{"id":43380,"date":"2017-07-03T13:59:38","date_gmt":"2017-07-03T16:59:38","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43380"},"modified":"2017-07-27T10:50:46","modified_gmt":"2017-07-27T13:50:46","slug":"entrevista-felipe-s","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/03\/entrevista-felipe-s\/","title":{"rendered":"Entrevista: Felipe S."},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Felipe Souza de Albuquerque \u00e9 um m\u00fasico que apresenta uma das caracter\u00edsticas principais da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica: a inquietude. Despontando como vocalista do Momboj\u00f3 em 2001, uma banda que rapidamente saiu de pequenos palcos para se apresentar para grandes multid\u00f5es (e que cravou um dos grandes \u00e1lbuns brasileiros deste s\u00e9culo: \u201cNadadenovo\u201d, o \u00e1lbum de estreia do Momboj\u00f3, figurou em quarto lugar <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/12\/09\/top-20-nacional-da-decada-00\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">na vota\u00e7\u00e3o de melhores discos de primeira d\u00e9cada deste s\u00e9culo<\/a> feita pelo Scream &amp; Yell), Felipe S. logo se enveredou por outros projetos como o Trio Eterno, o Del Rey (onde toca guitarra) e, agora em 2017, sua aguardada estreia solo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado em janeiro, \u201cCabe\u00e7a de Felipe\u201d, primeiro disco solo de Felipe S., \u00e9 um retrato criativo dos novos tempos seja na produ\u00e7\u00e3o \u201ccaseira\u201d com acabamento profissional (\u201cO \u00e1lbum foi 80% gravado em meu apartamento\u201d, ele conta na entrevista abaixo), seja na tem\u00e1tica observadora dos dias atuais presente nas letras (\u201cEstamos vivendo um momento de extrema segrega\u00e7\u00e3o, mas acho que conflitos ser\u00e3o inevit\u00e1veis\u201d, pontua), seja no formato de apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo, que contempla a possibilidade de um sexteto (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/03\/31\/felipe-s-ao-vivo-no-vao-do-masp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">como foi no show do MASP<\/a>) ou mesmo de Felipe sozinho acompanhado de um vinil (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/03\/19\/tardes-scream-yell-na-sensorial-discos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">como foi no Tardes Scream &amp; Yell, na Sensorial Discos<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quis ter na minha carreira solo as mais vari\u00e1veis formas de se apresentar poss\u00edveis&#8221;, conta Felipe S na entrevista abaixo, feita atrav\u00e9s de uma longa troca de e-mails. O bate papo ainda trata do lan\u00e7amento de seu novo clipe, para a faixa \u201cAnedota Yanomami\u201d (can\u00e7\u00e3o escrita sob o impacto da trag\u00e9dia em Mariana, MG. \u201cO clipe mostra devaneios de situa\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o\u201d, diz Felipe), que voc\u00ea assiste em primeira m\u00e3o no Scream &amp; Yell, e que teve dire\u00e7\u00e3o de Luan Cardoso, da Quixo Produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DMZz4rREZR0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cCabe\u00e7a de Felipe\u201d \u00e9 sua estreia solo. Como \u00e9 para voc\u00ea estar solo depois de trabalhar tantos anos com bandas?<\/strong><br \/>\nFoi uma surpresa pra mim. N\u00e3o foi nada premeditado, mas a partir de junho de 2016 comecei a sentir essa vontade e achar que naquele momento seria vi\u00e1vel conciliar a carreira solo com a banda por que metade dos m\u00fasicos do Momboj\u00f3 voltaram pra recife. E est\u00e1vamos esperando h\u00e1 um tempo conseguir um lan\u00e7amento fora do Brasil do material produzido com a Laetitia Sadier (que foi lan\u00e7ado oficialmente em abril). Esses fatores criaram um intervalo que foi onde eu criei e finalizei o \u201cCabe\u00e7a de Felipe\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum foram compostas quando? S\u00e3o todas novas ou h\u00e1 alguma coisa ali que voc\u00ea tinha guardado por achar que n\u00e3o cabia no Momboj\u00f3 ou no Trio Eterno?<\/strong><br \/>\nAlgumas m\u00fasicas s\u00e3o bem antigas como \u201cDepartamento do Amor\u201d e \u201cV\u00e3o\u201d. Ambas eu j\u00e1 toquei em apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo do Trio Eterno, mas a maioria das m\u00fasicas s\u00e3o mais novas. Boa parte surgiu em 2013 naquele ano bem agitado. N\u00e3o separo qual m\u00fasica \u00e9 para qual projeto, mas no Momboj\u00f3 a gente sempre pensa coletivamente quais m\u00fasicas gravar e sempre mostro v\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00e1lbum foi gravado dentro do seu apartamento? Como rolou isso?