{"id":43915,"date":"2017-08-28T11:27:37","date_gmt":"2017-08-28T14:27:37","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43915"},"modified":"2017-09-20T11:44:20","modified_gmt":"2017-09-20T14:44:20","slug":"entrevista-motormama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/08\/28\/entrevista-motormama\/","title":{"rendered":"Entrevista: Motormama"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">18 anos de banda, quatro \u00e1lbuns, dois EPs, um compacto em vinil e a experi\u00eancia de quem j\u00e1 tocou em um dos melhores festivais do planeta, o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/29\/entrevista-alberto-guijarro-primavera-sound\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Primavera Sound<\/a>, em Barcelona. Eis a credenciais iniciais do Motormama, quinteto de Riberi\u00e3o Preto, interior de S\u00e3o Paulo, que nasceu das cinzas do Motorcycle Mama (Neil Young \u00e9 refer\u00eancia), uma banda que viveu os anos (n\u00e3o t\u00e3o) dourados da cena guitar nacional (rememorados em document\u00e1rios como \u201cSem Dentes &#8211; Banguela Records E A Turma de 94&#8243; e \u201cTime Will Burn\u201d), mas decidiu se reinventar no final do s\u00e9culo apostando na jun\u00e7\u00e3o de rock regressivo, psicodelia, indie e folk rock. Nascia o Motormama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO grupo \u00e9 uma esp\u00e9cie de denominador comum de cinco pessoas que tem vidas bem diferentes\u201d, explica o guitarrista e vocalista R\u00e9gis Martins, um dos tr\u00eas integrantes da forma\u00e7\u00e3o original da banda, em conversa por e-mail. \u201cNosso amor \u00e0 m\u00fasica \u00e9 o que nos une porque se a gente pensasse apenas na grana, o Motormama n\u00e3o existiria h\u00e1 muito tempo\u201d, ele conta. Esse amor \u00e0 m\u00fasica acaba de render o quatro \u00e1lbum do grupo, \u201cFogos de Artif\u00edcio\u201d, lan\u00e7ado no primeiro semestre de 2017 pelo selo <a href=\"http:\/\/mmrecords.com.br\/motormama\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">midsummer madness<\/a>, a mesma casa pela qual sa\u00edram \u201cCarne de Pesco\u00e7o\u201d (2003), \u201cA Leg\u00edtima Cia Fantasma\u201d (2006), \u201cAloha Esquim\u00f3\u201d (2010) e o compacto em vinil \u201cFlores Sujas no Quintal\u201d (2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dispon\u00edvel para <a href=\"https:\/\/midsummermadness.bandcamp.com\/album\/fogos-de-artif-cio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">download e audi\u00e7\u00e3o no Bandcamp<\/a>, \u201c\u2019Fogos de Artif\u00edcio\u2019 \u00e9 uma esp\u00e9cie de resposta ensolarada a \u2018Aloha Esquim\u00f3\u2019, um dos discos mais melanc\u00f3licos que j\u00e1 gravamos\u201d, avisa R\u00e9gis. Segundo o guitarrista, o novo \u00e1lbum combina coes\u00e3o roqueira com psicodelia, traz oito faixas (divididas no CD em lado A e lado B) e \u00e9 um disco para o palco. Feliz com o resultado do \u00e1lbum, R\u00e9gis Martins conversou com o Scream &amp; Yell sobre as diferen\u00e7as entre ter uma banda nos anos 90 e hoje em dia, a loucura de tocar em um festival como o Primavera Sound, o desejo de lan\u00e7ar o novo disco em vinil e o pr\u00f3ximo clipe, em fase de edi\u00e7\u00e3o, feito \u201cnum esquema guerrilha total com amigos ajudando\u201d. Confira o bate papo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dPQfkRY26V8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Motormama parece manter um padr\u00e3o de lan\u00e7amentos: o \u201cCarne de Pesco\u00e7o\u201d \u00e9 de 2003; \u201cA Leg\u00edtima Cia Fantasma\u201d saiu em 2006; \u201cAloha Esquim\u00f3\u201d \u00e9 de 2010 e pra dizer que o espa\u00e7o entre ele e o novo \u201cFogos de Artificio\u201d \u00e9 maior, houve o compacto em vinil \u201cFlores Sujas no Quintal\u201d em 2013, o que me faz perguntar como funciona a banda no dia a dia de voc\u00eas? Voc\u00eas est\u00e3o juntos h\u00e1 tanto tempo e sempre criando coisas novas&#8230;<\/strong><br \/>\nExiste um padr\u00e3o mesmo, mas \u00e9 algo t\u00e3o inconsciente que, se voc\u00ea n\u00e3o me falasse antes, eu nem perceberia (hehe). Detesto deixar a banda muito tempo sem lan\u00e7ar algo. Gostaria de ser como Ty Segall, Thee Oh Sees ou Jack White e lan\u00e7ar coisas novas anualmente, mas isso no Brasil \u00e9 algo impens\u00e1vel. Legal voc\u00ea lembrar que entre \u201cAloha Esquim\u00f3\u201d e \u201cFogos de Artif\u00edcio\u201d, existe \u201cFlores Sujas do Quintal\u201d que eu considero um lan\u00e7amento muito importante na nossa discografia. No mais, o grupo \u00e9 uma esp\u00e9cie de denominador comum de cinco pessoas que tem vidas bem diferentes. Nosso amor \u00e0 m\u00fasica \u00e9 o que nos une porque se a gente pensasse apenas na grana, o Motormama n\u00e3o existiria h\u00e1 muito tempo. A grava\u00e7\u00e3o de um material novo, seja um disco ou v\u00eddeo ou a elabora\u00e7\u00e3o de um novo show s\u00e3o coisas que nos d\u00e3o um f\u00f4lego para continuar. O processo de cria\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que nos motiva, apesar de todos os contratempos de um mercado t\u00e3o desolador quanto nosso. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas a luta continua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como est\u00e1 a forma\u00e7\u00e3o atual do Motormama? Quem est\u00e1 contigo h\u00e1 mais tempo?<\/strong><br \/>\nHoje somos eu na guitarra e vocais, Gisele Z. nos vocais, maracas e theremin, Joca Vita no baixo, Alessandro Per\u00ea nos teclados e Thiago Carbonari na bateria. Da forma\u00e7\u00e3o original, e l\u00e1 se v\u00e3o 18 anos, est\u00e3o eu, a Gisele e o Joca. O Per\u00ea entrou em 2014 e o Thiago em 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea v\u00ea o \u201cFogos de Artif\u00edcio\u201d na discografia do Motormama? O que voc\u00eas buscaram com esse disco?<\/strong><br \/>\n\u201cFogos de Artif\u00edcio\u201d \u00e9 uma esp\u00e9cie de resposta ensolarada a \u201cAloha Esquim\u00f3\u201d, um dos discos mais melanc\u00f3licos que j\u00e1 gravamos. Ele retoma uma certa coes\u00e3o roqueira do \u201cLeg\u00edtima Cia Fantasma\u201d, nosso \u00e1lbum mais vendido, mas vai fundo na psicodelia. \u00c9 um disco pra palco, tanto que tocamos ele inteiro nos shows de lan\u00e7amento, a exemplo do que o Wilco fez em \u201cStar Wars\u201d. Veja voc\u00ea que nada disso foi algo premeditado, j\u00e1 que \u201cFogos de Artif\u00edcio\u201d foi criado em est\u00fadio e foi ganhando uma cara nesse processo de capta\u00e7\u00e3o, mixagem e masteriza\u00e7\u00e3o. Dia desses, estava ouvindo ele para a grava\u00e7\u00e3o de nosso novo clipe e fiquei espantado com as coisas boas que parecem ainda estar escondidas nele. Um disco que deixa a banda feliz, enfim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cFogos de Artif\u00edcio\u201d \u00e9 dividido em lado A e lado B. Esse pensamento tem rela\u00e7\u00e3o real com a posi\u00e7\u00e3o das faixas, tipo, \u201cFoi Pelo Dinheiro \/ Foi Por Divers\u00e3o\u201d foi escolhida realmente para abrir o lado B? H\u00e1 ideia de lan\u00e7a-lo em vinil?