{"id":43859,"date":"2017-08-24T09:29:27","date_gmt":"2017-08-24T12:29:27","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43859"},"modified":"2017-09-21T10:01:04","modified_gmt":"2017-09-21T13:01:04","slug":"entrevista-pavilhao-9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/08\/24\/entrevista-pavilhao-9\/","title":{"rendered":"Entrevista: Pavilh\u00e3o 9"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/gil.luizmendes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gil Luiz Mendes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final da d\u00e9cada de 90, o que tocava na maioria dos fones de ouvidos por pessoas que frequentavam pistas de skate pelo Brasil era a jun\u00e7\u00e3o de rock com rap. N\u00e3o que isso fosse novidade. 10 anos antes, Aerosmith e Public Enemy j\u00e1 misturavam distor\u00e7\u00f5es de guitarra com os scratchs. Com a passar do tempo Rage Against The Machine, Suicidal Tendencies, Faith no More e Red Hot Chili Peppers aprimoraram a forma de reunir riffs e rimas em uma mesma can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quase na virada do s\u00e9culo, o Brasil tinha como principais representantes dessa vertente musical uma tr\u00edade de bandas que conquistou grande espa\u00e7o nas r\u00e1dios e na MTv: Planet Hemp, Charlie Brown Jr e Pavih\u00e3o 9. N\u00e3o parece, mas o tempo passou bem r\u00e1pido e l\u00e1 se v\u00e3o quase 20 anos que essas bandas eram encontradas diariamente em r\u00e1dios e canais de TV do Brasil. Longe de ser um revival ou uma celebra\u00e7\u00e3o nost\u00e1lgica, o Pavilh\u00e3o 9 retorna ao cen\u00e1rio com um novo disco de in\u00e9ditas querendo alcan\u00e7ar o p\u00fablico mais jovem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum \u201cAntes, Durante e Depois\u201d, s\u00e9timo disco da banda, foi lan\u00e7ado em agosto e mostra que o som e o discurso da banda n\u00e3o mudaram, mas h\u00e1 um claro desejo de soar como algo novo para quem n\u00e3o tem mais do que 20 anos. Da forma\u00e7\u00e3o original apenas os vocalistas Rossi e Doze permanecem. A banda agora conta com Leco Canali (Toler\u00e2ncia Zero), Rafael Bombeck e Heitor Gomes (Charlie Brown Jr.). Na entrevista abaixo, realizada no escrit\u00f3rio da Deck Discos, em S\u00e3o Paulo, Rossi, Doze e Heitor falaram do processo de grava\u00e7\u00e3o do \u00faltimo disco, comunica\u00e7\u00e3o com um novo p\u00fablico, al\u00e9m de rap e pol\u00edtica nos tempos atuais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dyM4HilyCKM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a ideia de voltar com a banda em uma nova forma\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nRossi \u2013 Passamos 11 anos sem lan\u00e7ar um disco de in\u00e9ditas e eu estava em carreira solo, mas eu e o Doze sempre coment\u00e1vamos em voltar com o Pavilh\u00e3o. A gente sentiu essa necessidade de continuar porque muita gente perguntava pela banda, dizendo que a gente estava sumido. A\u00ed bolamos um plano para voltar, trazer a banda para essa nova atmosfera de rede social. Mas a minha maior preocupa\u00e7\u00e3o era com a banda, para fazer uma nova forma\u00e7\u00e3o e quem a gente iria chamar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em quanto tempo foi feito esse processo de renova\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nRossi \u2013 Foi um processo que durou tr\u00eas anos. Foi preciso juntar as pessoas que est\u00e3o hoje no trabalho. Devido a este tempo pens\u00e1vamos em como ir\u00edamos voltar, como seria o som. Estudamos todos esses t\u00f3picos, e principalmente como ir\u00edamos nos comunicar depois de 11 anos com essa nova gera\u00e7\u00e3o que ouve muito rap. Diante disso, pensei nos profissionais que poderiam estar pr\u00f3ximos da gente, desde da assessoria de imprensa at\u00e9 o Leandro Dexter que fez a capa do disco em HQ. Mas o principal seria a banda. N\u00e3o adiantaria ter todo mundo e n\u00e3o ter uma banda legal. Ainda mais a gente que vem de uma caminhada de seis discos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cAntes, Durante e Depois\u201d foi lan\u00e7ando em agosto, mas j\u00e1 deu para sentir a opini\u00e3o desse p\u00fablico mais jovem?<\/strong><br \/>\nRossi \u2013 A gente est\u00e1 muito feliz. Teve um feedback muito bom do p\u00fablico, que falou muito bem da forma\u00e7\u00e3o nova, da pegada do som. Fiquei bem feliz de ver que n\u00e3o perdemos a alquimia, a pegada e ainda trouxemos um refresh, o algo novo que \u00e9 a nova forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como foi para quem entrou agora na banda?