{"id":44051,"date":"2017-09-08T23:06:17","date_gmt":"2017-09-09T02:06:17","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=44051"},"modified":"2017-11-03T10:05:46","modified_gmt":"2017-11-03T12:05:46","slug":"entrevista-tete-espindola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/09\/08\/entrevista-tete-espindola\/","title":{"rendered":"Entrevista: Tet\u00ea Esp\u00edndola"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas anos se passaram desde o \u00faltimo lan\u00e7amento de Tet\u00ea Esp\u00edndola, \u201cAsas do Et\u00e9reo\u201d, editado pelo selo SESC junto com um relan\u00e7amento de seu disco cl\u00e1ssico \u201cP\u00e1ssaros na Garganta\u201d (1982). Agora, em 2017, a cantora sul-mato-grossense quer nos levar numa viagem para \u201cOutro Lugar\u201d, em seu novo disco, lan\u00e7ado pelo seu selo LuzAzul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reunindo um repert\u00f3rio atemporal, sobre cen\u00e1rios reais e imagin\u00e1rios, \u201cOutro Lugar\u201d apresenta uma Tet\u00ea delicada, a cantar versos pr\u00f3prios e de Manoel de Barros, Arnaldo Black, Marta Catunda, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/09\/07\/entrevista-arrigo-barnabe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arrigo Barnab\u00e9<\/a>, entre outros, num repert\u00f3rio que une can\u00e7\u00f5es de 1974 a 2015. Sempre acompanhada de sua craviola, instrumento de 12 cordas, idealizado pelo violonista Paulinho Nogueira, que Tet\u00ea adotou ainda no in\u00edcio de carreira, sua voz soa ainda mais cristalina em nesse novo disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, \u201cOutro Lugar\u201d apresenta distintas camadas sonoras, que surgem atrav\u00e9s da harpa paraguaia, do ukulele, do vibrafone, da viola, do violino e de outros instrumentos utilizados na grava\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum. A dire\u00e7\u00e3o musical desse lan\u00e7amento \u00e9 de Sandro Moreno, Adriano Maggo e da pr\u00f3pria Tet\u00ea, tendo sido gravado em Campo Grande (MS), em S\u00e3o Paulo e finalizado em Paris, com o franc\u00eas Philippe Kadosch (parceiro de Tet\u00ea nos discos \u201cBabelEyes\u201d e \u201cVozVoxVoice\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste bate papo via telefone em um dia corrido de sua agenda, entre entrevistas, grava\u00e7\u00f5es e ensaios, uma Tet\u00ea Esp\u00edndola bastante sol\u00edcita e risonha falou sobre a produ\u00e7\u00e3o do disco, o repert\u00f3rio e sobre a sua voz, com a qual ela estava preocupada, depois de passar um dia papeando com jornalistas. Confira a entrevista abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tet\u00ea Esp\u00edndola lan\u00e7a &#8220;Outro Lugar&#8221; no Sesc Pompeia dias 09 e 10\/09. <a href=\"https:\/\/www.sescsp.org.br\/programacao\/131523_TETE+ESPINDOLA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es aqui<\/a><\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9q9vtnrI2K0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cOutro Lugar\u201d re\u00fane composi\u00e7\u00f5es de diferentes \u00e9pocas, desde a d\u00e9cada de 70 at\u00e9 os dias mais atuais, como se deu a reuni\u00e3o desse repert\u00f3rio?<\/strong><br \/>\nComecei com os \u201caguardados\u201d, por que sou d\u00e1 \u00e9poca em que n\u00e3o tinha computador, eu s\u00f3 tinha caderninho. E guardo todos os meus caderninhos. Ent\u00e3o comecei a mexer nos meus caderninhos, porque pra mim a m\u00fasica \u00e9 atemporal. \u201cAh, por que as m\u00fasicas ficam velhas\u201d, n\u00e3o, as m\u00fasicas existem para sempre. Ent\u00e3o quando comecei a mexer nisso come\u00e7aram a vir \u00e0 tona, de v\u00e1rias \u00e9pocas, as m\u00fasicas que eu estava querendo cantar. Eu tenho um ba\u00fa muito grande, meus irm\u00e3os todos comp\u00f5em. Por exemplo, as m\u00fasicas de Geraldo Esp\u00edndola, eu sei tocar a maioria e eu tenho todas as letras e tudo, at\u00e9 coisa que ele esqueceu, eu toco, eu recupero. S\u00e3o faixas lindas, s\u00e3o p\u00e9rolas, como \u201cItaver\u00e1\u201d, que eu recuperei de 1974.