{"id":43365,"date":"2017-07-02T08:26:37","date_gmt":"2017-07-02T11:26:37","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43365"},"modified":"2019-03-04T20:20:04","modified_gmt":"2019-03-04T23:20:04","slug":"boteco-10-cervejas-da-mineira-wals","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/02\/boteco-10-cervejas-da-mineira-wals\/","title":{"rendered":"Boteco: 10 cervejas da mineira W\u00e4ls"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrindo mais uma sequencia de cervejas da mineira W\u00e4ls com uma exclusiva do MadLab, o clube experimental da casa (a oitava do clube a passar por este espa\u00e7o), a Royal Saison, garrafa n\u00famero 0400 lan\u00e7ada em dezembro de 2016. Na receita, zimbro, coentro, casca de laranja amarga, lim\u00e3o, pimenta preta, cardamomo e canela se juntam a quatro diferentes maltes de trigo e tr\u00eas l\u00fapulos. O resultado \u00e9 uma cerveja que exibe uma colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar com turbidez leve e creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia. No nariz se destacam cardamomo e pimenta do reino que remetem diretamente a Gin, uma das inspira\u00e7\u00f5es dessa receita. H\u00e1 um leve dul\u00e7or na base. Na boca, textura sedosa e levemente picante. O primeiro toque oferece cardamomo e uma leve remiss\u00e3o a Gim, que segue junto a do\u00e7ura maltada e um amargor baixo, com leve percep\u00e7\u00e3o dos 7.5% de \u00e1lcool. Dai pra frente, uma cerveja que abandona a rusticidade do estilo Saison buscando a eleg\u00e2ncia do Gin. O resultado final fica no meio do caminho e finaliza com leve condimentado. No retrogosto, cardamomo e c\u00edtrico discreto.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/wsauvin.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m da s\u00e9rie MadLab, mas lan\u00e7ada em novembro de 2016, a Sauvin Blanc \u00e9 uma Bi\u00e9re de Garde cuja receita recebe adi\u00e7\u00e3o de suco de uva branca e utiliza os l\u00fapulos Nelson Sauvin (da Nova Zel\u00e2ndia) e Hallertauer Blanc (da Alemanha, mas com pegada USA). De colora\u00e7\u00e3o turva e amarela com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia, a W\u00e4ls MadLab Sauvin Blanc exibe um aroma, de cara, um balde de cevada crua com leve percep\u00e7\u00e3o de uva branca. Na boca, a textura \u00e9 levemente picante. O primeiro toque oferece frutado c\u00edtrico (uva) com cevada madura. O amargor subsequente \u00e9 baixo e abre as portas para um conjunto que fica no meio do caminho entre uma Saison e uma Bi\u00e9re de Garde, pecando em corpo. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que o suco de uva branca atrapalha o conjunto, que paga bastante tributo ao campo, mas n\u00e3o se transforma em algo&#8230; agrad\u00e1vel. Fica no meio do caminho. O final \u00e9 meio doce. No retrogosto, uva branca e cevada. Ok.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/wbarrel.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Edi\u00e7\u00e3o de fevereiro do clube MadLab, a Barrel Wheat \u00e9 a segunda da casa a descansar em barricas antes usadas para maturar Bourbon norte-americano (a outra, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/18\/boteco-as-cervejas-experimentais-da-wals\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Barrel Aged Bourbon<\/a>, \u00e9 a melhor entre todas as cervejas testadas pela W\u00e4ls no clube MadLab at\u00e9 o momento). Trata-se de uma Strong Wheat Ale com 12% de \u00e1lcool resultado do blend de uma Ale maturada com uma Imperial IPA fresca. O resultado \u00e9 uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar caramelada com leve turbidez e creme bege clarinho de creme com boa forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o. No nariz, madeira e Bourbon em destaque (de forma at\u00e9 agressiva) sobre uma base de caramelo. Na boca, a textura \u00e9 suavemente licorosa. O primeiro toque oferece madeira seguida de do\u00e7ura melada e Bourbon, mas o \u00e1lcool, impressionantemente, desaparece dando as caras levemente quando a cerveja aquece. Dai pra frente, madeira, caramelo, Bourbon e quase nada de coco. O final \u00e9 maltado com Bourbon e calor. No retrogosto, mais Bourbon, mais calor e madeira. Muito boa (mas vai melhorar com a guarda).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/wcrazy.