<\/strong><br \/>\nHeitor \u2013 \u00c9 um misto de realiza\u00e7\u00e3o e gratid\u00e3o pelo universo. Para mim \u00e9 uma oportunidade de permanecer na estrada. O Pavilh\u00e3o tem o som que eu mais gosto de fazer, que \u00e9 misturar o rap como o rock. Eu tenho isso no sangue, gosto muito da m\u00fasica black e tenho muitas influ\u00eancias de artistas negros. \u00c9 uma responsabilidade enorme tocar no Pavilh\u00e3o 9 porque \u00e9 uma banda consolidada na hist\u00f3ria do rock nacional. Mexer nesse legado demanda compet\u00eancia e experi\u00eancia para desenvolver um trabalho. Para manter essa alquimia e pegada que existiu nos anos 90 teve todo um trabalho, principalmente na composi\u00e7\u00e3o desse novo \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi fazer esse disco?<\/strong><br \/>\nHeitor \u2013 O Rossi e o Doze s\u00e3o muito pesquisadores de sons, e eles souberam direcionar bem as m\u00fasicas. Teve muita parceira tamb\u00e9m, porque a gente tem que estar sempre em contato para entender para que lado eles est\u00e3o querendo caminhar e como os m\u00fasicos t\u00eam que conceber essas ideias. O Rossi trouxe influ\u00eancias novas para esse disco, bebendo um pouco da fonte dessa nova gera\u00e7\u00e3o que faz um rap mais de pista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rossi \u2013 Eu quero ressaltar que o Heitor j\u00e1 tinha tocado com a gente e ia tocar no Lollapalooza 2012 conosco, mas no dia ele n\u00e3o pode. O Charlie Brown Jr. e o Pavilh\u00e3o sempre foram duas bandas muito pr\u00f3ximas, ent\u00e3o a gente est\u00e1 na mesma atmosfera musical. Foi muito gostoso fazer toda a produ\u00e7\u00e3o junto com esses caras. Eles trouxeram bastante ideia para o disco.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLTaRWr5sdDvnJ1M6VKGdsvAznrhRgjyDP\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No final dos anos noventa bandas como voc\u00eas, Charlie Brown Jr. e Planet Hemp tinham em comum a mistura do rap com o rock. Por que n\u00e3o existem mais tantas bandas fazendo esse tipo de som?<\/strong><br \/>\nRossi \u2013 A galera de agora est\u00e1 vivendo o tempo deles. Eles n\u00e3o pegaram a dificuldade que a gente pegou l\u00e1 atr\u00e1s. Era tudo mais dif\u00edcil, n\u00e3o tinha internet, tudo era mais demorado. A gente precisava ser ouvido, cant\u00e1vamos naquela \u00e9poca nossos dramas daquele momento. Agora estamos ouvindo outro momento. Devido \u00e0 internet surgiram v\u00e1rios grupos de rap, mas a gente sentiu que existia essa lacuna, de algo nessa linha do rock com o rap. Eu acompanhei toda essa nova gera\u00e7\u00e3o chegando e foi legal para tamb\u00e9m pegar o que eles est\u00e3o fazendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A nova cena do rap est\u00e1 flertando mais com a MPB do que com o rock?<\/strong><br \/>\nRossi \u2013 Acho que todo mundo agora virou amigo do Caetano (risos). Nada contra o Caetano, mas agora todo mundo \u00e9 amigo dele, toda essa galera. Na nossa \u00e9poca todo esse pessoal achava que o que a gente fazia n\u00e3o era t\u00e3o m\u00fasica assim. Agora que a gente conquistou um p\u00fablico e tem uma galera curtindo, esses contempor\u00e2neos nossos est\u00e3o respeitando mais. Antes \u00e9ramos marginalizados, a galera via a gente como antim\u00fasica. Foi muito dif\u00edcil a gente conquistar o que a gente tem hoje. Ainda n\u00e3o \u00e9 o que a gente almeja. Vendo outros g\u00eaneros musicais, o rap ainda est\u00e1 comendo pelas beiradas. N\u00e3o chegou ao mesmo patamar de vitrine que o funk, o samba e o sertanejo t\u00eam. N\u00e3o estou desmerecendo ningu\u00e9m, eles merecem estar onde est\u00e3o, mas rola uma certa discrep\u00e2ncia e muita gente agora est\u00e1 vendo que o nosso movimento est\u00e1 sendo legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quem \u00e9 o p\u00fablico do Pavilh\u00e3o 9 atualmente?<\/strong><br \/>\nRossi \u2013 Estamos come\u00e7ando a perceber isso agora. As redes sociais s\u00e3o uma janela para captar esse feedback. Obviamente tem um p\u00fablico que j\u00e1 curtia a gente e \u00e9 uma galera mais velha, mas tem um pessoal mais novo que come\u00e7a a curtir o nosso som. A gente pensou em se comunicar com esse novo p\u00fablico. A gente n\u00e3o quis vir com ideias antigas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Doze \u2013 Trouxemos as misturas para essa nova gera\u00e7\u00e3o. Do rap com o rock, das nossas caracter\u00edsticas dos anos 90 misturado com o som que \u00e9 feito hoje. A gente se renovou tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O cunho social das letras permanece. O tempo passou, mas os problemas do pa\u00eds s\u00e3o os mesmos?