 \u00e0s 6:18 PDT<\/time><\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p><script async defer src=\"\/\/platform.instagram.com\/en_US\/embeds.js\"><\/script><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no domingo, o FRG e o V\u00eanus em F\u00faria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando cheguei no FRG, uma fila j\u00e1 se formava na entrada do Ara\u00fajo Viana. Em uma tarde de shows t\u00e3o d\u00edspares quanto Rosa Tattooada, Cachorro Grande, Nenhum de N\u00f3s e Armandinho, n\u00e3o consegui identificar padr\u00f5es entre os f\u00e3s. N\u00e3o arriscaria dizer qual seria a atra\u00e7\u00e3o que mais arrebatou p\u00fablico nessa tarde. Como o Thiago explicou, o festival tinha uma din\u00e2mica diferente, que eu nunca tinha visto: al\u00e9m do palco central, foram montadas duas estruturas menores, na frente do espa\u00e7o principal, ocupando um v\u00e3o que fica entre o gargarejo e as primeiras fileiras de cadeiras. Eram os \u201cpalcos alternativos\u201d, onde as bandas inscritas no festival pelo site e selecionadas pela organiza\u00e7\u00e3o apresentavam o seu breve show. Enquanto a t\u00e9cnica arrumava o palco entre um show e outro, essas atra\u00e7\u00f5es executavam algumas poucas m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi tamb\u00e9m uma forma de delimitar os espa\u00e7os entre as bandas cl\u00e1ssicas e as novatas, j\u00e1 que somente duas das atra\u00e7\u00f5es mais recentes se utilizaram do palco principal. Uma delas \u00e9 a Grandfuria. Trata-se de um sexteto de Caxias do Sul, que defendeu em seu repert\u00f3rio autoral uma mistura de rock alternativo moderno, \u00e0 escola perpetuada por Queens of the Stone Age, e elementos \u2013 tem\u00e1ticas, tamb\u00e9m \u2013 da m\u00fasica nativista. O resultado \u00e9 um show com vigor e personalidade. Al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, o Grandfuria conta com um acordeonista, que acrescenta uma camada mel\u00f3dica muito bonita no som pesado dos caras. Tocaram por meia hora, foram saudados pela casa ainda pouco cheia e se despediram de um bom show, um bom pontap\u00e9 inicial para a tarde que viria. No Ocidente, as primeiras atra\u00e7\u00f5es do V\u00eanus em F\u00faria j\u00e1 davam seus acordes iniciais, mas eu ainda conferiria mais algumas bandas do FRG antes de ir para l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imediatamente ap\u00f3s a Grandfuria, subiu ao palco alternativo o Th\u00e9o Dorneles, de quem nunca tinha ouvido falar sequer remotamente. Um rapaz t\u00edmido e desajeitado, acompanhado por um baixista e um tecladista com quem forma um trio, digamos, semi-ac\u00fastico. Th\u00e9o canta em ingl\u00eas, as composi\u00e7\u00f5es s\u00e3o suas e o som \u00e9 um indie lo-fi, sem refer\u00eancias \u00f3bvias. Tocou tr\u00eas m\u00fasicas com seu trio, a \u00faltima delas, chamada \u201cTeasing You\u201d, um puxado de blues que me agradou bastante. Ouviria mais um pouco do som do Th\u00e9o. Mas logo mais outra atra\u00e7\u00e3o subiria ao palco principal, fazendo um contraste abrupto do show anterior. Foi quando tudo come\u00e7ou a ficar mais divertido.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" style=\"background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 750px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);\" data-instgrm-version=\"7\">\n<div style=\"padding: 8px;\">\n<div style=\"background: #F8F8F8; line-height: 0; margin-top: 40px; padding: 62.518740629685155% 0; text-align: center; width: 100%;\"><\/div>\n<p style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;\"><a style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BZhPgcVAh0F\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Henrique Cabreira (@cabreira2)<\/a> em <time style=\"font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px;\" datetime=\"2017-09-26T21:31:32+00:00\">Set 26, 2017 \u00e0s 2:31 PDT<\/time><\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p><script async defer src=\"\/\/platform.instagram.com\/en_US\/embeds.js\"><\/script><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quatro rapazes, cozinha + duas guitarras, um vocalista que faz pose e grita: estamos em um show de hard rock. Em pleno 2017, Porto Alegre v\u00ea surgir a banda Doris Encrenqueira. Eu j\u00e1 tinha