{"id":44521,"date":"2017-10-04T09:52:57","date_gmt":"2017-10-04T12:52:57","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=44521"},"modified":"2021-08-21T21:33:29","modified_gmt":"2021-08-22T00:33:29","slug":"punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/04\/punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte-1\/","title":{"rendered":"Punk na Calif\u00f3rnia: um roteiro nost\u00e1lgico da cena dos anos 90 (Parte 1)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Rancid: o mapa das letras numa jornada pela East Bay<br \/>Texto, fotos e v\u00eddeo por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rodrigo.alves.378537\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rodrigo Alves<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma barbearia, um banco, uma loja de roupas, duas lanchonetes e estudantes agitados de um lado para o outro. Assim pulsa a esquina que une as avenidas Durant e Telegraph no centro de Berkeley, cidade de 120 mil habitantes \u00e0s margens da Ba\u00eda de S\u00e3o Francisco, na Calif\u00f3rnia. Tr\u00eas d\u00e9cadas atr\u00e1s, naquele mesmo endere\u00e7o, seria f\u00e1cil esbarrar no adolescente Timothy Ross Armstrong, com sua jaqueta surrada, seu cabelo espetado e seu viol\u00e3o canhoto. O pr\u00f3prio Tim recorda esses velhos tempos na m\u00fasica \u201cTelegraph Avenue\u201d, do \u00e1lbum mais recente do Rancid. \u00c9 o que ele tem feito com a banda nos \u00faltimos 26 anos: quase uma dezena de discos, duas centenas de can\u00e7\u00f5es e letras autobiogr\u00e1ficas que se espalham pelo mapa numa teia de cita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A miss\u00e3o da viagem \u00e0 Calif\u00f3rnia em agosto deste ano era gastar a sola do t\u00eanis no encal\u00e7o dessas refer\u00eancias pela famosa East Bay. E, claro, como ningu\u00e9m \u00e9 de ferro, testemunhar o pr\u00f3prio Rancid tocando ao vivo em Berkeley, a cidade natal que at\u00e9 hoje enche o peito de orgulho do ilustre filho punk.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rancid: uma jornada at&amp;eacute; o fim da East Bay\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/233928540?dnt=1&amp;app_id=122963&amp;h=43c4575d1f\" width=\"747\" height=\"420\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na hora de percorrer o roteiro, a internet \u00e9 uma m\u00e3e, e o mapa \u00e9 um pai, mas a primeira alus\u00e3o \u00e0 banda veio na sorte. Depois de 15 horas divididas em dois voos do Rio de Janeiro at\u00e9 S\u00e3o Francisco, eram mais 40 minutos no trem antes de chegar ao hotel. Entre uma e outra cochilada em cima da mala, a janela mostra a placa identificando a quinta das 13 esta\u00e7\u00f5es do caminho: Daly City.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Flashback r\u00e1pido para 1995, quando o Rancid colocou na pra\u00e7a seu terceiro disco, \u201c&#8230; And Out Come The Wolves\u201d, para muita gente o melhor entre os nove lan\u00e7ados at\u00e9 hoje. A faixa 10, \u201cDaly City Train\u201d, \u00e9 uma homenagem a Jackyl, um artista e poeta amigo da banda. Mas a letra n\u00e3o alivia a barra do personagem e lembra que ele se drogava com uma seringa no banheiro masculino da esta\u00e7\u00e3o Daly City. Sim, aquela mesma esta\u00e7\u00e3o no caminho para o hotel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trem em quest\u00e3o \u00e9 o BART (Bay Area Rapid Transit), transporte subterr\u00e2neo e de superf\u00edcie que liga S\u00e3o Francisco, Berkeley e Oakland. Os caras do Rancid circulavam direto naqueles vag\u00f5es quando eram moleques, e a prova est\u00e1 em \u201cBuddy\u201d, que o guitarrista e vocalista Lars Frederiksen aponta como sua m\u00fasica preferida do disco novo, \u201cTrouble Maker\u201d. A letra fala sobre amizade em tom po\u00e9tico e cita o trem logo no segundo verso: \u201cEu fico nost\u00e1lgico sempre que penso em voc\u00ea \/ Como na \u00e9poca em que peg\u00e1vamos o BART para S\u00e3o Francisco, s\u00f3 pela paisagem\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rancid - Buddy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YSI31ceFcLA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As escapadas para a cidade vizinha renderam outras cita\u00e7\u00f5es, principalmente no segundo disco, \u201cLet\u2019s Go\u201d, de 1994. Com uma letra bem curtinha, \u201cTenderloin\u201d cita o bairro de mesmo nome em S\u00e3o Francisco e conta a hist\u00f3ria de uma prostituta que, \u201cpor dinheiro, andava pela Rua Larkin\u201d. \u00c9 nesta rua, ali\u00e1s, que fica o Tenderloin People\u2019s Garden, uma horta comunit\u00e1ria cultivada por volunt\u00e1rios com um imenso painel colorido que ocupa a parede do hotel McAllister. A