{"id":43702,"date":"2017-08-07T01:11:41","date_gmt":"2017-08-07T04:11:41","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43702"},"modified":"2017-09-07T21:45:51","modified_gmt":"2017-09-08T00:45:51","slug":"entrevista-dulce-quental-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/08\/07\/entrevista-dulce-quental-2017\/","title":{"rendered":"Entrevista: Dulce Quental (2017)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em junho de 2016, Dulce Quental festejava o lan\u00e7amento em vinil do \u00e1lbum \u201cM\u00fasica e Maresia\u201d, seu quinto registro solo, com uma apresenta\u00e3o no Sesc Belenzinho, em S\u00e3o Paulo. O show de estreia, que reunia can\u00e7\u00f5es novas, outras in\u00e9ditas e os sucessos da carreira de Dulce, se transformou em um especial que, com dire\u00e7\u00e3o de Paulo Fontenelle, chega agora ao streaming (<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/50Vx0VAhpDZvGV8vzgwBR9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Spotify<\/a>, <a href=\"https:\/\/itunes.apple.com\/br\/album\/dulce-quental-m%C3%BAsica-e-maresia\/id1265861972\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">iTunes<\/a>, <a href=\"https:\/\/itun.es\/br\/uv4Clb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Apple Music<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.deezer.com\/br\/album\/45615011\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Deezer <\/a>e <a href=\"http:\/\/br.napster.com\/artist\/dulce-quental\/album\/dulce-quental-musica-e-maresia-cafezinho-edicoes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Napster<\/a>) numa parceria do Canal Brasil com a Cafezinho, selo da pr\u00f3pria cantora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cS\u00f3 uma louca grava um DVD na estreia. (&#8230;) Mas eu sabia que se n\u00e3o fosse assim, n\u00e3o aconteceria\u201d, confessa Dulce Quental em conversa por e-mail com o Scream &amp; Yell, em que salienta estar feliz com o resultado final do projeto, que re\u00fane 15 can\u00e7\u00f5es que foram gravadas naquela noite: \u201cEu projetei uma coisa e acho que 80% do que eu imaginei est\u00e1 l\u00e1. (&#8230;) E ficou t\u00e3o legal. Acho que sem querer consegui deixar um registro audiovisual representativo da minha trajet\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as can\u00e7\u00f5es de \u201cM\u00fasica e Maresia \u2013 Ao Vivo\u201d est\u00e3o cinco parcerias de Dulce Quental com Roberto Frejat (incluindo \u201cO Poeta Est\u00e1 Vivo\u201d e a intensa \u201cGuarda Essa Can\u00e7\u00e3o\u201d), uma bela parceria de Cazuza com George Israel (\u201cA Inoc\u00eancia do Prazer\u201d), que Dulce havia gravado em seu terceiro \u00e1lbum, de 1998, mais parcerias com Moska (\u201cBordados de Psicod\u00e9lia\u201d), Luis Carlini (\u201cP\u00farpura\u201d) e Paulo Monarco (o primeiro single, \u201cTempo Circular\u201d), al\u00e9m, claro, de seus hits \u201cNatureza Humana\u201d e \u201cCaleidosc\u00f3pio\u201d. Confira o bate papo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7oJ_lDo5AVo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Temos muita coisa para atualizar nas nossas conversas. No \u00faltimo papo (em 2015) fal\u00e1vamos <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/23\/quatro-discos-de-dulce-quental\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que os seus tr\u00eas primeiros discos enfim seriam disponibilizados digitalmente<\/a>, e foram. Como voc\u00ea os v\u00ea (ouve) hoje.<\/strong><br \/>\nDe alguma maneira que n\u00e3o sei bem como explicar, mas sinto que projetei esses discos para o futuro. Para o que se tornou hoje a diversidades da m\u00fasica que se faz no Brasil. Era o que eu antevia naquele momento. Hoje tenho a consci\u00eancia que tive a vis\u00e3o, mas talvez tenha me faltado recursos e parceiros a altura para realizar o projeto. T\u00ednhamos na \u00e9poca uma car\u00eancia grande de produtores que transitassem entre a MPB e o rock\/pop brasileiro e que pudessem traduzir sonoramente as ideias tropicalistas de devorar o que vinha de fora e deglutir algo que pudesse fazer frente ao que se