ouvido falar neles: \u201cD\u00f3ris Encrenqueira \u00e9 como se o Guns&#8217;n&#8217;Roses tivessem surgido ontem\u201d, me disse o Edu K, um tempo atr\u00e1s. E \u00e9 isso mesmo. Se \u00e9 clich\u00ea ou caracter\u00edstica do estilo, eu n\u00e3o sei. A D\u00f3ris Encrenqueira \u00e9 fiel \u00e0 cartilha do hard rock: berros agudos, guitarrista solando com o p\u00e9 no amplificador, m\u00fasicas empolgadas sobre farra, mulher e bebedeira. Achei a banda bem vaidosa: l\u00e1 pelas tantas, o vocalista anuncia que est\u00e3o vendendo CDs no festival e que quem quiser, pode pedir para tirar fotos com ele. Nada mal para um quarteto rec\u00e9m nos primeiros passos da carreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a verdade \u00e9 que a D\u00f3ris faz por merecer. Banda muito boa no que se prop\u00f5e, fiquei com vontade de assisti-los em um palco menor, em um show mais espont\u00e2neo, com um p\u00fablico mais reativo \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es dos rapazes. Porque no FRG, o p\u00fablico ainda n\u00e3o estava aquecido. Infelizmente, acredito que eles n\u00e3o tenham tido a recep\u00e7\u00e3o que mereciam por um show t\u00e3o divertido. Vamos a mais um show nos palcos alternativos. A banda Calibre se apresentou e eu tentei entender porque estavam ali, com um rock pesado t\u00e3o gen\u00e9rico que nem de longe fez jus ao charme e \u00e0 personalidade das atra\u00e7\u00f5es que j\u00e1 haviam passado pelo festival. Voc\u00eas lembram das mil bandas que tentaram pegar carona em ondas como new metal ou funk rock ali pelos anos 2000? Pois o Calibre poderia ser uma dessas. Mas estava no FRG, deslocada e sem a menor gra\u00e7a. Das bandas que assisti (lembre: em dois festivais) naquela tarde, foi o ponto fraco. No fim do show, o vocalista gritou PAZ, a banda tirou selfie com o p\u00fablico \u2013 ainda pouco e foi embora. Em seguida, um showz\u00e3o de verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Rosa Tattooada subiu ao palco principal e o hard rock estava de volta. O trio foi a primeira atra\u00e7\u00e3o que moveu o p\u00fablico ap\u00e1tico, que agora havia levantado e come\u00e7ava a se aglomerar no gargarejo, entre as cadeiras. No in\u00edcio do show, j\u00e1 tocam um cl\u00e1ssico: \u201cUm Milh\u00e3o de Flores\u201d. Pela primeira vez temos m\u00fasicos com d\u00e9cadas de experi\u00eancia no palco, e \u00e9 not\u00e1vel como a cancha faz bem: n\u00e3o h\u00e1 esfor\u00e7o entre os tr\u00eas para entregarem um som vigoroso e empolgante. L\u00e1 pelas tantas, o vocalista Jacques Maciel chama ao palco os ca\u00e7ulas da D\u00f3ris Encrenqueira. \u201cPosso me aposentar tranquilo\u201d, anuncia, enquanto o quarteto volta para dividir os vocais e as guitarras em \u201cRock&#8217;n&#8217;Roll a Noite Inteira\u201d, praticamente os veteranos passando o bast\u00e3o para os mais novos. Um momento muito divertido do FRG. O show seguiu e, obviamente, a maior como\u00e7\u00e3o rolou quando tocaram \u201cO Inferno vai Ter que Esperar\u201d, a grande m\u00fasica do trio. Foi quando fiquei sabendo que, l\u00e1 no V\u00eanus em F\u00faria, come\u00e7ava o primeiro show que eu queria ver. Hora de atravessar a Osvaldo Aranha.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44621\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/medialunas2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1125\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/medialunas2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/medialunas2-200x300.jpg 200w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/medialunas2-683x1024.jpg 683w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um casal, uma banda: o Medialunas est\u00e1 voltando! Depois de um tempo longe dos palcos, para cuidar dos primeiros anos do filhinho de Liege e Andrio, fiquei muito satisfeita ao ouvir durante o show que a banda se organiza para retornar \u00e0s atividades. Agora, vou explicar para voc\u00eas o que \u00e9 a Medialunas: uma melodia, constru\u00edda na guitarra, muito bonita, \u00e0s vezes at\u00e9 doce e meiga, com a companhia da bateria, e que aos poucos vai ganhando for\u00e7a, cada vez mais at\u00e9 explodir em barulho e pancadas, muitos gritos e depois voltar, leve e circular, uma m\u00fasica ap\u00f3s a outra. Sim, voc\u00eas pensaram em anos 90. \u00c9 isso mesmo. O legal da Medialunas \u00e9 que a cumplicidade do Andrio, na guitarra, e da Liege, com as baquetas, \u00e9 t\u00e3o forte que transparece no show: \u00e9 como se eles se comunicassem com gestos e sons no palco, meticulosamente coordenados nessa bagun\u00e7a que \u00e9 o som que eles produzem. Alternativo at\u00e9 dizer chega, mas n\u00e3o d\u00e1 pra dizer chega: a Medialunas \u00e9 uma banda muito legal de ver ao vivo.