{"id":43714,"date":"2017-08-08T02:37:23","date_gmt":"2017-08-08T05:37:23","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43714"},"modified":"2017-10-16T09:30:56","modified_gmt":"2017-10-16T11:30:56","slug":"tres-filmes-lukas-moodysson-2002-2004-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/08\/08\/tres-filmes-lukas-moodysson-2002-2004-2009\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes: Lukas Moodysson 2002, 2004, 2009"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Leonel<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ousado, emotivo, minimalista e dono de um estilo que consegue oscilar do po\u00e9tico ao visceral em poucos instantes. Estas s\u00e3o algumas das caracter\u00edsticas do trabalho do diretor sueco Lukas Moodysson que, com pouco mais de duas d\u00e9cadas de carreira (incluindo a\u00ed tr\u00eas curtas e oito longas) \u00e9 reconhecido na atualidade como um dos grandes inovadores do cinema do Velho Mundo. Tido como um dos diretores mais celebrados do pa\u00eds desde Ingmar Bergman, Lukas trilhou um caminho peculiar, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intensidade e despretens\u00e3o com que elabora seus filmes, adjetivos que eventualmente parecem ignorar qualquer preocupa\u00e7\u00e3o comercial, priorizando um olhar art\u00edstico e com objetivos maiores, o que o levou a ser citado, em 2007, como o 11\u00ba Melhor Diretor do Mundo, <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/film\/features\/page\/0,11456,1082823,00.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em lista publicada pelo respeitado Guardian<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escritor de forma\u00e7\u00e3o, com apenas 23 anos de idade Lukas j\u00e1 era um autor renomado em seu pa\u00eds tendo publicado cinco cole\u00e7\u00f5es de poesia e uma novela. Ele ent\u00e3o decidiu trabalhar com cinema buscando que suas ideias \u201catingissem uma audi\u00eancia maior\u201d. Ap\u00f3s ter estudado na ent\u00e3o \u00fanica escola de cinema da Su\u00e9cia, o diretor arriscou alguns curtas. Em 1998, o sucesso comercial de \u201cFucking Am\u00e4l\u201d (\u201cShow Me Love\u201d), seu primeiro longa, apresentou o diretor ao mundo. O filme trata da descoberta do amor entre duas adolescentes \u2013 anos antes, e com um olhar muito menos sexualizado do que \u201cAzul \u00e9 a Cor Mais Quente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde ent\u00e3o, novos projetos de Lukas Moodysson carregam identidade e experimentalismo variando desde filmes amig\u00e1veis e leves at\u00e9 produ\u00e7\u00f5es como \u201cContainer\u201d (2006), narrado na \u00edntegra como um grande mon\u00f3logo sussurrado, ao mesmo tempo em que imagens, pouco ligadas ao texto, aparecem na tela (talvez seu filme mais dif\u00edcil, pretensioso at\u00e9). Crist\u00e3o praticante, o diretor \u00e9 paradoxalmente simpatizante de causas ligadas a grupos feministas e movimentos pol\u00edticos de esquerda (como \u00e9 mostrado em seu document\u00e1rio de 2003 \u201cTerrorists: The Kids They Sentenced\u201d, feito com Stefan Jarl). A seguir, coment\u00e1rios sobre alguns de seus filmes mais not\u00e1veis:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/talk.jpg\" \/><strong>Titulo sueco: Bara Prata Lite (1997)<\/strong><br \/>\n<strong> T\u00edtulo ingl\u00eas: Talk<\/strong><br \/>\nTerceiro e \u00faltimo curta-metragem feito pelo diretor antes de se dedicar apenas a longas, \u201cTalk\u201d conta a saga de Birger (Sten Ljunggren), um aposentado muito solit\u00e1rio que o tempo todo procura algu\u00e9m para poder conversar. Sua busca desesperada por conv\u00edvio, em uma era pr\u00e9-redes sociais, o coloca em situa\u00e7\u00f5es constrangedoras, seja puxando conversa pelas ruas, ligando para estranhos da lista telef\u00f4nica, ou at\u00e9 indo ao seu antigo local de trabalho e atrapalhando colegas, que sequer conseguem lembrar-se do seu nome correto. Em uma tarde, a visita inesperada de uma garota Hare Krishna provoca um conflito e um desfecho violento para a hist\u00f3ria. \u201cBara Prata Lite\u201d tem apenas 14 minutos, mas impressiona pelo clima carregado e at\u00e9 por certa \u2018identifica\u00e7\u00e3o\u2019 que o espectador possa sentir com o protagonista. \u201cTalk\u201d consegue comunicar bem utilizando pouqu\u00edssimos elementos, demonstra sensibilidade na forma como conta a hist\u00f3ria e ainda apresenta v\u00e1rios temas que o diretor revisitaria nos trabalhos futuros como religiosidade, conflitos