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ada em mar\u00e7o de 2017, a W\u00e4ls MadLab Crazy Lambs \u00e9 a tentativa da casa em emular o estilo New England, que prop\u00f5e IPAs mais turvas, com mais corpo (ou seja, suculenta, por isso o codinome juicy), amargor mais limpo e muito c\u00edtrico (a norte-americana Heady Topper \u00e9 o benchmarking do estilo, mas saca <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/09\/boteco-11-cervejas-da-linha-ipa-da-dogma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Dogma Rizoma<\/a>? Isso). Tendo isso em mente, a Crazy Lambs \u00e9 uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar suavemente turva com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e longa reten\u00e7\u00e3o. No nariz, frutas em baldes sugerindo tanto do\u00e7ura quanto notas c\u00edtricas (maracuj\u00e1, tangerina, mam\u00e3o). Na boca, textura sedosa e picante. Os oito l\u00fapulos (Citra, Mosaic, Galaxy, Amarillo, Yellow, Callista, Mandarina e Huell Melon) oferecem frutado c\u00edtrico e doce no primeiro toque seguido de amargor potente (90 IBUs \u00e9 exagero, mas em uns 70 chega) e, sim, limpo \u2013 ainda que sobre uma leve resina. Dai pra frente, uma boa cerveja (num estilo que a W\u00e4ls andava trope\u00e7ando feio) e, ainda que n\u00e3o soe totalmente NEIPA (cor e amargor mais prolongado dep\u00f5e contra), merece a prova. O final \u00e9 c\u00edtrico. No retrogosto, amargor suave, resina discreta e c\u00edtrico agrad\u00e1vel. Acertaram nessa!!!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/wwood.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Representando do m\u00eas de abril do clube MadLab, a Doppelbock Wood &amp; Fire \u00e9 a tentativa de emular o estilo alem\u00e3o por parte dos mineiros, que v\u00e3o al\u00e9m e adicionam a terceira pimenta mais ardida do mundo (Bhut Jolokia) al\u00e9m de baunilha de Madagascar na receita, cujo 1\/5 (20%) ainda passa por barris que antes abrigaram Bourbon. O resultado \u00e9 uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o marrom com leve turbidez e creme bege claro de baixa forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o. No nariz, bastante do\u00e7ura sugerindo baunilha em destaque al\u00e9m de chocolate e absolutamente nada de madeira (ou Bourbon) nem pimenta. Na boca, a textura come\u00e7a picante e vai ficando sedosa. O primeiro toque, por\u00e9m, oferece do\u00e7ura achocolatada que vai sendo caramelada com pimenta. Sim, a Bhut Jolokia aparece bastante no paladar, amortece levemente a l\u00edngua e vai marcando a garganta num conjunto que poderia (deveria) ter mais corpo, mas soa curioso com a pimenta picando e a baunilha perdendo espa\u00e7o. O final \u00e9 apimentado (principalmente da metade da garrafa pra baixo). No retrogosto, baunilha discreta e calor de pimenta. Gostei!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/wwild.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3xima W\u00e4ls foi lan\u00e7ada em dezembro de 2014 e, numerada (0193 \/ 1000 garrafas), a esses dois anos de guarda caseira se somam quatro anos de matura\u00e7\u00e3o de um blend de 50% Dubbel com 50% Wild Dubbel. Produzida pelos mineiros em parceria com o Emp\u00f3rio Alto de Pinheiros, em S\u00e3o Paulo, a W\u00e4ls Wild ALE EAP \u00e9 uma Flanders Brown Ale de colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar escura, quase marrom com tons avermelhados e creme bege de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o. No nariz, do\u00e7ura de caramelo, frutas escuras (ameixa) al\u00e9m de leve madeira e azedume comportado. Na boca, leve pic\u00e2ncia e cremosidade. O primeiro toque, por sua vez, oferece muito mais frutado (ameixa) do que do\u00e7ura, que surge subsequente envolvida em acidez e azedume suave. N\u00e3o pense em amargor, mas sim em azedume, leve, mas presente, que abre as portas para um conjunto de Dubbel levemente arisco, bem pouco Flanders, mas ainda assim interessante. O final \u00e9 doce e levemente adstringente. No retrogosto, ameixa, caramelo e azedume suave. Bela.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/wcarneiro.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ada em dezembro de 2015, a W\u00e4ls Cuv\u00e9e de Carneiro guarda semelhan\u00e7as com o blend do processo da W\u00e4ls Wild ALE EAP, s\u00f3 que nessa aqui a cerveja base \u00e9 uma Quadrupel que passou tr\u00eas anos em barricas de madeira antes usadas para maturar cacha\u00e7a mineira blindada com uma Quadrupel jovem. O resultado (tamb\u00e9m Flanders Brown Ale) \u00e9 uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o marrom turva com creme bege claro de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o. No aroma, bals\u00e2mico e ac\u00e9tico chamam a aten\u00e7\u00e3o (positivamente) num conjunto que ainda traz frutas escuras, mel e caramelo discretos al\u00e9m de nada dos 11% de \u00e1lcool e nem de madeira. Na boca, a textura \u00e9 quase licorosa. O primeiro toque traz do\u00e7ura caramelada seguida de azedume suave e, pela primeira vez, percep\u00e7\u00e3o de amadeirado. Dai pra frente, o conjunto acalma oferecendo vinagre, do\u00e7ura, madeira suave e frutas escuras. O final \u00e9 azedinho. No retrogosto, frutado, ac\u00e9tico e leve calor alco\u00f3lico. Excelente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/wfresh1.