{"id":43451,"date":"2017-07-11T09:06:33","date_gmt":"2017-07-11T12:06:33","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43451"},"modified":"2017-09-13T09:32:29","modified_gmt":"2017-09-13T12:32:29","slug":"tres-discos-nelly-furtado-sheryl-crow-e-aimee-mann","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/11\/tres-discos-nelly-furtado-sheryl-crow-e-aimee-mann\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas discos: Nelly Furtado, Sheryl Crow e Aimee Mann"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>resenhas por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/nelly.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cThe Ride\u201d, Nelly Furtado (Nelstar Entertainment)<\/strong><br \/>\nH\u00e1 cinco anos que Nelly Furtado n\u00e3o lan\u00e7ava um novo disco, mais precisamente desde que \u201cThe Spirit Indestructible\u201d n\u00e3o obteve o sucesso comercial que sua gravadora esperava. \u201cThe Ride\u201d chega, portanto, como um disco alternativo e que se op\u00f5e ao universo usual de Nelly, e sua imagem mais popular sempre foi a de \u201cpromiscuous girl\u201d, aqui ela d\u00e1 uma guinada para o indie, vide seu visual de cabelos curtos e roupas mais s\u00f3brias, por\u00e9m esse \u00e9 um caminho que ela j\u00e1 estava trilhando desde que conheceu Annie Clark (St. Vincent) em 2012. As duas mantiveram contato e, em 2014, Annie apresentou Nelly ao produtor John Congleton, que produziu todos os discos de St. Vincent e tem uma lista imensa de colabora\u00e7\u00f5es. Em \u201cThe Ride\u201d ele trabalhou ao lado de Furtado em todas as faixas, trazendo de forma intensa essa sonoridade mais alternativa, que flerta com o indie e o R&amp;B. \u201cThe Ride\u201d foi lan\u00e7ado pela Nelstar, gravadora independente da pr\u00f3pria artista, sediada no Canad\u00e1, o que j\u00e1 tira das costas da cantora aquela press\u00e3o de uma grande gravadora pelos charts. No final das contas, em 45 minutos \u00e9 poss\u00edvel ver uma Nelly Furtado mais solta, fazendo um som que n\u00e3o soa revolucion\u00e1rio ou inovador, mas parece bastante sincero \u2013 basta ouvir faixas como \u201cCold Hart Truth\u201d, \u201cPipe Dreams\u201d e \u201cTap Dancing\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/crow.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cBe Myself\u201d, Sheryl Crow (Warner Bros. Records)<\/strong><br \/>\nCom 55 anos e depois de um c\u00e2ncer, \u201cBe Myself\u201d \u00e9 um retorno de Sheryl Crow ao seu estilo dos anos 90, mais rock e de voz mais rasgada, por\u00e9m com seu olhar sempre singular sobre nosso tempo. Trabalhando ao lado de Jeff Trott e Tchad Blake, produtores de seus dois primeiros discos (o multiplatinado \u201cTuesday Night Music Club\u201d, de 1993, e \u201cSheryl Crow\u201d, de 1996, do single &#8220;If It Makes You Happy&#8221;), Sheryl deixa um pouco de lado suas experi\u00eancias country da \u00faltima d\u00e9cada e aposta em can\u00e7\u00f5es pop que falam sobre pol\u00edtica, vida amorosa, redes sociais e filhos. Permeado de temas mais pesados e espinhosos, \u201cBe Myself\u201d \u00e9 como uma terapia ao lado de Crow, na busca por sanar a depress\u00e3o e outros males. Na faixa \u201cLong Way Back\u201d, por exemplo, ela canta \u201cSome days I feel alright \/ Some days I can\u2019t wait until it\u2019s night\u201d; j\u00e1 em \u201cLove Will Save The day\u201d o refr\u00e3o diz \u201cYou know It hurts right now, but it will fade \/ Sometimes it\u2019s hard to find some light\u201d, ambas can\u00e7\u00f5es que falam sobre essa luta di\u00e1ria que a depress\u00e3o causa, e isso se torna mais forte ao lembrarmos que Sheryl j\u00e1 declarou in\u00fameras vezes que luta desde a adolesc\u00eancia contra a doen\u00e7a. Transformando a dor em \u00e2nimo, \u201cBe Myself\u201d \u00e9 um retorno a ser celebrado e um disco a ser colocado no repeat. Ou\u00e7am com aten\u00e7\u00e3o a faixa t\u00edtulo e a \u00f3tima \u201cGrow Up\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/09\/29\/cds-robert-plant-e-sheryl-crown\/\">\u201c100 Miles From Memphis\u201d, Sheryl Crow, \u00e9 recheado de R&amp;B e soul<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/aimee.