<\/strong><br \/>\nO advento do CD e consequentemente dos streamings e downloads acabaram com a vis\u00e3o do disco como um produto conceitual, uma obra completa com come\u00e7o, meio e fim. Parece que retomamos aquela \u00e9poca jur\u00e1ssica do rock em que um disco era um amontoado de singles. Escutando \u201cMan Machine\u201d, do Kraftwerk, que tem apenas seis m\u00fasicas, percebi que um LP funciona quando escutado integralmente, n\u00e3o de forma aleat\u00f3ria. O lance do lado A e lado B foi uma forma de deixar o ouvinte mais atento ao \u00e1lbum como um todo. Perceber que existe uma diferen\u00e7a proposital entre as quatro primeiras m\u00fasicas e as quatro finais. \u201cFoi pelo Dinheiro\u201d come\u00e7a com um barulho de agulha sendo colocada no vinil, como se o cara estivesse trocando o lado, saca? Ela foi escolhida como abertura do Lado B porque \u00e9 um bai\u00e3o, como se a gente dissesse; \u201cacorda a\u00ed, que vem coisa diferente pela frente&#8221;. Al\u00e9m disso, nosso sonho \u00e9 lan\u00e7\u00e1-lo em formato de vinil o quanto antes e at\u00e9 mesmo a capa foi desenhada pra isso. Oremos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, fui olhar na estante e descobri que eu n\u00e3o tenho o &#8220;Carne de Pesco\u00e7o&#8221;. Como faz para a galera comprar os CDs e o compacto em vinil de voc\u00eas? Via midsumer madness mesmo ou \u00e9 s\u00f3 entrar em contato com a banda?<\/strong><br \/>\nMais f\u00e1cil conseguir pela gravadora (<a href=\"http:\/\/mmrecords.com.br\/motormama\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">midsummer madness<\/a>) mesmo que manda tudo direitinho pelo correio. Tem lojas em SP e pelo Brasil (as que restaram) que tamb\u00e9m tem CDs nossos. Deem uma olhada <a href=\"http:\/\/www.tratore.com.br\/um_artista.php?id=162\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no site da nossa distribuidora<\/a>, a Tratore, que mostra l\u00e1 quais s\u00e3o. Mas se o interessado <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/motormama.banda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pode falar direto com a banda pelo Face tamb\u00e9m<\/a>, se quiser. Na verdade, preferimos vender diretamente nos shows mesmo, mas a gente d\u00e1 um jeito.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GLPGjWS5P8g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O embri\u00e3o do Motormama foi o Motorcycle Mama, que estava bastante ativo na cena independente dos anos 90 que vem sendo cada vez mais retratada em document\u00e1rios, como o &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/07\/05\/alguns-filmes-do-7%C2%BA-in-editbrasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sem Dentes &#8211; Banguela Records E A Turma de 94<\/a>&#8221; e, principalmente, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/27\/tres-documentarios-sepultura-endurance-time-will-burn-e-guerrilha-a-trajetoria-da-dorsal-atlantica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Time Will Burn<\/a>\u201d. Voc\u00ea chegou a assisti-los? Como foi ter uma banda para voc\u00eas naquele per\u00edodo?<\/strong><br \/>\nEu assisti ao \u201cSem Dentes\u201d e achei bem legal, porque traz muita coisa de bastidores de uma \u00e9poca em que ainda era poss\u00edvel sonhar com o contrato de uma gravadora. Apesar de ser um selo ligado a uma multinacional, o Banguela era um local muito acess\u00edvel. O Miranda adorava receber a molecada das bandas no escrit\u00f3rio, mesmo se ele nunca contratasse a gente (kkkkkkkk). Existia uma coisa chamada dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica, que hoje \u00e9 algo raro. Mas, pessoalmente, os anos 1990 foram uma \u00e9poca meio dif\u00edcil pra mim porque estava sempre sem dinheiro, com filha pequena pra criar. Tem coisas que eu simplesmente n\u00e3o lembro, por v\u00e1rios motivos que agora n\u00e3o vem ao caso (kkkkkk). Mas hoje eu entendo o Lou Reed quando dizia n\u00e3o se lembrar porque havia escrito m\u00fasicas como \u201cPerfect Day\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como \u00e9 ter uma banda agora, em 2017?