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que \u00e9 a faixa mais antiga que tem no disco, n\u00e3o?<\/strong><br \/>\n\u00c9, a mais antiga, depois tem a letra que caiu do meu caderninho, uma p\u00e1gina amarela assim, com a letra escrita \u00e0 m\u00e3o do Arrigo Barnab\u00e9&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que \u00e9 \u201cLuz e o Anzol\u201d&#8230;<\/strong><br \/>\nEle fez uma letra pra mim em 1979, logo quando a gente se conheceu, e eu musiquei em 2015, ent\u00e3o tem essas jogadas assim tamb\u00e9m. A m\u00fasica mais atual \u00e9 de 2015 e foi feita de uma forma muito especial, pelo Skype. Eu estava em Campos do Jord\u00e3o e a Marta Catunda, minha parceira, estava em Sorocaba, e ela topou o Skype. Eu tinha acabado de fazer a m\u00fasica e ela colocou a letra e a gente trabalhou pelo Skype, foi muito louco. Se chama \u201cP\u00e9 de Vento\u201d. Ent\u00e3o, o (disco) \u201cOutro Lugar\u201d lida muito com isso, por isso que o CD acabou tendo esse t\u00edtulo, porque ele tem uma movimenta\u00e7\u00e3o o tempo todo: ele movimentou, ele foi gravado em Campo Grande e as m\u00fasicas foram feitas em v\u00e1rios lugares, em Bonito, em Paris&#8230; pois eu acabei indo pra Paris para masterizar. Algumas coisas foram gravadas aqui em S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m. Eu estou falando isso porque estou preparando o show e o show \u00e9 completamente diferente do disco, ele tem um movimento sonoro impressionante e vai tomando conta, n\u00e3o \u00e9 o que a gente planeja, vai acontecendo muito improviso. E as letras s\u00e3o muito dif\u00edceis, s\u00e3o poesias, poesia de Manoel de Barros, a Marta Catunda faz muita poesia, tem letra minha tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mcH4TIEZOuM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ouvindo o \u201cOutro Lugar\u201d eu percebo esse disco mais delicado, um disco mais de can\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com outros trabalhos seus que s\u00e3o mais experimentais, n\u00e3o \u00e9?<\/strong><br \/>\nIsso, isso mesmo. Isso \u00e9 a coisa que eu considero mais diferente e que faz parte do movimento, por que cada m\u00fasica que eu vou cantar eu tenho de ir para aquele lugar daquela m\u00fasica, eu tenho que me colocar de uma forma diferente, as vozes s\u00e3o muito diferentes uma da outra. E \u00e9 muito mais dif\u00edcil fazer uma voz suave do que dar o meu agudo. O meu agudo \u00e9 f\u00e1cil pra mim: eu canto, ponho tudo pra fora, gritando alto e pronto. E dessa vez n\u00e3o, eu tenho que controlar a emiss\u00e3o, a respira\u00e7\u00e3o, tudo depende de um relaxamento interior, por que o diafragma tem que estar relaxado, sen\u00e3o n\u00e3o consegue cantar essas m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nesse sentido, voc\u00ea tem algum processo pra cuidar da sua voz; um processo antes de gravar ou entrar em um show?<\/strong><br \/>\nSim, eu sempre me cuidei muito. Em \u00e9poca de grava\u00e7\u00e3o eu fa\u00e7o, \u00e0s vezes, ioga, respira\u00e7\u00e3o, alongamento, eu tento manter isso durante a vida toda, mas a \u00e9poca de show e de grava\u00e7\u00e3o \u00e9 que eu mais cuido mesmo da voz. Aqui em S\u00e3o Paulo est\u00e1 muito seco, faz tempo que n\u00e3o chove, a minha parte humana est\u00e1 louca da vida. A faringe fica seca o tempo todo, \u00e9 muito dif\u00edcil pra cantar, mas estou tomando bastante \u00e1gua e chupando bala de gengibre, tomando vitamina C extra. Ontem ensaiei com o pessoal, foram tr\u00eas horas de ensaio, eu cantando o tempo todo. Eu queria parar hoje, mas gra\u00e7as a Deus voc\u00eas est\u00e3o todos ainda me chamando pra conversar, e a\u00ed estou o dia inteiro falando hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cOutro Lugar\u201d fala muito desses lugares reais e imagin\u00e1rios para onde podemos viajar e vivenciar certa paz, voc\u00ea acha que esse disco pode ser como um ref\u00fagio nesses tempos t\u00e3o complicados pelo qual o Brasil vem passando?