{"id":43149,"date":"2017-06-09T19:40:22","date_gmt":"2017-06-09T22:40:22","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43149"},"modified":"2017-08-16T14:53:42","modified_gmt":"2017-08-16T17:53:42","slug":"tres-livros-max-barry-terry-hayes-e-joel-dicker","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/06\/09\/tres-livros-max-barry-terry-hayes-e-joel-dicker\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas livros: Max Barry, Terry Hayes e Jo\u00ebl Dicker"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Adriano Mello Costa<\/a><\/strong><\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lexico.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cL\u00e9xico\u201d, de Max Barry (Editora Intr\u00ednseca)<\/strong><br \/>\nUma organiza\u00e7\u00e3o misteriosa e secreta treina jovens com potencial para agirem na persuas\u00e3o de pessoas, ocultamento de fatos e divulga\u00e7\u00e3o de verdades n\u00e3o t\u00e3o ver\u00eddicas assim, tudo em nome de um suposto equil\u00edbrio mundial. Esses agentes, quando v\u00e3o ao trabalho de campo, deixam seus nomes verdadeiros para tr\u00e1s e assumem os de famosos poetas como novos, j\u00e1 que as palavras s\u00e3o sua arma letal, principalmente as combina\u00e7\u00f5es que promulgam para invadir a mente dos alvos e alterarem o seu comportamento. Esse \u00e9 o mote de \u201cL\u00e9xico\u201d, livro do australiano Max Barry que h\u00e1 alguns anos nos brindou com o \u00f3timo \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/02\/01\/livro-homem-maquina-max-barry\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homem-M\u00e1quina<\/a>\u201d. Essa nova aventura do autor foi lan\u00e7ada aqui no pa\u00eds pela editora Intr\u00ednseca em 2015 (\u00e9 original de 2013) com 368 p\u00e1ginas e tradu\u00e7\u00e3o de Domingos Demasi. Em \u201cL\u00e9xico\u201d temos a\u00e7\u00e3o e bom humor em quantidades generosas, mas mesmo sendo um livro agrad\u00e1vel incomoda por utilizar algumas das premissas j\u00e1 utilizadas em \u201cHomem-M\u00e1quina\u201d. O protagonista, por exemplo, \u00e9 uma mistura do Charles Neumann do referido livro e Arthur Dent de \u201cO Guia do Mochileiro das Gal\u00e1xias\u201d, de Douglas Adams. Esse protagonista \u00e9 Will Parke, um pacato cidad\u00e3o que, de repente, se v\u00ea no meio de uma tremenda confus\u00e3o sem saber os motivos para tanto. Do outro lado da hist\u00f3ria est\u00e1 Emily Ruff, uma jovem que vive na rua fazendo trambiques at\u00e9 ser recrutada pela organiza\u00e7\u00e3o que v\u00ea potencial nela (apesar de um \u201clado sombrio\u201d). E no meio de tudo est\u00e1 T. S. Elliot, um renomado e experiente agente que busca solucionar as broncas. Juntando esses tr\u00eas lados e alternando entre presente, passado e futuro, Max Barry promove uma divertida e descompromissada jornada em busca da salva\u00e7\u00e3o mundial, enquanto joga no meio do caminho algumas situa\u00e7\u00f5es levemente cr\u00edticas e \u00e1cidas em rela\u00e7\u00e3o a esse mesmo mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6 (<a href=\"http:\/\/www.intrinseca.com.br\/upload\/livros\/1%C2%BACAP_Lexico.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">leia um trecho do livro<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/peregrino.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cEu Sou o Peregrino\u201d, de Terry Hayes (Editora Intr\u00ednseca)<\/strong><br \/>\nTerry Hayes \u00e9 brit\u00e2nico, mas saiu jovem para a Austr\u00e1lia. Foi rep\u00f3rter nos EUA e, al\u00e9m de jornalista, \u00e9 um experiente roteirista de Hollywood (com filmes como \u201cMad Max 2\u201d e \u201cDo Inferno\u201d no curr\u00edculo). Em 2012, Terry lan\u00e7ou o primeiro romance chamado \u201cEu Sou o Peregrino\u201d (\u201cI Am Pilgrim\u201d, no original) que abocanhou o badalado pr\u00eamio National Book Awards do Reino Unido em 2014 como melhor thriller policial. O livro teve publica\u00e7\u00e3o nacional em 2016 pela editora Intr\u00ednseca, com 686 p\u00e1ginas e tradu\u00e7\u00e3o de Alexandre Raposo. Como era de se esperar pelo curr\u00edculo do autor, essa estreia \u00e9 cinematogr\u00e1fica, intensa, com pulsa\u00e7\u00e3o acelerada e repleta de a\u00e7\u00e3o. Tudo \u00e9 montado de maneira que seja poss\u00edvel a transposi\u00e7\u00e3o para a grande tela. E isso n\u00e3o \u00e9 ruim, pelo contr\u00e1rio. Se por um lado temos algumas solu\u00e7\u00f5es \u201cm\u00e1gicas\u201d como em blockbusters tradicionais, onde o protagonista sempre conta com algum golpe de sorte, por outro lado os cap\u00edtulos mant\u00eam uma const\u00e2ncia que faz com que o calhama\u00e7o flua, sem estancar ou deixar a leitura com passagens sofridas. A quantidade elevada de p\u00e1ginas serve para que o autor possa erigir cuidadosamente os perfis dos envolvidos em uma ca\u00e7ada que se espalha pelo mundo. Claro, que o que est\u00e1 em jogo \u00e9 algo extremo como a salva\u00e7\u00e3o do planeta (ou pelo menos dos EUA). O Peregrino que