<\/strong><br \/>\nEu acho melhor do que nos anos 1990. Naquela \u00e9poca, se voc\u00ea n\u00e3o estivesse numa grande gravadora, n\u00e3o existia. O advento da internet, queira ou n\u00e3o, ajudou muito as bandas do independente. O Motormama, que \u00e9 um grupo dos anos 2000, se deu muito melhor do que o Motorcycle. Quando poder\u00edamos imaginar que sair\u00edamos em publica\u00e7\u00f5es como Rolling Stone, Playboy, Folha de S. Paulo ou far\u00edamos shows no Sesc Pompeia e em pa\u00edses como Canad\u00e1 e Espanha nos anos 1990? Era um sonho distante. Talvez nos anos 1990, se voc\u00ea realmente acertasse a m\u00e3o, teria mais chances de ter uma carreira com mais profissionalismo. Mas a gente ouvia tanta merda das gravadoras&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nesse meio tempo de intervalo discogr\u00e1fico do Motormama voc\u00ea aproveitou para se lan\u00e7ar em outra banda, o <a href=\"http:\/\/mmrecords.com.br\/regis-martins-cia-fantasma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Regis Martins e a Cia Fantasma<\/a>. Como surgiu esse projeto?<\/strong><br \/>\nA Cia Fantasma surgiu durante um ano sab\u00e1tico do Motormama: 2015. O curioso \u00e9 que 2014 tinha sido um per\u00edodo muito bom, com shows no Primavera Sound e uma paulada de Sescs e centro culturais. A banda realmente estava dando grana. Por\u00e9m, no final daquele ano, nosso baterista resolveu sair do grupo e viver em Bras\u00edlia. Apesar de estar acostumado a mudan\u00e7as da forma\u00e7\u00e3o do grupo, pra mim, foi um baque, porque era um time vencedor, de certa forma. Quis dar um tempo naquilo tudo, esquecer o Motormama. Mas como n\u00e3o fico longe da m\u00fasica, gravei uma esp\u00e9cie de disco solo, meio minimalista, caseir\u00e3o e \u00e1rido, o \u201cOndas Curtas\u201d. H\u00e1 erros ali que eu fiz quest\u00e3o de manter. A Cia Fantasma \u00e9 uma banda de boteco com direito a muitos covers ao vivo (que a gente toca do nosso jeito) e divers\u00e3o. Ali\u00e1s, a gente vai tocar em SP no dia 9 de setembro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Opa, libera ai pra n\u00f3is: como \u00e9 esse show da Cia Fantasma? O que de cover pode aparecer no set?<\/strong><br \/>\nO show da Cia Fantasma tem v\u00e1rios formatos, depende do espa\u00e7o e da paga, hehe. Mas \u00e9 algo mais no formato folk&#8217;n&#8217;blues, menos psicod\u00e9lico que o Motormama. Em shows maiores, tocamos m\u00fasicas de Neil Young, Mutantes, Creedence Clearwater, Bowie e at\u00e9 Gang 90 e Kraftwerk. Uma festa enfim. Tocamos em anivers\u00e1rios, festas de casamento, batizados e at\u00e9 vel\u00f3rios, se algu\u00e9m se interessar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/B-02nm1PrN4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A faixa que encerra o disco do Motormama, \u201cSe o Mundo Desmoronar (Nunca Perca a Cabe\u00e7a)\u201d, \u00e9 uma homenagem ao grande Fl\u00e1vio Basso. A morte dele, t\u00e3o jovem, foi uma grande perda para a m\u00fasica, hein?<\/strong><br \/>\nO Flavio foi um cara que me influenciou muito. Muita gente nos diz que temos algo de \u201cga\u00facho\u201d no som. Na verdade, isso se deve ao J\u00fapiter Ma\u00e7\u00e3. Eu me lembro que no final dos anos 1990, eu estava completamente sem ideias na cabe\u00e7a, frustrado pra caralho, at\u00e9 que eu ouvi \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=TgOsQYoyEgc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A S\u00e9tima Efervesc\u00eancia<\/a>\u201d. Aquilo me deixou maluco, como uma bomba psicod\u00e9lica. Ali estava tudo aquilo que eu presava na m\u00fasica: loucura, bom humor, letras em portugu\u00eas (ou gauch\u00eas), lisergia sixties e fuleiragem latina. O cara ter morrido t\u00e3o cedo foi um choque. E fiquei sabendo que ele estava deprimido, solit\u00e1rio e de mal com a vida. Triste. Ent\u00e3o, resolvi dedicar uma can\u00e7\u00e3o a ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cMetti La Macchina\u201d, que abre o disco, j\u00e1 ganhou um clipe divertido filmado com celular. Como surgiu a ideia?