{"id":44094,"date":"2017-09-11T09:44:47","date_gmt":"2017-09-11T12:44:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=44094"},"modified":"2017-11-12T23:56:02","modified_gmt":"2017-11-13T01:56:02","slug":"entrevista-oceania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/09\/11\/entrevista-oceania\/","title":{"rendered":"Entrevista: Oceania"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No inicio dos anos 2000 houve uma banda no cen\u00e1rio mineiro que tinha tudo para seguir o caminho aberto pelo Sepultura e estabelecer uma carreira internacional: era a Diesel. Liderada por Gustavo Drummond (guitarra e voz), a banda ainda tinha em sua forma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m guitarrista L\u00e9o Marques, o baixista Thiago Correa (ambos hoje do Transmissor) e o baterista Jean Dollabela (Ego Kill Talent). O in\u00edcio promissor, com um senhor disco de estreia autointitulado, e uma apresenta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica no Rock in Rio 3 renderam um contrato com um selo norte-americano e a oportunidade de gravar o disco nos EUA com o produtor Matt Wallace (Faith No More).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo aparentemente certo, mas o que seria uma grande oportunidade acabou por se tornar um pesadelo. Devido a grife italiana Diesel, a banda teve que mudar de nome e tornou-se Udora. Em seguida, a gravadora, esperando um disco mais comercial, rejeitou a sonoridade pesada p\u00f3s-grunge gravada por Matt Wallace. E nem mesmo a mudan\u00e7a de produtor (Bob Marlette) ajudou e o contrato foi encerrado. Ainda nos EUA, em 2004 o Udora foi apadrinhado pelo produtor Thom Russo, que bancou as grava\u00e7\u00f5es de &#8220;Liberty Square&#8221;, \u00e1lbum que traria certa visibilidade, mas a falta de um contrato e a saudade do Brasil fizeram com que o quarteto abandonasse o &#8220;american dream&#8221; e retornasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com uma nova forma\u00e7\u00e3o, o Udora seguiria renovado somente com Gustavo Drummond da forma\u00e7\u00e3o original e lan\u00e7aria &#8220;Goodbye, Al\u00f4&#8221; (2007) e &#8220;Belle Epoque&#8221; (2011). A sonoridade pesada de outrora daria lugar a uma linguagem mais pop e elaborada. As letras em ingl\u00eas seriam substitu\u00eddas pelo portugu\u00eas. A nova escolha acabaria por render hits como &#8220;Quero Te Ver&#8221;, que figurou na trilha sonora do folheteen Malha\u00e7\u00e3o. Mesmo com o sucesso conquistado, Drummond se viu num dilema entre seguir como m\u00fasico ou encontrar uma outra carreira. Acabou optando pela segunda e formou-se em Direito, voca\u00e7\u00e3o que exerce hoje. Casamento e a paternidade vieram na sequ\u00eancia, mas a vontade de voltar ao universo da m\u00fasica seguia forte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rompendo um hiato de quase seis anos, &#8220;Beneath The Surface&#8221; (<a href=\"https:\/\/oceaniamusica.bandcamp.com\/releases\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ou\u00e7a e baixe no Bandcamp<\/a>) \u00e9 o primeiro disco do Oceania, power trio capitaneado por Drummond. Nesta entrevista, Gustavo conta sobre o seu retorno ao universo da m\u00fasica (&#8220;Eu nunca estive inativo&#8221;), o processo de grava\u00e7\u00e3o do disco (&#8220;Foi o processo criativo mais leve e fluido pelo qual j\u00e1 passei\u201d), a escolha por cantar em ingl\u00eas (&#8220;A quest\u00e3o da escolha do idioma vai do momento de vida&#8221;), resgata algumas mem\u00f3rias do in\u00edcio da carreira, fala sobre a experi\u00eancia com grandes gravadoras (&#8220;Minhas experi\u00eancias com o mainstream e com a m\u00fasica industrial est\u00e3o encerradas&#8221;), planos futuros e muito mais. Confira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YYmWn01W9DM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Beneath The Surface&#8221; celebra o seu retorno \u00e0 m\u00fasica. O que lhe motivou a voltar?<\/strong><br \/>\nEu nunca estive inativo. S\u00f3 passei por um per\u00edodo &#8216;abaixo da superf\u00edcie&#8217;, acertando outras quest\u00f5es da vida pessoal (casamento, filho, constru\u00e7\u00e3o civil, vida acad\u00eamica etc.). Nunca deixei de compor, de gravar, de lidar com experimenta\u00e7\u00e3o musical, mostrando pros amigos, colhendo opini\u00f5es, debatendo est\u00e9tica etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 inevit\u00e1vel pensar que o \u00e1lbum &#8220;Beneath The Surface&#8221; soa como uma continuidade natural do primeiro disco da Diesel. Parte do repert\u00f3rio \u00e9 desta \u00e9poca?