{"id":43098,"date":"2017-06-04T07:13:11","date_gmt":"2017-06-04T10:13:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43098"},"modified":"2017-11-25T00:47:55","modified_gmt":"2017-11-25T02:47:55","slug":"boteco-11-cervejas-paulistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/06\/04\/boteco-11-cervejas-paulistas\/","title":{"rendered":"Boteco: 11 cervejas paulistas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrindo uma s\u00e9rie de cervejas paulistas com a Pandora, uma India Pale Ale com Toranja produzida pela D\u00e1diva, de V\u00e1rzea Paulista, interior de S\u00e3o Paulo, em colabora\u00e7\u00e3o com o clube WBeer visando homenagear as mulheres. De colora\u00e7\u00e3o amarela turva (lembrando um suco) com creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a D\u00e1diva Pandora exibe um aroma que remete a c\u00edtrico artificial (sabe o refresco Tang? Isso). Na boca, por sua vez, a textura \u00e9 picante (de l\u00fapulo) e levemente met\u00e1lica. O primeiro toque oferece r\u00e1pida do\u00e7ura c\u00edtrica e, na sequencia, amargor interessante (60 IBUs) aliado ao c\u00edtrico da toranja que abre as portas para um conjunto de amargor profundo, mas n\u00e3o forte, e c\u00edtrico, uma conjun\u00e7\u00e3o bem interessante que finaliza levemente amarga. No retrogosto, c\u00edtrico, amargor e Tang.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/rosalia.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda da sequencia \u00e9 uma nova Colorado, de Ribeir\u00e3o Preto, interior de S\u00e3o Paulo, que desta vez investe no estilo Fruit Beer com esta Ros\u00e1lia, cuja receita recebe adi\u00e7\u00e3o de suco de amora do mato, suco de cereja do Rio Grande e suco de grumixama. De colora\u00e7\u00e3o vermelha turva com creme branco de tra\u00e7os avermelhados com baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Colorado Ros\u00e1lia exibe um aroma t\u00edmido e artificial de frutas vermelhas seguido de percep\u00e7\u00e3o suave de acidez. Na boca, acidez m\u00e9dia e eficiente. O primeiro toque, por\u00e9m, confirma o que o aroma adiantava: sabor artificial de frutas vermelhas seguida de leve do\u00e7ura e acidez m\u00e9dia. Dai pra frente, um conjunto meio p\u00e1lido e sem gra\u00e7a que finaliza levemente adstringente. O retrogosto traz leve amora e mais um pouco de adstring\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/capitu.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Ribeir\u00e3o Preto novamente para V\u00e1rzea Paulista, local onde \u00e9 produzida a Cerveja Capitu, que marca presen\u00e7a nessa s\u00e9rie com a Tilted Burn, uma Smoked Beer com \u201cum toque de malte defumado e generosa por\u00e7\u00e3o de cevada fresca e crua\u201d, segundo o site oficial da cervejaria. Na ta\u00e7a, a Capitu Tilted Burn exibe uma colora\u00e7\u00e3o dourada com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o. No nariz, do\u00e7ura maltada e notas c\u00edtricas (derivadas da lupulagem) se sobressaem ao defumado, que \u00e9 bastante sutil \u2013 at\u00e9 demais. Na boca, \u00e9 quase cremosa com um tiquinho de met\u00e1lico. O primeiro toque oferece um pouco mais de defumado do que no aroma, ainda que ele seja dilu\u00eddo na cevada e nas notas c\u00edtricas. O amargor \u00e9 baixo (20 IBUs), mas caprichadinho, abrindo as portas para um conjunto cuja maior qualidade \u00e9 a refrescancia, e n\u00e3o o defumado, que fica na retaguarda, t\u00edmido. O final \u00e9 amarguinho. No retrogosto, defumado sutil, c\u00edtrico e caramelo. Boazinha!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/goethe.