{"id":43547,"date":"2017-07-22T15:27:34","date_gmt":"2017-07-22T18:27:34","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43547"},"modified":"2017-08-28T14:49:23","modified_gmt":"2017-08-28T17:49:23","slug":"entrevista-braza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/22\/entrevista-braza\/","title":{"rendered":"Entrevista: Braza"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Marcos Paulino<\/strong><\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em junho de 2015, os integrantes do Forfun publicaram um texto em sua p\u00e1gina no Facebook anunciando o fim da banda, o que pegou seus f\u00e3s de surpresa. Afinal, o quarteto carioca, formado em 2001, gozava de boa exposi\u00e7\u00e3o e frequentava com certa assiduidade canais como MTV (participou at\u00e9 da colet\u00e2nea &#8220;MTV ao Vivo: 5 Bandas de Rock&#8221;) e Multishow. Tinha lan\u00e7ado cinco \u00e1lbuns e um DVD ao vivo que bombou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais espantados ainda ficaram seus seguidores quando, em mar\u00e7o de 2016, saiu o primeiro disco do Braza, formado por Nicolas Christ (bateria), Danilo Cutrim (guitarra e voz) e Vitor Isensee (teclado e voz). Ou seja, dos quatro membros do Forfun, s\u00f3 o baixista e vocalista Rodrigo Costa ficou de fora do novo projeto. Mas n\u00e3o rolou briga nenhuma, garantem eles. Era s\u00f3 a vontade de respirar novos ares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, o Braza voltou \u00e0 tona com seu segundo \u00e1lbum, \u201cTijolo por Tijolo\u201d, que traz 10 faixas calcadas basicamente no reggae e no rap, conforme o batera Nicolas assume na entrevista a seguir, concedida ao Mundo Plug, parceiro do Scream &amp; Yell. E tem como trunfo a participa\u00e7\u00e3o da cantora Sister Nancy, uma das precursoras do dancehall jamaicano, na pacifista \u201cEx\u00e9rcito sem Farda\u201d. Ah, Rodrigo Costa hoje est\u00e1 nas bandas Tivoli e Carranca, que lan\u00e7aram no fim de 2016 seus discos de estreia.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ulZn21CvIfg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De onde voc\u00eas tiraram o nome Braza?<\/strong><br \/>\nDesenvolvemos todo o projeto e a \u00faltima coisa que apareceu foi o nome. Fomos juntando adjetivos, inten\u00e7\u00f5es, verbos, e sempre apareciam cores quentes, vermelho, laranja, que inclusive s\u00e3o as cores que usamos na nossa identidade visual. Aparecia muito \u00edmpeto, vontade, raiz. Achamos que Braza sintetizava bem o que a gente queria desenvolver. E tamb\u00e9m porque remete ao Brasil. Ent\u00e3o unimos o nome do pa\u00eds com algo incandescente, a centelha da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas est\u00e3o lan\u00e7ando o segundo disco pouco tempo depois do primeiro, o que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, principalmente numa carreira independente. Por que tomaram essa decis\u00e3o?<\/strong><br \/>\nRealmente, hoje em dia \u00e9 dif\u00edcil ter artistas que lancem dois \u00e1lbuns no espa\u00e7o de um ano. Pelo que est\u00e1vamos acostumados at\u00e9 ent\u00e3o, isso pra gente era quase imposs\u00edvel. Mas estamos come\u00e7ando um projeto quase que do zero, e muito pela nossa necessidade de nos expressar, n\u00e3o paramos de fazer m\u00fasica. A gente acabou de fazer um disco e, com certeza, em breve vir\u00e3o novas can\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, durante a turn\u00ea do primeiro disco, por serem apenas 10 can\u00e7\u00f5es, a gente precisou colocar alguns covers, pot-pourris de artistas que a gente gosta. Ent\u00e3o sentimos falta de um show com mais corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que diferen\u00e7as voc\u00ea apontaria no som da banda neste segundo \u00e1lbum em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro, que foi mais pr\u00f3ximo do fim do Forfun?<\/strong><br \/>\nQuando come\u00e7amos um novo trabalho, nos expressamos muito com base em nossas refer\u00eancias. Aos poucos, percebo que a gente vem galgando uma personalidade pr\u00f3pria. Neste novo disco, a gente conseguiu aparar as arestas e desenvolver os dois pilares que a gente vem estudando muito, o rap e o reggae. A gente conseguiu criar tra\u00e7os da nossa identidade brasileira, que est\u00e1 no nosso DNA. Com isso, com rela\u00e7\u00e3o ao primeiro disco, acho que \u00e9 um trabalho mais coeso, que se aproxima mais do que a gente acredita ser nossa identidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acredita que o segundo disco est\u00e1 menos \u201cimpregnado\u201d de Forfun?