humanos e abandono. H\u00e1 at\u00e9 certo existencialismo em cenas nas quais Birger tenta explicar como ele se sente. O personagem Birger inclusive faz uma ponta em outro filme do diretor (a excelente com\u00e9dia-pol\u00edtica \u201cTogether\u201d, de 2000). \u201cBara Prata Lite\u201d \u00e9 um trabalho da fase inicial de Moodysson, com uso de muitos planos abertos, di\u00e1logos breves e influ\u00eancia de diretores como o conterr\u00e2neo Roy Andersson. A tradu\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo original \u00e9 algo como \u201cApenas Fale Um Pouco\u201d (<a href=\"http:\/\/www.totalshortfilms.com\/ver\/pelicula\/341#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">assista com legendas em ingl\u00eas<\/a> ou<a href=\"http:\/\/www.dailymotion.com\/video\/x76f8z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> espanhol<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/lilya.jpg\" \/><strong>Titulo sueco\/ingl\u00eas: Lilya 4-ever (2002)<\/strong><br \/>\n<strong> T\u00edtulo portugu\u00eas: Para Sempre Lilya<\/strong><br \/>\nVencedor de cinco pr\u00eamios, incluindo Melhor Filme, no Guldbagge Awards de 2002, o terceiro longa de Moodysson guia o p\u00fablico por uma viagem infernal ao submundo do leste europeu e \u00e0 vida da adolescente Lilja (Oksana Akinshina). Ap\u00f3s ter sido abandonada pela m\u00e3e, a jovem acaba recorrendo \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o para sobreviver. Ela tem um amigo, o pequeno Volodya (o excelente Artyom Bogucharsky) que, renegado pelo pai alco\u00f3latra, compartilha com Lilja alguns poucos momentos felizes, seja na fuga para antigos pr\u00e9dios abandonados da Est\u00f4nia, idealizando a vida na Am\u00e9rica ou at\u00e9 no uso de drogas. Em dado momento, ela conhece Andrei (Pavel Ponomaryov), com quem acaba se envolvendo. No entanto, ele n\u00e3o \u00e9 quem aparenta ser e, ap\u00f3s um convite para uma vida nova na Su\u00e9cia, Lilja acaba envolvida em um esquema de explora\u00e7\u00e3o sexual. Uma torrente de viol\u00eancia e sofrimento se inicia na vida da protagonista. Os estupros s\u00e3o mostrados com a c\u00e2mera do ponto de vista da pr\u00f3pria personagem, o que resulta em uma das sequ\u00eancias mais chocantes de toda a filmografia do diretor. \u201cLilya 4 Ever\u201d tem um clima arrastado e as vezes at\u00e9 mon\u00f3tono com o uso de cores p\u00e1lidas, quase como uma met\u00e1fora da pobreza perene \u00e0 regi\u00e3o dos personagens, num contexto onde h\u00e1 pessoas dispostas a pagar por tudo, e at\u00e9 mesmo vender o que n\u00e3o possuem em busca de uma chance por dias melhores. No t\u00e9rmino, dois finais s\u00e3o mostrados: um \u00f3bvio e consequente desfecho tr\u00e1gico, e ainda, uma vers\u00e3o alternativa dos fatos, no qual Lilja recusa o convite para ir \u00e0 Su\u00e9cia e continua sua vida na cidade inicial. Temas como a neglig\u00eancia de institui\u00e7\u00f5es tutelares, a mis\u00e9ria de pa\u00edses p\u00f3s-Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, e at\u00e9 espiritualidade \u2013 manifestada na forma de anjos que povoam as sequ\u00eancias mais on\u00edricas do filme \u2013 s\u00e3o alguns dos pontos que comp\u00f5em a trama. O filme foi inspirado na hist\u00f3ria real da adolescente lituana Danguol? Rasalait? que, com apenas 16 anos, acabou sendo envolvida em um esquema de explora\u00e7\u00e3o sexual na Su\u00e9cia, onde acabou cometendo suic\u00eddio em 2000. \u201cLilja 4 Ever\u201d \u00e9 frequentemente exibido no mundo todo durante eventos e debates ligados ao combate do tr\u00e1fico humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/vazio.jpg\" \/><strong>Titulo sueco: Ett h\u00e5l i mitt hj\u00e4rta (2004)<\/strong><br \/>\n<strong> Titulo ingl\u00eas: A Hole in My Heart<\/strong><br \/>\n<strong> T\u00edtulo portugu\u00eas: Um Vazio Em Meu Cora\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nUm pequeno apartamento de sub\u00farbio, um diretor amador tentando finalizar um filme pornogr\u00e1fico e um grupo de pessoas imersas nas pr\u00f3prias agonias existenciais. \u00c9 este o tom do controverso \u201cUm Vazio em Meu Cora\u00e7\u00e3o\u201d, quarto longa do diretor. Nele, somos apresentados ao perturbado universo de Richard (Thorsten Flinck), que vive uma rela\u00e7\u00e3o conflituosa com seu filho depressivo Erik (Bj\u00f6rn Almroth). O jovem passa a maior parte do tempo isolado em seu quarto ouvindo m\u00fasica industrial enquanto o pai tenta concluir seu filme na