produzia no mundo. Mas isso foi antes da globaliza\u00e7\u00e3o. Enfim, eu contei com os recursos que eu tinha a m\u00e3o, e com os artistas mais expressivos da minha gera\u00e7\u00e3o. Cazuza, Herbert Vianna, Hojerizah, Tit\u00e3s, Os Ronaldos, banda do Lob\u00e3o, Wally e Jorge Salom\u00e3o, Celso Fonseca, Arrigo, Itamar, Humberto Gessinger, Jaques Morelenbaum, Frejat e Arnaldo Antunes, entre tantos que participaram como m\u00fasicos, compositores e arranjadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nesse \u00faltimo papo tamb\u00e9m voc\u00ea j\u00e1 havia adiantado o \u201cM\u00fasica e Maresia\u201d, que ganhou logo depois lan\u00e7amento (digital e em vinil!). S\u00e3o can\u00e7\u00f5es do come\u00e7o dos anos 90, certo? Como foi a hist\u00f3ria?<\/strong><br \/>\nEu considero esse disco o elo perdido entre os anos 80 e o \u201cBeleza Roubada\u201d de 2004. A minha primeira produ\u00e7\u00e3o independente, feita no est\u00fadio do Nilo Romero (Cazuza), em ADAT, sem dinheiro nenhum, mas com uma garra danada e com a colabora\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos espetaculares. Sergio Dias gravou varias faixas. Frejat, Jo\u00e3o Rebolcas (que tocou com Cazuza e grava com Chico Buarque hoje), Jaquinho no Cello. Eu tinha o desejo de lan\u00e7ar um dia, mas n\u00e3o sabia muito como viabilizar. Por conta de ter deixado as fitas de ADAT com o George Israel. Que perdeu&#8230; Enfim, no dia em que resolvi lan\u00e7ar n\u00e3o tinha master, mas apenas uma fita DAT com uma pr\u00e9-mix. Ainda assim, achei que valia a pena pelo registro dessas can\u00e7\u00f5es. Muitas gravadas por interpretes como Simone, Leila Pinheiro, Capital, Bar\u00e3o, em novas vers\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dai chegamos ao show \u201cM\u00fasica e Maresia\u201d, que agora chega em vers\u00e3o \u00e1udio e DVD. Assisti \u00e0 grava\u00e7\u00e3o no Sesc Belenzinho, e apesar de um clima nervoso no ar, a noite foi linda. Como foi pra voc\u00ea pensar esse show e todo o processo de grava\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEu venho me apresentando raramente nos \u00faltimos anos. Pouca demanda de shows. Fa\u00e7o uma coisa, acho que vai rolar, mas n\u00e3o sei por que, n\u00e3o acontece. Quando vi que poderia vir a ocorrer o mesmo com o show de lan\u00e7amento do vinil no SESC eu pensei que talvez fosse uma boa oportunidade de deixar um registro ao vivo dessas can\u00e7\u00f5es. Mais pessoas poderiam assistir e todo o investimento de trabalho n\u00e3o seria em v\u00e3o. Montar um show inteiro, in\u00e9dito, para uma s\u00f3 apresenta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o compensa o trabalho. Sete m\u00fasicos no palco. Ent\u00e3o propus ao Canal Brasil fazer esse registro. Mas foi uma loucura. Esse nervosismo, ao qual voc\u00ea se refere, foi pouco, perto do desafio que foi levantar essa produ\u00e7\u00e3o em 15 dias. Eu sou a produtora fonogr\u00e1fica ent\u00e3o 10 minutos antes de entrar no palco eu estava vendo contrato, autoriza\u00e7\u00e3o de grava\u00e7\u00e3o, enviando logomarca para projetar. N\u00e3o sei como consegui. Estava muito sobrecarregada. E fiquei durante um ano em p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o. S\u00f3 agora est\u00e1 come\u00e7ando a acalmar. Eu fiz um longa metragem&#8230; Um especial de TV que tem toda uma narrativa&#8230; N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um show gravado ao vivo&#8230; Tem uma historia por tr\u00e1s desse show&#8230; Uma narrativa de luz, cor, movimento de palco, uma equipe toda dialogando comigo. Al\u00e9m do mais sou perfeccionista. Sofro a be\u00e7a. Gosto das coisas bem feitas. Uma heran\u00e7a da minha paix\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o fomentadas pelo cinema e a fotografia. E gosto de trabalhar com gente exigente tamb\u00e9m. Com os melhores. Porque a\u00ed tudo ganha outra dimens\u00e3o que \u00e9 o prazer de fazer bem feito. O gozo est\u00e9tico mesmo. N\u00e3o h\u00e1 como ter um bom resultado sem muito trabalho. Ent\u00e3o eu considero esse DVD uma constru\u00e7\u00e3o est\u00e9tica feita por v\u00e1rios artistas em colabora\u00e7\u00e3o. O Paulo Fontenelle, que fez a dire\u00e7\u00e3o, o Walter Costa com quem trabalhei na sonoridade toda das mixes e edi\u00e7\u00f5es, o artista visual Jose Diniz que me cedeu \u00e0s fotos e loops de proje\u00e7\u00e3o, o light designer Henrique Leiner, a dire\u00e7\u00e3o musical impec\u00e1vel do Aquiles Faneco, um mestre da guitarra, enfim, o trabalho de v\u00e1rios artes\u00f5es de som e imagem.