{"id":4440,"date":"2010-02-21T10:34:50","date_gmt":"2010-02-21T13:34:50","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=4440"},"modified":"2016-09-04T14:19:03","modified_gmt":"2016-09-04T17:19:03","slug":"musica-entrevista-com-armandinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/02\/21\/musica-entrevista-com-armandinho\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: entrevista com Armandinho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"600\" height=\"417\" class=\"alignnone size-full wp-image-4441\" title=\"armandinho\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/armandinho.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/armandinho.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/armandinho-300x208.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"mailto:mzpaulino@gmail.com\" target=\"_blank\">Marcos Paulino<\/a> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O reggae do ga\u00facho Armandinho estourou no Brasil com a m\u00fasica &#8220;Desenho de Deus&#8221;, em 2006, que tocou at\u00e9 enjoar nas r\u00e1dios. Mas, no Sul do pa\u00eds, Armando Ant\u00f4nio Silveira da Silveira j\u00e1 era um nome conhecido. Mesmo numa carreira quase independente, havia conseguido boas vendagens de seus dois primeiros discos. Foi com o sucesso daquela can\u00e7\u00e3o, entretanto, que ele atravessou as fronteiras sulinas, o que lhe rendeu contrato com uma grande gravadora, pela qual lan\u00e7ou o CD &#8220;Armandinho Ao Vivo&#8221;, seguido de &#8220;Semente&#8221;, em 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Armandinho, por\u00e9m, n\u00e3o estava totalmente feliz. Achava que sua m\u00fasica andava por caminhos que n\u00e3o eram exatamente os que ele queria. A\u00ed radicalizou. Decidiu gravar um novo \u00e1lbum no est\u00fadio de sua casa, com seu pr\u00f3prio selo, e nele deixar mais clara sua influ\u00eancia rock\u00b4n roll. Assim, com &#8220;Volume 5&#8221;, ele espera atrair tamb\u00e9m um p\u00fablico que torcia o nariz para seu lado mais pop rom\u00e2ntico. Sobre o novo trabalho, Armandinho deu ao Plug, parceiro do Scream &amp; Yell, a entrevista a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 n\u00edtido que o novo CD traz uma pegada mais rock\u00b4n roll, com guitarras mais marcantes. Isso foi proposital?<\/strong><br \/>\nO Coringa, guitarrista que estava comigo h\u00e1 12 anos, saiu da banda em 2007. Ele tinha um estilo suave, requintado, de muito bom gosto, melodioso, com riffs bem caracter\u00edsticos do reggae. No lugar dele, entrou o Luciano Granja, que tocou com a Pitty e com o Engenheiros do Hawaii. E eu passei a criar os riffs de guitarra. Neste disco, gravei todas as guitarras para dar uma ideia pro Luciano. Gravei na minha casa, sem press\u00e3o, e achei que as guitarras ficaram muito boas, gostei da sonoridade. A\u00ed combinei com o Luciano de deixar daquele jeito. Era bem o que eu queria. Como guitarrista, sempre tive essa pegada mais rock. Sou muito f\u00e3 do Jimi Hendrix.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse \u00e9 um lado seu menos conhecido dos f\u00e3s, certo?<\/strong><br \/>\nSou surfista e, quando vou pegar onda, gosto de ouvir rock, de som pesado, porque d\u00e1 uma carga de adrenalina que me deixa mais corajoso. Hendrix e Black Sabbath acabam influenciando meu jeito de surfar. Fazia tempo que queria colocar a adrenalina do esporte que pratico no meu dia a dia, na minha m\u00fasica. Meu trabalho estava vindo na obriga\u00e7\u00e3o de fazer sucesso, de agradar as gravadoras. Agora, com meu selo, achei que estava na hora de gravar uma m\u00fasica que pudesse botar no som do meu carro e que me inspirasse a pegar onda. Tive a liberdade de colocar meu lado rock que ficava guardado. Meu trabalho ficou mais completo, mais verdadeiro. N\u00e3o perdi o romantismo, a veia pop, mas agora tem o rock que faltava antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea considera que seu trabalho estava pendendo muito para o pop rom\u00e2ntico?<\/strong><br \/>\nMuito. Eu estava perdendo a minha identidade. Chegava uma certa hora em que eu n\u00e3o conseguia mais curtir o meu disco. Agora escuto no carro, fiquei muito feliz com o resultado. Acho que estou conquistando um outro p\u00fablico. Meu trabalho estava indo para as crian\u00e7as e isso me incomodava, porque me deixava um compromisso grande. Sou pai de uma menina de 3 anos e sei que \u00e9 preciso muito cuidado com as coisas que a gente leva para as crian\u00e7as. N\u00e3o queria ir para esse lado. Queria trazer um p\u00fablico que tem mais a ver com a minha idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea foi independente, j\u00e1 esteve numa grande gravadora e agora tem um selo pr\u00f3prio. Como est\u00e1 sendo esta fase?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma tend\u00eancia do mercado. Os artistas cada vez mais est\u00e3o abrindo seus selos e suas editoras. Voltaria numa boa para uma gravadora, mas precisava da liberdade de me reencontrar. N\u00e3o posso ficar na press\u00e3o de repetir o sucesso de &#8220;Desenho de Deus&#8221;. A gente muda, escuta outras sonoridades. Ficava angustiado de ter que fazer outro sucesso como foi aquela m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas mesmo na \u00e9poca independente voc\u00ea teve boas vendagens.