{"id":43565,"date":"2017-07-24T09:15:53","date_gmt":"2017-07-24T12:15:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43565"},"modified":"2017-08-20T00:04:31","modified_gmt":"2017-08-20T03:04:31","slug":"entrevista-tiberio-azul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/24\/entrevista-tiberio-azul\/","title":{"rendered":"Entrevista: Tib\u00e9rio Azul"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/gil.luizmendes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gil Luiz Mendes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda estava no in\u00edcio do show em que Tib\u00e9rio Azul mostrava, pela primeira vez no Recife, as m\u00fasicas do seu \u00faltimo trabalho chamado \u201cL\u00edquido\u201d, lan\u00e7ado em mar\u00e7o, quando o artista resolveu abrir seu cora\u00e7\u00e3o de cima do palco do Teatro Santa Isabel e dizer que estava morrendo de saudade de tocar em casa. Morando h\u00e1 mais de dois anos no Rio de Janeiro, Azul decidiu demonstrar esse sentimento de falta no dia 13 desse m\u00eas com uma vers\u00e3o do \u201cFrevo n\u00ba 3\u201d, de Ant\u00f4nio Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSou do Recife com orgulho e com saudade \/ Sou do Recife com vontade de chorar \/ E o rio passa, levando barca\u00e7a pro alto do mar\/ E em mim n\u00e3o passa essa vontade de voltar \/ Recife mandou me chamar\u201d. Os versos n\u00e3o s\u00e3o aleat\u00f3rios. As \u00e1guas do Capibaribe, rio que corta a capital pernambucana, est\u00e3o presentes nas can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum lan\u00e7ado pelo compositor no in\u00edcio deste ano, projeto que \u00e9 acompanhado (e ampliado) pelo livro \u201cL\u00edquido Ou o Homem Que Nasceu Amanh\u00e3\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se na apresenta\u00e7\u00e3o no Teatro Santa Isabel, Tib\u00e9rio se mostrava alegre, dan\u00e7ante e empolgado por ver todas as cadeiras do lugar ocupadas, em sua maioria por rostos conhecidos dele e da cena art\u00edstica recifense, um dia antes seu semblante era de cansa\u00e7o. Pudera, ap\u00f3s seis horas seguidas de ensaio com uma banda rec\u00e9m-formada de 10 integrantes, ele concedia essa entrevista em um bar de mesas na rua, no final de uma quarta-feira que parecia teimar em n\u00e3o ter fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a conversa o cantor, compositor e poeta explicou como foi o processo para elabora\u00e7\u00e3o de \u201cL\u00edquido\u201d (que sucede sua elogiada estreia, \u201c<a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/tiberio-azul\/sets\/bandarra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bandarra<\/a>\u201d, de 2011), ao mesmo tempo em que vislumbra como ser\u00e1 o pr\u00f3ximo disco, que j\u00e1 tem nome e m\u00fasicas prontas. \u201cL\u00edquido\u201d traz parcerias com Castor Luiz, Yuri Queiroga, Vitor Ara\u00fajo e Z\u00e9 Manoel, sendo que os dois \u00faltimos ainda participam do \u00e1lbum ao lado de Pedro Luis e Clarice Falc\u00e3o. &#8220;L\u00edquido&#8221; \u00e9 \u201cinspirado nas manh\u00e3s nubladas de Recife\u201d e, no bate papo, Tib\u00e9rio aproveitou tamb\u00e9m para falar do seu lado escritor que est\u00e1 mostrando agora, ao lan\u00e7ar seu primeiro livro paralelamente ao segundo disco da carreira solo. Confira.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Livro e disco podem ser adquiridos em <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/azultiberio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.facebook.com\/azultiberio<\/a><\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4vNNJHdcrqY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cL\u00edquido\u201d \u00e9 um disco que se destaca pelos arranjos e o grande n\u00fameros de instrumentos. Como foi gravar isso?