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PqjlR1PZ7eE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E agora o resultado, ap\u00f3s todo o processo, te deixou satisfeita?<\/strong><br \/>\nMuito satisfeita. Eu projetei uma coisa e acho que 80% do que eu imaginei est\u00e1 l\u00e1. Lamento n\u00e3o ter estado mais relaxada. Principalmente no inicio, d\u00e1 para perceber a tens\u00e3o na fisionomia. Mas depois eu fui descomprimindo. Tivemos poucos ensaios. A banda toda de S\u00e3o Paulo. Eu no Rio. S\u00f3 uma louca grava um DVD na estreia. As pessoas rodam meses com um show antes de gravar. Mas eu sabia que se n\u00e3o fosse assim, n\u00e3o aconteceria. Ao mesmo tempo eu sabia que poderia consertar alguma coisa depois e que o importante mesmo era salvar a performance, e deixar o preciosismo para as benesses da tecnologia. O que de fato foi feito. E ficou t\u00e3o legal. Acho que sem querer consegui deixar um registro audiovisual representativo da minha trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cTempo Circular\u201d, o primeiro single, \u00e9 uma faixa completamente in\u00e9dita, certo? Sobre o que \u00e9 esse \u201cTempo Circular\u201d?<\/strong><br \/>\nEu me vejo basicamente como uma cantautora. Canto as coisas que componho. Gostaria de ter podido mostrar mais o meu trabalho atual de compositora. Mas acho que n\u00e3o era o momento. Eu precisava lan\u00e7ar esse disco dos anos 90. Mas achei importante colocar uma can\u00e7\u00e3o in\u00e9dita, pelo menos. Mostrar um pouco onde eu estou, o meu trabalho agora. Esse DVD \u00e9 mais uma retrospectiva de carreira, uma coisa que eu estava me devendo e devendo ao p\u00fablico. Mas evidentemente s\u00e3o can\u00e7\u00f5es de outra \u00e9poca, com outra linguagem. Mas ainda assim meio atemporais, eu acho, grande parte toca at\u00e9 hoje nas r\u00e1dios de todo Brasil e fazem parte do imagin\u00e1rio da musica popular contempor\u00e2nea, como \u201cCaleidosc\u00f3pio\u201d, \u201cNatureza Humana\u201d, \u201cO Poeta Est\u00e1 Vivo\u201d. J\u00e1 \u201cTempo Circular\u201d \u00e9 o meu passo a adiante, o meu di\u00e1logo com a nova gera\u00e7\u00e3o. Acho que meu encontro com Paulo Monarco \u00e9 bem representativo desse momento. Fizemos coisas interessantes juntos, como \u201cQuero Ser M\u00e1quina\u201d, vencedora de cinco festivais universit\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Num bate papo nosso no Facebook, voc\u00ea me dizia: \u201cO Romulo (Fr\u00f3es) tinha raz\u00e3o. Temos que caminhar e esquecer esse mainstream\u201d. Como \u00e9 se sentir independente hoje? E como est\u00e1 sua rela\u00e7\u00e3o com essa nova (nem t\u00e3o nova assim) gera\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nExatamente. Esse mainstream existe para pouco e a um pre\u00e7o que n\u00e3o vale a pena pagar porque a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 muito leonina. Essas caras est\u00e3o tentando reproduzir as antigas rela\u00e7\u00f5es e percentuais de royalties art\u00edsticos no universo digital. Eu tinha a inten\u00e7\u00e3o inicial de relan\u00e7ar os meus discos da EMI pela Universal. Mas era t\u00e3o ruim a proposta que acabou n\u00e3o sendo vi\u00e1vel. Ent\u00e3o eles licenciaram para eu lan\u00e7ar. Foi muito melhor. Hoje, depois de passado alguns anos daquela conversa, eu entendo mais a posi\u00e7\u00e3o do Romulo. Acho que ele faz um trabalho consistente e muito digno, uma coisa de formiguinha, honesta \u00e0 be\u00e7a. Eu sou muito fantasiosa e cresci dentro de um mercado muito perverso. Depois que montei a Cafezinho, a editora e o selo fonogr\u00e1fico, venho agregando novos artistas e aprendendo