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei. Mas posso dizer que estamos mais perto daquilo que a gente quer desenvolver neste momento. Fizemos o que quer\u00edamos fazer realmente. \u00c9 como um pintor que vai experimentando tintas. Agora a gente sabe como aquela cor vai aparecer, porque experimentamos muito. Ent\u00e3o este trabalho foi menos experimental e mais dentro do que quer\u00edamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com o Forfun voc\u00eas conseguiram uma boa exposi\u00e7\u00e3o. Como est\u00e1 sendo essa transi\u00e7\u00e3o para novamente ter uma banda independente que busca seu espa\u00e7o?<\/strong><br \/>\nCom o Forfun, a gente realmente experimentou essa sensa\u00e7\u00e3o de estar na m\u00eddia, mas nunca largamos o underground. Sempre priorizamos meter a m\u00e3o em todas as etapas do processo, na feitura de clipes, de bon\u00e9s, de camisetas. Sempre metemos a m\u00e3o na massa. Com o Braza, a gente retomou essa sensa\u00e7\u00e3o do in\u00edcio do Forfun, de viajar de van, de desenvolver as artes dos materiais de divulga\u00e7\u00e3o, de editar clipe, de participar de todas as etapas. N\u00e3o \u00e9 come\u00e7ar do zero, mas come\u00e7ar de novo, com a bagagem que a gente trouxe do Forfun. \u00c9 muito trabalhoso, mas ao mesmo tempo muito prazeroso estar desenhando algo novo. No Forfun, come\u00e7amos muito novos, \u00edamos conforme o fluxo da vida nos levava. Agora, com o Braza, pudemos pensar antes no conceito, no que quer\u00edamos fazer, desde a identidade visual at\u00e9 o ritmo. Queremos muito fazer uma mescla de reggae e rap com os assuntos que queremos abordar. Tudo isso foi pensado antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como rolou a participa\u00e7\u00e3o da Sister Nancy no disco?<\/strong><br \/>\nDentro dessa inten\u00e7\u00e3o de fazer essa ponte com ritmos jamaicanos, no primeiro disco tivemos a honra e o prazer de ter a participa\u00e7\u00e3o do Mykal Rose (ex-vocalista do Black Uhuru), em \u201cEasy Road\u201d. Agora, pensamos em quem poder\u00edamos chamar pra somar. Nosso produtor, o Bruno Negreiros, deu a ideia de fazer com a Sister Nancy, que \u00e9 a primeira MC do mundo. A gente j\u00e1 tinha uma m\u00fasica que achava que ela poderia curtir. Ela n\u00e3o s\u00f3 curtiu como botou a letra. Ficamos emocionados, foi uma honra muito grande, porque curtimos o som dela. E a letra \u00e9 muito linda, fala de amor, de todo mundo estar no mesmo barco, de ser parte do mesmo organismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nos shows que voc\u00eas j\u00e1 fizeram, o p\u00fablico certamente misturou f\u00e3s do Forfun com a galera que est\u00e1 conhecendo agora o som de voc\u00eas. Qual foi a rea\u00e7\u00e3o da plateia?<\/strong><br \/>\nFoi muito legal. \u00c9 um projeto novo, e a gente estava realmente ansioso sobre como as pessoas iriam se expressar. At\u00e9 porque s\u00e3o propostas diferentes, o show do Forfun \u00e9 mais agitado, com uma pegada mais rock. Mas a galera teve um carinho muito grande com a gente, com um clima bastante quente, as pessoas cantando junto. Tem realmente a galera que veio do Forfun, mas percebemos tamb\u00e9m muita gente nova, que est\u00e1 conhecendo o Braza agora.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/elBA9ntKqlk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcos Paulino<\/a> \u00e9 editor do caderno Plug (<a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.mundoplug.com)<\/a>, da Gazeta de Limeira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Neste novo disco, a gente conseguiu aparar as arestas e desenvolver os dois pilares que a gente vem estudando muito, o rap e o reggae&#8221;, conta Nicolas Christ ao Scream &#038; Yell\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/22\/entrevista-braza\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":5,"featured_media":43548,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1998],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43547"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43547"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43547\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43549,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43547\/revisions\/43549"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43547"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43547"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}