<\/strong><br \/>\nIsso, acho que voc\u00ea matou a charada. \u00c9 um ref\u00fagio espiritual mesmo, porque pra escutar esse disco tem que estar tranquilo; botar um fone pra ouvir as sutilezas, ent\u00e3o voc\u00ea vai relaxando com ele. Todo mundo est\u00e1 falando muito isso: \u201cNossa, \u00e9 um disco que relaxa\u201d. Ent\u00e3o estou sentindo que a minha voz suave, mais pro contralto, relaxa as pessoas. \u00c9 natural, porque a voz aguda tenciona, quando voc\u00ea d\u00e1 um agudo, mexe com um chakra l\u00e1 no pico da cabe\u00e7a, por exemplo, ent\u00e3o quando a pessoa escuta um agudo tamb\u00e9m excita, levanta. Quando canto grave, tenho que relaxar o diafragma, ent\u00e3o pega mais essa parte aqui do chakra do peito, do cora\u00e7\u00e3o, essa coisa mais verde, mais amarela, ent\u00e3o a pessoa vai tendo que entrar nessa e acho que \u00e9 isso que est\u00e1 acontecendo com o disco, todo mundo est\u00e1 falando disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As fotos oficiais do disco foram feitas pela Patr\u00edcia Black, sua filha, como foi esse processo? H\u00e1 uma intimidade maior por trabalhar com ela, voc\u00ea se sentiu mais a vontade?<\/strong><br \/>\nFoi isso, porque a Pati j\u00e1 est\u00e1 trabalhando junto comigo h\u00e1 algum tempo, esse \u00e9 o segundo&#8230; na verdade esse \u00e9 o terceiro show que ela assumiu como dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica e esse come\u00e7ou cedo, come\u00e7ou com a capa. Ent\u00e3o a gente fez essa sess\u00e3o de fotografia em casa mesmo, bem \u00e0 vontade, s\u00f3 n\u00f3s duas, por isso que pude realmente me soltar e me mostrar inteira. E a\u00ed ela trabalhou junto com um designer gr\u00e1fico que j\u00e1 est\u00e1 trabalhando com ela desde o trabalho anterior, que foi o do Dani Black, \u201cDil\u00favio\u201d, tamb\u00e9m teve a capa muito especial, o Uibir\u00e1 [Barelli], que fez toda essa coisa das linhas. A natureza est\u00e1 de outra forma no meu trabalho, n\u00e3o preciso estar pelada na cachoeira, n\u00e3o precisa mais isso. Ent\u00e3o, fiquei muito feliz com o resultado da capa e agora tem o show, o show vai ter um design bem especial.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Kii4BF2WO_Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando em fam\u00edlia, a faixa t\u00edtulo do disco \u00e9 composta pelo Arnaldo Black, por\u00e9m a pergunta que muitos fazem \u00e9 quando vir\u00e1 uma composi\u00e7\u00e3o sua com o Dani Black, seu filho. Voc\u00eas ainda n\u00e3o compuseram juntos?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, o Dani \u00e9 muito focado no trabalho dele de composi\u00e7\u00e3o, ele tem um processo de composi\u00e7\u00e3o totalmente diferente do meu, ele comp\u00f5e m\u00fasica e letra junto, na cabe\u00e7a, nem escreve, e eu gosto de compor com o parceiro ou ent\u00e3o o parceiro me d\u00e1 um poema pra eu musicar, ent\u00e3o \u00e9 bem diferente o pique de trabalho de n\u00f3s dois. Ele est\u00e1 focado totalmente na carreira dele e o Arnaldo \u00e9 o pai dele, Arnaldo Black, que \u00e9 o meu marido, ent\u00e3o a gente j\u00e1 fez muitas coisas juntos, tem muita coisa ainda nesse ba\u00fa meu e do Arnaldo que ainda n\u00e3o foram mostradas. E dessa vez eu resolvi fazer uma homenagem a ele mesmo, a este homem parceiro, maravilhoso, que est\u00e1 comigo h\u00e1 mais de 35 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Este \u00e9 seu 18\u00ba disco, ent\u00e3o voc\u00ea j\u00e1 experimentou diferentes formas de lan\u00e7amento, como voc\u00ea percebe esse consumo da m\u00fasica de forma virtual? H\u00e1 uma mudan\u00e7a no seu p\u00fablico, h\u00e1 um p\u00fablico mais jovem?<\/strong><br \/>\nSim, sim, estou sentindo uma diferen\u00e7a enorme. Primeiro, acho que \u00e9 muito mais trabalhoso do que apenas lan\u00e7ar um disco pela m\u00eddia expressa, a gente ia l\u00e1, fazia r\u00e1dio, depois fazia entrevista de jornal e pronto, mas n\u00e3o, \u00e9 uma coisa constante, que voc\u00ea tem que alimentar o tempo todo e \u00e9 a primeira vez que estou fazendo isso, com uma plataforma, tudo, ent\u00e3o estou estranhando um pouco sim, estou achando puxado. \u00c9 bem puxado! Bem diferente de tudo que eu j\u00e1 fiz, mas estou achando que o resultado \u00e9 muito r\u00e1pido, est\u00e1 sendo muito mais r\u00e1pido e o p\u00fablico jovem est\u00e1 aumentando, a gente v\u00ea pelo Facebook.