{"id":43344,"date":"2017-06-30T13:24:19","date_gmt":"2017-06-30T16:24:19","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43344"},"modified":"2017-07-22T15:28:18","modified_gmt":"2017-07-22T18:28:18","slug":"entrevista-mallu-magalhaes-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/06\/30\/entrevista-mallu-magalhaes-2017\/","title":{"rendered":"Entrevista: Mallu Magalh\u00e3es (2017)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Marcos Paulino<\/strong><\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mallu Magalh\u00e3es est\u00e1 no olho do furac\u00e3o \u2013 ou ent\u00e3o est\u00e1 se deliciando com o m\u00e9todo Caetano Veloso de autopromo\u00e7\u00e3o, que prev\u00ea sempre uma pol\u00eamica nova surgindo exatamente quando h\u00e1 um disco novo para ser trabalhado. No caso de Mallu \u00e9 \u201cVem\u201d, seu quarto disco como solista (h\u00e1 ainda seu trabalho com a Banda do Mar), que surge embalado por acusa\u00e7\u00f5es de apropria\u00e7\u00e3o cultural (no clipe de \u201cVoc\u00ea N\u00e3o Presta\u201d) e declara\u00e7\u00f5es controversas em rede nacional (no programa \u201cEncontro com F\u00e1tima Bernardes\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em agosto, Mallu Magalh\u00e3es completa 25 anos, mas faz tanto tempo em que ela est\u00e1 na m\u00eddia que parece que tem mais idade do que aparenta. Influenciada pelo gosto de seu pai pelo viol\u00e3o, Mallu aprendeu a tocar instrumentos a partir dos 9 anos. Aos 12 j\u00e1 compunha, inclusive, e principalmente, em ingl\u00eas, e ganharia certa notoriedade como musicista em 2007, quando tinha 15 anos e disponibilizou quatro de suas can\u00e7\u00f5es folks no site MySpace, com destaque para &#8220;Tchubaruba&#8221;, que tornaria-se seu primeiro hit.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2008, Mallu lan\u00e7aria seu \u00e1lbum de estreia e seria convidada a participar do primeiro disco solo do cantor e compositor Marcelo Camelo, do Los Hermanos, que se tornaria mais tarde seu marido, pai de sua filha e parceiro na Banda do Mar (que tem tamb\u00e9m o portugu\u00eas Fred Ferreira), iniciada em 2014. H\u00e1 alguns anos, a paulistana Mallu vive na triangula\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo-Rio-Lisboa, cidade em que vive atualmente. Do in\u00edcio folk sobrou quase nada. \u201cVem\u201d aposta no samba e na bossa. Na entrevista abaixo, concedida ao Plug, parceiro do Scream &amp; Yell, ela conta sobre a produ\u00e7\u00e3o do disco.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hrh6zd5c0OY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando voc\u00ea lan\u00e7ou seu primeiro disco, era ainda uma adolescente que come\u00e7ava a ganhar destaque na internet. Agora apresenta o quarto \u00e1lbum j\u00e1 casada e m\u00e3e. Como voc\u00ea analisa este momento da sua carreira?<\/strong><br \/>\nTodos os desdobramentos que acontecem nas nossas vidas nos amadurecem muito. Este disco chega num momento muito mais maduro, embora eu ainda seja nova e tenha muito pra amadurecer e experimentar. [Risos] Chega num contexto muito mais seguro e confiante da minha vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Naquele primeiro disco, passava pela sua cabe\u00e7a trilhar uma carreira t\u00e3o s\u00f3lida na m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, n\u00e3o sonhava com tudo isso. Foi uma completa surpresa pra mim, na verdade. A m\u00fasica sempre foi muito pessoal pra mim, um hobby. Embora meu pai seja engenheiro, ele sempre tocou muito viol\u00e3o, e comecei a tocar por isso. Sempre foi uma coisa totalmente de prazer e de lazer, a m\u00fasica como companhia, como ref\u00fagio, como comemora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o com um car\u00e1ter profissional. \u00c9 bem curioso ver minhas apari\u00e7\u00f5es na televis\u00e3o, porque eu era quase um alien\u00edgena, n\u00e3o fazia ideia da ind\u00fastria e de como se jogava aquele jogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m de cantora e instrumentista, neste disco voc\u00ea se reafirma como compositora, assinando todas as faixas, m\u00fasica e letra. Voc\u00ea realmente se enxerga hoje como uma autora consolidada?