{"id":44013,"date":"2017-09-06T23:23:29","date_gmt":"2017-09-07T02:23:29","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=44013"},"modified":"2017-10-30T10:15:03","modified_gmt":"2017-10-30T12:15:03","slug":"entrevista-tony-babalu-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/09\/06\/entrevista-tony-babalu-2\/","title":{"rendered":"Entrevista: Tony Babalu"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lend\u00e1rio guitarrista brasileiro que acompanhou os irm\u00e3os Vecchione durante d\u00e9cadas no Made in Brazil, tendo gravado com a banda os seminais \u00e1lbuns \u201cMade in Brazil\u201d (1974), \u201cJack O Estripador\u201d (1976), \u201cMassacre\u201d (1977) e \u201cPaulic\u00e9ia Desvairada\u201d (1978), entre outros, <a href=\"http:\/\/www.tonybabalu.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tony Babalu<\/a> chega ao seu terceiro trabalho solo, \u201cLive Sessions II\u201d (2017), um \u00e1lbum gravado ao vivo no formato quarteto no m\u00edtico est\u00fadio Mosh, no bairro da Pompeia, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Mosh \u00e9 o est\u00fadio ideal para esse tipo de trabalho por, entre outros fatores, conservar os equipamentos anal\u00f3gicos originais (muitos deles da d\u00e9cada de 60) em perfeito estado\u201d, conta Tony em entrevista ao Scream &amp; Yell. De \u201cLive Sessions at Mosh\u201d, o primeiro volume lan\u00e7ado em 2014, apenas uma mudan\u00e7a: o baterista Franklin Paolillo passou as baquetas para Percio Sapia, que \u201cse adaptou rapidamente com o Adriano Augusto (teclados) e o Leandro Gusman (baixo)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seis faixas in\u00e9ditas tendendo ao blues, mas que tamb\u00e9m namoram o funk e a latinidade, \u201cLive Sessions II\u201d exibe um quarteto entrosado que valoriza o timbre met\u00e1lico da Fender Strato 73 de Tony, comprada \u201cdo saudoso Wander Taffo\u201d, conta o guitarrista, que compara o envelhecimento do instrumento ao u\u00edsque ou vinho: \u201cGuitarras antigas n\u00e3o s\u00e3o meramente rel\u00edquias, o diferencial delas est\u00e1 na sonoridade singular de cada uma\u201d, explica. No bate papo abaixo ele fala mais sobre o \u00e1lbum, Fender Strato e Made in Brazil. Confira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" style=\"border: none;\" src=\"http:\/\/files.podsnack.com\/iframe\/embed.html?hash=avt32955&amp;t=1503665285\" width=\"750\" height=\"265\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pelo jeito, o &#8220;Live Sessions at Mosh&#8221; (2014) deixou voc\u00ea bastante satisfeito, certo, Tony? Afinal j\u00e1 est\u00e1 rendendo um volume II. Esses seis temas s\u00e3o todos novos?<\/strong><br \/>\nVerdade, o projeto de gravar analogicamente e ao vivo acabou dando t\u00e3o certo que naturalmente surgiu o consenso de todos da banda em ampliar o repert\u00f3rio, mantendo o mesmo conceito no &#8220;volume II&#8221;, o que acabou unificando as duas obras. Os temas foram compostos ao longo de 2016, elaborados durante os ensaios, e em alguns casos finalizados na pr\u00f3pria grava\u00e7\u00e3o, por conta dos improvisos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Novamente voc\u00ea gravou no Mosh. Por que esse est\u00fadio em especial?<\/strong><br \/>\nO Mosh \u00e9 o est\u00fadio ideal para esse tipo de trabalho por, entre outros fatores, conservar os equipamentos anal\u00f3gicos originais (muitos deles da d\u00e9cada de 60) em perfeito estado, como compressores, mesas e sistema de capta\u00e7\u00e3o em fitas de rolo, al\u00e9m de t\u00e9cnicos familiarizados e identificados com a proposta. Fundado no final da d\u00e9cada de 70 no bairro da Pompeia, o Mosh \u00e9 um dos raros est\u00fadios que oferece a oportunidade de recriar os sons das d\u00e9cadas de 60 e 70 sem necessidade de recorrer a simuladores eletr\u00f4nicos e outros &#8220;truques de est\u00fadio&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gostaria que voc\u00ea falasse sobre sua paix\u00e3o pela Fender Strato. Sempre foi ela?<\/strong><br \/>\nSempre foi ela, especialmente em grava\u00e7\u00f5es. A hist\u00f3ria dessa guitarra remonta a 1976 (!), quando a comprei do saudoso Wander Taffo, um dos maiores guitarristas que o Brasil j\u00e1 teve, e desde ent\u00e3o o timbre met\u00e1lico dela me conquistou para sempre. Tenho tamb\u00e9m muita facilidade em toc\u00e1-la, e para esse tipo de instrumento feito com madeira, a passagem do tempo conta a favor, funciona meio que como whisky ou vinho&#8230; Guitarras antigas (no caso dessa o ano de fabrica\u00e7\u00e3o \u00e9 1973) n\u00e3o s\u00e3o meramente rel\u00edquias, o diferencial delas est\u00e1 na sonoridade singular de cada uma. J\u00e1 tive e tenho outras guitarras, mas na hora de registrar algo ou mesmo tocar ao vivo a escolha final \u00e9 sempre a mesma.