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quinta cerveja da s\u00e9rie \u00e9 mais um exemplar da Tito Bier, cerveja produzida na mesma f\u00e1brica que a Capitu (a prop\u00f3sito, a f\u00e1brica da D\u00e1diva) acima. Antes presente aqui com sua agrad\u00e1vel Trotsky Red Ale, a Tito marca presen\u00e7a agora com a Goethe, uma cerveja com 100% de malte K\u00f6lsch e l\u00fapulo alem\u00e3o Hallertau. Na ta\u00e7a, ela exibe uma colora\u00e7\u00e3o dourada com creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e boa reten\u00e7\u00e3o. No nariz, uma dispers\u00e3o de aromas agradabil\u00edssima (e fresqu\u00edssima) sugerindo cereais, trigo e p\u00e3o. Na boca, leve fris\u00e2ncia. O primeiro toque refor\u00e7a o que o aroma adianta com um pouco de do\u00e7ura maltada em meio aos cereais e leve herbal. O amargor \u00e9 baixo e altamente refrescante. Dai pra frente surge uma cerveja altamente saborosa e refrescante, uma replica\u00e7\u00e3o deliciosa de um estilo cl\u00e1ssico alem\u00e3o que muitas vezes chega cansado no Brasil \u2013 aqui ela est\u00e1 em toda sua vitalidade. O final \u00e9 refrescante enquanto o retrogosto oferta cereais. Delicinha!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/coconut.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mantendo-se na capital paulista com a Krok Jaw, cervejaria cigana surgida oficialmente em fevereiro de 2017 com o lan\u00e7amento desta Coconut IPA, uma American India Pale Ale com muito coco. De colora\u00e7\u00e3o amarela com leve turbidez e creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Krok Jaw Coconut IPA honra seu pr\u00f3prio an\u00fancio j\u00e1 no aroma: \u201cTem muito coco\u201d. E tem mesmo! As notas derivadas da lupulagem ficam em segundo plano, rodeando (e confundindo) a sugest\u00e3o de coco que domina absolutamente o conjunto. Na boca, textura picante e um tiquinho met\u00e1lica. Na boca, o primeiro toque \u00e9 do\u00e7ura de microssegundo at\u00e9 o coco chegar e tomar toda a aten\u00e7\u00e3o. O amargor subsequente, por\u00e9m, consegue oferecer algo c\u00edtrico e at\u00e9 uma leve resina, desconstru\u00edda diante de tanto coco. Dai pra frente&#8230; coco. E mais coco. No final, coco. No retrogosto, coco e um tiquinho de amargor. Para quem gosta de&#8230; coco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/pacifico.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda na capital, e desta vez com uma das cervejarias mais badaladas dos \u00faltimos seis meses na capital paulista, a Trilha, presente em sua vers\u00e3o Pacifico West Coast, lan\u00e7ada junto com a Atl\u00e2ntico New England (nas duas receitas as mesmas variedades e quantidades de malte e os l\u00fapulos Citra, Simcoe e Cascade) buscando mostrar a diferen\u00e7a dos dois modos de se fazer uma nova American IPA. Resgatada em um pr\u00e1tico crowler de 350 ml do pub Ambar (j\u00e1 que as Trilhas s\u00f3 existem on tap), a Trilha Pacifico exibe uma colora\u00e7\u00e3o dourada (ao contr\u00e1rio do Juicy da Atl\u00e2ntico) com creme branco de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia. No nariz, bastante c\u00edtrico (mel\u00e3o, abacaxi, manga e toranja), leve floral e herbal sutil. Na boca, a textura inicialmente frisante e depois cremosa. O primeiro toque refor\u00e7a a pancada c\u00edtrica seguida de amargor marcante e deliciosamente limpo abrindo caminho para um conjunto intensamente c\u00edtrico, amargo e bastante refrescante. O final \u00e9 amargo e crocante. No retrogosto, c\u00edtrico e herbal. Uma del\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/zest.