{"id":43020,"date":"2017-05-25T10:03:22","date_gmt":"2017-05-25T13:03:22","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=43020"},"modified":"2017-06-25T08:53:47","modified_gmt":"2017-06-25T11:53:47","slug":"conexao-latina-gaby-moreno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/05\/25\/conexao-latina-gaby-moreno\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Latina: Gaby Moreno"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gaby Moreno \u00e9 uma cantora guatemalteca que vem criando uma hist\u00f3ria bastante peculiar na m\u00fasica pop. Apesar de seu pa\u00eds de origem, ela vem pavimentando uma carreira s\u00f3lida nos Estados Unidos, com ecos para outros pa\u00edses de idioma espanhol. Nos EUA, ela n\u00e3o est\u00e1 restrita ao saco de gatos que \u00e9 o mercado \u201clatino\u201d, mas tamb\u00e9m se destaca no cen\u00e1rio de soul e folk, dois elementos que, juntamente com o blues, formam a espinha dorsal de seu estilo musical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gaby foi a primeira artista de seu pa\u00eds a ganhar um Grammy \u2013 em 2013, levou a est\u00e1tua de Melhor Artista Novo, mesmo j\u00e1 tendo tr\u00eas \u00e1lbuns e um EP \u00e0 \u00e9poca. Seu primeiro disco, \u201cStill the Unknown\u201d (2008), traz blues e folk em estado cru, diferente do som grandioso e vintage que se escuta no belo Ilusi\u00f3n (2016), seu lan\u00e7amento mais recente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em paralelo a seu trabalho autoral, Gaby tamb\u00e9m colabora com diversos artistas. Sua participa\u00e7\u00e3o em \u201cDidn\u2019t It Rain\u201d, de Hugh Laurie (2012), e na turn\u00ea subsequente do disco, levou seu nome e sua voz a diferentes pa\u00edses, incluindo o Brasil, por onde o Dr. House passou na sua primeira turn\u00ea mundial. Sua colabora\u00e7\u00e3o com seu conterr\u00e2neo Ricardo Arjona, \u201cFuiste T\u00fa\u201d, atingiu quase meio bilh\u00e3o de views no Youtube (voc\u00ea n\u00e3o leu errado!). Foram parcerias que lhe renderam forte sucesso comercial, mas ela tamb\u00e9m pode gravar com nomes de menor alcance, como Calexico e Jonny Two Bags (guitarrista do Social Distortion).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco antes de vir ao Brasil, da casa de sua m\u00e3e na Guatemala, Gaby atendeu a uma liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica do Scream &amp; Yell. Ao som de p\u00e1ssaros como fundo, risonha ainda \u00e0s oito da manh\u00e3, ela comentou sobre essas parcerias, sua primeira apresenta\u00e7\u00e3o solo no Brasil e as transforma\u00e7\u00f5es de sua m\u00fasica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6OrG4C2vkXk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desde que sua vinda ao Brasil foi anunciada, voc\u00ea recebeu alguma manifesta\u00e7\u00e3o do p\u00fablico brasileiro?<\/strong><br \/>\n(ri) Sim, alguns seguidores que tenho no Brasil me mandaram mensagens. \u00c9 a primeira vez que vou ao pa\u00eds com minha pr\u00f3pria m\u00fasica. Claro que n\u00e3o tenho expectativas t\u00e3o altas, e na verdade isso acontece sempre: n\u00e3o tenho altas expectativas a nenhum lugar aonde vou (risos) e sempre encontro muita gente, muito emocionada. \u00c9 muito bonito sentir que vai haver uma boa energia, n\u00e3o importando quanta gente haja. Pensar se vai ou n\u00e3o ter gente \u00e9 algo que n\u00e3o me incomoda nem me tira o sono. Da minha parte, o importante \u00e9 fazer um bom show e que as pessoas se divirtam, depois vemos o que acontece (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(Nota: o show no Festival Mucho! cativou p\u00fablico e foi apontado <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/05\/09\/balancao-festival-mucho-2017-em-sp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">como o destaque do festival pelo Scream &amp; Yell<\/a> e outros meios)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea colabora com gente muito diferente. Pode estar com Jonny Two Bags (tamb\u00e9m guitarrista do Social Distortion) ou com [Ricardo] Arjona (risos \u2013 Arjona \u00e9 um cantor popular extremamente desprezado pela cr\u00edtica, uma esp\u00e9cie de Fabio Junior com aspira\u00e7\u00f5es a poeta visceral), ent\u00e3o queria saber quais s\u00e3o seus crit\u00e9rios para aceitar um convite para uma grava\u00e7\u00e3o.