{"id":43522,"date":"2017-07-19T17:05:25","date_gmt":"2017-07-19T20:05:25","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43522"},"modified":"2017-08-28T15:36:29","modified_gmt":"2017-08-28T18:36:29","slug":"balanco-festival-paraiso-do-rock-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/19\/balanco-festival-paraiso-do-rock-2017\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7o: Festival Para\u00edso do Rock 2017"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO rock n\u00e3o est\u00e1 em crise. O que est\u00e1 em crise \u00e9 o que as pessoas acham que \u00e9 ou n\u00e3o rock\u201d. A frase \u00e9 de Juan Moreno, da banda colombiana The Rolling Ruanas, e aplica-se ao cen\u00e1rio rock de qualquer pa\u00eds do Ocidente. H\u00e1 quem diga que o rock hoje atende apenas \u00e0 caricatura do \u201ctioz\u00e3o do motoclube\u201d, da feira de food truck com cerveja artesanal e \u201chamb\u00farguer gourmet\u201d; h\u00e1 quem o veja como um produto pl\u00e1stico e estetizado para adolescentes de classe m\u00e9dia; e h\u00e1, claro, quem diga que \u201co rock morreu\u201d e continue repetindo que os mesmos nomes de sempre s\u00e3o os \u00fanicos que valem ser escutados (uma conversinha que se repete desde a morte de Buddy Holly, diga-se).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A verdade \u00e9 que nada disso importa para Beto e Arthur VIzzotto, organizadores do Para\u00edso do Rock, um evento que ocupa um espa\u00e7o singular no cen\u00e1rio de festivais independentes brasileiros. O festival \u00e9 um ato de amor a um g\u00eanero ao qual os organizadores n\u00e3o dedicam elocubra\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas nem papos saudosistas. O objetivo \u00e9 simplesmente fazer uma festa, que deve ter valor em seu momento, e que possa ser capaz de oferecer algo diferente a um munic\u00edpio de 13 mil habitantes do interior rural do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evidentemente, h\u00e1 inten\u00e7\u00f5es na curadoria: al\u00e9m de ter espa\u00e7o para o rock paranaense, ela sempre abriga nomes das mais variadas regi\u00f5es do pa\u00eds, veteranos ou iniciantes, al\u00e9m de contar com pelo menos uma atra\u00e7\u00e3o latino-americana. E sendo essa uma edi\u00e7\u00e3o comemorativa (10 anos de exist\u00eancia), a programa\u00e7\u00e3o dos dias 14 e 15 de julho tinha que deixar esses princ\u00edpios em evid\u00eancia, desviando um pouco <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/07\/30\/balanco-festival-paraiso-do-rock-2016\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">da rota mais caricatural que dominou a edi\u00e7\u00e3o de 2016<\/a>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/paraiso5.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira atividade do festival foi um Tributo a Belchior, realizado na Casa de Cultura de Para\u00edso do Norte. O jornalista Jotab\u00ea Medeiros falou sobre o compositor, falecido h\u00e1 pouco, e antecipou hist\u00f3rias que estar\u00e3o presentes na biografia que escreveu sobre ele, intitulada \u201cApenas um Rapaz Latino-Americano\u201d e com lan\u00e7amento previsto para setembro. Suas falas eram entrecortadas por vers\u00f5es ac\u00fasticas das can\u00e7\u00f5es do homenageado, feitas por Cid\u00e3o Tim (The Jalmas), colaborador regular do Para\u00edso do Rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como em todos os anos, os shows rolaram no CTG S\u00e3o Jorge, e sempre vale destacar a divertida contradi\u00e7\u00e3o impl\u00edcita em ter um festival de rock em um centro de tradi\u00e7\u00f5es ga\u00fachas. Tamb\u00e9m vale ressaltar a presen\u00e7a da <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/09\/27\/boteco-tres-cervejas-da-araucaria-pr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cervejaria Arauc\u00e1ria<\/a>, de Maring\u00e1 (PR), que nesse ano levou cinco chopps para o festival (IPA, Pilsen, Weiss, Brown Ale e a \u00f3tima Lager que leva o nome do evento), vendidos a R$ 8 (300 ml) e R$ 10 (500 ml) \u2013 \u201cporque n\u00e3o tem cabimento o cara ir pra um festival de rock e tomar cerveja ruim e cara\u201d, como diz Beto Vizzotto. Cachorro-quente e pastel eram comercializados a R$ 5, em tamanho e quantidade dignos de qualquer larica, e havia at\u00e9 vinho quente para suportar o frio da madrugada (o espa\u00e7o \u00e9 coberto, mas sem paredes).