{"id":43880,"date":"2005-11-07T10:04:34","date_gmt":"2005-11-07T12:04:34","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43880"},"modified":"2023-03-29T00:36:35","modified_gmt":"2023-03-29T03:36:35","slug":"entrevista-super-furry-animals","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/11\/07\/entrevista-super-furry-animals\/","title":{"rendered":"Entrevista: Super Furry Animals"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Entrevista por Jonas Lopes<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil volta a andar de m\u00e3os dadas com o Super Furry Animals ap\u00f3s a banda galesa ter feito um dos shows mais elogiados do Tim Festival 2003, saindo do palco, inclusive, com a ta\u00e7a Julis Rimet nas m\u00e3os. &#8220;Love Kraft&#8221;, novo \u00e1lbum do grupo, que ganha edi\u00e7\u00e3o nacional via Trama, foi gravado parte na Espanha, parte no Brasil, tendo sido mixado novamente por M\u00e1rio Caldato, no Rio de Janeiro. O disco ainda traz &#8220;homenagens&#8221; para a cidade maravilhosa na arte do encarte e samplers de barulhos das ruas cariocas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Love Kraft&#8221;, por\u00e9m, n\u00e3o reedita a criatividade de \u00e1lbuns como &#8220;Radiator&#8221; (1997) e &#8220;Guerrilla&#8221; (1999), e segue a linha madura e contemplativa de &#8220;Phantom Power&#8221; (2003), que j\u00e1 havia marcado uma guinada na carreira da banda. O Scream &amp; Yell conversou por telefone com o baixista Guto Pryce e descobriu que os galeses gostam mesmo de baile funk, assistiram a um show de Jorge Ben no Sugar Bread Mountain, e deixaram a tv desligada no \u00faltimo ano, o que acabou por diminuir o tema &#8220;pol\u00edtica&#8221; nas novas can\u00e7\u00f5es, e tamb\u00e9m impediu a banda de ver &#8220;Hello Sunshine&#8221; embalar uma primeira vez de um garoto no seriado The O.C.. Confira o papo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WnkkbpSby74?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Parte de &#8220;Love Kraft&#8221; foi gravado no Brasil. Que diferen\u00e7a isso fez para o disco?<\/strong><br \/>\nO \u00e1lbum foi mixado no Rio, ent\u00e3o muitas das grava\u00e7\u00f5es j\u00e1 estavam prontas. N\u00f3s est\u00e1vamos meio receosos, n\u00e3o quer\u00edamos ir ao Rio e tentar gravar um disco de samba. N\u00f3s quer\u00edamos fazer um disco do Super Furry Animals. Fizemos grava\u00e7\u00f5es nas ruas, sampleamos o som da cigarra, um inseto, e v\u00e1rios barulhos das ruas do Rio, e eles acabaram entrando no disco. Eu n\u00e3o acho que seja um disco que soe tipicamente brasileiro, mas possivelmente o sol e a boa temperatura que pegamos a\u00ed influenciaram o disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas ouviram alguma coisa de m\u00fasica brasileira enquanto estavam no Brasil?<\/strong><br \/>\nSim, sim. Ouve-se m\u00fasica em qualquer lugar que se v\u00e1. N\u00f3s realmente gostamos da m\u00fasica dos bailes funk, porque n\u00e3o soa como nada que n\u00f3s j\u00e1 ouvimos. E muito Jorge Ben &#8211; fomos ao &#8220;Sugar Bread Mountain&#8221; (P\u00e3o de A\u00e7\u00facar) ver um show do Jorge Ben. Muita coisa brasileira cl\u00e1ssica, e n\u00f3s temos ouvido Tropic\u00e1lia e Os Mutantes, uma grande influ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais as diferen\u00e7as entre &#8220;Love Kraft&#8221; e &#8220;Phantom Power&#8221;, na sua opini\u00e3o? Voc\u00ea acha que eles seguem a mesma dire\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEu acho que sim, porque s\u00e3o dois discos muito ac\u00fasticos. V\u00e1rias das can\u00e7\u00f5es tem base ac\u00fastica. N\u00f3s nunca queremos repetir o que j\u00e1 fizemos no passado, mas em &#8220;Phantom Power&#8221; e em &#8220;Love Kraft&#8221; n\u00f3s usamos o nosso pr\u00f3prio est\u00fadio mais do antes, e aprendemos a usar as m\u00e1quinas. Eu acho que \u00e9 uma progress\u00e3o natural, mas n\u00e3o s\u00e3o o mesmo disco, definitivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O lan\u00e7amento do disco solo de Gruff alterou alguma coisa na grava\u00e7\u00e3o de &#8220;Love Kraft&#8221;?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, acho que n\u00e3o. Foi bom para o Gruff botar aquelas m\u00fasicas para fora, porque ele escreve tantas&#8230; Eu imagino que ele fique muito frustrado, voc\u00ea sabe, porque leva um ano para se gravar um disco, e ent\u00e3o mais um tempo para as m\u00fasicas serem lan\u00e7adas &#8211; e ele na verdade comp\u00f5e muito mais do que o que \u00e9 lan\u00e7ado. \u00c9 uma esp\u00e9cie de al\u00edvio para ele botar isso para fora e poder seguir em frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No disco novo, pela primeira vez, os outros membros da banda participam com vocais. Por que essa mudan\u00e7a agora?