{"id":43687,"date":"2017-08-04T11:53:32","date_gmt":"2017-08-04T14:53:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43687"},"modified":"2017-08-24T14:44:42","modified_gmt":"2017-08-24T17:44:42","slug":"entrevista-donatinho-fala-sobre-seu-disco-com-joao-donato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/08\/04\/entrevista-donatinho-fala-sobre-seu-disco-com-joao-donato\/","title":{"rendered":"Entrevista: Donatinho fala sobre seu disco com Jo\u00e3o Donato"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Donatinho nasceu, Jo\u00e3o Donato j\u00e1 estava na casa dos 50 anos e j\u00e1 era O Jo\u00e3o Donato, pianista, arranjador, cantor e compositor que fez parte da constru\u00e7\u00e3o do que chamamos hoje de MPB, desde os tempos da Bossa Nova. M\u00fasico reconhecido por sua inova\u00e7\u00e3o e por suas mesclas de jazz e ritmos latinos, Donat\u00e3o &#8211; como \u00e9 chamado na intimidade &#8211; se arrisca agora em um universo completamente distinto no dan\u00e7ante e rec\u00e9m-lan\u00e7ado disco \u201cSintetizamor\u201d, produzido ao lado de seu filho Donatinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sai o piano ac\u00fastico e entram os sintetizadores: o encontro musical de pai e filho gerou um disco que bebe nos exageros dos anos 70 e 80, com est\u00e9tica pop, que traz logo na capa Donatinho e Donat\u00e3o em roupas futuristas, como cartuns de algum gibi perdido. Com produ\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Donatinho, \u201cSintetizamor\u201d traz 10 faixas in\u00e9ditas, compostas pela dupla e por parceiros como Davi Moraes (\u201cDe Toda Maneira\u201d; \u201cInterstellar\u201d), Jonas S\u00e1 (\u201cLuz Negra\u201d), Ronaldo Bastos (\u201cVamos Sair \u00e0 Francesa\u201d) e Domenico Lancellotti e Julia Bosco (\u201cSurreal\u201d), entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse encontro de gera\u00e7\u00f5es surgiu um disco atual, que se comunica com o nosso tempo e que expande o universo j\u00e1 explorado anteriormente por Donatinho, artista que j\u00e1 trabalhou com gente como Vanessa da Mata, Fernanda Abreu, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Donatinho, para quem n\u00e3o lembra, j\u00e1 tocou junto da banda Metr\u00f4, l\u00e1 no in\u00edcio dos anos 2000, e lan\u00e7ou seu disco de estr\u00e9ia em 2014, intitulado \u201cZamb\u00ea\u201d. Para entender mais sobre esse projeto afetivo ao lado de seu pai, conversamos, via telefone, com Donatinho, que nos contou sobre a produ\u00e7\u00e3o de \u201cSintetizamor\u201d, suas refer\u00eancias e seu olhar vintage sobre o mundo pop. Confira abaixo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLTaRWr5sdDvnHYjyiH8h5Jx63s1Ee5Oi3\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco marca o encontro de pai e filho, mas especialmente uma inser\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Donato no seu universo. Como voc\u00eas chegaram a esse projeto?<\/strong><br \/>\nA gente j\u00e1 vinha a muitos anos querendo fazer um trabalho juntos, fazia muito tempo. E quando ficou decidido que eu ficaria respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o e pelos arranjos do disco, eu vi que se a gente fizesse um disco de banda seria apenas mais um disco do Jo\u00e3o Donato, e a minha ideia era fazer uma coisa original, que ele nunca tivesse feito antes na vida dele. E a\u00ed eu propus que a gente trabalhasse com uma est\u00e9tica mais pop, dan\u00e7ante, mais eletr\u00f4nica. Ele topou e foi nessa viagem; e deu super certo, ele ficou super feliz com o resultado. Eu acho que na realidade a minha ideia como produtor do disco era surpreender as pessoas, mostrar que o Donato, apesar de estar com 83 anos de idade, continua muito jovem e \u00e9 capaz de fazer qualquer tipo de som. Ele n\u00e3o tem barreiras, ele \u00e9 livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nesse sentido de inova\u00e7\u00e3o e tal, para mim, o \u201cSintetizamor\u201d \u00e9 um caminho natural de explora\u00e7\u00e3o para o seu pai depois do \u201cDonato El\u00e9trico\u201d (2016), por exemplo. Isso mostra que ele est\u00e1 sempre buscando caminhos diferentes.