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/paraiso2.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Helv\u00e9ticos, de Bombinhas (SC), deram a largada com um som de ambi\u00e7\u00f5es pop e diretamente influenciado pelo lado mais acess\u00edvel dos Black Keys. \u00c0s vezes, buscam um peso um pouco mais elaborado, mas no geral seu trabalho desemboca em um som de riffs simples e climas \u201cpra cima\u201d, rock radial contempor\u00e2neo bem-feito e breve. Brevidade, por\u00e9m, foi o que faltou aos paraibanos Seu Pereira e Coletivo 401. A banda honra as fontes nas quais se inspira \u2013 samba rock, mangue beat, soul brasileira dos anos 60 \u2013 e vem calcado no groove de guitarra, ao qual se somam o bom (e econ\u00f4mico) uso de teclados, trompete e trombone, mais a \u00f3tima cozinha de Thiago Sombra (baixo) e Victorama (bateria). Ganharam rapidamente o p\u00fablico, e esse foi o \u201cproblema\u201d, j\u00e1 tiveram o aval da organiza\u00e7\u00e3o para estenderem sua apresenta\u00e7\u00e3o para quase uma hora e meia, dobrando o tempo originalmente previsto. A plateia n\u00e3o se importou \u2013 na verdade, n\u00e3o foram poucos os que consideraram esse o melhor show de todo o festival \u2013 e dan\u00e7ou animadamente at\u00e9 o fim, mas n\u00e3o era hora nem lugar para fazer um show desse tamanho, principalmente considerando que eles come\u00e7aram pouco antes da meia-noite. O atraso empurrou as demais apresenta\u00e7\u00f5es para mais tarde, desfalcando de p\u00fablico a \u00faltima banda, os brasilienses Almirante Shiva, que subiram ao palco quando j\u00e1 era alta madrugada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/paraiso3.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes deles veio Wander Wildner, com uma empolga\u00e7\u00e3o raras vezes vista nas apresenta\u00e7\u00f5es do ga\u00facho. Ele parecia estar onde queria fazendo exatamente o que tinha vontade. Iniciou com \u201cBebendo Vinho\u201d e enfileirou can\u00e7\u00f5es de todos os discos (que beleza que \u00e9 \u201cMeio Bauhaus, Meio Inverno\u201d, do recente \u201cA Vida \u00c9 Uma Toalha Estendida no Varal\u201d) com a esperada tosquice \u2013 ningu\u00e9m vai ver o Wander esperando um vocalista t\u00e9cnico ou um virtuose na guitarra, n\u00e9? Mas sua banda, com a baixista Georgina e a baterista Pitchu, estava com o mesmo \u00e2nimo do l\u00edder, e a inventividade de Georgina dava um pouco mais de cor \u00e0s execu\u00e7\u00f5es. Wander ainda abriu o microfone para Arthur Vizzotto cantar \u201cAmigo Punk\u201d e entregou sua guitarra ao m\u00fasico local Tiago Duarte para uma vers\u00e3o \u00e0 californiana de \u201cEu Tenho Uma Camiseta Escrita Eu Te Amo\u201d. Foi uma apresenta\u00e7\u00e3o especial, capaz de emocionar f\u00e3s e ao mesmo tempo agradar a quem n\u00e3o leva seu personagem \u201cpunk brega\u201d a s\u00e9rio. Ao fim do show, o ex-Replicante ainda recebeu um quadro retratando J\u00fapiter Ma\u00e7\u00e3, feito pelo grafiteiro Felipe Newmove durante os dois primeiros shows da noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/paraiso4.