{"id":43943,"date":"2017-08-31T23:37:54","date_gmt":"2017-09-01T02:37:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43943"},"modified":"2017-09-24T23:58:35","modified_gmt":"2017-09-25T02:58:35","slug":"entrevista-alf-sa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/08\/31\/entrevista-alf-sa\/","title":{"rendered":"Entrevista: Alf S\u00e1"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agitador da cena musical de Bras\u00edlia nos anos 90, quando comprou um gravador de quatro canais port\u00e1til e, em seu quarto, registrou as primeiras demos de muitas bandas da cena local, Luiz Eduardo S\u00e1 foi integrante de algumas das principais bandas de rock da capital federal da gera\u00e7\u00e3o 1990\/2000 tocando no Rumbora, C\u00e2mbio Negro, Raimundos e Supergalo. Ap\u00f3s voltar para a cidade em 2009, Alf se viu sozinho e decidiu investir numa busca solit\u00e1ria que lhe rendeu o primeiro \u00e1lbum solo, o rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u201cVoc\u00ea J\u00e1 Est\u00e1 Aqui\u201d, cujo &#8220;o foco musical principal do disco \u00e9 o groove, a percussividade&#8221;, avisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, apesar de solo, Alf S\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 sozinho. Ele toca todas as guitarras do disco e o baixo em 12 das 13 faixas, mas v\u00e1rios amigos marcam presen\u00e7a no \u00e1lbum, de Black Alien (\u201c\u00c9 um artes\u00e3o das rimas, sou grande f\u00e3 dele h\u00e1 muito tempo\u201d) a Fred \u201cRaimundos\u201d Castro (\u201cO Fred \u00e9 irm\u00e3o, a primeira banda que toquei com ele foi quando t\u00ednhamos uns 16 anos\u201d), de Deb Babil\u00f4nia, vocalista do Deb &amp; The Mentals (\u201c\u00c9 outra preciosidade brasiliense\u201d) ao saudoso Pedro Souto, jovem baixista que faleceu em maio deste ano v\u00edtima de um aneurisma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVoc\u00ea J\u00e1 Est\u00e1 Aqui\u201d ainda destaca um trabalho gr\u00e1fico primoroso, da capa bel\u00edssima ao encarte que traz uma imagem exclusiva para cada m\u00fasica e que funciona como um livro para colorir. \u201cPor isso todas as imagens s\u00e3o em preto e branco e em um papel diferente da capa\u201d, conta Alf em entrevista ao Scream &amp; Yell, alertando \u00e0queles que tiverem receio de desenhar o encarte: \u201cAs imagens est\u00e3o no <a href=\"http:\/\/www.alfsamusic.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.alfsamusic.com<\/a> para quem quiser baixar em A4 e se aventurar sem o risco de se arrepender (risos)\u201d. Ou\u00e7a \u201cVoc\u00ea J\u00e1 Est\u00e1 Aqui\u201d abaixo (&#8220;Quis um disco sexy, misterioso e quente&#8221;, explica) e confira o bate papo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sGqjVTBQKCQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 estar solo ap\u00f3s trabalhar com tantas bandas? Como foi a experi\u00eancia de criar \u201cVoc\u00ea J\u00e1 Est\u00e1 Aqui\u201d sendo sua estreia como solista?<\/strong><br \/>\n\u00c9 continuar a trilha na forma que ele me foi apresentada, n\u00e3o foi uma decis\u00e3o planejada. No final de 2009 voltei a morar em Bras\u00edlia e me vi longe dos meus parceiros de bandas. Quando percebi que meus amigos m\u00fasicos de l\u00e1 ou j\u00e1 tinham banda fixa ou tinham partido pra outra resolvi botar em pr\u00e1tica algo que sempre ensaiei, mas nunca fui at\u00e9 o fim, pois sempre dei prefer\u00eancia \u00e0 ter banda com os amigos, um projeto onde criasse, produzisse e tocasse tudo. Controle criativo total. Foi uma busca solit\u00e1ria, mas ao mesmo tempo libertadora, pois a decis\u00e3o era unicamente minha. Nesse contexto, foi uma volta aos tempos de quando comprei o meu primeiro gravador de quatro canais no come\u00e7o da adolesc\u00eancia e fazia meus experimentos. As primeiras investidas foram de muito