<\/strong><br \/>\nNo passado Gruff escreveu boa parte das m\u00fasicas, e agora aconteceu de os outros escreverem tamb\u00e9m, pois n\u00f3s temos nosso pr\u00f3prio est\u00fadio e \u00e9 mais f\u00e1cil compor. E \u00e9 bom porque tivemos m\u00fasicas diferentes de dire\u00e7\u00f5es diferentes e de pessoas com influ\u00eancias diferentes. O desafio era continuar soando como a mesma banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 o segundo disco de voc\u00eas produzido pelo brasileiro M\u00e1rio Caldato. Como \u00e9 trabalhar com ele?<\/strong><br \/>\nMuito bom. Ele \u00e9 um cara muito extrovertido, alegre, muito relaxado, e que nos deixou relaxados tamb\u00e9m. Ele n\u00e3o gosta de stress no est\u00fadio, todos estavam alegres. \u00c9 um cara muito positivo para se ter por perto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que o nome &#8220;Oi Frango&#8221;?<\/strong><br \/>\n(Risos) Porque eu acho que eram as duas palavras que nos lembr\u00e1vamos mais. Ouve-se &#8220;oi&#8221; bastante, e ouvimos v\u00e1rios &#8220;frango&#8221;, ent\u00e3o pusemos as duas palavras juntas. Foi uma coisa bacana de se fazer, o que nos lembr\u00e1vamos como n\u00e3o-conhecedores da l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que n\u00e3o h\u00e1 em &#8220;Love Kraft&#8221; nenhuma can\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, como em &#8220;Phantom Power&#8221;?<\/strong><br \/>\nEu acho que o clima de quando est\u00e1vamos gravando &#8220;Phantom Power&#8221; era muito chocante, o clima pol\u00edtico no mundo. N\u00e3o melhorou muito, mas talvez tenhamos nos acostumado com isso. N\u00e3o \u00e9 que esquecemos, porque eu acho que muito \u00f3dio ainda vem \u00e0 tona, mas, sim, n\u00f3s decidimos que era hora de cantar sobre outros assuntos que n\u00e3o a pol\u00edtica externa de George Bush. J\u00e1 estava obscurecendo tudo que faz\u00edamos. E foi bom viajar, gravar na Espanha e no Brasil, pois n\u00e3o vimos muita tv, n\u00e3o lemos jornais, e \u00e9 bom calar a boca da tv de vez em quando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Depois de tantos discos e incurs\u00f5es por g\u00eaneros distintos, o que o Super Furry Animals ainda pode fazer de diferente?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei, o que fazemos vem de forma muito natural para n\u00f3s. N\u00e3o \u00e9 como sentar e decidir fazer um disco diferente; \u00e9 apenas que temos tantas influ\u00eancias diferentes, e membros diferentes sendo influenciados por qualquer coisa. Quer dizer que n\u00f3s podemos ir para qualquer dire\u00e7\u00e3o: ir para a eletr\u00f4nica, para o folk. N\u00e3o sei sobre o futuro, vai ser interessante ver como ser\u00e1. N\u00f3s vamos excursionar pela Am\u00e9rica, ent\u00e3o talvez fa\u00e7amos um disco de rock, se n\u00f3s nos influenciarmos por isso, nunca se sabe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma \u00faltima pergunta: voc\u00ea viu a cena do seriado The O.C. em que uma personagem tira a blusa e mostra os seios para um rapaz ao som de &#8220;Hello Sunshine&#8221;?<\/strong><br \/>\n(Risos) Eu nunca vi isso. N\u00e3o \u00e9 o tipo de programa de TV que eu vejo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 a primeira vez do garoto, e a cena se passa em c\u00e2mera lenta&#8230;<\/strong><br \/>\n(Mais risos) Isso \u00e9 muito engra\u00e7ado. N\u00e3o, eu nunca vi.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">*********<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/love.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Love Kraft&#8221;, Super Furry Animals<\/strong><br \/>\n<strong> por Jonas Lopes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela primeira vez em sete \u00e1lbuns sa\u00ed decepcionado de uma audi\u00e7\u00e3o de um disco do Super Furry Animals. N\u00e3o: &#8220;Love Kraft&#8221;, lan\u00e7ado aqui pela Trama, n\u00e3o \u00e9 ruim. S\u00f3 n\u00e3o avan\u00e7a quase nada em rela\u00e7\u00e3o ao anterior, &#8220;Phantom Power&#8221;. E quem \u00e9 f\u00e3 sabe at\u00e9 onde pode ir a criatividade da banda, capaz de fazer eletronices, tropicalismos, punk, soul, pop bubblegum, folk cantado em gal\u00eas &#8211; \u00e0s vezes tudo ao mesmo tempo. Nessa deliciosa esquizofrenia, maquinaram uma sensacional sucess\u00e3o de grandes discos: &#8220;Radiator&#8221; (1997), &#8220;Guerrilla&#8221; (1999), &#8220;Mwng&#8221; (2000), &#8220;Rings Around The World&#8221; (2001).