sala ao lado com os atores Tess (Sanna Br\u00e5ding) e Geko (Goran Marjanovic). As sequ\u00eancias esparsas intercalam uma serie de mon\u00f3logos dos atores, trechos com som em off, takes com bonecos e objetos estranhos, cenas de sexo nada sensuais e at\u00e9 inser\u00e7\u00f5es grotescas de imagens de cirurgia, sangue e outros elementos escatol\u00f3gicos. Entre os personagens, divaga\u00e7\u00f5es e questionamentos sobre a busca pela fama, o consumismo e a cultura de celebridades no mundo moderno. Em certo momento, Tess confessa que sempre quis ser famosa, e agora, participando do filme de Richard, ter\u00e1 sua \u201cgrande chance\u201d. No desenrolar da trama, os personagens se embriagam e come\u00e7am aos poucos a perder o controle. Tess chega a abandonar a grava\u00e7\u00e3o brevemente ap\u00f3s se sentir agredida em uma das cenas. Ela vaga sozinha por um supermercado enquanto estranhos a observam. No cl\u00edmax do filme, Geko vomita na boca de Tess ao som de \u201cA Paix\u00e3o Segundo S\u00e3o Mateus\u201d, de Bach (!!!). Embora nada se proponha como gratuito, h\u00e1 certa presun\u00e7\u00e3o que ofusca muitas ideias do filme. O longa \u00e9 todo feito com DVCams de m\u00e3o, sem muita p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o, o que resulta numa est\u00e9tica particular, quase pr\u00f3xima de um Dogma 95. Tudo aparece retratado de um jeito quase claustrof\u00f3bico, como se a c\u00e2mera quisesse invadir e examinar a consci\u00eancia de cada um. Tess e Erik com o tempo passam a desenvolver uma estranha conex\u00e3o, amparada pela inadequa\u00e7\u00e3o e pela busca de escape em rela\u00e7\u00e3o a tudo \u00e0quilo que acontece ao redor dos dois. O que mais incomoda \u00e9 a auto piedade em que est\u00e3o os personagens, vivendo uma grande confus\u00e3o que os impede de tentar sair do pr\u00f3prio estado. \u201cUm Vazio Em Meu Cora\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 visto como um filme inferior do diretor, embora seja tamb\u00e9m um de seus trabalhos mais autorais. Seu tratamento agressivo ajudou a estabelecer Moodysson como um diretor ousado, inquieto e quase sempre despreocupado em chocar e at\u00e9 agredir o espectador com seus trabalhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/conflito.jpg\" \/><strong>Titulo sueco: Mammut (2009)<\/strong><br \/>\n<strong> Titulo ingl\u00eas: Mammoth<\/strong><br \/>\n<strong> T\u00edtulo portugu\u00eas: Cora\u00e7\u00f5es em Conflito<\/strong><br \/>\nM\u00e3es privilegiadas vs m\u00e3es em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel que, por necessidade, deixam seus filhos de lado para cuidar dos filhos de outras pessoas. O mais global dos filmes do diretor apresenta inusitadas conex\u00f5es entre a realidade de pessoas vivendo em diferentes partes do mundo (bem ao estilo do que I\u00f1arritu fez em \u201cBabel\u201d), mas com um olhar mais voltado ao psicol\u00f3gico e at\u00e9 ao contexto social de cada personagem. L\u00e9o (Gael Garcia Bernal) e a m\u00e9dica Ellen (Michelle Williams, numa \u00f3tima atua\u00e7\u00e3o) s\u00e3o um casal bem sucedido que mora em Nova Iorque com a filha. Ambos muito ausentes devido ao trabalho, contam com a ajuda da bab\u00e1 filipina Gl\u00f3ria (Marife Necesito) para ajudar em casa. Gl\u00f3ria lida constantemente com o sofrimento de viver longe dos filhos pequenos apenas pela oportunidade de poder ganhar dinheiro e permitir que eles n\u00e3o precisem \u201cpegar comida do lixo e poderem ir a um m\u00e9dico quando ficarem doentes\u201d (como cita a av\u00f3 dos meninos na perturbadora cena do aterro de lixo, onde h\u00e1 dezenas de crian\u00e7as resgatando coisas). Uma oportunidade de neg\u00f3cios obriga L\u00e9o a ir para a Tail\u00e2ndia, onde acaba surpreendido pelo estilo de vida local e at\u00e9 tendo um envolvimento com uma prostituta nativa, Cookie. Em Nova Iorque, Ellen segue atormentada pelos conflitos di\u00e1rios das emerg\u00eancias do plant\u00e3o \u2013 como tentar salvar a vida de um menino esfaqueado pela pr\u00f3pria m\u00e3e \u2013 ao mesmo tempo em que se sente distante e alheia da pr\u00f3pria filha, que parece muito mais interessada em aprender tagalog e outros costumes tailandeses ensinados pela bab\u00e1. Cada um dos personagens, \u00e0 sua maneira, parece tentar se redimir da pr\u00f3pria culpa e falha, tentando fazer o bem \u00e0 outra pessoa, ao mesmo tempo em que se assumem como incapazes de lidar de forma ideal com as necessidades da pr\u00f3pria fam\u00edlia. Em