experimentalismo e busca. Com o que se tem hoje \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o tudo \u00e9 poss\u00edvel, ent\u00e3o tinham m\u00fasicas que tinham absolutamente tudo mesmo, rsrs, metais, cordas, percuss\u00f5es\u2026 O HD era o limite, rsrs. Da\u00ed as coisas foram decantando e os caminhos se conectando. Em 2013 lancei tr\u00eas singles (que vieram de b\u00f4nus no \u00e1lbum) de uma fase intermedi\u00e1ria do processo e que geraram os primeiros shows, clipes e a forma\u00e7\u00e3o da banda ao vivo. Fiz tudo no meu quarto. Produzi, cantei, toquei todos os instrumentos. Meu amigo Frango Kaos (Galinha Preta) me ajudou a mixar e mandei masterizar com o Tim Young (Massive Attack, Madonna, Bjork, Nick Cave) em Londres. Em 2014 comecei um processo de volta pra SP e em 2015, j\u00e1 estabelecido, finalizei o repert\u00f3rio j\u00e1 em uma 3\u00aa fase desse processo criativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea toca baixo e guitarra em quase todas as faixas, certo? Como voc\u00ea lida com esses instrumentos? O que voc\u00ea buscou valorizar de caracter\u00edsticas em cada um deles? Qual o som que voc\u00ea quis imprimir a \u201cVoc\u00ea J\u00e1 Est\u00e1 Aqui\u201d?<\/strong><br \/>\nSim, toco as guitarras em todas e o baixo em 12 das 13 faixas, mas n\u00e3o s\u00f3 isso, a fomeagem foi geral, rsrs. Segui a linha dos primeiros singles. Compus, arranjei e gravei tudo em casa primeiro. Quando o Biu (Rumbora) se juntou para produzir comigo e surgiu a possibilidade do crowdfunding, decidi regravar tudo e chamar os amigos pra participar. Mas j\u00e1 estava tudo l\u00e1. Levadas de bateria, percuss\u00e3o, grooves de baixo, riffs e harmonias de guitarra, teclados, vozes, tudo. Arranjos completos. Sempre tive esse interesse geral pela m\u00fasica. Quando comecei a ter banda ali pelos 11, 12 anos, fiquei em d\u00favida qual instrumento tocaria porque queria todos, rsrs. Primeiro, fiz um test-drive com a bateria de um amigo, mas por morar em apartamento ficou meio complicado e a\u00ed comprei o baixo com uma grana que havia ganhado dan\u00e7ando break. Maravilhas dos anos 80. Um pr\u00e9-adolescente b-boy p\u00f3s-punk, hahahaha. O baixo j\u00e1 estava na mira desde pequeno por ser enlouquecido por black music e por ser muito f\u00e3 do John Taylor (baixista do Duran Duran) e de todas as bandas que vinham naquele contexto p\u00f3s-punk que tinha o baixo muito presente. Estava ouvindo ontem o 1\u00ba da Legi\u00e3o, por exemplo. Como bom candango foi o primeiro \u00e1lbum que aprendi a tocar todas as m\u00fasicas. O baixo comanda o disco inteiro. O Negrete construiu altas linhas. Por muito tempo foi meu instrumento principal e com a feitura desse disco solo voltou pra linha de frente. Pra inten\u00e7\u00e3o e os arranjos de cada instrumento terem o que mereciam mergulhei no pensamento dos instrumentistas. Pensei quais eram meus bateristas preferidos, por exemplo. As levadas que mais me marcaram e serviam pro que estava procurando. Que tipo de equipamento e como usavam pra chegarem nos &#8220;efeitos&#8221; que me pegaram. Mesma coisa com os teclados e todos os outros instrumentos, inclusive as programa\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas. Um dos primeiros discos que viciei quando tinha uns 6 anos foi \u201cThe Man Machine\u201d, do Kraftwerk, e isso ficou de certa forma impregnado no meu sub-consciente e ainda \u00e9 uma grande influ\u00eancia. Claro que nunca \u00e9 t\u00e3o calculado, muita coisa vem instintivamente e tamb\u00e9m sempre acontecem os \u201cacidentes felizes\u201d onde algo imprevisto e \u00fanico acontece, al\u00e9m disso, sempre quem mandou foi a can\u00e7\u00e3o. Dito isso, o foco musical principal do disco \u00e9 o groove. A percussividade. Mesmo os riffs de guitarra. V\u00e1rios vieram primeiro de uma c\u00e9lula r\u00edtmica que