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Phantom Power&#8221; (2003) foi uma guinada em dire\u00e7\u00e3o a um som mais maduro e contemplativo, com algumas faixas que versam sobre pol\u00edtica, algo in\u00e9dito at\u00e9 ent\u00e3o. Muita gente n\u00e3o gostou. Mas \u00e9 outro belo disco, mais lento e menos irreverente, sim, mas com um punhado de acepipes memor\u00e1veis (&#8220;Hello Sunshine&#8221;, &#8220;Venus And Serena&#8221;, &#8220;Golden Retriever&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gravado parte na Espanha e parte no Brasil (onde foi mixado por M\u00e1rio Caldato Jr.; ganhamos ainda uma &#8220;homenagem&#8221; no encarte, com refer\u00eancias a favelas cariocas&#8230;), &#8220;Love Kraft&#8221; tamb\u00e9m aposta nas baladas. Algumas s\u00e3o boas (&#8220;Zoom!&#8221;, &#8220;Ohio Heat&#8221;, &#8220;Frequency&#8221;), outras nem tanto (as modorrentas &#8220;Walk You Home&#8221;, &#8220;Cabin Fever&#8221; e &#8220;Atomik Lust&#8221;). E n\u00e3o s\u00e3o do mesmo n\u00edvel das de &#8220;Phantom Power&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As poucas tentativas de soarem divertidos acabam sendo o melhor de &#8220;Love Kraft&#8221;. A instrumental &#8220;Oi Frango&#8221;, a grudenta &#8220;Back On The Roll&#8221; e a &#8220;bizarra Psyclone!&#8221;- com uma letra que mistura dinossauros, galinhas e meteoritos e uma bateria que lembra a de &#8220;We Will Rock You&#8221; &#8211; est\u00e3o entre esses momentos n\u00e3o-baladeiros. O electro-funk &#8220;Lazer Beam&#8221; tem frescor e \u00e9 uma escolha acertada para single. Digna de figurar ao lado de &#8220;Juxtaposed With You&#8221;, &#8220;Herman Loves Pauline&#8221; e &#8220;Northern Lites&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Engra\u00e7ado \u00e9 que o primeiro trabalho solo do vocalista Gruff Rhys, o caseiro &#8220;Yr Atal Genhedlaeth&#8221;, \u00e9 mais inventivo que &#8220;Love <del>Kraft&#8221;,<\/del> embora mais irregular. A novidade maior do disco novo \u00e9 que agora os outros membros tamb\u00e9m cantam, e \u00e9 pouco, muito pouco para uma banda como o Super Furry Animals.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9u8NMIlJIBE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n\u2013 &#8220;Radiator&#8221;, do Super Furry Animals, completa 20 anos em 2017 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2017\/08\/25\/dicas-scream-yell-super-furry-animals\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Super Furry Animals bate White Stripes no Tim Festival, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/musica.terra.com.br\/interna\/0,,OI202128-EI2408,00.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cRings Around The World\u201d, do Super Furry Animals, \u00e9 leve, mel\u00f3dico e\u2026 soul (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/superfurryresenha.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Super Furry Animals no Festival Indie Rock 2009, em S\u00e3o Paulo, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/11\/11\/festival-indie-rock-2009-em-sp\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cCandylion\u201d, de Gruff Rhys, um disco surreal e desencanado, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/08\/29\/500-toques-ash-idlewild-e-gruff-rhys\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Neon Neon no Tim Festival: uma viagem estranha aos anos 80, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/10\/24\/tim-festival-a-punk-rave-do-klaxons-e-a-tristeza-de-marcelo-camelo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cZombieoper\u201d, uma impag\u00e1vel \u00f3pera rock sanguin\u00e1ria, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/01\/09\/500-toques-senador-medinha-nevilton-e-gianoukas-papoulas\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Brasil volta a andar de m\u00e3os dadas com o Super Furry Animals ap\u00f3s a banda galesa ter feito um dos shows mais elogiados do Tim Festival 2003! \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/11\/07\/entrevista-super-furry-animals\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":122,"featured_media":43881,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2211],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43880"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/122"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43880"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43880\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43885,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43880\/revisions\/43885"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43881"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43880"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43880"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43880"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}