muito com eles. Mas \u00e9 dif\u00edcil porque a gente faz o disco, mas n\u00e3o tem como lan\u00e7ar ele dentro do mercado. O marketing \u00e9 muito caro. Ent\u00e3o \u00e9 como fazer uma obra de arte e expor na sua pr\u00f3pria casa, para os seus amigos. Porque voc\u00ea n\u00e3o tem bala para colocar na vitrine. Esse tal de marketing digital, programas de TV, r\u00e1dios, etc&#8230; Isso tudo \u00e9 um saco para a gente que quer \u00e9 tocar e cantar e compor e criar. Mas acaba sendo obrigado a prestar a aten\u00e7\u00e3o nisso, que rouba tempo e trabalho, para no final morrer na praia, pois quem tem 10 mil reais para botar um banner de anuncio numa plataforma digital? E os an\u00fancios nas redes sociais para fugir da pris\u00e3o dos algoritmos e alcan\u00e7ar os seus amigos? Ai voc\u00ea fica puto e n\u00e3o faz nada&#8230; Tudo bem. \u201cDane-se\u201d, eu digo para mim mesma. Quem quiser que corra atr\u00e1s. Mas n\u00e3o \u00e9 assim tamb\u00e9m porque voc\u00ea gastou dinheiro para produzir, voc\u00ea \u00e9 o empres\u00e1rio, a gravadora, n\u00e3o pode perder dinheiro. N\u00e3o pode n\u00e9? Mas perde. Porque no fundo voc\u00ea sabe que isso n\u00e3o \u00e9 o mais importante. E essa \u00e9 a diferen\u00e7a entre voc\u00ea e eles. O bem imaterial, os ganhos subjetivos&#8230; Mas tem sempre uma cobran\u00e7a em volta da fam\u00edlia, e tamb\u00e9m interna que tem que dar lucro. Ent\u00e3o a gente vive em conflito e em uma negocia\u00e7\u00e3o permanente com a gente mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E agora, pra onde vai Dulce Quental? Shows? Livros? M\u00fasicas? Filmes? Qual o caminho nesse pa\u00eds aparentemente perdido?<\/strong><br \/>\nMe responde voc\u00ea, se tiver a resposta. Do jeito que as coisas tem andado nos \u00faltimos anos eu n\u00e3o espero nada. Minha filha vai estudar nos USA ano que vem. Talvez eu pegue uma mochila e d\u00ea um role para ver como anda o mundo l\u00e1 fora. Talvez seja a hora de deixar espa\u00e7o para os novos. Ou talvez eu aceite o convite do meu parceiro Raul Misturada e v\u00e1 para S\u00e3o Paulo no ver\u00e3o gravar um disco de in\u00e9ditas. A gaveta est\u00e1 cheia de can\u00e7\u00f5es, mas eu confesso que estou cansada de dar murro em ponta de faca. Onde est\u00e1 o publico? Quem \u00e9 o meu publico? Ser\u00e1 que o que eu tenho a dizer pode interessar a algu\u00e9m? S\u00e3o perguntas que eu me fa\u00e7o e que n\u00e3o tenho as respostas. Mas isso nunca me impediu de continuar a produzir. At\u00e9 porque a gente faz antes de tudo para a gente mesmo. Sair da posi\u00e7\u00e3o passiva e fazer a passagem ao ato. A cenourinha na frente do nariz&#8230; Enfim, pra fazer a liga com o mundo. E manter a conversa acesa. A tal da alteridade, n\u00e9? O Outro que ainda n\u00e3o conhecemos em n\u00f3s.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LKehvQht7Vc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n\u2013 Dulce Quental fala sobre o crowdfunding para seu primeiro romance (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/29\/tres-perguntas-dulce-quental\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Entrevista: Dulce Quental (2004) (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/dulcequental.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Dulce Quental re\u00fane cr\u00f4nicas de internet no livro \u201cCaleidosc\u00f3picas\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/05\/20\/caleidoscopicas-de-dulce-quental\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Dulce Quental: \u201cCazuza, amigo e inspira\u00e7\u00e3o\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/07\/10\/cazuza-amigo-e-inspiracao\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Caleidosc\u00f3picas: leia algumas cr\u00f4nicas de Dulce Quental no Scream &amp; Yell (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/09\/19\/e-a-natureza-humana-why-why\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;A gaveta est\u00e1 cheia de can\u00e7\u00f5es, mas eu confesso que estou cansada de dar murro em ponta de faca. 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