depois transformei em riff e a\u00ed se somaram dedilhados p\u00f3s-punk, funks \u00e0 la Nile Rodgers, viol\u00e3o de afro-samba, Cartola, Gonzag\u00e3o, Tim Maia, Tom Jobim\u2026 No disco tentei resumir elementos que me fizeram querer fazer m\u00fasica, o que me encantou em cada instrumento l\u00e1 no come\u00e7o. Tive que fazer uma regress\u00e3o pra isso. Voltar ali pelos meus 10, 12 anos de idade onde se confundia isso tudo: funk, disco, p\u00f3s-punk, new wave, technopop, Led Zeppelin, Kraftwerk, as bandas de Bras\u00edlia, a m\u00fasica brasileira que ouvia atrav\u00e9s dos meus pais e fundir todas essas influ\u00eancias e sonoridades com o que aprendi ao longo desses anos. Quis um disco sexy, misterioso e quente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nesses tempos de streaming, MP3 e m\u00fasica compartilhada pela web, muito pouca gente valoriza o encarte de um disco como deveria. No caso do \u201cVoc\u00ea J\u00e1 Est\u00e1 Aqui\u201d, o encarte \u00e9 incr\u00edvel porque voc\u00ea incluiu uma ilustra\u00e7\u00e3o para cada can\u00e7\u00e3o! Como surgiu essa ideia e como foi trabalhar isso?<\/strong><br \/>\nSou f\u00e3 de m\u00fasica que remeta a sensa\u00e7\u00e3o visual. Que conte uma hist\u00f3ria. O \u201cSobrevivendo no Inferno\u201d, dos Racionais, \u00e9 um exemplo incr\u00edvel disso. Renato Russo era mestre tamb\u00e9m. O 1\u00ba dos Raimundos. Leonard Cohen\u2026 Por isso, todas as letras do disco s\u00e3o hist\u00f3rias. Pra refor\u00e7ar isso, desde o in\u00edcio disso tudo l\u00e1 em 2010, 2011, tive essa ideia de que cada m\u00fasica deveria ter sua pr\u00f3pria imagem o que gerou praticamente uma capa de disco para cada uma delas. Contei a ideia pra minha namorada, Luciana Tolentino, que \u00e9 artista visual e ela abra\u00e7ou na hora fazendo um trabalho primoroso. Al\u00e9m disso, eu queria que o \u00e1lbum (n\u00e3o s\u00f3 o cd, pois ainda quero lan\u00e7\u00e1-lo em vinil) tivesse algo que fizesse sentido ter a vers\u00e3o \u201cf\u00edsica\u201d nos dias de hoje e que as pessoas pudessem interagir. Da\u00ed ela deu a ideia de faz\u00ea-lo como um livro para colorir. Por isso todas as imagens s\u00e3o em preto e branco e em um papel diferente da capa. Foi um processo longo e trabalhoso, assim como a grava\u00e7\u00e3o, ficamos meses pesquisando refer\u00eancias, ela desenhando, eu montando, editando e n\u00f3s dois dirigindo um ilustrador que contratei para traduzir pro digital tudo o que quer\u00edamos. As imagens est\u00e3o no <a href=\"http:\/\/www.alfsamusic.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.alfsamusic.com<\/a> para quem quiser baixar em A4 e se aventurar sem o risco de se arrepender, rsrs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco tem v\u00e1rias participa\u00e7\u00f5es bacanas numa mistura interessante de nomes j\u00e1 com bastante estrada (Black Alien, Fred Raimundos, PJ, do Jota Quest, o Mal\u00e1sia, da Ultramen) e gente nova de talento como a Deb Babil\u00f4nia (Deb &amp; The Mentals) e o saudoso Pedro Souto (Almirante Shiva). Como foi trabalhar com essa galera?<\/strong><br \/>\nFoi massa demais. Tudo muito natural e divertido. Todos grandes amigos que admiro muito. O Gustavo (Black Alien) \u00e9 um artes\u00e3o das rimas, sou grande f\u00e3 dele h\u00e1 muito tempo. J\u00e1 tinha feito parcerias com sua alma g\u00eamea na rima, nosso saudoso Speed, mas ainda n\u00e3o t\u00ednhamos feito nada juntos. J\u00e1 tava mais que na hora e, como sempre, ele chegou l\u00e1 e apavorou. Ele t\u00e1 num fase foda. Muito inspirado e inspirador. Fizemos um show juntos outro dia e foi monstro. O Fred \u00e9 irm\u00e3o, a primeira banda que toquei com ele foi o \u201cRoque &amp; Os Biles\u201d, contempor\u00e2neo do Little Quail, quando t\u00ednhamos uns 16 anos. Depois nos Raimundos e no Supergalo. Quando comecei o crowdfunding