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea sente que as pessoas est\u00e3o redescobrindo a sua obra?<\/strong><br \/>\nEst\u00e3o, com certeza, come\u00e7aram depois que eu lancei aquele \u00e1lbum pelo SESC. Relancei o \u201cP\u00e1ssaros na Garganta\u201d, a mo\u00e7ada ficou ligada, \u201cquero!, quero!\u201d, a mo\u00e7ada assim da nova gera\u00e7\u00e3o, porque como eu tenho dois filhos dessa gera\u00e7\u00e3o, um tem 27 e o outro tem 28, ent\u00e3o \u00e9 muito louco voc\u00ea ver esse processo ter come\u00e7ado h\u00e1 tr\u00eas anos atr\u00e1s. Ent\u00e3o o neg\u00f3cio come\u00e7ou h\u00e1 tr\u00eas anos e n\u00e3o parou mais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44053\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/tete2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/tete2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/tete2-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/tete2-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">&#8220;Outro Lugar&#8221;, faixa a faixa, por Tet\u00ea Espindola<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01 &#8211; Andorinha (Tet\u00ea Esp\u00edndola, 1985)<\/strong><br \/>\nCraviola e voz: Tet\u00ea<br \/>\nPercuss\u00e3o: Sandro Moreno<br \/>\nVibrafone: F\u00e9lix Wagner<br \/>\nUkulele: Marcos Borges<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00fasica e letra composta em Bras\u00edlia vendo um p\u00f4r-do-sol num momento de solid\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02 &#8211; Outro Lugar (Arnaldo Black, 2006)<\/strong><br \/>\nCraviola e voz: Tet\u00ea<br \/>\nPercuss\u00e3o: Sandro Moreno<br \/>\nSitar e tampura: Tuco Marcondes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arnaldo fez essa m\u00fasica para a ess\u00eancia do meu ser. Ele a fez pra mim, por mim&#8230; e eu por ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03 &#8211; Lamber Correnteza (Tet\u00ea Esp\u00edndola e Ben\u00e9 Fonteles, 2005)<\/strong><br \/>\nCraviola e voz: Tet\u00ea<br \/>\nPercuss\u00e3o: Sandro Moreno<br \/>\nPiano ac\u00fastico: Adriano Magoo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um encontro de sincronia perfeita entre uma m\u00fasica rec\u00e9m-composta por mim e uma letra rec\u00e9m-vivida por Ben\u00e9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04 &#8211; Itaver\u00e1 (Geraldo Esp\u00edndola, 1974)<\/strong><br \/>\nCraviola e voz: Tet\u00ea<br \/>\nPercuss\u00e3o: Sandro Moreno<br \/>\nSanfona: Adriano Magoo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Geraldo, meu irm\u00e3o, comp\u00f4s essa m\u00fasica quando \u00e9ramos muito jovens. Quando comecei a tocar craviola, foi esta a primeira m\u00fasica que ele me ensinou. Eu a mantive viva na mem\u00f3ria at\u00e9 que chegasse o momento de grava-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05 &#8211; Aconchego (Tet\u00ea Esp\u00edndola e Marta Catunda, 2013)<\/strong><br \/>\nCraviola e voz: Tet\u00ea<br \/>\nPercuss\u00e3o: Sandro Moreno<br \/>\nSanfona: Adriano Magoo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considero a m\u00fasica mais simples que compus na craviola. Apareceu durante uma conversa entre amigas sobre a paix\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06 &#8211; Onda do Tempo (Tet\u00ea Esp\u00edndola e Marta Catunda, 2014)<\/strong><br \/>\nCraviola e voz: Tet\u00ea<br \/>\nPercuss\u00e3o: Sandro Moreno<br \/>\nViol\u00e3o 7 cordas: Swami Jr.