{"id":42949,"date":"2017-05-17T20:14:59","date_gmt":"2017-05-17T23:14:59","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42949"},"modified":"2017-06-16T12:17:45","modified_gmt":"2017-06-16T15:17:45","slug":"entrevista-faca-preta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/05\/17\/entrevista-faca-preta\/","title":{"rendered":"Entrevista: Faca Preta"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Marcos Paulino<\/strong><\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fabiano Santos (vocal), Anderson Boscari (guitarra), Dudu Elado (guitarra), Shamil Carlos (baixo) e Guilherme Miranda (bateria) s\u00e3o m\u00fasicos rodados da capital paulista. Conhecem-se h\u00e1 tempos, passaram por v\u00e1rias bandas da cena roqueira paulistana \u2013 Fabiano e Shamil tocaram no Inkognitta, pelo qual tamb\u00e9m passou Anderson, uma banda que acabou ap\u00f3s 11 anos de estrada hc, grind e metal \u2013 e andavam meio desencanados da carreira art\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 que, em 2013, um show do Blind Pigs, no qual estavam Fabiano, Shamil e Anderson, reacendeu a chama. E dela emergiu o Faca Preta, que mostrou seu street punk num EP com cinco faixas de 2014. Dois anos depois, o quinteto participou do segundo volume da colet\u00e2nea \u201cPara Incomodar\u201d, lan\u00e7ado pela gravadora Hearts Bleed Blue, que reuniu can\u00e7\u00f5es de 10 bandas punk brasileiras. Dai a coisa embalou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cGravamos mais dois sons que sair\u00e3o numa colet\u00e2nea em fita K7\u201d, avisa Shamil, enquanto Fabiano completa: \u201cJ\u00e1 temos algumas composi\u00e7\u00f5es pra um novo disco. A ideia \u00e9 ter algo pra lan\u00e7ar at\u00e9 o fim do ano, mais tardar no come\u00e7o do ano que vem\u201d. No bate papo abaixo dos dois com Marcos Paulino, do Mundo Plug, parceiro do Scream &amp; Yell, voc\u00ea fica sabendo um pouco mais sobre o Faca Preta.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QcA3xarM3kE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os integrantes do Faca Preta j\u00e1 tocaram em v\u00e1rias outras bandas. Como surgiu a oportunidade de se reunirem pra trabalhar juntos?<\/strong><br \/>\nFabiano: O Shamil e eu tocamos juntos na Inkognitta, uma banda que come\u00e7ou no punk rock e terminou mais puxado para o HC, metal, crust e grind. O Anderson tocou com a gente nessa banda durante um tempo e com ele gravamos um CD. Depois o Anderson saiu, a banda continuou at\u00e9 meados de 2012, foram 11 anos. J\u00e1 est\u00e1vamos meio de saco cheio e decidimos encerrar as atividades. A\u00ed, em 2013, rolou aquele famoso show do Blind Pigs no Cine Joia, n\u00f3s tr\u00eas est\u00e1vamos l\u00e1, e veio a vontade de montar uma banda novamente, punk rock. E assim surgiu o Faca Preta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Shamil: A gente sempre foi amigo. Em outra banda, Don Vito &amp; Seus Foguetes, tocamos o Anderson e eu, o Dudu tamb\u00e9m tocou um tempo. Fora isso, sempre mantivemos contato, frequentamos a casa um do outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desde que a banda surgiu, em 2013, como voc\u00eas t\u00eam sentido a recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico?<\/strong><br \/>\nFabiano: Tem sido positiva, sempre cola uma galera no show, pessoal vem conversar com a gente, manda inbox no Facebook da banda. A gente acaba sempre conhecendo uma galera nova, fazendo amizade, interagindo com outras bandas, fazendo uma esp\u00e9cie de interc\u00e2mbio. Esse \u00e9 o lado positivo do que podemos chamar de \u201ccena\u201d. Como exemplo, cito os Rejects SA, de S\u00e3o Bento do Sul (SC). Tocamos com eles aqui em S\u00e3o Paulo e nos tornamos amigos. Pouco tempo depois, fomos tocar com eles em Curitiba, em Rio Negrinho (SC) e na cidade deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Shamil: Poxa, acho que s\u00f3 tem melhorado. Quando montamos a banda foi bem despretensioso. Ali\u00e1s, ainda \u00e9, ent\u00e3o quando tocamos, lan\u00e7amos algo, levamos da maneira mais leve poss\u00edvel. Tipo quando recebemos alguma mensagem falando sobre ou coment\u00e1rio no Youtube, j\u00e1 achamos foda\u00e7o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O punk rock j\u00e1 teve momentos de maior visibilidade, mas algo no ar mostra que o g\u00eanero vem ganhando for\u00e7a novamente. Voc\u00eas acreditam nisso?