<\/strong><br \/>\n\u201cMetti La Macchina\u201d surgiu da idea de fazer um webclipe de forma r\u00e1pida, boa e sem custos. Acho que os celulares s\u00e3o equipamentos muito pouco aproveitados no processo criativo. Eles s\u00e3o como aquelas c\u00e2meras Super 8 dos anos 1970. Mas precis\u00e1vamos de uma m\u00fasica instrumental, porque seria imposs\u00edvel linkar nossos l\u00e1bios a letra na edi\u00e7\u00e3o. Ai o Joca, nosso baixista que manja desse processo \u00e1udio visual, teve a melhor decis\u00e3o: sujar tudo. Para ficar um lance meio fantasmag\u00f3rico, colocamos m\u00e1scaras. Ficou engra\u00e7ado. \u00c9 algo que ajuda a divulgar ainda mais o disco, enquanto o clipe oficial n\u00e3o sai. Ali\u00e1s, vai sair. Gravamos e estamos em processo de edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em 2013 voc\u00eas tocaram no Primavera Sound, em Barcelona, que para mim \u00e9 o melhor festival de m\u00fasica do mundo. Como foi a experi\u00eancia para o Motormama?<\/strong><br \/>\nFoi um divisor de \u00e1guas na hist\u00f3ria da banda. Na verdade, foi um choque. A gente n\u00e3o tinha ideia do tamanho do evento porque nossa experi\u00eancia anterior havia sido o Pop Montreal (CA), que \u00e9 uma vers\u00e3o mais modesta do SXSW, em Austin. O Primavera \u00e9 gigante, e bota o nosso Lollapalooza no chinelo, porque \u00e9 um dos maiores festivais da Europa. Cara, artistas que voc\u00ea venera estavam l\u00e1, tocando do seu lado. Tinha um palco s\u00f3 para bandas de p\u00f3s rock como God Speed You Black Emperor e Mogwai. Loucura! Conversamos com gente do mundo inteiro por l\u00e1. Mas acho que poder\u00edamos ter aproveitado melhor essa viagem em 2014, fazer mais shows, mais contatos, ou networking, como dizem. Faltou um manager pra organizar tudo isso. Mas, vivendo e aprendendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E agora, como est\u00e3o os planos para o Motormama?<\/strong><br \/>\nA curto prazo, vamos lan\u00e7ar o clipe da m\u00fasica &#8216;N\u00e3o Sou Mais o Mesmo Sujeito&#8217;, um dos &#8216;hits&#8217; do novo disco. As grava\u00e7\u00f5es foram um barato, num esquema guerrilha total com amigos ajudando. E queremos ver a repercuss\u00e3o do clipe para conseguir mais shows, n\u00e9. Esse disco precisa de mais estrada. Avante!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XvSRPS6yGG0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fb_TC_hmv9A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Nnjzb5vE6Z4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"18 anos de banda, quatro \u00e1lbuns, dois EPs, um compacto em vinil e a experi\u00eancia de quem j\u00e1 tocou em um dos melhores festivais do planeta, o Primavera Sound, em Barcelona. Conhe\u00e7a o Motormama! \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/08\/28\/entrevista-motormama\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":43916,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1737],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43915"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43915"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43915\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43920,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43915\/revisions\/43920"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43916"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}