{"id":43076,"date":"2017-06-01T08:59:34","date_gmt":"2017-06-01T11:59:34","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43076"},"modified":"2017-06-28T10:26:09","modified_gmt":"2017-06-28T13:26:09","slug":"precisamos-falar-sobre-father-john-misty","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/06\/01\/precisamos-falar-sobre-father-john-misty\/","title":{"rendered":"Precisamos falar sobre Father John Misty"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/carlosmessias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Carlos Messias<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">De tempos em tempos surge um artista original que, al\u00e9m de voz pr\u00f3pria, consegue ser representativo de sua \u00e9poca, tanto por incorporar padr\u00f5es est\u00e9ticos quanto por dialogar com as quest\u00f5es em voga. E se a gera\u00e7\u00e3o Y ainda n\u00e3o tem um porta-voz contempor\u00e2neo, o cantor e compositor Josh Tillman, 36 anos, \u00e9 forte candidato. Nascido em Washington D.C., ele iniciou a carreira em Seattle no come\u00e7o dos anos 2000, gravou oito discos solo de maneira independente, foi baterista da banda de indie folk Fleet Foxes e em 2012, j\u00e1 baseado em Los Angeles, adotou a persona que lhe colocaria em evid\u00eancia: Father John Misty.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu estava compondo um \u00e1lbum que representava uma guinada como compositor e como ser humano\u201d, explica Tilman, em entrevista por telefone concedida em mar\u00e7o, na mesma semana de sua apresenta\u00e7\u00e3o no \u201cSaturday Night Live\u201d. \u201cPercebi que o nome realmente n\u00e3o importava. Eu estava morando em uma esp\u00e9cie de rep\u00fablica de trint\u00f5es solteiros e um dos meus colegas de quarto perguntou: \u2018Como voc\u00ea vai chamar isso?\u2019. E eu respondi: \u2018Father John Misty\u2019. Ele olhou pra mim e disse: \u2018N\u00e3o\u2019. E eu falei: \u2018Sim\u2019. Realmente, \u00e9 essa a hist\u00f3ria\u201d, simplifica o m\u00fasico, que recentemente lan\u00e7ou \u201cPure Comedy\u201d, seu terceiro \u00e1lbum como Father John Misty, uma esp\u00e9cie de \u00f3pera-rock sobre a decad\u00eancia do mundo moderno na qual ironiza quest\u00f5es como rede sociais, o conservadorismo americano e o culto \u00e0 celebridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de \u201cFear Fun\u201d (2012) e do excelente \u201cI Love You, Honeybear\u201d (2015), Father John Misty ressurge com seu magnum opus, \u201cPure Comedy\u201d, um cl\u00e1ssico instant\u00e2neo que resgata a tradi\u00e7\u00e3o de \u00e1lbuns conceituais nos moldes do Pink Floyd. Tamanho fuzu\u00ea em cima do trabalho (lan\u00e7ado pela Sub Pop em vinil duplo com pintura que remete \u00e0 superf\u00edcie da Lua e encarte com capa em cinco cores), que foi anunciado ainda em janeiro com um curta-metragem hom\u00f4nimo sobre a concep\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum e a publica\u00e7\u00e3o de um ensaio liter\u00e1rio no qual Tillman descreve os humanos como uma esp\u00e9cie com meio c\u00e9rebro, que deliberadamente atribui sentido \u00e0s coisas enquanto tenta sobreviver. Apesar do teor l\u00edrico e da narrativa densa de algumas de suas can\u00e7\u00f5es, o m\u00fasico diz n\u00e3o ter pretens\u00f5es liter\u00e1rias. \u201cM\u00fasica n\u00e3o \u00e9 literatura, voc\u00ea n\u00e3o consegue divorciar uma can\u00e7\u00e3o da melodia. Composi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas poesia com sequenciadores, \u00e9 uma arte em si\u201d, defende. \u201cO problema \u00e9 que m\u00fasica foi t\u00e3o mercantilizada que todos presumem serem experts, enquanto a maioria simplesmente n\u00e3o entende. Devem existir tantas pessoas que entendem de m\u00fasica no planeta como que entendem de escultura\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cejjqC1oyQM?start=1329&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o m\u00fasico, o t\u00edtulo do \u00e1lbum d\u00e1 conta de definir seu conte\u00fado. \u201cO tema central \u00e9: \u2018Pura Com\u00e9dia\u2019. Acho que o tema \u00e9 que os seres humanos amam coisas que n\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de serem amadas. H\u00e1 algo ir\u00f4nico nisso. \u00c9 onde voc\u00ea ama a humanidade. Fazemos coisas o tempo todo que n\u00e3o fazem o menor sentido. \u00c0s vezes \u00e9 muito bonito e \u00e0s vezes \u00e9 muito nojento. Ao mesmo tempo, achamos que estamos fazendo coisas que fazem sentido, que t\u00eam justificativa intelectual\u201d, elocubra.