<\/strong><br \/>\n\u00c9, eu acho que o \u201cDonato El\u00e9trico\u201d na verdade n\u00e3o \u00e9 um disco que traga uma novidade, por que ele tenta reproduzir a sonoridade do \u201cBad Donato\u201d, de 1972, a proposta foi meio que tentar ir naquela linha. Eu acho que o disco que a gente est\u00e1 fazendo agora \u00e9 esse sim, de fato, um projeto mais ousado. Eu acho que esse \u00e9 o projeto mais ousado que ele j\u00e1 fez na vida. E tamb\u00e9m por que fazia 15 anos que ele n\u00e3o cantava, que ele n\u00e3o lan\u00e7ava um disco cantando [referindo-se ao disco \u201cManagarroba\u201d]. Desde 2002 que ele s\u00f3 vem fazendo trabalho instrumental ou ent\u00e3o ao vivo, mas disco de composi\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas com ele cantando n\u00e3o acontece desde 2002. Acho que isso foi muito bacana tamb\u00e9m, botar ele pra cantar de novo, sabe?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O repert\u00f3rio do \u201cSintetizamor\u201d \u00e9 todo in\u00e9dito. Algumas dessas faixas j\u00e1 existiam ou elas foram todas pensadas especialmente para esse projeto?<\/strong><br \/>\nDuas delas j\u00e1 existiam anteriormente e outras oito foram compostas especialmente para esse trabalho. A gente se reuniu no in\u00edcio do ano passado para come\u00e7ar a compor as m\u00fasicas, em encontros informais na casa dele, dali foram pintando as ideias, surgindo as melodias, as ideias iniciais, da\u00ed eu chamei alguns amigos, parceiros meus. A maioria \u2013 com exce\u00e7\u00e3o do Ronaldo Bastos, que j\u00e1 \u00e9 parceiro antigo do Donat\u00e3o \u2013 s\u00e3o pessoas da nova gera\u00e7\u00e3o da m\u00fasica, e eu achei legal botar ele em contato com essa gera\u00e7\u00e3o mais jovem de letristas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u201cSintetizamor\u201d foi todo gravado com antigos sintetizadores e de forma mais anal\u00f3gica, \u00e9 isso n\u00e3o? Como se deu essa produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEsse trabalho demorou um pouco para acontecer, pra ser realizado, at\u00e9 por que \u00e0s vezes as coisas s\u00f3 acontecem na hora que elas t\u00eam que acontecer mesmo. E, desde quando a gente teve a ideia inicial, n\u00e3o vou saber dizer quando assim, sei l\u00e1, deve ter mais de cinco anos que a gente j\u00e1 fala em fazer um trabalho juntos. De l\u00e1 pra c\u00e1 &#8211; na verdade um pouco antes -, eu comecei a colecionar instrumentos vintage, ent\u00e3o eu tenho uma cole\u00e7\u00e3o bem grande de teclados antigos, da d\u00e9cada de 60, 70 e 80. Esses teclados hoje em dia fazem parte do meu est\u00fadio, o Synth Love. E esses instrumentos foram fundamentais para a sonoridade do disco, por que ele \u00e9 todo baseado nesses instrumentos antigos, n essa sonoridade dos anos 70 e 80, basicamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m dessa sonoridade vintage, o visual do trabalho tamb\u00e9m \u00e9 todo calcado nesse universo retro-futurista. Nesse sentido, h\u00e1 um cuidado especial com a arte, como a ilustra\u00e7\u00e3o de capa n\u00e3o \u00e9?