<\/strong><br \/>\nSempre me vi mais como compositora do que como artista perform\u00e1tica. Tanto que meus quatro discos s\u00e3o autorais, sempre com m\u00fasicas e letras minhas. Nos discos da Banda do Mar, todas as m\u00fasicas que canto tamb\u00e9m s\u00e3o de minha autoria. E tem tamb\u00e9m as m\u00fasicas que fiz pra outros cantores, como a Bruna Caram, a Raquel Tavares, a Gal Costa, agora o Paulo Miklos. Tem v\u00e1rios artistas gravando m\u00fasicas que fa\u00e7o por encomenda. Pra mim, isso \u00e9 um privil\u00e9gio. Hoje em dia, inclusive priorizo mais a composi\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 o momento que vai servir de material pra todos os desdobramentos do meu trabalho. Levo muito a s\u00e9rio o momento da composi\u00e7\u00e3o e a encomenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os produtores que j\u00e1 trabalharam com voc\u00ea falam que voc\u00ea comp\u00f5e muito r\u00e1pido, que sai de um dia de grava\u00e7\u00e3o e no seguinte volta com uma nova m\u00fasica pronta. \u00c9 assim mesmo, a inspira\u00e7\u00e3o vem f\u00e1cil pra voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o diria f\u00e1cil, mas frequente. Tenho bastante produ\u00e7\u00e3o, a composi\u00e7\u00e3o pra mim \u00e9 muito natural, muito instintiva, faz parte da minha vida. \u00c9 um impulso como todos os outros, como o do di\u00e1logo, o da socializa\u00e7\u00e3o, tudo aquilo que nos move como agentes sociais. \u00c9 um mecanismo muito intuitivo mesmo, componho como converso com as pessoas, como fa\u00e7o minhas atividades di\u00e1rias, \u00e9 muito natural. Mas n\u00e3o deixa de ser trabalhoso. Uma coisa \u00e9 aquele primeiro instante da composi\u00e7\u00e3o, a inspira\u00e7\u00e3o, o in\u00edcio da m\u00fasica, aquele rabicho de can\u00e7\u00e3o. \u00c9 a cria\u00e7\u00e3o de uma harmonia com uma melodia. E depois tem o trabalho bra\u00e7al, que exige muita disciplina, de elaborar e de finalizar a letra, de fazer com que fique boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A sua viv\u00eancia em Portugal influenciou suas composi\u00e7\u00f5es, tanto nas m\u00fasicas quanto nas letras?<\/strong><br \/>\nAcho que sim. Portugal \u00e9 um pa\u00eds muito calmo, e essa calma traz uma confian\u00e7a e uma paz pra gente fazer um trabalho bem autoral. N\u00e3o existe motivo de desespero, e isso \u00e9 muito positivo pra cabe\u00e7a art\u00edstica. Estar em paz, calmo, cria um solo muito f\u00e9rtil de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar dessa experi\u00eancia europeia, o disco novo traz ritmos bem brasileiros, em especial o samba. Isso foi pensado ou aconteceu naturalmente?<\/strong><br \/>\nFoi natural. N\u00e3o pensei em fazer um disco com determinado n\u00famero de sambas. O processo de produ\u00e7\u00e3o do Marcelo (Camelo), pra todos os arranjos do disco, \u00e9 de priorizar a can\u00e7\u00e3o, e o meu tamb\u00e9m. Ent\u00e3o vamos caso a caso, can\u00e7\u00e3o a can\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes, uma can\u00e7\u00e3o que a gente achava que era um samba vira um rock e vice-versa. Neste caso, se tem v\u00e1rios sambas, \u00e9 mais porque a composi\u00e7\u00e3o pediu do que um conceito nosso. Hoje em dia divido bem meu tempo entre o Brasil e Portugal, e assim consigo aliviar toda a saudade que eu tinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 quem considere \u201cVem\u201d o seu disco mais solar. Voc\u00ea concorda?<\/strong><br \/>\nRealmente, algumas pessoas t\u00eam me falado sobre esse car\u00e1ter solar; eu nunca tinha parado pra pensar nisso. Pra mim, \u00e9 um disco muito intenso, muito vivido. Eu enxergava ali v\u00e1rios dramas, achava que era um disco mais bravo. Mas, olhando com frieza e com senso cr\u00edtico, apesar das minhas opini\u00f5es sens\u00edveis, vejo que existe esse car\u00e1ter bem mais alegre, mais solar, mais divertido. \u00c9 um disco bem humorado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando nessa ponte a\u00e9rea Brasil-Portugal, como tem sido administrar isso, com marido, com filha e tudo mais?<\/strong><br \/>\nAcabo contando muito com a ajuda da minha fam\u00edlia e com a da fam\u00edlia do Marcelo. Contamos muito com o aux\u00edlio dos nossos pais pra conseguir administrar os cuidados com a nossa filha. Claro que existe toda uma adapta\u00e7\u00e3o, como pra qualquer pessoa que tinha uma profiss\u00e3o antes da maternidade e passa por esta experi\u00eancia de ter que ajustar seu tempo. Precisa s\u00f3 de boa vontade, um pouquinho de estrat\u00e9gia, contar com a ajuda da fam\u00edlia e \u00e0s vezes at\u00e9 dos amigos, que as coisas se encaminham.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A turn\u00ea do disco novo vai ter shows no Brasil e na Europa?