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma homenagem, ainda mais solene, aconteceria na sequ\u00eancia, com a apresenta\u00e7\u00e3o da Almirante Shiva. Recentemente, o trio perdeu seu baixista e sua mola propulsora, Pedro Souto, vitimado por um aneurisma. Ainda incertos sobre o futuro da banda, confirmaram sua participa\u00e7\u00e3o no festival para um (\u00faltimo?) show, recrutando o baixista Stive Canavarro. Para os que conheciam Pedro, que j\u00e1 havia tocado no festival em 2013 com a banda Cassino Supernova, um momento especial, valorizado pela entrega da banda em sua psicodelia pesada e de fort\u00edssima influ\u00eancia setentista. Infelizmente, o hor\u00e1rio (passadas as tr\u00eas da manh\u00e3) j\u00e1 havia afastado a maior parte do p\u00fablico. Ainda assim, uma justa e digna homenagem.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/paraiso6.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia seguinte, Cadillac Dinossauros, de Ponta Grossa (PR), veio com o lado mais \u201csabb\u00e1thico\u201d do grunge e atitude de palco de banda grande\/headliner. Ainda que algumas letras caiam naquele clich\u00ea roqueiro do \u201ccrist\u00e3o de arm\u00e1rio\u201d (\u201cApesar de ser t\u00e3o ego\u00edsta e inescrupuloso \/ ainda sou eu \/ um filho de Deus \/ meio fora do trilho\u201d), seus riffs, a altern\u00e2ncia de din\u00e2micas e uma dose econ\u00f4mica de humor renderam uma apresenta\u00e7\u00e3o surpreendente, na qual se destacou o repert\u00f3rio de seu recente EP, \u201cPretobranco\u201d, gravado na Toca do Bandido (RJ). O power trio argentino Las Diferencias \u00e9 mais completo e vers\u00e1til, mas seu rock de inspira\u00e7\u00f5es hendrixianas n\u00e3o tem a mesma proposta en\u00e9rgica dos Cadillac Dinossauros, e isso teve seu impacto na popularidade. O p\u00fablico se dividiu: metade acompanhava o show com entusiasmo e a outra metade preferia flanar pelo CTG S\u00e3o Jorge. Por\u00e9m, quando o duo de metais do Seu Pereira e Coletivo 401 subiu ao palco para uma longa vers\u00e3o, hipn\u00f3tica e funkeada, de \u201cAl Borde del Filo\u201d, os garotos contaram com total ades\u00e3o da plateia, chegando a se emocionar com a receptividade do p\u00fablico. Mas para n\u00e3o deixar d\u00favidas: baita show, tanto que foi a \u00fanica unanimidade entre o \u201cj\u00fari\u201d de jornalistas e profissionais de m\u00fasica que votaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esperados como atra\u00e7\u00e3o principal da noite, os Ac\u00fasticos e Valvulados sa\u00edram um pouco do seu repert\u00f3rio de sempre e incorporaram covers de Chuck Berry, Raul Seixas e Graforreia Xilarm\u00f4nica (\u201cAmigo Punk\u201d novamente, e dessa vez cantada por Beto Vizzotto). A banda n\u00e3o tem ilus\u00f5es a respeito de si pr\u00f3pria: h\u00e1 anos assumiram-se como entertainers dispostos a dar exatamente o que p\u00fablico espera deles, e da forma mais simples poss\u00edvel. Passada a fase \u201croqueiro mendigo\u201d que se apresentou com o sofr\u00edvel \u00e1lbum \u201cMeio Doido e Vagabundo\u201d (2014), bem como o cosplay de Rolling Stones que a antecedeu, a banda agora aparece \u00e0 vontade, sem tantos tiques e clich\u00eas. Ali, no Para\u00edso do Rock, era o ambiente deles (a quantidade de tietes na plateia era espantosa), e aproveitaram para tocar seus hits de sempre numa pegada mais power pop. E quer saber? Rendeu um show bem divertido, de dobrar a resist\u00eancia at\u00e9 dos detratores (n\u00e3o s\u00e3o poucos). Contexto \u00e9 tudo nessa vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os \u201ccamisetas pretas\u201d locais reivindicavam uma banda de metal no festival h\u00e1 anos, e coube aos thrashers do Corpsia encarar a tarefa. Contrariando as previs\u00f5es mais pessimistas, o pesad\u00edssimo trio de Londrina (PR) n\u00e3o espalhou rodinhas no local, e era curioso ver as hiperproduzidas f\u00e3s do Ac\u00fasticos e Valvulados