placa deixa bem claro: \u201cTodo mundo tem direito a comida saud\u00e1vel. Tudo que \u00e9 plantado neste jardim \u00e9 gratuito para a comunidade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a m\u00fasica \u201cHarry Bridges\u201d, a refer\u00eancia vai mais fundo nos livros de Hist\u00f3ria. O mapa aponta para a jun\u00e7\u00e3o das ruas Mission e Steuart, numa regi\u00e3o bem tur\u00edstica de S\u00e3o Francisco, pertinho da ba\u00eda. Quem passa por ali nem desconfia o que aconteceu naquele cen\u00e1rio h\u00e1 mais de 80 anos. Em 5 de julho de 1934, aquela esquina foi palco de um grande protesto por direitos trabalhistas. A pol\u00edcia respondeu com viol\u00eancia, atirou contra a multid\u00e3o e matou tr\u00eas manifestantes. O dia conhecido como Quinta-Feira Sangrenta desencadeou uma greve geral na cidade, liderada pelo sujeito que d\u00e1 nome \u00e0 can\u00e7\u00e3o do Rancid. <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Harry_Bridges\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Harry Bridges foi um estivador e sindicalista nascido na Austr\u00e1lia<\/a>, que viveu na Calif\u00f3rnia e morreu em 1990. O epis\u00f3dio da greve tamb\u00e9m \u00e9 tema da faixa \u201cUnion Blood\u201d, do primeiro disco, que leva o nome da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se S\u00e3o Francisco j\u00e1 tem tantas refer\u00eancias, rola at\u00e9 uma certa tens\u00e3o quando o trem chega a Berkeley. Foi ali que o Rancid nasceu. \u00c9 ali que fica at\u00e9 hoje o 924 Gilman Street, clube seminal da cena punk da East Bay, que consagrou Tim Armstrong e Matt Freeman ainda nos tempos de Operation Ivy.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rancid - &quot;Union Blood&quot; (Full Album Stream)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lzpxQQfjuMc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com forte tradi\u00e7\u00e3o de esquerda, a cidade n\u00e3o engole os desmandos do presidente Donald Trump. O clima naquela semana, inclusive, era de forte indigna\u00e7\u00e3o ap\u00f3s os eventos em Charlottesville, na Virg\u00ednia, onde neonazistas marcharam com tochas gritando contra negros, judeus e imigrantes. Na sa\u00edda das esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4, sempre tinha algu\u00e9m distribuindo panfletos e convocando para manifesta\u00e7\u00f5es contra a marcha da extrema-direita. Berkeley \u00e9 assim, progressista e combativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As letras do Rancid lembram que a tradi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica vem de um tempo em que a cena punk nem existia. \u201cTelegraph Avenue\u201d n\u00e3o fala apenas da esquina onde Tim tocava viol\u00e3o na adolesc\u00eancia. Olha esse outro trecho: \u201cMario Savio fez um discurso \/ Era ele contra a m\u00e1quina \/ Por causa disso ele passou tr\u00eas meses na pris\u00e3o \/ Mas disse que faria tudo de novo\u201d. E quem \u00e9 esse tal Mario Savio? Que discurso foi esse? As respostas est\u00e3o na avenida que abriga o campus da Universidade da Calif\u00f3rnia, um dos maiores centros de ensino de m\u00fasica e artes do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Savio foi um dos ativistas mais importantes dos Estados Unidos na luta por liberdade de express\u00e3o. Em 2 de dezembro de 1964, nas escadarias da universidade em Berkeley, ele se esgoelou num famoso discurso por melhores condi\u00e7\u00f5es trabalhistas. Diante de 4 mil pessoas, n\u00e3o titubeou: \u201c\u00c9 preciso jogar seus corpos contra as engrenagens, contra os mecanismos, contra as manivelas, contra todo o aparato! Voc\u00ea tem que faz\u00ea-lo parar! Voc\u00ea precisa indicar para as pessoas que comandam, para os donos, que, a n\u00e3o ser que voc\u00ea seja livre, a m\u00e1quina ser\u00e1 impedida de funcionar!\u201d. A fala incendiou a multid\u00e3o, e a pol\u00edcia da Calif\u00f3rnia enjaulou Savio na cadeia por tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Yew51uYHYV4<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco antes, ele j\u00e1 tinha tirado da cartola outro momento hist\u00f3rico. O clima ficou tenso durante um protesto no campus e, na imin\u00eancia do confronto, os manifestantes cercaram um carro da pol\u00edcia. Calmamente, Savio tirou os sapatos, subiu no cap\u00f4 e discursou ali de cima. Pediu paz, orientou os trabalhadores, e todos voltaram para casa em seguran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A entrada da Universidade fica bem no in\u00edcio da Telegraph, uma longa avenida que atravessa Berkeley inteira e s\u00f3 termina em Oakland. Nos anos 60, era uma esp\u00e9cie de quintal do movimento hippie. At\u00e9 hoje, se