<\/strong><br \/>\nO primeiro \u00e9 se gosto do artista e se sou admirador do trabalho que ele faz. O segundo ponto que considero muito importante \u00e9 escutar a can\u00e7\u00e3o e ver se ela me enche de emo\u00e7\u00e3o. Curto muito fazer colabora\u00e7\u00f5es, desde que elas tenham sentido e que eu possa aportar algo \u00e0 can\u00e7\u00e3o. E a\u00ed n\u00e3o me importa se estou com Ricardo Arjona, Hugh Laurie ou com os meus amigos do Calexico. S\u00e3o colabora\u00e7\u00f5es que me inspiraram muito como artista, me fizeram crescer e deixaram algo bom em mim. Sinto que isso \u00e9 crucial para um artista: poder escolher qual \u00e9 o momento de colaborar, qual \u00e9 o de focar num projeto solo, e saber silenciar por certo tempo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/I9cCPQVPv8o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seus discos s\u00e3o pensados como \u00e1lbuns, tal como seus amigos do Calexico o fazem \u2013 John Convertino falou muito disso <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/23\/entrevista-calexico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">na entrevista que deu para o Scream &amp; Yell<\/a>. Como \u00e9 para voc\u00ea, compositora com essa vis\u00e3o do formato \u00e1lbum, ver seu trabalho se dispersando nesse mundo de escuta aleat\u00f3ria e impaciente?<\/strong><br \/>\nEsse boom digital faz com que muita gente pare e compre apenas dois singles, ou as can\u00e7\u00f5es mais populares, e n\u00e3o o disco inteiro. Para mim, como artista, isso \u00e9 lament\u00e1vel, obviamente. Sei que existe gente que ainda desfruta da experi\u00eancia de ouvir algo completo, e isso \u00e9 algo que eu e muitos artistas queremos continuar oferecendo. Eu preciso escutar m\u00fasica: o come\u00e7o, o meio, o fim. \u00c9 uma arte que est\u00e1 se perdendo, e temos que mant\u00ea-la viva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda sobre seus discos: \u00e9 not\u00e1vel como eles s\u00e3o diferentes uns dos outros. \u201cStill the Unknown\u201d \u00e9 muito diferente de \u201cIlusi\u00f3n\u201d, por exemplo&#8230;<\/strong><br \/>\nSim, sim. S\u00e3o quase oito anos separando um do outro (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A quest\u00e3o \u00e9: que te conduz nessa busca? O que te faz transitar por propostas t\u00e3o diferentes?<\/strong><br \/>\nPrimeiro, acredito que como artista \u00e9 importante evoluir e n\u00e3o ficar estagnado em um s\u00f3 campo. Desde sempre gosto de soul, blues e folk, um pouquinho de jazz, e sinto que s\u00e3o esses os estilos nos quais trabalho desde que comecei e que sigo neles at\u00e9 agora. N\u00e3o acho que os tenha abandonado em algum momento. O que procuro a cada disco \u00e9 a maneira de transformar isso em algo sonoro e distinto, que a produ\u00e7\u00e3o v\u00e1 mudando a cada disco. Por exemplo, o primeiro disco, \u201cStill the Unknown\u201d (2008), eu gravei numa sala, na casa de uns amigos, com or\u00e7amento muito pequeno. Est\u00e1vamos nos divertindo na casa, entre amigos, todos os instrumentos em um \u00fanico espa\u00e7o, e sinto que esse \u00e9 a sonoridade do primeiro disco: um som caseiro, org\u00e2nico. E quando passa a \u201cPostales\u201d (2012), por exemplo, que \u00e9 meu terceiro disco, j\u00e1 se escuta mais a produ\u00e7\u00e3o, porque eu estava trabalhando com o produtor Dan Warner, que trabalha com artistas muito reconhecidos. Tinha muito mais roupagem na produ\u00e7\u00e3o, soa maior, mais cinematogr\u00e1fico. Mas depois veio Ilusi\u00f3n (2016), meu \u00faltimo disco, e quis fazer com Gabe Roth, que trabalhou com a Sharon Jones e com o Charles Bradley, para ter esse som vintage, que remete ao soul dos anos 60. Ele trabalha com um equipamento totalmente anal\u00f3gico, e eu nunca tinha feito algo assim. N\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico computador no disco, n\u00e3o h\u00e1 nada digital. Fizemos tudo com os m\u00fasicos. Eram v\u00e1rios takes, e escolh\u00edamos um deles, ent\u00e3o \u00e9 o mais perto poss\u00edvel do meu som com banda ao vivo que voc\u00ea vai escutar em uma grava\u00e7\u00e3o de est\u00fadio.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/T3B-LU5hNTY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De fato, parece que se escuta cada vez mais soul e folk e cada vez menos blues na sua obra.<\/strong><br \/>\nCreio que ultimamente venho escutando mais essa m\u00fasica, e isso tem influenciado muito na composi\u00e7\u00e3o e na minha maneira de cantar, que mudou muito desde o primeiro disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea comp\u00f5e tanto em ingl\u00eas como em espanhol. Como se d\u00e1 a escolha do idioma? Tem a ver com a sonoridade ou com a hist\u00f3ria que voc\u00ea quer cantar?<\/strong><br \/>\nSimplesmente nasce assim: estou com o viol\u00e3o, brinco com os acordes que gosto e come\u00e7o a cantar uma melodia. Logo aparecem algumas palavras, e \u00e0s vezes elas s\u00e3o em espanhol, \u00e0s vezes em ingl\u00eas. N\u00e3o me coloco a pensar no idioma, \u00e9 assim e pronto (risos). O que eu n\u00e3o gosto \u00e9 de fazer tradu\u00e7\u00f5es de can\u00e7\u00f5es. A \u00fanica que fiz foi a do single \u201cSe Apag\u00f3\u201d, que virou \u201cLove Is Gone\u201d. As can\u00e7\u00f5es t\u00eam seu pr\u00f3prio mundo, e o de algumas \u00e9 em ingl\u00eas, e o de outras em espanhol.