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e9timo lan\u00e7amento da Trilha (a saber, antes vieram Melonrise, N\u00e9ctar, Seiva, Tr\u00f3picos, Pac\u00edfico e Atl\u00e2ntico), a Zest \u00e9 uma Juicy IPA (ou New England) com os l\u00fapulos Citra, Cascade, Centennial e Simcoe e adi\u00e7\u00e3o de cascas de lim\u00e3o siciliano e de laranja que chegou aos bares paulistanos pela primeira vez no final de abril. De colora\u00e7\u00e3o amarela mais puxada para o dourado do que para o turvo (e para o Juicy), com um creme branco boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o, a Trilha Zest exibe um aroma espetacular com notas c\u00edtricas apaixonantes (tangerina, mam\u00e3o, laranja, lim\u00e3o e abacaxi) saltando para fora da ta\u00e7a para dar um beijo na boca do bebedor. Na boca, o primeiro toque \u00e9, claro, c\u00edtrico. A textura, por\u00e9m, \u00e9 cremosa, juicy, como se espera do estilo. O amargor \u00e9 marcante, ainda que limpo, novamente como manda o figurino. Dai pra frente, um suco de l\u00fapulo com frutas c\u00edtricas altamente viciante, refrescante, apaixonante. Sensacional. O final \u00e9 c\u00edtrico lembrando casca de lim\u00e3o. No retrogosto, mais casca de lim\u00e3o e c\u00edtrico. Uou!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/synergy.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saindo da capital e voltando por interior, mais precisamente Sorocaba, com uma cerveja da Synergy que j\u00e1 pode ser adiantada com uma anedota da casa: \u201cResolvemos adicionar cerveja nos l\u00fapulos\u201c (risos). No caso, essa New England IPA chamada Hop It Up recebe os l\u00fapulos Columbus, Citra, Mosaic e Amarillo numa receita que ainda tem aveia, trigo e cevada. Na ta\u00e7a, ela exibe uma colora\u00e7\u00e3o meio alaranjada, entre o dourado e o \u00e2mbar. O creme \u00e9 branco, espesso e de boa forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o. No nariz, tudo que se espera do estilo: uma salada de frutas c\u00edtricas com muita percep\u00e7\u00e3o de laranja, manga, lim\u00e3o e maracuj\u00e1. Ainda \u00e9 poss\u00edvel perceber leve acento herbal. Na boca, a textura \u00e9 cremosa e levemente picante. O primeiro toque refor\u00e7a a ideia de suco de frutas c\u00edtricas com leve do\u00e7ura picante seguida de amargor marcante e limpo (55 IBUs comportados). Dai pra frente surge uma cerveja deliciosa, com amargor c\u00edtrico puxado para lim\u00e3o e do\u00e7ura remetendo a manga. O final traz amargor levemente herbal. No retrogosto, mais herbal, c\u00edtrico e amor cervejeiro. Baita!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/cat.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das primeiras cervejarias ciganas da capital paulista, a Urbana segue provocando com nomes inventivos e receitas malucas. Produzida tamb\u00e9m em V\u00e1rzea Paulista, a Cat in The Box j\u00e1 era sucesso quando circulava entre amigos, ainda caseira, e oito anos depois chegou a seu lan\u00e7amento oficial, nesta lata. Trata-se de uma Russian Imperial Stout com adi\u00e7\u00e3o de cacau. De colora\u00e7\u00e3o marrom bastante escura, quase preta, com creme bege de excelente forma\u00e7\u00e3o e longa reten\u00e7\u00e3o, a Urbana Cat in The Box exibe ao nariz um aroma com intensa percep\u00e7\u00e3o de torra tanto quanto de l\u00fapulo c\u00edtrico, que fica na retaguarda, mas \u00e9 facilmente captado. Na boca, bastante do\u00e7ura no primeiro toque seguida de notas c\u00edtricas e forte amargor de torra de malte (100 IBUs, por\u00e9m, \u00e9 bastante exagerado. Vamos fechar em 70?) formando um conjunto que lembra muito mais uma (deliciosa) Imperial Black IPA do que uma Russian Imperial Stout. O final \u00e9 macio e de amargor c\u00edtrico, que permanece no retrogosto com leve adstring\u00eancia. Adorei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/votus.