<\/strong><br \/>\nA previs\u00e3o \u00e9 iniciar por Brasil e Portugal. Em agosto, \u00e9 o Brasil, at\u00e9 o come\u00e7o de setembro. O resto de setembro e outubro, \u00e9 Portugal. Novembro e dezembro, \u00e9 Brasil, e no ano que vem a gente continua revezando. Nessa primeira perna, j\u00e1 tem S\u00e3o Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E a Banda do Mar, como fica nessa hist\u00f3ria?<\/strong><br \/>\nA Banda do Mar \u00e9 um projeto que n\u00f3s tr\u00eas temos sempre no cora\u00e7\u00e3o e na cabe\u00e7a. Vira e mexe componho uma can\u00e7\u00e3o e penso que ela \u00e9 pra Banda do Mar. A gente ainda tem muito a cabe\u00e7a na banda, mas no momento o Fred est\u00e1 finalizando o disco com a Orelha Negra, eu estou divulgando e concentrada na turn\u00ea do \u201cVem\u201d e o Marcelo est\u00e1 trabalhando num projeto novo. Mas estamos sempre juntos e cedo ou tarde a banda aparece.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/mallu2.jpg\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>cr\u00edtica por <\/strong><a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Marcelo Costa<\/strong><\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1965, em seu segundo disco, \u201cO Compositor e o Cantor\u201d, Marcos Valle defendia na can\u00e7\u00e3o \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=q2HDQYoV5Fo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Resposta<\/a>\u201d que \u201cse algu\u00e9m disser que teu samba n\u00e3o tem mais valor \/ porque ele \u00e9 feito somente de paz e de amor \/ n\u00e3o ligue n\u00e3o que essa gente n\u00e3o sabe o que diz \/ n\u00e3o pode entender quando um samba \u00e9 feliz\u201d. Logo mais a frente, cravava: \u201cum samba pode ser feito de c\u00e9u e de mar \/ o samba bom \u00e9 aquele que o povo cantar \/ de fome basta que o povo na vida j\u00e1 tem \/ pra que lhe fazer cantar isso tamb\u00e9m?\u201d. O golpe de 1964 tinha sido h\u00e1 pouco, e a discuss\u00e3o da politiza\u00e7\u00e3o das artes era tema de conversas de botequim e can\u00e7\u00f5es da bossa nova, mas Marcos (e o irm\u00e3o Paulo Sergio) insistiam no amor, no sorriso e na flor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num pequeno salto para 1968, ano do Ato Institucional N\u00ba 5, em seu quinto disco, \u201cViola Enluarada\u201d (o mesmo \u00e1lbum que traz a can\u00e7\u00e3o \u201cBloco do Eu Sozinho\u201d, parceria do compositor com o cineasta Ruy Guerra), Marcos Valle <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=zr4nPL_5f7c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">crava logo na faixa t\u00edtulo que abre o \u00e1lbum<\/a>: \u201cA m\u00e3o que toca um viol\u00e3o se for preciso faz a guerra, mata o mundo, fere a terra \/ A voz que canta uma can\u00e7\u00e3o se for preciso canta um hino, louva \u00e0 morte \/ Viola em noite enluarada no sert\u00e3o \u00e9 como espada, esperan\u00e7a de vingan\u00e7a \/ O mesmo p\u00e9 que dan\u00e7a um samba se preciso vai \u00e0 luta, Capoeira \/ Quem tem de noite a companheira sabe que a paz \u00e9 passageira, pr\u00e1 defend\u00ea-la se levanta e grita: Eu vou! M\u00e3o, viol\u00e3o, can\u00e7\u00e3o e espada\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas anos separam essas duas can\u00e7\u00f5es, parcerias de Marcos Valle com o irm\u00e3o Paulo S\u00e9rgio Valle, e 50 anos as separam de \u201cVem\u201d, quarto disco de Mallu Magalh\u00e3es, por\u00e9m estamos falando de praticamente o mesmo objeto de cultura e sociedade, com uma diferen\u00e7a: Hist\u00f3ria (com H mai\u00fasculo e dourado, principalmente em tempos de ensino p\u00fablico sucateado e professores desvalorizados). \u201cVem\u201d \u00e9 um disco de samba bossa elegante que reprisa o Marcos Valle de \u201cA Resposta\u201d e ignora o Marcos Valle de \u201cViola Enluarada\u201d, e as pol\u00eamicas em que Mallu se envolveu aleatoriamente em 2017 apenas referendam esse desencontro entre a artista com o tempo \/ espa\u00e7o em que vive.