<\/strong><br \/>\nFoi foda. \u00c9 comum na m\u00fasica popular os artistas comporem m\u00fasicas ao longo do tempo e depois agregarem elas em um disco, e pra quem \u00e9 independente tem sempre a quest\u00e3o dos custos que, por muitas vezes, acabam deixando as coisas mais enxutas. Mas acho que eu sou um artista \u00e0 moda antiga. Meus modelos de cria\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito arcaicos. N\u00e3o consigo me adaptar ao sistema. Quando eu estava terminando o \u201cBandarra\u201d (2011), o conceito do \u201cL\u00edquido\u201d come\u00e7ou a surgir. Quando comecei a escrev\u00ea-lo, j\u00e1 percebi que essa estrutura de arranjos era essencial. Quando fomos come\u00e7ar a gravar, o Yuri Queiroga, que \u00e9 o produtor do disco, avisou que ia ficar muito caro todo o processo de grava\u00e7\u00e3o e sugeriu algo mais simples. Tive que explicar que as m\u00fasicas tinham nascido daquela forma e seria dif\u00edcil mudar. N\u00e3o era uma quest\u00e3o de op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como voc\u00ea fez para tornar a grava\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o foi f\u00e1cil, tive que contar muito com os parceiros. Os m\u00fasicos foram compreens\u00edveis, pois sabiam que o or\u00e7amento era bem baixo. No final eu consegui aprovar um projeto atrav\u00e9s da Funculutra, do governo de Pernambuco, para finalizar o disco com a masteriza\u00e7\u00e3o e mixagem, pois j\u00e1 tinha tirado do bolso todo o custo de grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco estava todo na tua cabe\u00e7a quando voc\u00ea entrou no est\u00fadio?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. Eu sou muito conectado \u00e0 carga po\u00e9tica do trabalho. Essa \u00e9 a parte que eu domino e tenho zelo. Quando passa para a parte de arranjos, eu tenho ideias e escolhas, mas nesse momento conto muito com os parceiros. Em todos os meus discos h\u00e1 uma participa\u00e7\u00e3o muito ativa das pessoas que se envolveram com ele. Quando vou atr\u00e1s das pessoas para fazerem parte do trabalho, seja na arte da capa, na produ\u00e7\u00e3o ou mesmo tocando, gosto de pensar que estou agregando arte e n\u00e3o contratando algu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea est\u00e1 fazendo para colocar toda essa grandiosidade de sopros e cordas do disco para os shows?<\/strong><br \/>\nD\u00e1 pra enxugar. Tenho tocado com sete pessoas no palco (no show do Recife foram 10). \u00c9 quase a mesma estrutura que eu tinha nos shows do \u201cBandarra\u201d adicionando agora mais tr\u00eas instrumentos de sopro e tem funcionado muito bem. A generosidade dos m\u00fasicos nesse processo \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No seu disco e tamb\u00e9m no livro h\u00e1 refer\u00eancias sobre o Recife e atualmente voc\u00ea mora no Rio de Janeiro. Isso interferiu em qu\u00ea no teu trabalho?<\/strong><br \/>\nO livro (\u201cL\u00edquido ou o Homem Que Nasceu Amanh\u00e3\u201d) foi escrito no Rio e o disco (\u201cL\u00edquido\u201d) em Recife. Entre o \u201cBandarra\u201d e o \u201cL\u00edquido\u201d houve um hiato de seis anos que foi um per\u00edodo sab\u00e1tico que tirei. Foi intencional, eu queria ser pai e h\u00e1 dois anos e meio estou morando no Rio de Janeiro. Quando cheguei l\u00e1 o disco j\u00e1 estava quase todo composto.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KgByzAEJI24?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a participa\u00e7\u00e3o de Pedro Lu\u00eds e Clarice Falc\u00e3o em \u201cL\u00edquido\u201d?