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Diadema, na Grande S\u00e3o Paulo, a Cervejaria Votus marca presen\u00e7a com seu r\u00f3tulo 001, Red IPA. Na ta\u00e7a, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar escura levemente avermelhada exibe um creme bege clarinho de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta reten\u00e7\u00e3o. No nariz, aroma maltad\u00edssimo sugere do\u00e7ura de caramelo, caramelo queimado e leve herbal. Ainda \u00e9 poss\u00edvel destacar um discreto toque c\u00edtrico. Na boca, o primeiro toque refor\u00e7a a percep\u00e7\u00e3o de do\u00e7ura que o nariz adianta. Na sequencia, herbal e c\u00edtrico abra\u00e7am a do\u00e7ura maltada, acrescentando laranja e pinho em meio ao caramelo. A textura \u00e9 melada e o amargor baixo para 65 IBUs (que tal fecharmos em 40?). Dai em diante, um conjunto bastante melado com amarguinho, c\u00edtrico e herbal colorindo o passeio. O final \u00e9 levemente resinoso e maltado. No retrogosto, caramelo, pinho e laranja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/simcoe.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando a s\u00e9rie de 11 cervejas paulistanas com a mais nova Imperial IPA da festejada linha Lover da Dogma, a Simcoe, a sexta da s\u00e9rie, lan\u00e7ada no final de maio (saiba sobre as demais Lover <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/09\/boteco-11-cervejas-da-linha-ipa-da-dogma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>), que na ta\u00e7a exibe uma colora\u00e7\u00e3o amarela levemente turva com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia. No aroma, predom\u00ednio de notas herbais sugerindo pinho, grama, ervas campestres e leve resina. Na boca, c\u00edtrico, herbal e resina chegam quase que juntos no primeiro toque, com a resina levando vantagem na sequencia. Ao herbal se junta leve sugest\u00e3o de maracuj\u00e1. A textura \u00e9 suave e quase sedosa. O amargor, como em todas as Dogma Lover, \u00e9 limpo e caprichado, abrindo as portas para um conjunto apaixonante que finaliza levemente herbal e resinoso. No retrogosto, adstring\u00eancia suave, maracuj\u00e1 e herbal. Muito boa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/simcoe2.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nA ideia da WBeer em parceria com a D\u00e1diva foi fazer uma cerveja que fosse o contr\u00e1rio que o estereotipo dita para uma mulher beber (sempre algo associado a cervejas mais leves). A quest\u00e3o \u00e9 que tamb\u00e9m faltou culh\u00e3o pra enfiar o p\u00e9 na jaca, ops, toranja, e oferecer uma cerveja arisca e lupulada como muita mulher e homem gosta. Pois a sensa\u00e7\u00e3o que a Pandora passa \u00e9 de que amaciaram o estilo India Pale Ale para uma mulher beber, o que, no fim das contas, acaba corroborando o estere\u00f3tipo muito mais do que questionando. Mas \u00e9 boazinha. A Colorado Rosalia decepciona mais oferecendo um suco de frutas vermelhas chocho que soa artificial e totalmente sem gra\u00e7a. J\u00e1 a Capitu Tilted Burn \u00e9 assim: se voc\u00ea beber esperando uma cerveja defumada (como \u00e9 o seu estilo) \u00e9 bem prov\u00e1vel que voc\u00ea se decepcione. Mas ela pode surpreender se voc\u00ea bebe-la sem expectativa. Gostei, mas queria mais defumado. Uma agradabil\u00edssima surpresa, a Goethe K\u00f6lsch exalou frescor na ta\u00e7a! Ouso dizer que estava melhor do muita K\u00f6lsch alem\u00e3 que chega sofrida no Brasil. Del\u00edcia. J\u00e1 a Krok Jaw Coconut IPA talvez tenha sofrido de alta expectativa: ando fascinado pela sugest\u00e3o de coco derivada de barricas de madeira, mas ainda assim achei o coco aqui absolutamente excessivo. Mas acho que vale a dica: se voc\u00ea gosta de coco e de IPA, v\u00e1 fundo. J\u00e1 a Trilha Pacifico \u00e9 assim: se voc\u00ea de boa cerveja, v\u00e1 em frente (hehe). Que baita American IPA, que baita West Coast, uma das melhores do pa\u00eds. Tiro o chap\u00e9u. E tiro de novo para a Zest Juicy IPA, que consegue ainda ser melhor que a