{"id":44137,"date":"2017-09-12T14:32:03","date_gmt":"2017-09-12T17:32:03","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=44137"},"modified":"2017-11-24T10:39:09","modified_gmt":"2017-11-24T12:39:09","slug":"tres-documentarios-rocco-whitney-can-i-be-me-e-who-the-fuck-is-that-guy","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/09\/12\/tres-documentarios-rocco-whitney-can-i-be-me-e-who-the-fuck-is-that-guy\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas Document\u00e1rios: &#8220;Rocco&#8221;, &#8220;Whitney: Can I Be Me&#8221; e &#8220;Who The Fuck Is That Guy?&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>resenhas por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Todos os filmes est\u00e3o dispon\u00edveis na Netflix Brasil<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44140\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/rocco.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"641\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/rocco.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/rocco-211x300.jpg 211w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cRocco\u201d, de Thierry Demaizi\u00e8re e Alban Teurlai (2016)<\/strong><br \/>\n\u201cRocco\u201d retrata o \u00faltimo ano do astro porn\u00f4 Rocco Siffredi em frente \u00e0s c\u00e2meras. De car\u00e1ter intimista, o longa tenta buscar certa compreens\u00e3o sobre o que pensa o ator, suas expectativas e suas tens\u00f5es. Esse intuito fica claro logo no in\u00edcio: o primeiro take do filme \u00e9 um close no p\u00eanis que deu fama a Rocco, aos poucos a c\u00e2mera sobe, at\u00e9 fechar-se em seu rosto, imagem que mais veremos durante o filme. Acompanhamos assim a produ\u00e7\u00e3o de algumas cenas, sua rela\u00e7\u00e3o com as atrizes e sua perspectiva sobre a pornografia. Em retrocesso, ele fala sobre suas rela\u00e7\u00f5es familiares, lembrando a vontade de sua m\u00e3e de que ele fosse padre e a perda de seu irm\u00e3o ainda pequeno. No tempo presente, vemos sua esposa explicando como funciona sua rela\u00e7\u00e3o com um astro adulto e seus filhos adolescentes s\u00e3o apresentados, inclusive incluindo uma constrangedora cena em que ele questiona os meninos se eles j\u00e1 assistiram o pai em a\u00e7\u00e3o. Talvez se o filme apresentasse certo resumo sobre a carreira do ator \u2013 recontando sua trajet\u00f3ria ao estrelato, suas conturbadas rela\u00e7\u00f5es e seu flerte com o cinema de arte (nos filmes de Catherine Breillat) \u2013 seria dado ao espectador a chance de formar um painel mais completo sobre sua persona, mas aqui tudo parece milimetricamente moldado para soar intimista e delicado, de uma forma estranha. No final das contas, os melhores momentos do filme s\u00e3o da estrela porn\u00f4 Kelly Stafford, que prop\u00f5e debates s\u00f3lidos sobre a presen\u00e7a feminina no cinema adulto e sobre o quanto a sexualidade feminina ainda assusta os homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 5<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44141\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/whitney1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"606\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/whitney1.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/whitney1-223x300.jpg 223w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cWhitney: Can I Be Me\u201d, de Nick Broomfield e Rudi Dolezal (2017)<\/strong><br \/>\nProduzido pelo canal Showtime em parceria com a BBC, \u201cWhitney: Can I Be Me\u201d \u00e9 um document\u00e1rio bastante pessoal, que apresenta os fatos mais profissionais sobre a artista \u201cen passant\u201d, focando mais nos dramas \u00edntimos que levaram ao triste fim de Whitney Houston. Com imagens in\u00e9ditas da \u00faltima turn\u00ea internacional da cantora, realizada em 1999, o filme vai e volta no tempo tentando montar um complicado quebra-cabe\u00e7as das rela\u00e7\u00f5es da artista: seu intenso casamento com Bobby Brown; a influ\u00eancia e inveja de sua m\u00e3e Cissy Houston; a estranh\u00edssima rela\u00e7\u00e3o com seu pai; a sua amizade \u00edntima (ou relacionamento amoroso?) com Robyn Crawford; e seu caso de amor com as drogas. Logo no in\u00edcio, o filme j\u00e1 apresenta distintos debates sobre a obra de Whitney, por exemplo, como sua voz era subaproveitada em discos pop bastante medianos ou como ela foi recha\u00e7ada pela comunidade negra, que a considerava uma \u201cvendida aos brancos\u201d, mas o