<\/strong><br \/>\nFabiano: Eu, particularmente, acredito sim, vejo muitas bandas boas surgindo e quem gosta, gosta, n\u00e3o tem jeito, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma fase. As bandas de hoje procuram ser mais profissionais, gravar materiais de melhor qualidade, procuram usar equipamentos bacanas e isso acaba trazendo mais gente pros shows. Claro, ainda precisa melhorar, o pessoal anda meio desanimado, com pregui\u00e7a de conhecer coisa nova, n\u00e3o quer sair de casa pra assistir a um show, e as bandas tamb\u00e9m precisam se organizar melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Shamil: O punk rock nunca vai morrer ou ser esquecido. Assim como n\u00f3s, sempre existir\u00e3o os que acreditam na m\u00fasica e na mensagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inocentes, Garotos Podres e C\u00f3lera foram algumas bandas punk que conseguiram, de alguma forma, transcender seu som para um p\u00fablico que n\u00e3o escutava s\u00f3 punk. O Faca Preta pode fazer o mesmo?<\/strong><br \/>\nFabiano: Quero acreditar que sim, quanto maior a diversidade de p\u00fablico seguindo a gente, melhor \u00e9. A gente busca n\u00e3o se prender a r\u00f3tulos, a gente toca rock pra quem quer ouvir. Vira e mexe pessoas que n\u00e3o s\u00e3o envolvidas no meio punk v\u00eam elogiar a banda. Principalmente quem conhecia a nossa antiga banda, que era bem dif\u00edcil de ouvir, hoje, quando escuta o Faca Preta, diz que o som est\u00e1 bem mais acess\u00edvel e eu acho isso muito bom, pois assim a gente sabe que mensagem que queremos passar pode acabar atingindo um n\u00famero maior de pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Shamil: Seria um grande sonho, ainda mais no sentido de conseguir levar uma mensagem contestadora para um p\u00fablico que n\u00e3o est\u00e1 acostumado com isso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Coj_C-zbP90?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a import\u00e2ncia de um projeto como a colet\u00e2nea &#8220;Para Incomodar&#8221;, que vem abrindo espa\u00e7o pra novas bandas?<\/strong><br \/>\nFabiano: Lembro que antigamente era uma febre esse lance de colet\u00e2nea, quase todo m\u00eas sa\u00eda uma, era um excelente meio de se conhecer bandas novas. \u00c0s vezes, voc\u00ea comprava por causa de uma banda e acabava conhecendo um monte de coisa legal, e isso foi se acabando. A \u201cPara Incomodar\u201d se mostra como uma resist\u00eancia no meio disso, o que \u00e9 muito foda. J\u00e1 tinha ouvido e conhecido as bandas do primeiro volume, antes de sermos convidados para participar do \u201cVolume 2\u201d, resgatando o que se fazia no passado. Acredito que a hist\u00f3ria se repete, o pessoal ouve, conhece, divulga, come\u00e7a a ir ao show, as bandas acabam se conhecendo tamb\u00e9m, fazendo interc\u00e2mbio, e assim a cena se fortalece. Sem falar no reconhecimento internacional que vem tamb\u00e9m, uma vez que a colet\u00e2nea \u00e9 distribu\u00edda fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Shamil: As colet\u00e2neas sempre ser\u00e3o importantes, elas marcam uma \u00e9poca, uma cena, um momento dentro do estilo. Quando era mais novo e a internet era dif\u00edcil, as colet\u00e2neas foram \u00f3timas refer\u00eancias para conhecer bandas. As colet\u00e2neas &#8220;100% Stereo&#8221;, &#8220;Ataque de Nervos&#8221; e &#8220;Monday Isn\u2019t Bad Day For All&#8221; me marcaram muito. Conheci bandas como Dominatrix, Againe e Elroy atrav\u00e9s delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas gravaram um EP em 2014 e no passado participaram do &#8220;Volume 2&#8221; da colet\u00e2nea &#8220;Para Incomodar&#8221;. Est\u00e3o preparando um disco cheio?