<\/strong><br \/>\nNo meu modo de ver, \u00e9 uma continuidade de minha jornada musical como um todo e n\u00e3o apenas em rela\u00e7\u00e3o a um \u00e1lbum espec\u00edfico. O estado de esp\u00edrito \u00e9 de 2017, atual e com os olhos voltados para o futuro, ao mesmo tempo sem perder as ra\u00edzes. Todas as can\u00e7\u00f5es foram escritas para este \u00e1lbum especificamente, embora um ou outro riff eu possa ter trazido do meu &#8216;banco de dados&#8217; musical. Mas de toda forma, o contexto geral \u00e9 absolutamente novo, em sintonia com nosso pr\u00f3prio modo de enxergar a m\u00fasica atualmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o do disco?<\/strong><br \/>\nFoi um processo muito prazeroso, basicamente composto de cinco amigos (banda, engenheiro de som e produtor) que se encontravam semanalmente para exercer sua criatividade, cada um em sua esfera de atua\u00e7\u00e3o, de maneira despretensiosa, sem press\u00f5es comerciais ou expectativas que estivessem fora do nosso alcance. Foi o processo criativo mais leve e fluido pelo qual j\u00e1 passei. Vivemos \u00f3timos momentos e espero repetir a dose em breve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 teve oportunidade de trabalhar com produtores estrangeiros renomados como Matt Wallace e Thom Russo. Recentemente voc\u00ea trabalhou com o Marcelo Mercedo. Voc\u00ea teria no hall de suas predile\u00e7\u00f5es algum produtor (nacional ou internacional) com quem gostaria de trabalhar?<\/strong><br \/>\nTodos os produtores tiveram grandes li\u00e7\u00f5es a ensinar e guardo excelentes mem\u00f3rias de todos. Espero continuar tendo a ben\u00e7\u00e3o de trabalhar com grandes refer\u00eancias a cada \u00e1lbum que o Oceania produzir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco do Oceania soa, de certa forma, como algo h\u00edbrido de tudo o que voc\u00ea j\u00e1 produziu, unindo peso, melodia e uma \u00f3tima produ\u00e7\u00e3o. Quais as influ\u00eancias norteiam o seu fazer musical?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 um grupo de influ\u00eancias espec\u00edficas, ou fontes de inspira\u00e7\u00e3o a que recorro conscientemente. Existe apenas a viv\u00eancia vertida em forma de m\u00fasica, que implica um somat\u00f3rio enorme de experi\u00eancias, tanto no campo art\u00edstico quanto pessoal. A ideia \u00e9 sempre buscar a satisfa\u00e7\u00e3o pessoal. Quando a gente fica feliz com o resultado, \u00e9 hora de abandonar a obra e compartilh\u00e1-la com o p\u00fablico.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dnq_RA8Irfk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda abordando o seu processo de composi\u00e7\u00e3o: suas letras s\u00e3o marcadas pela pessoalidade. As transforma\u00e7\u00f5es pessoais que voc\u00ea vivenciou modificaram a sua leitura de mundo e o seu m\u00e9todo de compor?<\/strong><br \/>\nCom certeza. \u00c9 um processo que tem como objetivo um resultado art\u00edstico, que \u00e9 o de poder materializar aquilo que se imaginou. Entretanto, o pr\u00f3prio processo \u00e9 sujeito \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es e aperfei\u00e7oamentos pr\u00f3prios da tentativa e erro, que \u00e9 a ess\u00eancia da nossa busca. Ent\u00e3o, o resultado e o m\u00e9todo v\u00e3o se modificando \u00e0 medida que tenho novas experi\u00eancias, o que d\u00e1 bastante est\u00edmulo e motiva\u00e7\u00e3o, de sempre buscar a arte pela satisfa\u00e7\u00e3o espiritual que ela proporciona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco saiu pela chancela da Quente, produtora de shows em BH que agora tamb\u00e9m inicia suas atividades como selo musical. Como se deu a parceria?<\/strong><br \/>\nEu conhecia o Luciano Viana e o Aniston Nest de outras \u00e9pocas. Fizemos uma reuni\u00e3o, expliquei a ideia da banda e o desejo de apenas fazer m\u00fasica da forma mais pura e despretensiosa poss\u00edvel. Houve uma boa sinergia e aqui estamos n\u00f3s, j\u00e1 com um ano de parceria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Oceania tem se apresentado regularmente em BH. Voc\u00ea tem observado a presen\u00e7a de um novo p\u00fablico? Como tem sido a receptividade daqueles que j\u00e1 acompanham o seu trabalho a mais tempo?<\/strong><br \/>\nSim. Muita gente est\u00e1 conhecendo o Oceania sem qualquer v\u00ednculo com os projetos anteriores e passam a nos acompanhar. A boa receptividade dos f\u00e3s antigos tem me deixado bem feliz tamb\u00e9m. O clima geral nos shows tem sido bem harmonioso, bem agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nos tempos do Diesel voc\u00ea realizou aquela hist\u00f3rica apresenta\u00e7\u00e3o no Rock in Rio, em 2001. Quais as mem\u00f3rias voc\u00ea guarda daquela apresenta\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nAs mem\u00f3rias s\u00e3o as melhores poss\u00edveis. Um dia ensolarado, energia pulsante, muita obstina\u00e7\u00e3o e determina\u00e7\u00e3o de todos do Diesel em fazer o melhor que pod\u00edamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Me lembrei de uma outra hist\u00f3ria dos tempos da Diesel em que o Tom Capone, falecido produtor, entregou um bilhete para voc\u00eas dizendo &#8220;\u00e9 s\u00f3 cantar em portugu\u00eas&#8221;, dica que voc\u00eas n\u00e3o acataram. Por\u00e9m, foi no Udora em que voc\u00ea experimentou compor na nossa l\u00edngua. Agora Oceania volta a compor em ingl\u00eas. Acredito que este retorno \u00e0 l\u00edngua inglesa se deu devido ao fato de que a sonoridade promovida em &#8220;Beneath The Surface&#8221; case melhor com o idioma. Estou certo?