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa m\u00fasica foi feita logo depois que eu e Marta vimos um v\u00eddeo antigo dos anos 80 da Banda Sabor de Veneno. A saudade bateu e um chorinho nasceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07 &#8211; P\u00e9 de Vento (Tet\u00ea Esp\u00edndola e Marta Catunda, 2015)<\/strong><br \/>\nCraviola e voz: Tet\u00ea<br \/>\nPercuss\u00e3o: Sandro Moreno<br \/>\nSanfona: Adriano Magoo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa m\u00fasica foi criada pelo Skype. Eu num lugar, a Marta em outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08 &#8211; Luz e Anzol (Tet\u00ea Esp\u00edndola e Arrigo Barnab\u00e9, 1979-2015)<\/strong><br \/>\nCraviola e voz: Tet\u00ea<br \/>\nHarpa Paraguaia: Marcelo Loureiro<br \/>\nPercuss\u00e3o: Sandro Moreno<br \/>\nColagem sonora: canto da araponga<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Achei este poema que o Arrigo escreveu em um dos meus cadernos antigos, o come\u00e7o de tudo, e na mesma hora peguei a craviola e criei essa \u201cguar\u00e2nia-blues\u201d. Isso foi em 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09 &#8211; Anjo S\u00f3 (Tet\u00ea Esp\u00edndola e Luisa Gimenez, 1996)<\/strong><br \/>\nCraviola e voz: Tet\u00ea<br \/>\nPercuss\u00e3o: Sandro Moreno<br \/>\nBaixo Ac\u00fastico: Emek Evci.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luisa fez esse poema, mas eu demorei a musica-lo. Quando finalmente o estreei pude sentir a presen\u00e7a luminosa de algo entrando no teatro. Desde ent\u00e3o ele me acompanha como um talism\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10 &#8211; Bodoque (Tet\u00ea Esp\u00edndola e Marta Catunda, 2008)<\/strong><br \/>\nCraviola e voz: Tet\u00ea<br \/>\nVoz: Gilson Esp\u00edndola<br \/>\nPercuss\u00e3o: Sandro Moreno<br \/>\nVioloncelo: Mimi Sunnerstam<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa m\u00fasica foi feita por peda\u00e7os. A parte B veio primeiro e s\u00f3 depois fizemos a parte A numa viagem pelo interior do Mato Grosso ao som de cigarras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11 &#8211; El\u00e9trico Beijo (Philippe Kadosch, Arnaldo Black e Tet\u00ea Esp\u00edndola, 2001)<\/strong><br \/>\nCraviola e voz: Tet\u00ea<br \/>\nBaixo Ac\u00fastico: Emek Evci<br \/>\nVoz, violinos e viola: Rosalie Hartog<br \/>\nVioloncelo: Mimi Sunnerstam<br \/>\nArranjo: Alexandre Mihanovich<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kadosch me deu de presente essa guar\u00e2nia erudita, inspirado na minha terra. Quando ele visitou a primeira vez o Mato Grosso, a ideia da letra surgiu, e convidamos Arnaldo para finaliza-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>12 &#8211; Boca (Tet\u00ea Esp\u00edndola e Manoel de Barros, 1987)<\/strong><br \/>\nVozes: Tet\u00ea Esp\u00edndola.<br \/>\nColagem sonora: \u00e1gua e vento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse poema foi musicado para o filme \u201cCaramujo-Flor\u201d, de Joel Pizzini, no qual apare\u00e7o cantando \u00e0 capella gr\u00e1vida de 7 meses do meu primog\u00eanito Dani Black. As vozes gravadas aqui representam a harmonia da m\u00fasica que criei na craviola toda na tonalidade R\u00e9.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uRDGbAJZIXc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a> \u00e9 jornalista e colabora com o sites <a href=\"http:\/\/www.aescotilha.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Escotilha<\/a> e Scream &amp; Yell. Faixa a faixa por Tet\u00ea Espindola. A foto que abre o texto \u00e9 de Patricia Black \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Reunindo um repert\u00f3rio atemporal, sobre cen\u00e1rios reais e imagin\u00e1rios, \u201cOutro Lugar\u201d apresenta uma Tet\u00ea delicada num repert\u00f3rio que une can\u00e7\u00f5es de 1974 a 2015\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/09\/08\/entrevista-tete-espindola\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":44052,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2241],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44051"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44051"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44051\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44054,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44051\/revisions\/44054"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44052"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44051"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44051"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44051"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}