empresta o nome ao t\u00edtulo \u00e9 o codinome de um agente de n\u00edvel elevado da intelig\u00eancia americana que durante anos se mascarou tanto que a identidade original \u00e9 apenas mem\u00f3ria distante. At\u00e9 que um detetive de homic\u00eddios de Nova York lhe desmascara e ele serve de aux\u00edlio para um misterioso e elaborado assassinato na cidade. Esse crime desencadeia, junto com outros processos, a corrida para pegar um h\u00e1bil saudita que est\u00e1 prestes a jogar uma praga biol\u00f3gica no pa\u00eds. Em meio a pensamentos e teorias, \u201cEu Sou o Peregrino\u201d \u00e9 um thriller funcional que, como qualquer bom filme de a\u00e7\u00e3o, cumpre o seu prop\u00f3sito de divertir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7 (<a href=\"http:\/\/www.intrinseca.com.br\/eusouoperegrino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hotsite do livro<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/verdade.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cA Verdade Sobre o Caso Harry Quebert\u201d, de Jo\u00ebl Dicker (Editora Intr\u00ednseca)<\/strong><br \/>\n\u201cLa Verit\u00e9 sur I\u2019Affaire Harry Quebert\u201d (no original) vendeu mais um milh\u00e3o de c\u00f3pias mundo afora, sendo que \u00e9 interessante perceber ap\u00f3s as 576 p\u00e1ginas como algumas coisas se cruzam entre realidade e fic\u00e7\u00e3o. O segundo livro do escritor su\u00ed\u00e7o Jo\u00ebl Dicker recebeu elogios e louvores de publica\u00e7\u00f5es respeitosas e o transformou em um prod\u00edgio que, na \u00e9poca do lan\u00e7amento na Fran\u00e7a em 2012, tinha 26 anos. O personagem do livro em quest\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 um escritor que vira celebridade aos 28 anos quando a estreia no mundo da literatura estoura e transforma a vida. Lan\u00e7ado pela editora Intr\u00ednseca em solo nacional em 2014 com tradu\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9 Telles, a obra tem ponto de partida quando Marcus Goldman, o protagonista, v\u00ea os prazos para entrega do segundo trabalho se esgotarem e ele n\u00e3o escreveu uma linha sequer. Esse bloqueio criativo o faz recorrer ao antigo professor, amigo e mentor dos tempos de faculdade, Harry Quebert, um escritor conceituado, na casa onde reside na pequena Aurora, em New Hampshire, Estados Unidos. Enquanto tenta liberar a mente, Goldman v\u00ea tudo virar do avesso quando o corpo de uma garota desaparecida em 1975 aparece enterrado no quintal do amigo. Em busca de provar a inoc\u00eancia dele, Marcus parte em uma investiga\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria que o colocar\u00e1 em uma espiral de acontecimentos que revelar\u00e1 n\u00e3o somente lados obscuros das pessoas como destravar\u00e1 afli\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias. Com um estilo simples e sem muitos floreios, o autor junta diversos g\u00eaneros como romance, suspense, policial e drama psicol\u00f3gico, sem escorregar. Elabora camadas e mais camadas que em determinado momento apresenta um livro, dentro de um livro que \u00e9 parte de outro livro. Se J\u00f6el Dicker ser\u00e1 um grande escritor, isso s\u00f3 o tempo dir\u00e1, mas tirando os hiperb\u00f3licos exageros direcionados a obra, temos sim um livro not\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">P.S: O personagem Marcus Goldman tem uma aventura posterior em \u201cO Livro dos Baltimore\u201d, lan\u00e7ado em 2017 aqui no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8 (<a href=\"http:\/\/www.intrinseca.com.br\/harryquebert\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hotsite do livro<\/a>)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gTDT71prJ2A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Adriano Mello Costa (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\">@coisapop<\/a> no Twitter) assina o blog de cultura <a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Coisa Pop<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/literatura\/\"><strong>LEIA MAIS SOBRE LIVROS E HQs<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cL\u00e9xico\u201d repete situa\u00e7\u00f5es do romance anterior de Max Barry; \u201cEu Sou o Peregrino\u201d \u00e9 um thriller que diverte; \u201cA Verdade Sobre o Caso Harry Quebert\u201d \u00e9 not\u00e1vel\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/06\/09\/tres-livros-max-barry-terry-hayes-e-joel-dicker\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":9,"featured_media":43152,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[1305],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43149"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43149"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43149\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43153,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43149\/revisions\/43153"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43152"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}