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PjfqoFhseTU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma das minhas faixas favoritas no disco \u00e9 \u201cVeia Latina\u201d. Como ela surgiu?<\/strong><br \/>\nSurgiu mais como uma &#8220;curti\u00e7\u00e3o coletiva&#8221;, uma daquelas &#8220;jams&#8221; de ensaio que acabam entrando no repert\u00f3rio despretensiosamente, e muitas vezes roubam a cena&#8230; A partir de um riff ou uma &#8220;levada&#8221; b\u00e1sica que pode ser interpretada como mambo, bolero, salsa ou mesmo rumba, &#8220;Veia Latina&#8221; favorece os improvisos, e a cada execu\u00e7\u00e3o o resultado difere do anterior, tanto nos solos quanto no tempo final da m\u00fasica. \u00c9 o momento do show e do disco em que a banda toca livre e todos t\u00eam o seu espa\u00e7o, com poucas regras e conven\u00e7\u00f5es, uma festa para os m\u00fasicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u201cLive Sessions II\u201d teve um pr\u00e9-lan\u00e7amento no Instrumental Sesc Brasil (que o leitor pode assistir logo abaixo). Voc\u00ea est\u00e1 levando para o palco a mesma banda que gravou o disco? Como foi esse show e como est\u00e1 o entrosamento (no Live Sessions I era o Franklin Paolillo na bateria, certo?) do trio que te acompanha?<\/strong><br \/>\nSim, no primeiro disco o batera foi o Franklin, meu amigo de inf\u00e2ncia e refer\u00eancia no instrumento, mas houve problemas de agenda e para o &#8220;Live Sessions II&#8221; entrou o Percio Sapia, outro grande m\u00fasico e que se adaptou rapidamente com o Adriano Augusto (teclados) e o Leandro Gusman (baixo), sendo essa a forma\u00e7\u00e3o atual da banda, tanto na grava\u00e7\u00e3o do &#8220;Live Sessions II&#8221; quanto em shows. O entrosamento foi instant\u00e2neo, muito pelo fato dos tr\u00eas serem ex\u00edmios instrumentistas e terem as mesmas influ\u00eancias na forma\u00e7\u00e3o musical, al\u00e9m da experi\u00eancia profissional em outros trabalhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tem uma hist\u00f3ria enorme com o Made in Brazil. H\u00e1 algo deles que voc\u00ea consegue identificar neste seu novo trabalho? O qu\u00e3o o Made \u00e9 importante na sua vida?<\/strong><br \/>\nBom, Marcelo, o Made para mim (e para muitos outros m\u00fasicos) funciona como uma escola permanente, pela autenticidade e fidelidade obsessiva dos irm\u00e3os Vecchione (Oswaldo e Celso) ao rock e ao blues de raiz, pela persist\u00eancia e garra necess\u00e1rias para manter uma banda de rock em um pa\u00eds como o nosso por 50 anos ininterruptamente, e por muitas coisas al\u00e9m disso, sendo essas duas as principais. Tenho a hist\u00f3ria dessa banda em meu DNA e me orgulho disso, no primeiro &#8220;Live Sessions&#8221; a m\u00fasica &#8220;Vecchione Brothers&#8221; \u00e9 dedicada aos dois, e nesse segundo disco a que mais remete ao som do Made acredito que seja a faixa de abertura, &#8220;Locomotiva&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wbBIAIIMC5s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NKlpLg7HJB4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KLXDrbZLy4s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Lend\u00e1rio guitarrista brasileiro que acompanhou os irm\u00e3os Vecchione durante d\u00e9cadas no Made in Brazil, Tony Babalu apresenta seu terceiro disco solo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/09\/06\/entrevista-tony-babalu-2\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":44009,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2231],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44013"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44013"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44013\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44014,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44013\/revisions\/44014"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44009"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44013"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44013"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44013"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}