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gNwDxl4diyI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na faixa hom\u00f4nima, que abre o disco, Misty descreve o surgimento de nossa esp\u00e9cie como uma tragicom\u00e9dia protagonizada por criaturas que, por terem as cabe\u00e7as grandes demais para passar pelo ventre, teriam nascido semi-formadas, na esperan\u00e7a de que quem nos recebesse do outro lado fossem suficientemente bondoso para nos explicar exatamente que diabos estar\u00edamos a fazer neste planeta, o cen\u00e1rio desta tragicom\u00e9dia intitulada vida. Tal milagre, no entanto, deixaria quest\u00f5es em aberto, como a defici\u00eancia peri\u00f3dica de ferro, de modo que, enquanto um sai para ca\u00e7ar, o outro tira leite. Ou vice-versa. Essencialmente os mesmos instintos que hoje se manifestam sob o avatar de conflitos geopol\u00edticos nos quais meu deus \u00e9 melhor que o seu e ai de quem refutar o texto de um livro sagrado, \u201cescrito por epil\u00e9ticos odiadores de mulheres\u201d. N\u00e3o \u00e9 menos desesperador no mundo ocidental, onde um apresentador de reality show lidera a maior na\u00e7\u00e3o do planeta. \u201cO que torna esses palha\u00e7os adorados por eles [no caso, n\u00f3s, terr\u00e1queos] t\u00e3o especiais?\u201d, ele canta. Esses mam\u00edferos estariam obcecados em customizar novos deuses como desculpa para continuarem sendo animais sem Deus. A \u00fanica coisa que faria com que se sentissem vivos seria a luta pela sobreviv\u00eancia, mas tudo que estariam em busca seria algo para anestesiar a dor. At\u00e9 que n\u00e3o sobrasse sequer um humano. Apenas mat\u00e9ria aleat\u00f3ria suspensa no escuro. \u201cDetesto dizer, mas um ao outro \u00e9 tudo que nos resta\u201d, diz no \u00faltimo verso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa por telefone, Father n\u00e3o se diz um existencialista ou sequer um niilista. \u201cSou um saxofonista\u201d, ironiza. \u201cNa verdade eu n\u00e3o sei o que sou. A gente apenas vive. Voc\u00ea n\u00e3o anda por a\u00ed e diz: \u2018Como um existencialista, eu vou fazer isso ou aquilo\u2019. Eu tenho falado sobre Jesus constantemente nessas entrevistas, mas isso n\u00e3o quer dizer que eu seja crist\u00e3o. Eu poderia dar alguma resposta chata, como que n\u00e3o acredito em um barbudo no c\u00e9u, mas sou uma pessoa espiritualizada, mas tudo Isso tudo n\u00e3o passa de vaidade. Quando tomamos as decis\u00f5es que nos definem, ningu\u00e9m est\u00e1 perguntando quem somos. As decis\u00f5es mais verdadeiras s\u00e3o tomadas no escuro.\u201d<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eHpV08wI-bw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No clipe de \u201cTotal Entertainment Forever\u201c, j\u00e1 o quarto single do trabalho, George Washington joga um videogame no qual Kurt Cobain (interpretado por Macaulay Culkin) \u00e9 crucificado ao lado de Bill Clinton, que leva um charuto no p\u00e9. Quando perguntado se ele se considera um cronista do seu tempo, o cantor e compositor d\u00e1 uma resposta abstrusa. \u201cEu n\u00e3o sei sobre o que mais escrever. Sempre estive mais interessado nas ideias que eu passo nas letras do que na ordem das palavras. Do nada eu incluo palavras como \u2018bolas\u2019 em can\u00e7\u00f5es [risos].\u201d Um exemplo concreto do que ele est\u00e1 dizendo \u00e9 \u201cA Bigger Paper Bag\u201d, uma balada mel\u00f3dica e sens\u00edvel, cujo refr\u00e3o, sem comedimento de vocabul\u00e1rio ou pretens\u00e3o, diz:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201cEu estava mijando na chama,<\/em><br \/>\n<em> Como uma crian\u00e7a com grana ou um rei louco de coca\u00edna;<\/em><br \/>\n<em> Eu tenho o mundo pelos bagos,<\/em><br \/>\n<em> Devo me comportar?\u201d<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XpbBjZKumpg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A falta de mod\u00e9stia contribui com a legi\u00e3o de haters dedicada ao m\u00fasico. O fato de ele ter raspado seu caracter\u00edstico barb\u00e3o e agora ostentar apenas um bigode inflamou ainda mais as acusa\u00e7\u00f5es de hipsterismo. \u201cIsso acontece apenas porque eu sou t\u00e3o bonito\u201d, brinca. \u201cAs pessoas veem um cara de bigode e falam: \u2018Que hipster\u2019. O que \u00e9 um hipster? A prop\u00f3sito, eu sou um homem de 35 anos [seu anivers\u00e1rio foi em maio] e n\u00e3o um moleque andando por a\u00ed com uma camiseta em gola V, tomando cerveja e discutindo sobre m\u00fasica com outros idiotas na internet. Um hipster \u00e9 algu\u00e9m que julga os outros baseado em crit\u00e9rios tolos, como \u2018voc\u00ea n\u00e3o deveria usar isso, voc\u00ea n\u00e3o deveria dizer aquilo etc.\u2019. E toda vez que algu\u00e9m me acusa de ser hipster, essa pessoa est\u00e1 sendo hipster, pois \u00e9 isso que hipsters fazem\u201d, desabafa.