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A oitava do rol\u00ea \u00e9 a (j\u00e1 pol\u00eamica) W\u00e4ls Fresh Beer, uma American IPA (da velha guarda) que n\u00e3o passa por pasteuriza\u00e7\u00e3o e cujo r\u00f3tulo avisa: \u201cBeba at\u00e9 30.04.17\u201d. Na receita, cinco l\u00fapulos: Cascade, Amarillo, Citra, Mosaic e Galaxy. De colora\u00e7\u00e3o amarelo turvo com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a W\u00e4ls Fresh Beer trope\u00e7a violentamente no aroma, em que notas frutadas deliciosas (tangerina, laranja, manga) precisam disputar a aten\u00e7\u00e3o do bebedor com o terr\u00edvel off-flavour de diacetil (a tal pol\u00eamica), remetendo a amanteigado, defeito que impregna a experi\u00eancia. Na boca, a textura \u00e9 cremosa e levemente picante. No primeiro toque, a potente carga de l\u00fapulo consegue disfar\u00e7ar o diacetil, que fica na retaguarda, sem atrapalhar tanto o conjunto. Dai pra frente, uma salada de frutas levemente amanteigada recebe uma pancadinha de amargor \u2013 longe (beeem longe) dos 70 IBUs que a casa adianta &#8211; se chegar a 40 \u00e9 muito. No final, o amargor bastante c\u00edtrico vence o diacetil, que retorna discreto no retrogosto encoberto por frutas e amargor suave. Mais um erro de IPA dos mineiros.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/wfresh2.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo com a Alambique County, uma Belgian Strong Ale colaborativa entre os mineiros da W\u00e4ls e os norte-americanos da <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/gooseisland\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Goose Island<\/a>, de Chicago, uma Black Trippel com castanha de Baru (t\u00edpica do cerrado Mineiro) e bananas passa maturada por cinco meses em barris de carvalho antes utilizados para maturar cacha\u00e7a mineira. Na ta\u00e7a, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o de colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar escura exibe um creme bege de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o. No nariz, madeira, cacha\u00e7a, bananada, mela\u00e7o, uva passa e calda de ameixa. Na boca, textura licorosa. O primeiro toque do\u00e7ura caramelada sugerindo mela\u00e7o alco\u00f3lico e banana assada. Os 11.5% de \u00e1lcool est\u00e3o ali, escondidinhos entre a do\u00e7ura (n\u00e3o enjoativa) e a madeira num conjunto bem interessante, para ser bebido devagar, degustando. O final \u00e9 quente, doce e de \u00e1lcool leve. No retrogosto, uva passa, banana assada, \u00e1lcool e canela. Muito boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/wcounty.jpg\" \/><br \/>\nFechando essa sequencia de cervejas da W\u00e4ls com a Berliner, lan\u00e7ada oficialmente em maio de 2017, exibindo uma receita que une cevada e trigo com suco de cereja, suco de morango e extrato de hibisco al\u00e9m de lactobacilos adicionados na fermenta\u00e7\u00e3o, e que soa uma evolu\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/18\/boteco-as-cervejas-experimentais-da-wals\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">MadLab Strawberry Sour<\/a>. De colora\u00e7\u00e3o vermelha com creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o, comuns ao estilo, a W\u00e4ls Berliner apresenta um aroma delicado de frutas vermelhas (morango e cereja em destaque) com um suave toque campestre, floral. Na boca, o paladar segue o aroma com do\u00e7ura frutada em destaque (cereja e morango novamente) e baix\u00edssima acidez e salgado na sequencia, o que pode decepcionar f\u00e3s da aridez do estilo, que n\u00e3o bate ponto aqui. A textura \u00e9 levemente frisante, mas bem levemente mesmo. N\u00e3o se preocupe com amargor, e na verdade nem com acidez nesta que soa mais Fruit Beer do que Berliner. O final \u00e9 levemente amarrado, com frutas vermelhas suaves. No retrogosto, adstring\u00eancia suave, cereja, morango e refrescancia. Boa, viu.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/wberliner.