pedi pra ele fazer um v\u00eddeo pra ajudar a divulgar e no mesmo v\u00eddeo ele me intimou a participar. N\u00e3o precisou pedir duas vezes, hehehe. Na \u00e9poca da grava\u00e7\u00e3o ele estava em turn\u00ea com os Autoramas e criou uma escala no voo pra participar. Chegou ao est\u00fadio em S\u00e3o Paulo vindo de Porto Alegre, descemos umas geladas, ele desceu a marreta na mesma faixa que o Black Alien participou, \u201cAtrav\u00e9s do Espelho\u201d, tomamos mais algumas, demos muita risada e ele seguiu pro Rio. Foi r\u00e1pido, mas como sempre muito divertido, o Fred al\u00e9m de ter uma pegada \u00fanica na bateria tem um puta astral. Uma pessoa muito legal de ter perto. O PJ \u00e9 outro amigo das antigas que me intimou, rsrs, dessa vez pelo whatsapp: \u201cE a\u00ed, quer que eu participe?\u201d Claro, n\u00e9? O cara \u00e9 um monstro do groove. A gente se conheceu no comecinho dos 90. Antes de cairmos nessa vida loca de m\u00fasico brasileiro. Ele j\u00e1 morava em BH, mas tava visitando o pai em Bras\u00edlia e aproveitou pra dar um curso de t\u00e9cnica de \u201cslap\u201d em uma escola de m\u00fasica por l\u00e1, rsrs. Eu tinha uns 18 anos, tava fissurado no Flea e em outros baixistas de funk-rock e prestes a me mudar pros EUA pra estudar na Berklee. Resolvi ver qual era a do curso dele e j\u00e1 viramos brothers na primeira aula. Quando ele mandou a mensagem eu j\u00e1 tinha gravado todos os baixos (menos \u201cSex no Banheiro\u201d que tinha guardado pro Pedro Souto, que fazia parte da minha banda ao vivo, gravar), mas claro que n\u00e3o ia dispensar a participa\u00e7\u00e3o do meu irm\u00e3o dos graves. \u201cMandinga\u201d, por ser a mais \u201cfunky\u201d do disco, pareceu a mais apropriada. Ele adicionou uns overdubs de baixo com envelope filter, um efeito muito usado pelo mestre Bootsy Collins e pelo pr\u00f3prio Flea, que deu o molho final nessa faixa que terminou com tr\u00eas baixos, uma orgia baix\u00edstica. Massa! \u00c9 foda falar do Pedro depois dessa fatalidade. Pensa num cara talentoso, cora\u00e7\u00e3o e com um futuro incr\u00edvel. Era o Pedro. Eu tinha ele meio como irm\u00e3o mais novo, quase como um filho, tentava sempre dar uns toques da minha experi\u00eancia e aprendia muito com ele tamb\u00e9m. Os anos que tocamos juntos foram muito marcantes. Ensai\u00e1vamos quatro vezes por semana. A banda estava na ponta dos cascos. Fizemos altos shows. Um puta som e nos divert\u00edamos muito. Tenho muitas saudades. Torcia pro Almirante Shiva se mudar pra SP e retomarmos. Era engra\u00e7ado porque ele era um cara super novo que bebia muito nas ra\u00edzes do rock e eu muito mais velho sou um cara \u00e1vido por novidades, ent\u00e3o eu mostrava as bandas novas pra ele e ele me mostrava obscuridades dos anos 60 e tal. N\u00e3o tinha como o Pedro n\u00e3o participar. Calhou de ter um show do Almirante Shiva na mesma \u00e9poca em que eu estava gravando os baixos e aproveitamos. Foi na casa do Biu (Rumbora). Tem alguns v\u00eddeos dele gravando com o \u201cRick\u201d, o baixo RIckenbaker que ele amava e tinha um puta orgulho. A Deb \u00e9 outra preciosidade brasiliense. Tem uma banda massa: Deb &amp; The Mentals. Ela tem muita presen\u00e7a. Apesar de sermos de Bras\u00edlia s\u00f3 a conheci em S\u00e3o Paulo, mas rapidinho j\u00e1 virou parceira tamb\u00e9m. Ela canta na mesma faixa que o Pedro tocou, \u201cSex no Banheiro\u201d. Super sexy. Mal\u00e1sia \u00e9 sempre grande presen\u00e7a. O nosso Mal\u00e1. Nos conhecemos na virada pros 2000. Eu com o Rumbora, ele com a Ultramen. V\u00e1rios shows juntos e muita hist\u00f3ria. \u00c9 uma banda que levo no cora\u00e7\u00e3o. Passei as m\u00fasicas pra ele que adorou e executou lindamente. Uma coisa massa que fugiu do script foi que na faixa \u201cAtrav\u00e9s do Espelho\u201d eu tinha uma levada de candombl\u00e9 