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cMental Illness\u201d, Aimee Mann (SuperEgo Records)<\/strong><br \/>\nPoucos artistas remanescentes dos anos 80 t\u00eam a mesma consist\u00eancia e qualidade de produ\u00e7\u00e3o que Aimee Mann, por isso mesmo dizer que seu nono disco, \u201cMental Illness\u201d, \u00e9 um grande trabalho n\u00e3o \u00e9 nenhuma surpresa. Se \u201cCharmer\u201d (2012), seu lan\u00e7amento anterior, era mais pop rock, com guitarras e sonoridades mais intensas, em contraponto, o novo disco \u00e9 seu trabalho mais ac\u00fastico, com direito a violinos e cellos (contribui\u00e7\u00e3o do produtor Paul Bryan) acompanhando faixas bastante melanc\u00f3licas, que mais uma vez ressaltam a for\u00e7a de Mann como uma das melhores compositoras de sua gera\u00e7\u00e3o. Em \u201cMental Illness\u201d surgem can\u00e7\u00f5es que partem simplesmente da foto de um gatinho (\u201cGoose Snow Cone\u201d) at\u00e9 dolorosas faixas de amor (\u201cYou Never Loved Me\u201d), por\u00e9m no final das contas quase todas versam sobre personas com desordens mentais, perdidas em sua pr\u00f3pria dor, tanto que Aimee explicou que algumas m\u00fasicas foram inspiradas em conhecidos dela com transtorno bipolar. Aimee Mann se apresenta ainda mais triste nesse disco, contando hist\u00f3rias de personagens perdidos em seus erros (\u201cPoor Judge\u201d) ou em sua falta de amor pr\u00f3prio (\u201cGood For Me\u201d), o que nos leva em um passeio doloroso que toca diretamente em nossas feridas mais \u00edntimas. \u201cMental Illness\u201d \u00e9 um dos grandes discos do ano, por\u00e9m daquele tipo que poucos dar\u00e3o a devida aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9,5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Aimee Mann ao vivo em Metuchen: \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/09\/aprendendo-com-aimee-mann\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ficou um gostinho de que podia ser melhor<\/a>\u201d<br \/>\n&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/09\/10\/500-toques-carla-bruni-aimee-mann-e-carole-king\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cFucking Smilers\u201d \u00e9 um dos discos mais pops da carreira recente de Aimee Mann<\/a><br \/>\n&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/11\/13\/tres-discos-bjork-emiliana-torrini-e-aimee-mann\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cThe Forgotten Arm\u201d \u00e9 uma dolorosa hist\u00f3ria inteira de amor, a do casal John e Caroline<\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1dardmy1eNw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TInDNjbI_W0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/en8HZ6X20Og?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a> \u00e9 jornalista e colabora com o sites <a href=\"http:\/\/www.aescotilha.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Escotilha<\/a> e Scream &amp; Yell.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nelly Furtado flerta com o indie e o R&#038;B; Sheryl Crow retoma parcerias do in\u00edcio de carreira; Aimee Mann faz o que sabe melhor, can\u00e7\u00f5es dolorosas\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/11\/tres-discos-nelly-furtado-sheryl-crow-e-aimee-mann\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":43452,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2099,2100,1152],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43451"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43451"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43451\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43454,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43451\/revisions\/43454"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43452"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43451"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}