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lQawVOeVOoE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tem essas influ\u00eancias bem fortes, e isso gera um dado curioso: raramente te colocam como \u201cartista latina\u201d no mercado ou na imprensa. O que \u00e9 bom, porque musicalmente, \u201clatino\u201d n\u00e3o quer dizer nada.<\/strong><br \/>\n\u00c9 verdade. \u00c9 que&#8230; (ri) \u201cm\u00fasica latina\u201d \u00e9 algo t\u00e3o generalizado&#8230; H\u00e1 tantos subg\u00eaneros dentro da m\u00fasica latina. Assim como existe rock em espanhol, sinto que estou tentando trazer um pouco de jazz, blues e soul para a comunidade latino-americana, o que n\u00e3o \u00e9 muito comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De qualquer maneira, n\u00e3o se escuta nada de m\u00fasica guatemalteca em seu trabalho. Imagino que ela n\u00e3o teve impacto algum na sua forma\u00e7\u00e3o musical.<\/strong><br \/>\nN\u00e3o teve mesmo. Eu descobri o blues numa viagem que fiz com minha fam\u00edlia aos Estados Unidos. Eu era muito pequena, tinha 13 anos, t\u00ednhamos ido de f\u00e9rias a Nova Iorque e desde a primeira vez que ouvi essa m\u00fasica, ela me cativou. Desde ent\u00e3o eu quero absorver mais, aprender mais essa m\u00fasica. J\u00e1 naquela \u00e9poca comecei a comprar discos e eles me encaminharam tamb\u00e9m para o soul, para o jazz. Desse modo, n\u00e3o h\u00e1 nada aqui na Guatemala que eu possa te dizer que foi uma influ\u00eancia nas m\u00fasicas. Agora nas letras sim, porque gosto de falar de minha experi\u00eancia como imigrante, de hist\u00f3rias do meu pa\u00eds, de contos e lendas que ouvi quando pequena. Ou seja, tenho uma influ\u00eancia l\u00edrica, sim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea v\u00ea outros artistas que cantam em espanhol trabalhando no mesmo tipo de m\u00fasica que voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nDefinitivamente, sei que n\u00e3o h\u00e1 muitos artistas que fa\u00e7am isso. E te digo isso porque quando lancei o compacto \u201cSe Apag\u00f3\u201d \u2013 que tem uma forte influ\u00eancia de soul da Stax, da Motown \u2013 eu queria muito fazer a can\u00e7\u00e3o como um dueto com um homem, e me custou muito encontrar algu\u00e9m. Na verdade, n\u00e3o encontrei ningu\u00e9m que tivesse essa voz tipo Otis Redding, tipo Sam Cooke, e cantasse em espanhol. Tive que versionar a can\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas e fazer o dueto com um artista de Nashville, o Jonny P., que tinha a voz que eu escutava na minha cabe\u00e7a enquanto eu compunha a can\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 certo dizer que n\u00e3o existe ningu\u00e9m \u2013 sei que est\u00e3o a\u00ed, o que deve acontecer \u00e9 que n\u00e3o s\u00e3o muito reconhecidos. Mas o fato \u00e9 que n\u00e3o encontrei ningu\u00e9m (risos). E espero que essa m\u00fasica que entrego \u00e0s pessoas sirva tamb\u00e9m para outros artistas. Que essa m\u00fasica que amo chegue a mais gente e n\u00e3o tenha fronteiras. O rock chegou \u00e0 Am\u00e9rica Latina e se incorporou, adoraria que o mesmo acontecesse com o soul e o blues.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5wwlZ84t6dI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bem, se tivesse procurado um que cantasse em portugu\u00eas, poderia talvez ter encontrado no Brasil. Temos muitos artistas de soul aqui.<\/strong><br \/>\nVerdade?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sim, tivemos uma cena soul forte nos anos 70, e isso influenciou muita gente aqui. Tivemos uns nomes de peso por aqui.<\/strong><br \/>\n\u00c9 mesmo? Me indica algum?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A entrevista se encerrou com Gaby Moreno recebendo algumas indica\u00e7\u00f5es de soul nacional &#8211; Tim Maia acima de tudo, obviamente. Se voc\u00ea tiver outros nomes para indicar para ela, fique \u00e0 vontade para <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/gabymorenoband\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">deixar um recado em sua p\u00e1gina oficial do Facebook<\/a>.<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aWdSTyvAp3g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XZEN23VgcMI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Gaby \u00e9 uma cantora guatemalteca que vem criando uma hist\u00f3ria peculiar na m\u00fasica pop. 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