da Bahia pra ele tocar na parte do Black Alien e da\u00ed ele mostrou uma do Sul que eu n\u00e3o conhecia. Acabamos colocando as duas junto com riffs de guitarra, claps 808 e o Black Alien rimando em cima. Mais sincr\u00e9tico imposs\u00edvel. O Mal\u00e1sia falou que eu inventei o Candombl\u00e9 Progressivo, hahahaha. Outra participa\u00e7\u00e3o importante foi a do Iuri Rio Branco, m\u00fasico de Bras\u00edlia e meu parceiro nas bateras da banda ao vivo desde que botei o bloco na rua em 2013. Monstrinho. Gravou as baterias das outras sete faixas em um dia. Toca muito e tem uma musicalidade incr\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa coisa de gravar solo e tocar v\u00e1rios instrumentos sempre levanta a quest\u00e3o de como o disco funciona ao vivo. Quem est\u00e1 te acompanhando na estrada e como tem sido os shows? S\u00f3 can\u00e7\u00f5es do \u201cVoc\u00ea J\u00e1 Est\u00e1 Aqui\u201d ou rola tamb\u00e9m Rumbora e Supergalo?<\/strong><br \/>\nFunciona muito bem , obrigado, rsrs. A quest\u00e3o \u00e9 que \u00e9 um disco muito vivo, dan\u00e7ante e n\u00e3o \u00e9 mirabolante de uma forma que fique descaracterizado no palco. Estou realizando planos que tenho feito h\u00e1 anos. Um deles \u00e9 ter v\u00e1rios formatos. J\u00e1 fiz shows com dois deles: um trio comigo na voz, guitarra, programa\u00e7\u00f5es e teclados, o Iuri na bateria e Thiago Buda (Kubata, Samuca &amp; A Selva) no baixo; e outro em um formato one-man-band no esquema Live PA, como o que se usa na m\u00fasica eletr\u00f4nica, onde canto, toco baixo, teclados e manipulo as can\u00e7\u00f5es ao vivo. Agora estou ensaiando em duo com o Iuri na bateria num formato que mistura esses outros dois e t\u00e1 ficando muito interessante, gerando v\u00e1rias possibilidades. No show toco v\u00e1rias can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum solo, obviamente, mas n\u00e3o deixo de lado o que ajudei a construir com meus amigos do Rumbora e do Supergalo. Vou variando. Toco umas em um show, outras em outro, dependendo fa\u00e7o vers\u00f5es fi\u00e9is \u00e0s originais e em outras toco vers\u00f5es especiais. Os shows nunca s\u00e3o iguais. Tem umas vers\u00f5es 2017 bem massa, a galera tem curtido e cantado tudo junto. O mais sensacional foi no show de lan\u00e7amento ver todo mundo cantando as m\u00fasicas novas. Bonito demais. Tempo bom \u00e9 agora e aqui.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/g0sETrB0C1M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/m8WcCuw41wI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EioemH_2Fko?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ronaldofranco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ronaldo Franco<\/a> \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Alf  decidiu investir numa busca solit\u00e1ria que lhe rendeu o primeiro \u00e1lbum solo, o rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u201cVoc\u00ea J\u00e1 Est\u00e1 Aqui\u201d, cujo &#8220;o foco musical principal do disco \u00e9 o groove, a percussividade&#8221;, avisa\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/08\/31\/entrevista-alf-sa\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":43944,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2218],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43943"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43943"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43943\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43950,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43943\/revisions\/43950"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43944"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43943"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43943"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43943"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}