misturam ali estudantes, moradores de rua, centros culturais, livrarias tradicionais como a Moe\u2019s Books e lojas de disco incr\u00edveis como Amoeba e Rasputin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A poucos metros dali fica o Greek Theatre, o anfiteatro ao ar livre que recebeu o Rancid no dia 20 de agosto, na escala mais aguardada da turn\u00ea \u201cFrom Boston To Berkeley\u201d, com o Dropkick Murphys. Show matador, mais longo e mais en\u00e9rgico que a primeira apresenta\u00e7\u00e3o da banda no Brasil, no Lollapalooza deste ano, em S\u00e3o Paulo. Cl\u00e1ssicos como \u201cRadio\u201d, \u201cRoots Radicals\u201d, \u201cSalvation\u201d, \u201cRuby Soho\u201d e \u201cJourney To The End Of The East Bay\u201d deram o tom, mas n\u00e3o sufocaram as m\u00fasicas mais recentes, tamb\u00e9m berradas pela punkzada local.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rancid - Telegraph Avenue\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2hcr2RdhWJ0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de tocar \u201cTelegraph Avenue\u201d ali pertinho da pr\u00f3pria avenida, Lars Frederiksen fez um forte discurso sobre toler\u00e2ncia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00f3s n\u00e3o damos a m\u00ednima se voc\u00ea \u00e9 preto, branco, gay, h\u00e9tero, trans, mu\u00e7ulmano, cat\u00f3lico, crist\u00e3o, budista, n\u00e3o faz diferen\u00e7a. Se n\u00e3o fosse a liberdade de express\u00e3o, nunca teria existido o punk rock. N\u00e3o toleramos racismo, machismo ou qualquer merda dessas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem \u00e9 preciso dizer que o povo ficou louco. E a rea\u00e7\u00e3o se repetiu logo ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o de \u201cOlympia, WA\u201d. Diante da plateia ensandecida, Lars foi para o microfone e comentou com Tim Armstrong:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cJ\u00e1 esteve num show que voc\u00ea n\u00e3o queria que acabasse nunca? \u00c9 esse show aqui. \u00c9 bom estar em casa, n\u00e9? Somos um bando de sortudos desgra\u00e7ados!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo visto, todos n\u00f3s somos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rancid - &quot;Daly City Train&quot; (Full Album Stream)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/C6VRRaK-Srw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rancid - &quot;Tenderloin&quot; (Full Album Stream)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5-D9_qYO8H0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rancid - &quot;Harry Bridges&quot; (Full Album Stream)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/D_57ozrddvM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Rodrigo Alves (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rodrigo.alves.378537\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fb.com\/rodrigo.alves.378537<\/a>) \u00e9 jornalista e, no come\u00e7o dos anos 2000, editou o site Planeta Hardcore no Rio de Janeiro<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>&#8211; Punk na Calif\u00f3rnia: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/04\/punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte-1\/\">O mapa das letras do Rancid numa jornada pela East Bay (Parte 1)<\/a><br \/>&#8211; Punk na Calif\u00f3rnia: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/16\/punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um guia pelas ruas de S\u00e3o Francisco, L.A., Berkeley e Oakland (Parte 2)<\/a><br \/>&#8211; Punk na Calif\u00f3rnia: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/11\/01\/punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um mergulho nas origens do Green Day (Parte 3)<\/a><\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A miss\u00e3o da viagem \u00e0 Calif\u00f3rnia era gastar a sola do t\u00eanis no encal\u00e7o de refer\u00eancias punks pela famosa East Bay. E ver um show do Rancid em Berkley! \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/04\/punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte-1\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":49,"featured_media":44522,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1542,2347],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44521"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/49"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44521"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44521\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62050,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44521\/revisions\/62050"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44522"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}