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" style=\"background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 750px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);\" data-instgrm-version=\"7\">\n<div style=\"padding: 8px;\">\n<div style=\"background: #F8F8F8; line-height: 0; margin-top: 40px; padding: 50.0% 0; text-align: center; width: 100%;\"><\/div>\n<p style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;\"><a style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BZtnaR_jBMc\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por ROCKRS &#8211; a servi\u00e7o do m\u00fasico (@rockrsportal)<\/a> em <time style=\"font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px;\" datetime=\"2017-10-01T16:51:18+00:00\">Out 1, 2017 \u00e0s 9:51 PDT<\/time><\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p><script async defer src=\"\/\/platform.instagram.com\/en_US\/embeds.js\"><\/script><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e1 do Ara\u00fajo Viana, por\u00e9m, outra banda j\u00e1 me esperava. \u201cIsso aqui \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o\u201d, ouvi o Beto Bruno dizendo enquanto procurava um lugar para assistir a Cachorro Grande, nos primeiros instantes do show. Era o in\u00edcio da apresenta\u00e7\u00e3o, mas o vocalista falava de outro come\u00e7o: o de uma nova hist\u00f3ria, um novo cap\u00edtulo para o rock ga\u00facho, impulsionado pelo festival, na vis\u00e3o dele. O futuro nos dir\u00e1 se Beto estava certo ou apenas empolgado. Mas por enquanto, o que tivemos foi um \u00f3timo show de uma das bandas mais queridas do p\u00fablico ga\u00facho. Para mim, ouvir a Cachorro \u00e9 como voltar no tempo, l\u00e1 nos anos 00, quando eles apareceram e eu ainda era adolescente. Parecia t\u00e3o especial ter uma banda essencialmente roqueira, era como se eles tivessem sido decalcados de outra \u00e9poca e jogados em Porto Alegre. O rock ga\u00facho era t\u00e3o repleto de artistas engra\u00e7adinhos, e eu n\u00e3o queria gente engra\u00e7adinha: eu tava interessada em rock, guitarras e gritos. A Cachorro tinha isso. E ainda tem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E eu n\u00e3o estava sozinha na nostalgia: antes de tocar \u201cDebaixo do Chap\u00e9u\u201d, Beto fez quest\u00e3o de lembrar que foi aquela a primeira m\u00fasica composta em Porto Alegre, pelo cantor, ainda garoto, rec\u00e9m-chegado de Passo Fundo. Cachorro Grande \u00e9 nostalgia, \u00e9 o som datado, \u00e9 terno de l\u00e3 na capital do ver\u00e3o quase insuport\u00e1vel, \u00e9 cama de teclado psicod\u00e9lico, \u00e9 o Marcelo Gross fazendo o gesto de Pete Townshend ao tocar a guitarra, \u00e9 tudo isso mesmo. E \u00e9 legal para caralho por exatamente esses motivos. \u201cSexperienced\u201d, \u201cDia Perfeito\u201d, \u201cVoc\u00ea Me Faz Continuar\u201d, \u201cSinceramente\u201d e at\u00e9 um breve cover de \u201cMiss You\u201d, dos Stones. P\u00fablico empolgado, \u00e2nimos l\u00e1 em cima. Foi assim que acabou o FRG para mim: depois da Cachorro, n\u00e3o voltei mais ao Ara\u00fajo Viana. Por escolha, declinei dos shows de Nenhum de N\u00f3s e Armandinho. A partir de agora, vamos conversar sobre a maravilha que foi o V\u00eanus em F\u00faria.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44620\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/biggs.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"964\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/biggs.