{"id":44535,"date":"2017-10-05T04:56:08","date_gmt":"2017-10-05T07:56:08","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=44535"},"modified":"2017-12-23T21:28:20","modified_gmt":"2017-12-23T23:28:20","slug":"tres-hqs-exterminador-chico-bento-arvorada-e-billie-holiday","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/05\/tres-hqs-exterminador-chico-bento-arvorada-e-billie-holiday\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas HQs: \u201cExterminador\u201d, \u201cChico Bento \u2013 Arvorada\u201d e \u201cBillie Holiday\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>resenhas por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Adriano Mello Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44539\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/exterminador.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"676\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/exterminador.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/exterminador-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cExterminador \u2013 Volume 1\u201d, Christopher Priest, Joe Bennett e Mark Morales (Panini)<\/strong><br \/>\nO Exterminador (Deathstroke, no original) \u00e9 um dos personagens mais bacanudos da DC Comics. Criado em 1980 pela dupla Marv Wolfman e George P\u00e9rez, ele come\u00e7ou como antagonista dos Tit\u00e3s, contudo foi al\u00e9m. Vil\u00e3o, mercen\u00e1rio inescrupuloso e assassino mortal, o Exterminador \u00e9 respeitado e temido. O que o transforma em t\u00e3o interessante \u00e9 que, apesar de toda a vilania, vez ou outra ainda opera alguma coisa boa, dentro do seu distorcido senso de justi\u00e7a. A Panini Comics coloca agora no mercado brasileiro um encadernado contendo a aclamada fase dentro do \u201cRenascimento\u201d da DC, que angariou indica\u00e7\u00e3o ao Pr\u00eamio Eisner. Com papel LWC, capa cart\u00e3o, lombada quadrada e 140 p\u00e1ginas vemos o assassino entrando em uma espiral de trai\u00e7\u00e3o atr\u00e1s de trai\u00e7\u00e3o para descobrir quem colocou a cabe\u00e7a da sua filha a pr\u00eamio. Com roteiro de Christopher Priest (Lanterna Verde) e arte na m\u00e3o de v\u00e1rios nomes como o brasileiro Joe Bennett (Arrow) e Mark Morales (Deadpool), a trama volta a diversos pontos da vida do personagem com o objetivo de contextualizar a aventura que desenvolve. A Panini lan\u00e7a v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es nesse formato, onde procura estabelecer um padr\u00e3o gr\u00e1fico que servir\u00e1 para abarcar os personagens fora das revistas mensais com pre\u00e7os atrativos. Ideia bacana, mas que s\u00f3 sobreviver\u00e1 se as hist\u00f3rias contadas forem boas, o que em se tratando da DC \u00e9 sempre uma grande inc\u00f3gnita nos \u00faltimos anos, mesmo sendo ineg\u00e1vel o avan\u00e7o mais recente dessa fase. Reunindo edi\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas nos EUA entre outubro e dezembro de 2016, \u201cExterminador &#8211; Volume I\u201d rende bons momentos, principalmente quando foca no passado do protagonista, no entanto a trama que ocorre no presente com a presen\u00e7a ilustre de Batman e Robin \u00e9 confusa, mesmo com o potencial que oferece. Esse fato, somado a passagem variada de artistas que prejudica a unidade, deixa a s\u00e9rie apenas como mediana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44541\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/chico.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"646\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/chico.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/chico-209x300.jpg 209w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cChico Bento \u2013 Arvorada\u201d, de Orlandeli (Panini)<\/strong><br \/>\nDentro das cria\u00e7\u00f5es de Mauricio de Sousa, Chico Bento \u00e9 a maior depois do quarteto de ferro do autor ( M\u00f4nica, Cebolinha, Casc\u00e3o e Magali), isso quando n\u00e3o ofusca um ou outro desse time. Criado em 1963, j\u00e1 tinha sido utilizado em uma edi\u00e7\u00e3o do projeto Graphic MSP em 2013 por <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/19\/tres-perguntas-gustavo-duarte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gustavo Duarte<\/a> em \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/23\/quadrinhos-chico-bento-piteco-revistos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pavor Espaciar<\/a>\u201d. O trabalho tinha boa arte, mas era insossa e ins\u00edpida no contexto geral, deixando bem a desejar. Agora em 2017 chegou a vez do paulista Orlandeli (de \u201cGrump\u201d) dar nova chance ao personagem e dessa vez o resultado atingido \u00e9 completamente oposto. \u201cArvorada\u201d tem 100 p\u00e1ginas, lan\u00e7amento pela Panini Comics e apresenta o que Chico Bento tem de melhor: toda sua caipirice e bom cora\u00e7\u00e3o ali entre as traquinagens e a inoc\u00eancia, a patetice e a molecagem, englobando tudo em uma hist\u00f3ria maior sobre coisas que n\u00e3o podemos deixar para depois sobre o risco de passarem e n\u00e3o