dado momento \u00e9 revelado que Cookie tamb\u00e9m \u00e9 uma m\u00e3e afastada da filha, motivada pelo anseio de buscar condi\u00e7\u00f5es melhores. A situa\u00e7\u00e3o dos personagens, repleta de afastamentos e incompatibilidades (ao melhor estilo herdado de Antonioni e sua incomunicabilidade) com o tempo gera tens\u00f5es que implodem em conflitos dram\u00e1ticos que reverberam entre todas as realidades retratadas. Com uma narrativa bastante emocional e at\u00e9 dura, \u201cMammooth\u201d \u00e9 um dos filmes mais acess\u00edveis de Moodysson, ao mesmo tempo em que \u00e9 um dos mais densos em rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado e a quantidade de temas. Parte de situa\u00e7\u00f5es do dia a dia para emaranhar reflex\u00f5es sobre empatia, privil\u00e9gios e a constante e pat\u00e9tica busca por salva\u00e7\u00e3o em meio a um mundo globalizado. O t\u00edtulo original vem de uma reflex\u00e3o feita por L\u00e9o sobre o marfim, relacionada a um dos poemas de Moodysson: \u201cOssos de um animal enorme, preservados por centenas de anos, que hoje s\u00e3o apenas ornamentos sem qualquer conex\u00e3o com toda sua hist\u00f3ria ou exist\u00eancia original\u201d. Na trilha sonora, Radiohead, Cat Power e Ladytron.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/24feJp_UoJE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SLH410nnTFw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bE2mocjQmaM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Bruno Leonel (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900<\/a>) edita o site <a href=\"http:\/\/www.rubrosom.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">RubroSom<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n\u2013 Filmografia comentada: os 26 filmes de Billy Wilder (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/06\/filmografia-comentada-francois-truffaut\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Filmografia comentada: os 25 filmes de Fran\u00e7ois Truffaut (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/06\/filmografia-comentada-francois-truffaut\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Filmografia comentada: os 24 filmes de Federico Fellini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/01\/filmografia-comentada-federico-fellini\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Filmografia comentada: os 10 primeiros filmes de Godard(<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/17\/os-10-primeiros-filmes-de-godard\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Tr\u00eas filmes: Domingos de Oliveira 1966, 2002, 2011 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/30\/domingos-oliveira-1966-2002-2011\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Tr\u00eas filmes: Domingos de Oliveira 1971, 1998, 2005 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/09\/domingos-oliveira-1971-1998-2005\/\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Tr\u00eas filmes: Irm\u00e3os Coen 1984, 1987, 1991 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/04\/tres-filmes-irmaos-coen-84-87-e-91\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Tr\u00eas filmes: Martin Scorsese 1977, 1981, 1993 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/20\/tres-filmes-scorsese-1977-1981-1993\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Tr\u00eas filmes: Audrey Hepburn 1953, 1956, 1964 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/08\/cinema-audrey-1953-1956-e-1964\/\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Tr\u00eas filmes: Jean Renoir 1937, 1938, 1939 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/13\/cinema-jean-renoir-1937-1938-1939\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Tr\u00eas filmes: Howard Hawks 1938, 1941, 1944 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/26\/tres-filmes-howard-hawks-1938\/\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Tr\u00eas filmes: Howard Hawks 1940, 1952, 1953 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/03\/25\/tres-filmes-hawks-1940-1952-e-1953\/\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Tr\u00eas filmes: Wong Kar-Wai 1994, 1994, 1995 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/31\/tres-filmes-wong-kar-wai-1994-1994-1995\/\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ousado, emotivo, minimalista e dono de um estilo que consegue oscilar do po\u00e9tico ao visceral em poucos instantes. 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