<\/strong><br \/>\nA m\u00fasica com Pedro (\u201cNem a Pedra \u00e9 Dura\u201d) teria outra concep\u00e7\u00e3o, Durante a grava\u00e7\u00e3o, Yuri prop\u00f4s uma mudan\u00e7a nessa faixa. Passei a declamar uma parte da can\u00e7\u00e3o com frases de Mia Couto, que \u00e9 a minha maior influ\u00eancia nesse disco, e pensamos que seria bom ter uma outra voz cantando ou recitando. Chegamos a pensar em trazer o pr\u00f3prio Mia Couto para recitar, mas decidimos chamar o Pedro Lu\u00eds por ser um cara de que sou f\u00e3 e que est\u00e1 sempre em Pernambuco. Liguei e ele topou na hora. Clarice \u00e9 uma amiga que me recepcionou no Rio quando eu ainda estava fazendo a turn\u00ea do \u201cBandarra\u201d e isso teve um peso sentimental muito grande para mim. Depois disso eu sempre quis uma parceria com ela em um disco meu. A participa\u00e7\u00e3o dela (na faixa \u201cChover\u201d) j\u00e1 estava decidida antes mesmo de fazer o disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cL\u00edquido\u201d \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o de \u201cBandarra\u201d?<\/strong><br \/>\nQuando Terminei o \u201cBandarra\u201d, pensei na concep\u00e7\u00e3o de \u201cL\u00edquido\u201d. Fa\u00e7o um disco como quem escreve um livro, \u00e9 um h\u00e1bito. Em um livro voc\u00ea define mais ou menos uma trama e depois que ela est\u00e1 mais ou menos pronta voc\u00ea senta para escrever. Componho um disco da mesma maneira. Come\u00e7o a pensar no que o disco vai falar, geralmente tenho um t\u00edtulo provis\u00f3rio, um personagem que vai guiar a obra, e \u00e9 em cima disso que eu come\u00e7o a compor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa rela\u00e7\u00e3o de obras que se completam vem desde a \u00e9poca que voc\u00ea toca no Mula Manca?<\/strong><br \/>\nSim, j\u00e1 faz\u00edamos isso. O \u201cCirco da Solid\u00e3o\u201d narrava a hist\u00f3ria de um espet\u00e1culo onde os ser humanos e seus sentimentos eram as grandes atra\u00e7\u00f5es. O \u201cAmor e Pastel\u201d narra um relacionamento desde do seu nascimento at\u00e9 a sua decrepitude. Meu primeiro disco solo fala sobre um homem se libertando e o \u201cL\u00edquido\u201d \u00e9 um homem abra\u00e7ando. No \u201cBandarra\u201d descobri que o elemento terra guiava o disco inteiro, como se eu estivesse dando um signo para ele. O \u201cL\u00edquido\u201d vem com a concep\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. E no pr\u00f3ximo quero falar sobre a morte e o elemento dele vai ser o fogo. Acho que eu vou acabar fazendo uma quadrilogia, o seguinte vai acabar sendo ar, e quando terminar tudo isso vou criar outro conceito e outra tem\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que te faz terminar um disco e j\u00e1 pensar em outro?<\/strong><br \/>\nSe precisasse gravar meu pr\u00f3ximo disco hoje, eu j\u00e1 poderia. Tenho 70% das m\u00fasicas compostas. Quando voc\u00ea come\u00e7a a gravar um disco, as m\u00fasicas j\u00e1 foram compostas h\u00e1 algum tempo. O processo de cria\u00e7\u00e3o acabou. Termina que voc\u00ea passa a olhar mais para o outro lado. Eu demorei muito para gravar esse disco e j\u00e1 estou h\u00e1 um ano compondo para o pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os personagens das tuas m\u00fasicas s\u00e3o autobiogr\u00e1ficos ou voc\u00ea tenta contar as hist\u00f3rias em terceira pessoa?<\/strong><br \/>\nEu me uso como refer\u00eancia, mas n\u00e3o \u00e9 biogr\u00e1fico. Posso ter uma refer\u00eancia minha, mas n\u00e3o uma l\u00f3gica biogr\u00e1fica naquilo. O que est\u00e1 ali \u00e9 algo em que acredito. Minha m\u00fasica \u00e9 muito contemplativa, n\u00e3o existe uma vis\u00e3o falida do mundo. J\u00e1 compus muita m\u00fasica triste, mas eu n\u00e3o encaixo no meu trabalho, geralmente passo adiante. Eu sou assim tamb\u00e9m, ent\u00e3o \u00e9 algo que casa entre mim e a minha m\u00fasica. Se eu ficar s\u00f3 no biogr\u00e1fico fico pobre e redundante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea lan\u00e7ou \u201cL\u00edquido\u201d como um disco e tamb\u00e9m como um livro. Como s\u00e3o essas duas plataformas da mesma obra?