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/biggs-233x300.jpg 233w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltei para o Ocidente a tempo de assistir ao The Biggs. Sempre quis, nunca tinha conseguido. A conex\u00e3o Sorocaba-Porto Alegre trouxe essa incr\u00edvel banda para um show curto e grosso. N\u00e3o tem muita explica\u00e7\u00e3o para o som que o trio faz, aquilo \u00e9 punk e eu n\u00e3o vou me arriscar a transformar algo t\u00e3o puro em palavras. S\u00f3 vou comentar que ver a Fl\u00e1via Biggs, uma verdadeira autoridade do underground nacional, \u00e0 frente desse furac\u00e3o, \u00e9 o tipo de coisa que d\u00e1 orgulho de ser mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, essa \u00e9 a hora de explicar um detalhe muito importante sobre o V\u00eanus em F\u00faria: trata-se de um festival 100% organizado e executado por mulheres. Desde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0s atra\u00e7\u00f5es, passando pela t\u00e9cnica, a curadoria e a produ\u00e7\u00e3o executiva, tem por tr\u00e1s um pequeno batalh\u00e3o de mulheres, quase todas com larga experi\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o cultural do Rio Grande do Sul. O festival acontece a cada dois meses, e todos os fundos levantados v\u00e3o para o acampamento para meninas Girls Rock Camp de Porto Alegre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44619\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/quarteta.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"974\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/quarteta.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/quarteta-231x300.jpg 231w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><br \/>\nS\u00f3 mesmo esse festival para trazer a Porto Alegre o show das maravilhosas meninas da Quarteta, a banda de punk feminista festivo que veio de S\u00e3o Paulo (apesar de \u00be da banda ser ga\u00facha). A defini\u00e7\u00e3o \u00e9 da pr\u00f3pria vocalista, a Katiane, que escolho aqui como a front woman mais carism\u00e1tica dos dois festivais. Que vontade de ser amiga dessa menina. A Quarteta tamb\u00e9m segue a cartilha do punk, com uma m\u00fasica alta e gritada, r\u00e1pida e pesada. Realmente \u00e9 festiva, porque d\u00e1 pra dan\u00e7ar. E \u00e9 feminista, porque n\u00e3o economiza no discurso. \u201cBucetinha My Choice\u201d, \u201cN\u00e3o \u00e9 N\u00e3o\u201d e \u201cMamilos Livres\u201d: essas m\u00fasicas n\u00e3o soam feministas para voc\u00eas? Pois s\u00e3o, e s\u00e3o \u00f3timas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E como eu finalizei essa intensa maratona de dois festivais simult\u00e2neos? Com a Losna, um trio de thrash metal, quase pisando tamb\u00e9m no death e no sludge. Experientes na cena de metal em Porto Alegre, o Losna \u00e9 formado pela guitarrista Debora, a baixista Fernanda e o baterista Marcelo. Peso para terminar a noite e concluir que Porto Alegre tem muita coisa rolando mesmo. Quem n\u00e3o t\u00e1 ouvindo, \u00e9 porque n\u00e3o t\u00e1 prestando aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44618\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/losna.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/losna.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/losna-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>\u2013 Janaina Azevedo (<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/janaisapunk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.facebook.com\/janaisapunk<\/a>) \u00e9 jornalista e colabora com o Scream &#038; Yell desde 2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Festival Rock Ga\u00facho reuniu grandes nomes e promessas no  audit\u00f3rio Ara\u00fajo Viana. Enquanto isso, no Ocidente, rolava a 7\u00aa edi\u00e7\u00e3o do V\u00eanus em F\u00faria\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/13\/em-porto-alegre-festival-rock-gaucho-e-venus-em-furia\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":35,"featured_media":44617,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44616"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/35"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44616"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44616\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44631,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44616\/revisions\/44631"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44617"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44616"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44616"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44616"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}