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s tr\u00eas decepcionantes cervejas da linha MadLab, o retorno ao clube n\u00e3o surpreende, mas tamb\u00e9m n\u00e3o decepciona: a Royal Saison n\u00e3o \u00e9 uma Saison tradicional. Esque\u00e7a toda a rispidez do estilo e caminho por algo que busca aproxima\u00e7\u00e3o com o Gin &#8211; se \u00e9 uma busca v\u00e1lida (e eu acho que n\u00e3o \u00e9) s\u00e3o outros 500. O resultado \u00e9 apenas ok, mas n\u00e3o \u00e9 uma decep\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a Madlab Sauvin Blanc trazia mais expectativa, mas a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que o suco de uva branca adicionado na receita atrapalha o conjunto, que paga bastante tributo ao campo, mas n\u00e3o impressiona. Ap\u00f3s duas receitas medianas, a W\u00e4ls MadLab Barrel Wheat n\u00e3o \u00e9 a perfei\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 uma boa cerveja com muito potencial de guarda. Agora ela est\u00e1 arisca e agressiva, mas quando isso acalmar (de 9 a 12 meses) ir\u00e1 melhorar consideravelmente o que j\u00e1 \u00e9 bom. Outra MadLab, a Crazy Lambs impressiona seguindo os preceitos do estilo New England IPA, ainda que n\u00e3o t\u00e3o a risca, mas sem incomodar a expectativa. Uma boa cerveja que poderia vir pra linha tradicional da casa. Quinta do clube MadLab, a Doppelbock Wood &amp; Fire impressionou positivamente, com a baunilha e a pimenta bem presentes na receita (o barril de Bourbon a gente procura na Quadrupel BA, ok). A W\u00e4ls Wild ALE EAP 2014 n\u00e3o cumpre a promessa de radicalidade de uma Flanders Ale, mas \u00e9 bem saborosa, mantendo ameixa e do\u00e7ura na mira com um leve azedume. Enfim um acerto. O mesmo pode ser dito da W\u00e4ls Cuv\u00e9e Carneiro, que n\u00e3o \u00e9 perfeita no estilo radical belga, mas alcan\u00e7a um resultado excelente. A pr\u00f3xima da sequencia \u00e9 a W\u00e4ls Fresh Beer, um erro gigantesco da casa, que conseguiu a proeza de entregar uma American IPA com diacetil! O off-flavour incomoda no aroma, onde est\u00e1 mais presente. No paladar, a carga potente de l\u00fapulos consegue encobri-lo, mas n\u00e3o escond\u00ea-lo. Ele est\u00e1 ali, para qualquer um sentir. Uma pena. J\u00e1 a Alambique County \u00e9 um delicioso acerto da casa, uma bela Tripel amadeirada com intensa presen\u00e7a de banana passa e castanha de Baru. Del\u00edcia. Fechando a s\u00e9rie com uma Berliner que mais parece uma Fruit Beer, uma boa Fruit Beer, frutada e refrescante. Delicinha.<\/p>\n<p>W\u00e4ls MadLab Royal Saison<br \/>\n\u2013 Produto: Saison<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,28\/5<\/p>\n<p>W\u00e4ls MadLab Sauvin Blanc<br \/>\n\u2013 Produto: Bi\u00e9re de Garde<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8.1%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,14\/5<\/p>\n<p>W\u00e4ls MadLab Barrel Wheat<br \/>\n\u2013 Produto: Strong Wheat Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 12%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,55\/5<\/p>\n<p>W\u00e4ls MadLab Crazy Lambs<br \/>\n\u2013 Produto: American India Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 9%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,56\/5<\/p>\n<p>MadLab Doppelbock Wood &amp; Fire<br \/>\n\u2013 Produto: Doppelbock<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,57\/5<\/p>\n<p>W\u00e4ls Wild ALE EAP<br \/>\n\u2013 Produto: Flanders Brown Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,57\/5<\/p>\n<p>W\u00e4ls Cuv\u00e9e de Carneiro<br \/>\n\u2013 Produto: Flanders Brown Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 11%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,75\/5<\/p>\n<p>W\u00e4ls Fresh Beer<br \/>\n\u2013 Produto: American India Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6.7%<br \/>\n\u2013 Nota: 2,16\/5<\/p>\n<p>W\u00e4ls Alambique County<br \/>\n\u2013 Produto: Belgian Strong Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 11.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,71\/5<\/p>\n<p>W\u00e4ls Berliner<br \/>\n\u2013 Produto: Berliner Weisse<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 3.3%<br \/>\n\u2013 Nota: 3.34\/5<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/wmeta.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n\u2013 Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cinco MadLab (Royal Saison, Barrel Wheat, Crazy Lambs, Royal Saison e Doppelbock Wood &#038; Fire) mais Wild Ale EAP, Cuv\u00e9e de Carneiro, Fresh Beer, Berliner e Alambique County\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/02\/boteco-10-cervejas-da-mineira-wals\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":43366,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[361],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43365"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43365"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43365\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50637,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43365\/revisions\/50637"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43366"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}