<\/strong><br \/>\nA quest\u00e3o da escolha do idioma vai do momento de vida. O \u201cBeneath The Surface\u201d foi uma tentativa de come\u00e7ar uma banda nova, do zero, com as letras em ingl\u00eas, mas nada impede que fa\u00e7amos uma boa mescla no futuro, considerando que o Portugu\u00eas \u00e9 nossa l\u00edngua nativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 uma diferen\u00e7a latente entre o mercado musical do in\u00edcio dos anos 2000 para os dias atuais. Como voc\u00ea v\u00ea esta diferen\u00e7a? Acha que hoje, com o advento da internet, trabalhar com m\u00fasica tornou-se mais &#8220;f\u00e1cil&#8221;?<\/strong><br \/>\nProcuro n\u00e3o focar muito em an\u00e1lises mercadol\u00f3gicas. N\u00e3o \u00e9 minha expertise. Prefiro me concentrar em decifrar os enigmas musicais que surgem a cada instante, referentes \u00e0 composi\u00e7\u00e3o, arranjos, performance, texturas e grava\u00e7\u00e3o, no intuito de me apropriar deste of\u00edcio de maneira mais plena a cada dia. Quanto \u00e0 internet, me parece uma ferramenta maravilhosa, que atenua sobremaneira a necessidade de se buscar intermedi\u00e1rios entre os artistas e seus f\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As experi\u00eancias ruins com o mainstream, seja com a Udora ou a Diesel, mostraram o lado ruim das grandes gravadoras. Hoje voc\u00ea acredita que seguir de forma independente \u00e9 o melhor dos caminhos?<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida. Minhas experi\u00eancias com o mainstream e com a m\u00fasica industrial est\u00e3o encerradas. Minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 prosseguir em contato direto com aqueles que apreciam minha m\u00fasica, criando de forma artesanal, com o m\u00e1ximo de pureza que sou capaz, seguindo essa filosofia de vida mais voltada \u00e0 ess\u00eancia e menos \u00e0s formas, de uma maneira bem &#8220;Beneath The Surface&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No set da turn\u00ea de de divulga\u00e7\u00e3o do novo disco al\u00e9m do repert\u00f3rio presente em &#8220;Beneath The Surface&#8221; o que mais os f\u00e3s podem esperar?<\/strong><br \/>\nUm pouco de cada fase de uma carreira que j\u00e1 conta com vinte anos de exist\u00eancia, al\u00e9m de novas can\u00e7\u00f5es, que compor\u00e3o o pr\u00f3ximo \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o seus planos futuros?<\/strong><br \/>\nConseguir ser um pai e esposo digno para minha fam\u00edlia e, nos entrementes, fazer mais \u00e1lbuns e shows com o Oceania, sob esta perspectiva de despretens\u00e3o absoluta e total com o conceito tradicional do termo &#8220;sucesso&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aTU9rLclRx8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@brunorplisboa<\/a>) \u00e9 redator\/colunista do <a href=\"http:\/\/pignes.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pigner<\/a> e do <a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. Escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. A foto que abre o texto \u00e9 de Afonso Silva \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Rompendo um hiato de quase seis anos, &#8220;Beneath The Surface&#8221; \u00e9 o primeiro disco do Oceania, power trio capitaneado por Gustavo Drummond, ex-Udora e Diesel\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/09\/11\/entrevista-oceania\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":44095,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2249],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44094"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44094"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44094\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44099,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44094\/revisions\/44099"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44095"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44094"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44094"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44094"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}