<\/strong><br \/>\nFabiano: Sim, j\u00e1 temos algumas composi\u00e7\u00f5es pra um novo disco. A ideia \u00e9 ter algo pra lan\u00e7ar at\u00e9 o fim do ano, mais tardar no come\u00e7o do ano que vem, vamos ver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Shamil: Junto com a grava\u00e7\u00e3o de \u201cVida Dura\u201d, que acabamos de lan\u00e7ar o clipe e que saiu na colet\u00e2nea \u201cPara Incomodar Vol. 2\u201d, gravamos mais dois sons que sair\u00e3o numa colet\u00e2nea em fita K7 chamada &#8220;Oi! The Tape Vol. 3&#8221;, do selo Crowd Control Media, l\u00e1 na gringa. O Blind Pigs saiu no \u201cVol. 2\u201d dessa colet\u00e2nea. Fora isso, estamos preparando nosso full.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que influ\u00eancias t\u00eam inspirado as composi\u00e7\u00f5es da banda?<\/strong><br \/>\nFabiano: A gente tem gosto bem variado. Particularmente, me inspiram muito Flicts, C\u00f3lera, Blind Pigs, Garotos Podres. De banda de fora, ou\u00e7o muito Cock Sparrer, Clash, Rancid. Ando ouvindo muito The Interrupters e mais uma porrada de coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Shamil: Eu gosto muito de Bouncing Souls e sempre tento trazer isso para os sons, mas cada um curte uma coisa, o que ajuda muito na hora de compor, j\u00e1 que as v\u00e1rias influ\u00eancias ajudam a temperar nosso som.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma aposta do Faca Preta tem sido os clipes. Hoje, o visual tem que andar ao lado do \u00e1udio pra chamar a aten\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nFabiano: Acredito que isso fa\u00e7a parte sim. O p\u00fablico hoje \u00e9 muito exigente e a parte visual \u00e9 importante nesse contexto. O Anderson trabalha com isso, o que d\u00e1 uma facilitada na hora de gravar um clipe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Shamil: Todo tipo de m\u00eddia independente \u00e9 valido. O clipe alcan\u00e7a pessoas que talvez n\u00e3o estivessem t\u00e3o interessadas em ouvir a m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas planejam aparecer mais fora da capital? O que t\u00eam feito pra isso?<\/strong><br \/>\nFabiano: Sempre est\u00e1 nos nossos planos e estamos sempre procurando formas de tocar fora, seja da capital ou at\u00e9 fora do pa\u00eds. O problema \u00e9 a log\u00edstica que envolve tudo isso, os custos, a disponibilidade e o tempo de todos os n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Shamil: Por mim, s\u00f3 tocar\u00edamos em outros Estados e no interior, fazendo um ou dois shows por ano em S\u00e3o Paulo. S\u00f3 n\u00e3o tocamos mais por falta de convite, ent\u00e3o pode chamar a gente, entrar em contato, procurar o Faca Preta no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/FacaPreta\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Facebook<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/facapretapunk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Youtube<\/a>, Instagram, <a href=\"https:\/\/facapreta.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bandcamp<\/a>, Spotify, que estamos l\u00e1 e respondemos tudo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rTOfqEdujuA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcos Paulino<\/a> \u00e9 editor do caderno Plug (<a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.mundoplug.com)<\/a>, da Gazeta de Limeira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Street punk formado na capital paulista, o Faca Preta j\u00e1 lan\u00e7ou um EP e participou de uma coleta da HBB, e promete ainda muitas novidades\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/05\/17\/entrevista-faca-preta\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":5,"featured_media":42950,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1962],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42949"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42949"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42949\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42951,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42949\/revisions\/42951"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42950"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}