<\/strong><br \/>\nMas foi em dois Estados. E eu n\u00e3o era bem independente. Era de um selo chamado Orbit. Meu primeiro disco vendeu mais de 80 mil c\u00f3pias no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o que me valeu um disco de ouro. Na realidade, acho que este momento agora \u00e9 o mais independente de todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seu selo tamb\u00e9m lan\u00e7ar\u00e1 trabalhos de outros artistas?<\/strong><br \/>\nTenho um acervo enorme de m\u00fasicas que escrevi, que j\u00e1 n\u00e3o pega mais bem eu cantar. Tenho quase 40 anos. S\u00e3o m\u00fasicas que ficariam legais para uma banda de molecada. Vou divulgar meu trabalho at\u00e9 julho, e depois quero pegar umas duas bandas que estou de olho para produzir. Quero contribuir para lan\u00e7ar coisas novas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De qualquer forma voc\u00ea n\u00e3o vai querer abrir m\u00e3o do p\u00fablico jovem no seu trabalho pr\u00f3prio. Prova disso \u00e9 a faixa &#8220;As festas que eu vou&#8221;, que tem uma letra bem adolescente.<\/strong><br \/>\n\u00c9 isso a\u00ed. Tenho um p\u00fablico fiel e n\u00e3o posso de uma hora para outra virar as costas para ele. Mas essa m\u00fasica j\u00e1 botei l\u00e1 no fim do disco (Risos). S\u00e3o m\u00fasicas dessa \u00e9poca, de col\u00e9gio, da adolesc\u00eancia, que pretendo lan\u00e7ar com outras bandas.<br \/>\n<strong><br \/>\nNo disco tem uma regrava\u00e7\u00e3o de &#8220;Como dois animais&#8221;, do Alceu Valen\u00e7a. Voc\u00ea pensa em gravar mais coisas de outros artistas?<\/strong><br \/>\nSou f\u00e3 demais do Alceu. Este disco, que mistura reggae e rock, tem tudo a ver com ele, porque pra mim ele \u00e9 um roqueiro. Tem v\u00e1rios artistas que eu gostaria de regravar. No segundo disco, regravei &#8220;Le\u00e3ozinho&#8221;, do Caetano Veloso. No ao vivo, gravei &#8220;O bem e o mal&#8221;, do Dori Caymmi, que foi trilha sonora de &#8220;Riacho Doce&#8221;, da Globo. Sempre que tenho oportunidade de regravar algu\u00e9m da MPB, eu fa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00ea pensa em fazer alguma coisa em ingl\u00eas?<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 fiz. Tenho feito viagens de surfe que est\u00e3o sendo filmadas. Estou viajando com surfistas profissionais e com m\u00fasicos que surfam. Um dos surfistas \u00e9 o Teco Padaratz, grande nome do surfe brasileiro, que escreve, toca e canta. Tem mais duas viagens marcadas: uma em setembro para a Indon\u00e9sia e uma em mar\u00e7o do ano que vem para o Hava\u00ed. A trilha sonora desse filme ter\u00e1 m\u00fasicas em espanhol e em ingl\u00eas, que j\u00e1 est\u00e3o sendo gravadas, v\u00e1rias est\u00e3o prontas. Provavelmente eu v\u00e1 colocar logo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o pra galera conhecer esse meu outro trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Se voc\u00ea digitar no Google &#8220;Armandinho Volume 5&#8221;, aparecem dezenas de sites oferecendo o download do disco. Isso te incomoda?<\/strong><br \/>\nIsso me prejudica e me ajuda. \u00c9 cedo pra gente tentar tirar uma conclus\u00e3o se \u00e9 bom que as pessoas baixem sua m\u00fasica de gra\u00e7a ou n\u00e3o. Isso \u00e9 uma realidade e nem tem como voltar atr\u00e1s. O mercado, as gravadoras t\u00eam que se adaptar. A internet tamb\u00e9m \u00e9 um grande meio de divulga\u00e7\u00e3o. Acho que a m\u00fasica tem que tocar, n\u00e3o importa como. Se tiver que tocar de gra\u00e7a, vai tocar. Os profissionais da m\u00fasica ainda est\u00e3o meio perdidos, mas acho que isso em breve vai ser resolvido. Agora, o que me incomodaria mesmo \u00e9 se minha m\u00fasica n\u00e3o tocasse nunca. Tenho muitos f\u00e3s no Uruguai, na Argentina, que s\u00f3 me conhecem por terem acesso \u00e0 internet. Mas \u00e9 l\u00f3gico que isso faz com que a gente venda menos.<br \/>\n<strong><br \/>\nCom &#8220;Desenho de Deus&#8221;, voc\u00ea conseguiu proje\u00e7\u00e3o fora do Sul do pa\u00eds, mas ainda n\u00e3o explorou o interior de S\u00e3o Paulo. Isso est\u00e1 nos planos da nova turn\u00ea?<\/strong><br \/>\nMeu empres\u00e1rio e meu produtor art\u00edstico est\u00e3o morando em S\u00e3o Paulo. Todo meu equipamento tamb\u00e9m. Continuo morando no Sul, mas nossa base est\u00e1 em S\u00e3o Paulo. Recentemente, fiz um show em Ilha Comprida, no litoral sul de S\u00e3o Paulo, e tinha muita gente do interior. A receptividade foi muito boa. Acho que este \u00e9 o ano de entrar bem no interior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcos Paulino \u00e9 jornalista e editor do caderno <a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com.br\/\" target=\"_blank\">Plug<\/a>, do jornal <a href=\"http:\/\/www.gazetadelimeira.com.br\/\" target=\"_blank\">Gazeta de Limeira<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O reggae do ga\u00facho Armandinho estourou no Brasil em 2006, mas ele j\u00e1 era conhecido no Sul, e agora lan\u00e7a CD por selo pr\u00f3prio.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/02\/21\/musica-entrevista-com-armandinho\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1087],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4440"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4440"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4440\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39898,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4440\/revisions\/39898"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}