<\/strong><br \/>\nO \u00e1lbum foi 80% gravado em meu apartamento. Fui trabalhando nas musicas como se fossem demos. Gravei voz, viol\u00e3o, baixo, teclado e guitarra. E fui sentindo que o resultado estava ficando satisfat\u00f3rio. Tanto \u00e9 que tem poucos instrumentos em cada m\u00fasica. Quando esgotei as minhas ideias comecei a botar as ideias e execu\u00e7\u00f5es dos amigos nas musicas. Depois gravei algumas vozes em est\u00fadios (Veredas e Trampolim) e meus amigos foram mixando as musicas das suas casa ou dos est\u00fadios (Veredas e Trampolim tamb\u00e9m). O disco foi masterizado por Arthur Joly que tamb\u00e9m mixou uma das musicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, o Arthur Joly tamb\u00e9m prensou um vinil com algumas bases do disco para te acompanhar ao vivo, certo? Como surgiu essa ideia e como voc\u00ea imagina levar esse show ao p\u00fablico?<\/strong><br \/>\nQuis ter na minha carreira solo as mais vari\u00e1veis formas de se apresentar poss\u00edveis. Seja sozinho ou acompanhado por um sexteto. Da\u00ed surgiu a ideia de prensar um vinil para quando tiver a oportunidade de tocar em cima de bases pr\u00e9-gravadas. Por enquanto s\u00f3 tive uma \u00fanica chance quando toquei na Sensorial Discos aqui em S\u00e3o Paulo num evento do S&amp;Y.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu fui descobrir que teu pai era artista pl\u00e1stico no ano passado, quando estive no Sesc Santo Amaro e vi algumas obras dele. Como a arte dele te influenciou?<\/strong><br \/>\nMeu pai me ensinou a ver as coisas com outros olhos pelo fato dele ser artista. E acho que carrego muito disso na minha forma\u00e7\u00e3o e na hora de criar. Pra mim \u00e9 muito simb\u00f3lico positivamente ter uma obra dele que ele fez pra mim como capa do meu primeiro disco solo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cCabe\u00e7a de Felipe\u201d trafega por v\u00e1rias sonoridades, uma can\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente da pr\u00f3xima. Isso foi planejado?<\/strong><br \/>\nIsso \u00e9 uma das minhas caracter\u00edsticas em todos os trabalhos que fa\u00e7o. No \u201cCabe\u00e7a de Felipe\u201d n\u00e3o quis fugir disso. Na verdade, acho que tive mais espa\u00e7o pra deixar que outras pessoas dessem suas caras em minhas musicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Algumas parcerias do \u00e1lbum s\u00e3o de artistas que n\u00e3o trabalham diretamente com composi\u00e7\u00e3o musical, como \u00e9 o caso do artista pl\u00e1stico Cristiano Lenhardt e da atriz Juliana Didone. Como surgiram esses encontros?<\/strong><br \/>\nCristiano j\u00e1 foi meu parceiro na m\u00fasica &#8220;Sa\u00ed Descal\u00e7o&#8221; no disco do Trio Eterno. No \u201cCabe\u00e7a de Felipe\u201d ele fez o cen\u00e1rio do show. Ele \u00e9 um amigo muito pr\u00f3ximo e gosto muito de fazer coisas com ele. J\u00e1 a Juliana foi muito por acaso. Se falamos poucas vezes ao vivo. E na vez em que eu conheci ela chegamos ao assunto que ela escrevia letras e poesias. Eu pedi pra ela me enviar algumas coisas. Da\u00ed pra mim \u201cTigre Palha\u00e7o\u201d foi um imenso presente. \u00c9 das musicas que mais gosto desse disco. Acho que \u00e9 muito enriquecedora essa troca com novos parceiros. E desse jeito que quero fazer os pr\u00f3ximos trabalhos tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Anedota Yanomami&#8221; foi escrita sob o impacto da trag\u00e9dia em Mariana (MG); &#8220;Nova Bandeira&#8221; nasceu de um epis\u00f3dio racista, <a href=\"http:\/\/jconline.ne10.uol.com.br\/canal\/cultura\/musica\/noticia\/2017\/01\/23\/felipe-s-da-mombojo-abre-seu-bau-de-cancoes-em-cabeca-de-felipe-267777.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">como voc\u00ea explicou ao JC<\/a>: &#8220;Um cara com estere\u00f3tipo do skinhead e com bandeira do Brasil estava quase brigando com um amigo meu porque ele era nordestino&#8221;. Como voc\u00ea v\u00ea a situa\u00e7\u00e3o atual do pa\u00eds?