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ok, Mallu Magalh\u00e3es nem vive no Brasil mais, o que s\u00f3 acentua seu descompasso com tudo que o pa\u00eds caminhou nos \u00faltimos anos (e confunde estrangeiros como o grande escritor portugu\u00eas Valter Hugo M\u00e3e, que ap\u00f3s se deliciar com a beleza do disco comenta os recentes trope\u00e7os de Mallu <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Valter-Hugo-M%C3%A3e-206081342800809\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>), e \u201cVem\u201d representa essa redoma de vidro em que Mallu vive, uma casa no campo em outro pa\u00eds que a afasta do golpe pol\u00edtico, dos 4 x 3 no TSE, dos senadores envolvidos com narcotr\u00e1fico, dos prefeitos que acreditam que manifesta\u00e7\u00f5es de arte podem ser atos criminosos e lan\u00e7am bombas nos viciados ao inv\u00e9s de prender os traficantes, do Brasil em 2017 que tenta estar atento a atos que possam exprimir racismo e outros preconceitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVem\u201d, ent\u00e3o, padece de uma beleza artificial, sem profundidade e conex\u00e3o com os tempos atuais. Adaptando o \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KEAxP_B2wcM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Samba da Ben\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d, de Vinicius de Moraes (que assim como Marcos Valle era outro branco fazendo samba enquanto Cartola n\u00e3o podia gravar suas pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es \u2013 Hist\u00f3ria com um doloroso H mai\u00fasculo), \u201cVem\u201d \u00e9 \u201ccomo amar uma mulher s\u00f3 linda. E da\u00ed?\u201d. N\u00e3o que Mallu tivesse que surgir politizada (\u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=e4WZVQAh_Hw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pra que tanto veneno?<\/a>\u201d, grita Carmen Miranda), afinal h\u00e1 um grande mercado de m\u00fasica descart\u00e1vel aliviando (alienando?) o povo das mazelas do pa\u00eds, mas a sonoridade samba bossa pr\u00e9 AI-5 aliada a um n\u00facleo de can\u00e7\u00f5es que foca (tal qual \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/02\/mallu-magalhaes-fala-sobre-pitanga\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pitanga<\/a>\u201d, o \u00e1lbum anterior) no cotidiano de um casal encontra nas declara\u00e7\u00f5es da artista um arcabou\u00e7o de ideias que faz de \u201cVem\u201d um bel\u00edssimo disco para 1965, e um equivoco para 2017. Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dY0GrybDNrU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcos Paulino<\/a> \u00e9 editor do caderno Plug (<a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.mundoplug.com)<\/a>, da Gazeta de Limeira.<br \/>\n\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de <span class=\"credito\">Gon\u00e7alo F. Santos \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Entrevista: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/08\/entrevista-deezer-banda-do-mar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Camelo, Mallu Magalh\u00e3es e Fred Ferreira falam da Banda do Mar<\/a><br \/>\n&#8211; Banda do Mar <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/13\/banda-do-mar-ao-vivo-em-fortaleza\/\">ao vivo em Fortaleza<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/02\/banda-do-mar-ao-vivo-em-lisboa\/\">ao vivo em Lisboa<\/a><br \/>\n&#8211; Texto: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/26\/coluna-banda-do-mar-o-amor-e-o-odio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8220;Banda do Mar&#8221; n\u00e3o \u00e9 esse disco t\u00e3o ruim quanto os haters pintam por ai<\/a><br \/>\n&#8211; Cr\u00edtica: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/02\/mallu-magalhaes-fala-sobre-pitanga\/\">\u201cPitanga\u201d, terceiro disco de Mallu Magalh\u00e3es, \u00e9 convincente e prev\u00ea um futuro promissor<\/a><br \/>\n&#8211; Cr\u00edtica: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/12\/17\/entrevista-mallu-magalhaes\/\">Em segundo disco, Mallu transpira honestidade, mas estamos falando de m\u00fasica, n\u00e3o de empr\u00e9stimo de dinheiro<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Pra mim, \u00e9 um disco muito intenso, muito vivido. Eu enxergava ali v\u00e1rios dramas, achava que era um disco mais bravo&#8221;, diz Mallu\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/06\/30\/entrevista-mallu-magalhaes-2017\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":5,"featured_media":43345,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1076],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43344"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43344"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43344\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43347,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43344\/revisions\/43347"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43345"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}