termos mais, dos arrependimentos que podem surgir oriundos disso no futuro, de aproveitar ao m\u00e1ximo as pessoas quando elas ainda est\u00e3o ao seu lado. Orlandeli, tamb\u00e9m nascido no interior, acerta em cheio ao contar essa hist\u00f3ria que apresenta a V\u00f3 Dita como personagem fundamental, al\u00e9m de incluir no texto outros nomes importantes como Z\u00e9 Lel\u00e9 e Rosinha. Quem nasceu e cresceu no interior, com av\u00f3s presentes na caminhada, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o sentir um leve aperto no cora\u00e7\u00e3o na parte final. O visual de \u201cArvorada\u201d est\u00e1 entre o que de melhor o Graphic MSP exibiu at\u00e9 agora ao lado de \u201cLouco &#8211; Fuga\u201d. A arte e a maneira encontrada por Orlandeli de relacionar as p\u00e1ginas n\u00e3o pode ser chamada de menos que bela, sendo que ainda assim, isso deve ser pouco. Leia, depois leia para o filho, sobrinho, o que for. E, se der, aproveite e compre ou empreste para o filho do vizinho ou do melhor amigo. Eles v\u00e3o gostar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44537\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/billie.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"619\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/billie.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/billie-218x300.jpg 218w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cBillie Holiday\u201d, de Jos\u00e9 Mu\u00f1oz e Carlos Sampayo (Editora Mino)<\/strong><br \/>\nEntre tantas e tantas hist\u00f3rias tr\u00e1gicas no mundo da m\u00fasica a de Billie Holiday \u00e9 uma das mais impactantes. A Lady Day (como ficou conhecida) foi uma das maiores vozes do jazz nos anos 30, 40 e 50, lan\u00e7ando dezenas de discos e falecendo precocemente aos 44 anos em 1959. Reverenciada (com muita raz\u00e3o) at\u00e9 hoje, nada foi f\u00e1cil para ela. Filha de um casal adolescente, ela apanhava da fam\u00edlia na inf\u00e2ncia, se prostituiu ainda garota para sobreviver, foi estuprada in\u00fameras vezes e presa outras tantas. Conheceu drogas e \u00e1lcool desde cedo e levou os v\u00edcios durante a vida. Sofreu muito com o racismo e brigou contra ele do jeito que pode. Do outro lado de toda essa trag\u00e9dia tinha o dom absoluto e magistral de cantar como poucas pessoas no mundo. Virou imortal dentro do jazz na mesma \u00e9poca de tantos monstros sagrados. A editora Mino, em mais um trabalho editorial brilhante, republica esse ano no pa\u00eds em capa dura a vers\u00e3o dessa hist\u00f3ria contada em quadrinhos pelos mestres argentinos Jos\u00e9 Mu\u00f1oz (arte) e Carlos Sampayo (roteiro). Lan\u00e7ada originalmente como graphic novel nos anos 90, a hist\u00f3ria tem in\u00edcio em 1989, 30 anos ap\u00f3s a morte da artista, quando um jornalista tem como miss\u00e3o elaborar um texto sobre esse fato, por\u00e9m n\u00e3o conhece exatamente nada sobre o assunto. Ao ir pouco a pouco descobrindo a vida que retratar\u00e1 com palavras ele se depara com pinceladas fortes dos eventos resumimos acima. A arte em preto e branco com intenso realce nos contrastes \u00e9 um personagem pr\u00f3prio da edi\u00e7\u00e3o, um estilo j\u00e1 utilizado pelos autores em obras anteriores como na premiada \u201cAlack Sinner\u201d, que angariou f\u00e3s como Frank Miller que usou disso na estupenda \u201cSin City\u201d. \u201cBillie Holiday\u201d, de Mu\u00f1oz &amp; Sampayo, e suas 80 p\u00e1ginas n\u00e3o tem a m\u00ednima condi\u00e7\u00e3o de ficar fora da sua estante. Seria algo imperdo\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44538\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/billie2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/billie2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/billie2-300x161.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>\u2013 Adriano Mello Costa assina o blog de cultura Coisa Pop: <a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/coisapop.blogspot.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A trama presente n\u00e3o favorece o Exterminador; Chico Bento ganah releitura emocional; vida de Billie Holiday \u00e9 repassada em HQ impec\u00e1vel\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/05\/tres-hqs-exterminador-chico-bento-arvorada-e-billie-holiday\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":9,"featured_media":44536,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[1092,957,1095,152],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44535"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44535"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44535\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44542,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44535\/revisions\/44542"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44536"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44535"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44535"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44535"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}