<\/strong><br \/>\nA literatura \u00e9 anterior \u00e1 m\u00fasica na minha vida. Comecei a tocar viol\u00e3o com 15 anos e me lembro muito bem de quando fiz a minha primeira m\u00fasica, mas se voc\u00ea me perguntar quando foi que comecei a ter um v\u00ednculo liter\u00e1rio eu n\u00e3o vou saber responder. Eu corria atr\u00e1s dos meus irm\u00e3os com livros para eles lerem para mim. Eu ansiava saber ler. Vim de uma fam\u00edlia humilde e, na minha casa, arte sempre foi algo muito distante. O que tinha na minha casa de literatura quando eu era adolescente era Paulo Coelho e eu li tudo. Sempre me achei escritor e poeta. Me acho mais poeta do que m\u00fasico. Tenho uns seis livros escritos no meu computador, mas eles nunca me agradaram ao ponto de querer public\u00e1-los. Depois que terminei de gravar o \u201cL\u00edquido\u201d eu tive uma sensa\u00e7\u00e3o de que ele n\u00e3o tinha acabado. Achava que ainda tinha mais para dizer e decidi escrever um release po\u00e9tico sobre o disco, depois pensei em escrever textos in\u00e9ditos e colocar no encarte, mas ainda queria mais. Comecei a escrever muito e percebi que ali havia uma narrativa pr\u00f3pria. Passei seis meses escrevendo compulsivamente. O Rio Capibaribe e Recife apareceram muito nesse momento de constru\u00e7\u00e3o do livro. Em uma das minhas visitas ao Recife fiz uma viagem por todo leito do rio desde a sua nascente e foi muito importante para a po\u00e9tica que eu queria colocar no livro. Gostei muito do resultado e mandei para algumas pessoas lerem e elas piraram. Aconteceu como eu queria, que era justamente lan\u00e7ar o livro junto com o disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Assim como com os discos, j\u00e1 est\u00e1 pensando no pr\u00f3ximo livro?<\/strong><br \/>\nLiteratura \u00e9 o meu tes\u00e3o. N\u00e3o tenho d\u00favida que vir\u00e3o outros. S\u00f3 n\u00e3o sei se vai ser nesse mesmo formato com um disco saindo junto. Mas o pr\u00f3ximo disco vai ser sobre a morte e eu j\u00e1 estou borbulhando para escrever coisas sobre a morte, mas quando eu falo morte \u00e9 no sentido do final das coisas. Esse momento pol\u00edtico que estamos vivendo \u00e9 uma grande morte.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iJP7v9fRArA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em><span class=\"curator-description\">\u2013 Gil Luiz Mendes (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/gil.luizmendes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.facebook.com\/gil.luizmendes<\/a>), jornalista, 32 anos, viveu boa parte da vida no Recife e hoje mistura a sua loucura com a de S\u00e3o Paulo. Tem passagens pelas r\u00e1dios Jornal do Commercio, CBN , Central3 e tem textos publicados no IG e na Carta Capital. \u00c9 skatista e m\u00fasico quando d\u00e1 tempo.<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As \u00e1guas do Capibaribe, rio que corta a capital pernambucana, est\u00e3o presentes nas can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum e do livro que Tib\u00e9rio Azul est\u00e1 lan\u00e7ando em 2017. Conhe\u00e7a! \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/24\/entrevista-tiberio-azul\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":40,"featured_media":43566,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9,3],"tags":[920],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43565"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/40"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43565"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43565\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43570,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43565\/revisions\/43570"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43566"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43565"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43565"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43565"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}