<\/strong><br \/>\nEstamos vivendo um momento de extrema segrega\u00e7\u00e3o. N\u00f3s mesmos e nossos semelhantes cada vez mais intolerantes com as diferen\u00e7as, (mas) acho que conflitos ser\u00e3o inevit\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nessa entrevista do JC voc\u00ea conta que &#8220;Santo Forte&#8221; foi feita para Mart\u2019nalia e &#8220;Sabe Quando&#8221; por encomenda para Filipe Catto. Paralelamente, h\u00e1 uma regrava\u00e7\u00e3o de &#8220;V\u00e3o&#8221;, de P\u00fablius e Juliano Holanda. Como voc\u00ea chegou a essa can\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nA primeira vers\u00e3o que ouvi dessa m\u00fasica \u201cV\u00e3o\u201d foi gravada pelo Mestre Ferrugem. Fiquei viciado e, como falei, j\u00e1 tocava ela em outros projetos. <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/mestre-ferrugem\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Esse disco do Mestre Ferrugem \u00e9 muito bonito<\/a>. Ele vinha h\u00e1 muito tempo cantando c\u00f4co e depois de d\u00e9cadas foi convidado para gravar um disco com banda em est\u00fadio. A produ\u00e7\u00e3o foi de Sergio Cassiano e muitos jovens bons m\u00fasicos da cena de Recife participaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a ideia do clipe de \u201cAnedota Yanomami\u201d?<\/strong><br \/>\nAs primeiras ideias surgiram de alguns sonhos que tive com um \u00edndio que falava comigo e eu nunca entendia. E eu transformei isso numa letra fala sobre como n\u00e3o conseguimos viver juntos as nossas diferen\u00e7as. Quando a conviv\u00eancia deveria ser o menor dos problemas acabou virando algo que atravessa muitas gera\u00e7\u00f5es. Onde no fim das contas todos somos ref\u00e9ns do dinheiro. O clipe mostra devaneios de situa\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o. Assalto, morte, vida ap\u00f3s a morte, nossa rela\u00e7\u00e3o com nossos semelhantes. Foram coisas que passeavam na minha cabe\u00e7a quando fiz a m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E por que ela ser o primeiro &#8220;single&#8221; do disco?<\/strong><br \/>\nEssa m\u00fasica \u00e9 que mais simboliza meu sentimento atual, na minha opini\u00e3o. Por isso come\u00e7o o disco com ela. E por isso resolvi fazer um primeiro clipe dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ela representa bem o &#8220;Cabe\u00e7a de Felipe&#8221;?<\/strong><br \/>\nAcho que \u00e9 algo bem pessoal. Isso \u00e9 como eu me identifico por mais que eu sei que o disco tem uma ampla variedade de ritmos. Seguindo a l\u00f3gica da primeira impress\u00e3o \u00e9 a que fica quis come\u00e7ar por essa m\u00fasica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Num bate papo r\u00e1pido que tivemos na Sensorial, voc\u00ea disse que estava buscando fazer as coisas desse disco solo de uma maneira mais relaxada, afinal o Momboj\u00f3 surgiu e em pouco tempo j\u00e1 estava tocando direto para uma multid\u00e3o de pessoas. A vontade ent\u00e3o \u00e9 de ir explorando sossegadamente as possibilidades do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\n\u00c9 exatamente isso. Quero fazer tudo por conta pr\u00f3pria cada vez mais. E estou curtindo come\u00e7ar tocando para 100 pessoas por algumas cidades do Brasil. D\u00e1 um clima intimo com as pessoas que est\u00e3o indo nos seus primeiro shows de carreira. Come\u00e7ar degrau a degrau, coisa que, por sorte, eu n\u00e3o tive com o Momboj\u00f3 e sou muito feliz por isso tamb\u00e9m. Cada projeto com seu momento.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Jlf5MCHonN8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NWYAco6H4sA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5teylLKptBc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de <span class=\"credito\">Luan Cardoso \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Lan\u00e7ado em janeiro, \u201cCabe\u00e7a de Felipe\u201d, o primeiro disco totalmente solo de Felipe S., \u00e9 um retrato criativo dos novos tempos\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/03\/entrevista-felipe-s\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":43381,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1782],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43380"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43380"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43380\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43437,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43380\/revisions\/43437"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43381"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}