<\/strong><br \/>\nA proposta desse disco era trazer o Donato pro meu universo, tanto na quest\u00e3o do som quanto na quest\u00e3o visual e a\u00ed eu j\u00e1 trabalho h\u00e1 algum tempo com o Alan Jefferson, o desenhista que fez a ilustra\u00e7\u00e3o da capa e tamb\u00e9m do p\u00f4ster que vem no encarte e que \u00e9 todo baseado nessa est\u00e9tica de comics, do super her\u00f3i americano, esse universo DC e Marvel \u2013 ele inclusive \u00e9 desenhista da DC Comics, que \u00e9 a empresa do SuperMan, do Batman. E ele j\u00e1 vem trabalhando comigo h\u00e1 algum tempo, por que no meu trabalho solo, o \u201cZamb\u00ea\u201d, eu uso algumas das imagens que ele fez pra mim, no show elas s\u00e3o projetados no tel\u00e3o, pois um super her\u00f3i \u00e9 o personagem que eu encarno no meu show, at\u00e9 tem uma roupa especial, que \u00e9 toda iluminada. E a id\u00e9ia foi trazer o Donat\u00e3o para esse universo tamb\u00e9m, tanto que na capa do disco ele est\u00e1 com uma roupa igual a minha, toda de luz tamb\u00e9m. E \u00e9 bem bacana isso, at\u00e9 por que eu acho que seria mais f\u00e1cil e mais \u00f3bvio eu me inserir no estilo musical dele do que ele no meu, seria mais esperado a gente fazer um disco onde eu me encaixa-se no que ele j\u00e1 faz. Eu acho que esse que foi o grande diferencial desse disco: \u00e9 conseguir trazer ele para isso. Eu queria tirar ele da zona de conforto, tanto que n\u00e3o tem piano ac\u00fastico em nenhuma das faixas, s\u00e3o todas com piano el\u00e9trico ou sintetizador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/joao1.jpg\" \/><\/strong><strong>Nesse universo da rela\u00e7\u00e3o de voc\u00eas, em algum momento voc\u00ea sentiu alguma press\u00e3o ou peso pelo nome e pela hist\u00f3ria de seu pai?<\/strong><br \/>\nSe eu senti alguma press\u00e3o? Na vida, voc\u00ea diz assim?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9, nesse sentido de as pessoas ficarem fazendo compara\u00e7\u00f5es e tal?<\/strong><br \/>\nAh, eu acho que isso \u00e9 inevit\u00e1vel, as pessoas gostam de comparar, \u00e9 uma coisa natural, mas isso n\u00e3o me incomoda nem um pouco, eu acho que isso j\u00e1 \u00e9 ultrapassado tamb\u00e9m, acho que hoje em dia nem rola mais isso, por que a nossa m\u00fasica \u00e9 t\u00e3o diferente. A gente trilhou caminhos diferentes: ele tem a assinatura dele, eu tenho a minha. Eu acho que n\u00e3o tem mais espa\u00e7o pra isso n\u00e3o; mas tamb\u00e9m se tiver n\u00e3o \u00e9 algo que me incomode, eu n\u00e3o ligo muito pra isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea mencionou seu disco solo \u201cZamb\u00ea\u201d, de 2014. Nesse sentido, depois do \u201cSintetizamor\u201d voc\u00ea pretende fazer outro trabalho solo?<\/strong><br \/>\nPretendo sim, j\u00e1 tem algumas composi\u00e7\u00f5es, eu devo fazer alguma coisa diferente \u2013 diferente em rela\u00e7\u00e3o ao \u201cZamb\u00ea\u201d, que \u00e9 um projeto especial, que \u00e9 um disco onde eu n\u00e3o canto, \u00e9 um disco com v\u00e1rios parceiros, onde eu chamei v\u00e1rias pessoas para cantar. Eu imagino que meu pr\u00f3ximo trabalho seja mais na linha do \u201cSintetizamor\u201d, isto \u00e9, um trabalho meu, de m\u00fasicas minhas, cantando e tal. Mas eu n\u00e3o tenho certeza tamb\u00e9m, eu meio que deixo rolar, eu n\u00e3o fico planejando, deixo acontecer; mas por enquanto eu n\u00e3o pretendo fazer nada por agora, por que a gente acabou de lan\u00e7ar o disco, pretendemos trabalhar esse disco ainda por um tempo. Paralelo a isso eu fa\u00e7o os meus shows do \u201cZamb\u00ea\u201d ainda, tanto que no dia 6 de agosto eu irei me apresentar em Bras\u00edlia, no Festival CoMA. E o Donato tamb\u00e9m, ele continua fazendo o trabalho dele, segue a carreira normal, isso \u00e9 um projeto paralelo, onde a gente se encontra e toca junto.