document\u00e1rio cresce ao mostrar como ela passa de uma artista que n\u00e3o fala sobre a vida \u00edntima a uma estrela decadente que tem sua intimidade exposta constantemente, de forma bastante julgat\u00f3ria. Com uma hist\u00f3ria barra pesada, Nick e Rudi conseguem manter uma m\u00e3o firme ao criar essa composi\u00e7\u00e3o de fatos que levam ao fim tr\u00e1gico, sem transformar Whitney em uma personagem manique\u00edsta: h\u00e1 uma exposi\u00e7\u00e3o bem espec\u00edfica das rela\u00e7\u00f5es t\u00f3xicas que a cercavam, mas n\u00e3o h\u00e1 uma culpabiliza\u00e7\u00e3o de outras pessoas. H\u00e1 sim a figura de uma artista que fez escolhas, sofreu e se perdeu nesse caminho, muito mais humana do que o conceito de diva tenta vender.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44139\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/guy.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"857\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/guy.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/guy-158x300.jpg 158w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cWho The Fuck Is That Guy? &#8211; The Fabulous Journey of Michael Alago\u201d, de Drew Stone (2017)<\/strong><br \/>\nMichael Alago era apenas um garoto gay e latino na Nova York do final dos anos 70 e 80, mas se tornou parte da movimentada cena musical da \u00e9poca, sendo respons\u00e1vel, por exemplo, pelos primeiros grandes contratos do Metallica e do White Zombie. \u00c9 sobre essa hist\u00f3ria improv\u00e1vel que o document\u00e1rio de Drew Stone se concentra: um homem gay movimentando a cena heavy metal. Carism\u00e1tico e engra\u00e7ado, Michael Alago conta hist\u00f3rias e passagens, por\u00e9m o que se destaca no filme s\u00e3o as falas de seus amigos, uma lista bastante heterog\u00eanea, que inclui John Lydon, Phil Anselmo, James Hetfield, Kirk Hammett, Cindy Lauper e Rob Zombie (esses dois \u00faltimos produtores do filme). Com ritmo veloz, o filme apresenta todo o esp\u00edrito dos anos 70 e 80, desde as doideiras sexuais e psicotr\u00f3picas at\u00e9 o terror da AIDS, sempre apresentando de forma interessante as experi\u00eancias musicais de Alago, que apesar de associado ao heavy metal, deixou sua marca em outros g\u00eaneros: destaca-se aqui sua amizade com Nina Simone, sendo ele um dos respons\u00e1veis pelo \u00faltimo disco dela, \u201cA Single Woman\u201d (1993). De forma completamente inesperada, \u201cWho The Fuck Is That Guy?\u201d consegue trazer um olhar bastante particular sobre a m\u00fasica independente, o heavy metal, o life style gay, o preconceito sexual e racial e o uso de drogas, tudo isso de forma bastante divertida. Destaca-se no filme a entrevista com John Lydon, que aparece espirituoso e risonho ao contar hist\u00f3rias como a do fat\u00eddico show do PIL no The Ritz, em que a banda tentou tocar atr\u00e1s da tela de proje\u00e7\u00e3o, gerando revolta e bagun\u00e7a na plateia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lK5GkLSzey8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/l10DRf4A2so?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pgTBj2Zbr0w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a> \u00e9 jornalista e colabora com o sites <a href=\"http:\/\/www.aescotilha.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Escotilha<\/a> e Scream &amp; Yell.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um filme sobre o astro porn\u00f4 Rocco Siffredi, outro sobre o final tr\u00e1gico de Whitney Houston e, ainda, um sobre Michael Alago, respons\u00e1vel pelos primeiros grandes contratos de Metallica e White Zombie\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/09\/12\/tres-documentarios-rocco-whitney-can-i-be-me-e-who-the-fuck-is-that-guy\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":44138,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4,3],"tags":[2255,2254],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44137"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44137"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44137\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45072,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44137\/revisions\/45072"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44138"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44137"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44137"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44137"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}