<\/strong><br \/>\nRossi \u2013 J\u00e1 tentei cantar outras coisas no Pavilh\u00e3o, mas n\u00e3o consigo. N\u00e3o poderia ser diferente, o tema recorrente da banda \u00e9 esse. Alertar a sociedade e n\u00e3o ficar cagando regra. O que a gente diz nesse disco \u00e9 o anseio que todo cidad\u00e3o sente de falar, mas n\u00e3o tem uma forma de dizer. A gente tem isso ao nosso favor e a liberdade de falar. A gente est\u00e1 do lado do povo, das pessoas oprimidas e n\u00e3o poderia ser diferente nesse momento que o Brasil est\u00e1 passando. Tem muita gente vivendo de fachada, tem artista que acha que est\u00e1 todo mundo feliz. Gente que antigamente tinha todo um contexto social e agora \u00e9 tudo gozol\u00e2ndia. N\u00e3o \u00e9 por a\u00ed, tem que ter um contraponto. Eu nem falo mais sobre o Brasil, os problemas est\u00e3o globalizados. Como eu posso ver tanta gente largada pelas ruas de S\u00e3o Paulo, coisa que tinha, mas n\u00e3o tanto como agora, e fingir que n\u00e3o est\u00e1 vendo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00eas veem a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Brasil hoje?<\/strong><br \/>\nRossi \u2013 Com mais temas para fazer m\u00fasica. Se bem que as letras desse disco v\u00eam sendo trabalhadas h\u00e1 tr\u00eas anos, n\u00e3o foi algo que a gente viu agora no jornal e resolveu aproveitar. Foram temas estudados que acabou coincidindo com essa roubalheira e essa pouca vergonha que a gente est\u00e1 vivendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Doze \u2013 Sempre foi uma caracter\u00edstica do Pavilh\u00e3o abordar temas que incomodam. No momento o pa\u00eds est\u00e1 sendo mal dirigido. Sempre fomos apartid\u00e1rios e estamos do lado do povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rossi \u2013 A gente n\u00e3o apoiou o PT na candidatura do Lula. Eu fa\u00e7o quest\u00e3o de dizer isso. N\u00e3o porque o PT se corrompeu agora. O PT era o sonho do povo, mas tamb\u00e9m foram corrompidos. O Pavilh\u00e3o n\u00e3o tem bandeira. N\u00e3o somos nem do azul, nem do vermelho. A gente \u00e9 artista. A gente est\u00e1 vivendo o pior momento pol\u00edtico de todos os tempos. Teve impeachment, golpe e a maior roubalheira de todos os tempos. Fa\u00e7o quest\u00e3o de lembrar que l\u00e1 atr\u00e1s na candidatura do Lula, quando todo mundo estava ganhando cach\u00ea para cantar em showm\u00edcio, chamaram a gente e n\u00e3o fomos porque acreditamos que arte n\u00e3o tem a ver com pol\u00edtica. A gente n\u00e3o \u00e9 pol\u00edtico, a gente \u00e9 artista.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uv_MSuWqMjY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jxNYhTQUz0k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gzf2Um93GWY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span class=\"curator-description\">\u2013 Gil Luiz Mendes (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/gil.luizmendes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.facebook.com\/gil.luizmendes<\/a>), jornalista, 32 anos, viveu boa parte da vida no Recife e hoje mistura a sua loucura com a de S\u00e3o Paulo. Tem passagens pelas r\u00e1dios Jornal do Commercio, CBN , Central3 e tem textos publicados no IG e na Carta Capital. \u00c9 skatista e m\u00fasico quando d\u00e1 tempo. A foto que abre o texto \u00e9 de Roberto Salgado \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/span><\/em><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n\u2013 Pavilh\u00e3o 9 (entrevista 2000): \u201c Somos do gueto e nunca vamos deixar de falar do que acontece l\u00e1\u201d (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/pavilhaonove.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Pavilh\u00e3o 9 est\u00e1 de volta com seu s\u00e9timo disco de in\u00e9ditas, &#8220;Antes, Durante e Depois&#8221;, disposto a conquistar um novo p\u00fablico com sua mistura de rock e rap\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/08\/24\/entrevista-pavilhao-9\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":40,"featured_media":43860,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2205],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43859"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/40"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43859"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43859\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43861,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43859\/revisions\/43861"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43860"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43859"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43859"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43859"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}