<\/p>\n<p><strong> Falando do disco, o que mais me encantou no \u201cSintetizamor\u201d foi o car\u00e1ter envolvente e pop do disco, essa coisa dan\u00e7ante&#8230;<\/strong><br \/>\nAh, obrigado!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o as suas refer\u00eancias nesse sentido?<\/strong><br \/>\nAh, tem muitas refer\u00eancia, como Michael Jackson, Lincoln Olivetti, Zapp &amp; Roger, Rick James, Parliament, Funkadelic, muita coisa da Black music antiga, particularmente dos anos 80, que \u00e9 a minha grande refer\u00eancia musical. Eu gosto muito desses funks e souls da d\u00e9cada de 80, que tinham muito sintetizador. Gap Band tamb\u00e9m, Midnight Star, v\u00e1rias bandas que eu gosto muito. No Brasil, o Lincoln Olivetti, \u00e9 claro, que eu gosto muito, que \u00e9 um dos maiores \u00eddolos musicais que eu tenho. Ele tamb\u00e9m tinha muito essa sonoridade de sintetizador e tal, inclusive, ele era o maior produtor da \u00e9poca nos anos 80.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu vejo essa refer\u00eancia aos anos 80, mas a mim, curiosamente, me remeteu ao Cl\u00e1udio Zoli, a Fernanda Abreu e o Ed Motta em alguns momentos dos anos 90, que era uma fase diferente entre a MPB e o Pop, que tamb\u00e9m tinha essas refer\u00eancias a Black music e tal. Hoje eu sinto que h\u00e1 certo distanciamento entre esses universos da MPB e do Pop nacional, sabe?<\/strong><br \/>\nAh \u00e9, totalmente. Hoje em dia \u00e9 tudo meio americanizado. As produ\u00e7\u00f5es de m\u00fasica pop hoje em dia parecem muito com as coisas l\u00e1 de fora, elas n\u00e3o t\u00eam muita brasilidade. E da\u00ed eu volto a falar em rela\u00e7\u00e3o ao Lincoln Olivetti, que \u00e9 um cara que tinha muito isso, que tinha a capacidade de fazer os arranjos de n\u00edvel internacional, mas ao mesmo tempo era tudo super brasileiro. Se voc\u00ea pegar aquelas grava\u00e7\u00f5es do Marcos Valle dos anos 80, \u201cEstrelar\u201d, por exemplo, \u201cBicicleta\u201d, aquelas coisas eram muito nessa pegada que voc\u00ea est\u00e1 falando, da m\u00fasica pop dan\u00e7ante, mas ao mesmo tempo brasileira, com swing brasileiro. Ele era mestre em fazer isso!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/joao2.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a> \u00e9 jornalista e colabora com o sites <a href=\"http:\/\/www.aescotilha.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Escotilha<\/a> e Scream &amp; Yell. A foto que abre o texto \u00e9 divulga\u00e7\u00e3o. As duas fotos posteriores s\u00e3o de Marcelo Costa \/ Scream &amp; Yell, registro do show de Jo\u00e3o Donato na Virada Cultural de S\u00e3o Paulo, 2008, em que ele contou com a presen\u00e7a de Donatinho no palco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Desse encontro de gera\u00e7\u00f5es surgiu Sintetizamor\u201d, um disco atual, que se comunica com o nosso tempo e que expande o universo j\u00e1 explorado anteriormente por Donatinho\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/08\/04\/entrevista-donatinho-fala-sobre-seu-disco-com-joao-donato\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":43688,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2157,2156],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43687"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43687"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43687\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43689,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43687\/revisions\/43689"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}