Pacifico, e n\u00e3o s\u00f3 ela: a sensa\u00e7\u00e3o de momento \u00e9 de que a Zest bate qualquer uma das Imperial IPAs da Dogma (por muito pouco, mas bate). Olha s\u00f3 o n\u00edvel&#8230; Bastante elogiada (e muito melhor na lata do que na torneira), a Synergy Hop It Up \u00e9 um capricho que combina muito bem do\u00e7ura e amargor c\u00edtricos num conjunto bastante envolvente. A Urbana Catch in The Box n\u00e3o \u00e9, de maneira alguma, um Russian Imperial Stout, e sim uma Imperial Black IPA poderosa, caprichada e deliciosa. A Votus 001 \u00e9 uma Red IPA b\u00e1sica, excessivamente melada, mas amarguinha. N\u00e3o surpreende, mas tamb\u00e9m n\u00e3o compromete. Fechando o passeio com a nova Dogma Lover, a Simcoe, uma das mais \u201cfracas\u201d do sexteto lan\u00e7ado at\u00e9 agora, mas, ainda assim, uma bel\u00edssima Imperial IPA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u00e1diva Pandora<br \/>\n\u2013 Produto: India Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,25\/5<\/p>\n<p>Colorado Rosalia<br \/>\n\u2013 Produto: Fruit Beer<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 2,47\/5<\/p>\n<p>Capitu Tilted Burn<br \/>\n\u2013 Produto: Smoked Beer<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.1%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,01\/5<\/p>\n<p>Tito Bier\u00a0Goethe<br \/>\n\u2013 Produto: Kolsch<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4.6%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,30\/5<\/p>\n<p>Krok Jaw Coconut IPA<br \/>\n\u2013 Produto: India Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5.5%<br \/>\n\u2013 Nota: 2,95\/5<\/p>\n<p>Trilha Pacifico<br \/>\n\u2013 Produto: India Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,95\/5<\/p>\n<p>Trilha Zest<br \/>\n\u2013 Produto: India Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7%<br \/>\n\u2013 Nota: 4,05\/5<\/p>\n<p>Synergy Hop It Up<br \/>\n\u2013 Produto: India Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7.4%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,87\/5<\/p>\n<p>Urbana Cat in The Box<br \/>\n\u2013 Produto: Russian Imperial Stout<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 11%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,87\/5<\/p>\n<p>Votus 001<br \/>\n\u2013 Produto: India Pale Ale<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7.2%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,25\/5<\/p>\n<p>Dogma Simcoe Lover<br \/>\n\u2013 Produto: Imperial IPA<br \/>\n\u2013 Nacionalidade: Brasil<br \/>\n\u2013 Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8.7%<br \/>\n\u2013 Nota: 3,98\/5<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/zest2.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n\u2013 Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"11 cervejas de cervejarias paulistas: Dogma, Trilha, Colorado, Urbana, Votus, Titus, Synergy, Krok Jaw, Dadiva e Capitu \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/06\/04\/boteco-11-cervejas-paulistas\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":43101,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[2014,2011,708,526,2010,2012,2009,589,2013],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43098"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43098"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43098\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45150,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43098\/revisions\/45150"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43101"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43098"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43098"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43098"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}