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UkeAZWMrpFQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum foi lan\u00e7ado uma semana antes da apresenta\u00e7\u00e3o de Misty no Coachella, festival onde foi um dos headliners. O m\u00fasico ressurgiu com seu nome turbinado, depois de ter dividido autoria na faixa \u201cHold Up\u201d, de Beyonc\u00e9, al\u00e9m de \u201cSinner\u2019s Prayer\u201d e \u201cCome to Mama\u201d, de Lady Gaga. Que n\u00e3o devem ter sido l\u00e1 grandes esfor\u00e7os. A essa altura da carreira, Tillman decodificou a can\u00e7\u00e3o enquanto forma. Na s\u00e9rie \u201cGeneric Pop Songs\u201d, que desde 2015 costuma disponibilizar no YouTube e retirar na sequ\u00eancia, ele mostra como consegue tirar uma onda apenas jogando palavras e frases clich\u00ea sobre melodias aleat\u00f3rias:<\/p>\n<p>\u201cGeneric Pop Song #3\u201d poderia passar por uma faixa do Justin Bieber&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/swRkBEDmaqk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2026 enquanto \u201cGeneric Pop Song #9\u201d caberia perfeitamente num disco do Calvin Harris&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VLTlvztfdXg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2026 ali\u00e1s, Rihanna, se liga\u2026<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/g-oaXLa80MA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2026 nem Lou Reed na fase Velvet Underground ele perdoa.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oU1roh5edj4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra passagem do m\u00fasico pela crista do mainstream foi sua atua\u00e7\u00e3o no clipe de \u201cFreak\u201d, de Lana Del Rey. \u201cUma coisa que eu gosto de ser um m\u00fasico profissional \u00e9 que tenho a oportunidade de desenhar merchandising, desenhar capas de \u00e1lbuns e colocar as m\u00e3os em muitas coisas diferentes, o que eu acho divertido. Voc\u00eas faz clipes e pode at\u00e9 atuar neles\u201d, comenta.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jq30l5-vBbo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No v\u00eddeo de Lana Del Rey, Tillman simula tomar um \u00e1cido. O gesto \u00e9 corajoso, uma vez que ele j\u00e1 declarou publicamente fazer uso de microdoses de LSD para tratar de ansiedade e depress\u00e3o. Pergunto se ele acredita em drogas lis\u00e9rgicas como dispositivo de expans\u00e3o da consci\u00eancia. \u201cClaro\u201d, responde. \u201cElas ajudam no seu processo criativo?\u201d, insisto. \u201cSim\u201d, reconhece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9todo pode ter contribu\u00eddo com um disco \u00e9pico que remete ora a Beach Boys ora a Elton John, sem perder aquela levada folk caracter\u00edstica de Misty. Que agora faz uso de arranjos mais orquestrados. \u201cPor muito tempo, estive interessado em m\u00fasica como um cara com uma ideia e um viol\u00e3o, o que sempre me pareceu muito poderoso. Mas, com um tempo, comecei a me interessar cada vez mais por arranjos mais complexos\u201d, diz. As 13 faixas incluem can\u00e7\u00f5es monumentais como \u201cLeaving LA\u201d, com 13 minutos, que lembra as longas narrativas de Bob Dylan, ou \u201cSo I\u2019m Growing Old on Magic Mountain\u201d, com 10 minutos, que de t\u00e3o delicada parece uma pintura.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qzEGWZbLqzU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum fecha com \u201cIn Twenty Years or So\u201d e a previs\u00e3o de que em coisa de 20 anos o experimento humano chegar\u00e1 ao seu violento fim. Na letra, ele homenageia o Talking Heads e brinca com a oralidade no verso: \u201cThe piano player is playing \u2018This Must be Place\u2019\u201d. Por fim, abre-se um cen\u00e1rio mais otimista, no qual Misty reconhece o milagre da vida e\u00a0 admite: \u201cN\u00e3o h\u00e1 nada a temer\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zkJUX4vIyuE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Para conhecer mais de Father John Misty:<\/p>\n<p>\u201cReal Love Baby\u201d (single de 2016)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IOspC5B69L4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Do \u00e1lbum \u201cI Love You, Honeybear\u201d (2015)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/A6NuYJ0RzRg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Do \u00e1lbum \u201cFear Fun\u201d (2012)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ga0ksTIagsg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>No Fleet Foxes (2011)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7HHgedNNQco?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Como J. Tillman (2003-2010)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/34jx3snEXCo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Carlos Messias (siga <a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/carmessias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@carmessias<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o blog <a href=\"http:\/\/semanualdeinstrucoes.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sem Manual de Instru\u00e7\u00f5es<\/a>. Foto: ZoeMcConnell \/ NME<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Um hipster \u00e9 algu\u00e9m que julga os outros baseado em crit\u00e9rios tolo. 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