circulando sorridentes em meio aos headbangers. Noite encerrada. E toda aquela hist\u00f3ria sobre o que \u00e9 ou n\u00e3o rock no come\u00e7o do texto? Deixaram de ter qualquer relev\u00e2ncia, pelo menos durante os dois dias do festival. N\u00e3o \u00e9 de hoje que o rock e seu p\u00fablico se veem presos a conven\u00e7\u00f5es e dogmas, para n\u00e3o mencionar o comercialismo massivo que se atrelou ao estilo. O Para\u00edso do Rock, em sua simplicidade, consegue ser um resgate do g\u00eanero ao qual se dedica justamente por n\u00e3o incorrer em nenhuma dessas armadilhas. E a predile\u00e7\u00e3o do p\u00fablico pelo show do Seu Pereira e Coletivo 401 mostra o quanto o evento ganha quando abre seu olhar para al\u00e9m das guitarras \u2013 li\u00e7\u00e3o que j\u00e1 fora apresentada na edi\u00e7\u00e3o de 2015, com nomes como o pernambucano Maciel Salu, os maringaenses Sollado Brazilian Groove e os rappers Elemento Principal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seus 10 anos, o Para\u00edso do Rock j\u00e1 se consolidou uma esp\u00e9cie de \u201clenda\u201d no circuito de festivais nacionais, gra\u00e7as ao seu esp\u00edrito acolhedor, entusiasta e acess\u00edvel. Se lhe parece ut\u00f3pico, arrisque-se a investigar por conta pr\u00f3pria nas pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es (\u201c10 anos \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o\u201d, ouviu-se entre os presentes). A chance de voc\u00ea se decepcionar parece ser cada vez menor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Top 3 Para\u00edso do Rock 2017<\/strong><br \/>\nLeonardo Vinhas \u2013 Scream &amp; Yell<br \/>\n1 \u2013 Cadillac Dinossauros<br \/>\n2 \u2013 Las Diferencias<br \/>\n3 \u2013 Seu Pereira e Coletivo 401<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Andye Iore \u2013 Zombilly<\/strong><br \/>\n1 \u2013 Wander Wildner<br \/>\n2 \u2013 Las Diferencias<br \/>\n3 \u2013 Tributo a Belchior com Cid\u00e3o Tim e Jotabe Medeiros<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Marcelo Domingues \u2013 Demosul<\/strong><br \/>\n1 \u2013 Seu Pereiro e Coletivo 401<br \/>\n2 \u2013 Cadillac Dinossauros<br \/>\n3 \u2013 Las Diferencias<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/paraiso7.jpg\" \/><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell. Foto que abre o texto por Leticiah Futata\/HAI studio. As fotos s\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/andre.p.donadio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Andr\u00e9 Donadio<\/a> \/ Divulga\u00e7\u00e3o, com exce\u00e7\u00e3o da foto 2, de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/andyeiore\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Andye Iore<\/a> \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em seus 10 anos, o Para\u00edso do Rock j\u00e1 se consolidou uma esp\u00e9cie de \u201clenda\u201d no circuito de festivais nacionais, gra\u00e7as ao seu esp\u00edrito acolhedor, entusiasta e acess\u00edvel\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/19\/balanco-festival-paraiso-do-rock-2017\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":43523,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[945],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43522"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43522"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43522\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43524,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43522\/revisions\/43524"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43523"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43522"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43522"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43522"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}