{"id":42896,"date":"2017-05-13T11:39:34","date_gmt":"2017-05-13T14:39:34","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42896"},"modified":"2017-06-22T19:08:42","modified_gmt":"2017-06-22T22:08:42","slug":"entrevista-trattores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/05\/13\/entrevista-trattores\/","title":{"rendered":"Entrevista: Trattores"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/gil.luizmendes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gil Luiz Mendes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 normal se juntar a um amigo para trocar ideias sobre novos tipos de som e, papo vai papo vem, formar uma banda. Melhor ainda quando o acaso resolve dar uma for\u00e7a. Grosseiramente, pode se dizer que foi isso que aconteceu com a <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/trattores\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Trattores<\/a>, banda que surge do f\u00e9rtil cen\u00e1rio da m\u00fasica recifense com uma proposta interessante de ritmos tradicionais, batidas eletr\u00f4nicas e tempero da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gustavo Kamara e Carlos Eduardo Petruchio se conhecem desde os tempos de faculdade, mas nunca tinham feito som juntos, mesmo os dois j\u00e1 tendo cantado em outros grupos. O primeiro esteve \u00e0 frente da Venezuela, enquanto Petruchio tem no curr\u00edculo trabalhos junto ao Conjunto Maravilha e a Circo Vivant. Mas a Trattores s\u00f3 ganhou corpo e vida ap\u00f3s a chegada inesperada da vocalista argentina Chula Basco, e sua experi\u00eancia como artista de rua pela Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda (agora um sexteto com Alberto Rams\u00e9s na Bateria, K\u00e1ssio Almeida no baixo e Rafael Cavalcanti na guitarra) estreia no mercado com um compacto (<a href=\"http:\/\/bdg.uol.com.br\/artist\/trattores\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ou\u00e7a aqui<\/a>) e o clipe para \u201cO T\u00e1xi est\u00e1 a Caminho\u201d, gravado com imagens em time lapse feitas em Londres e Grantham. No bate papo abaixo, os tr\u00eas vocalistas contam como foi a concep\u00e7\u00e3o da banda, falam de planos para o futuro, da liga\u00e7\u00e3o Recife\/Am\u00e9rica Latina e como anda o cen\u00e1rio de m\u00fasica autoral no capital pernambucana.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IPVLc7rPOc0\" width=\"750\" height=\"440\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Petruchio e Gustavo eu sei que se conhecem desde a faculdade de jornalismo, mas como Chula Blasco apareceu e como isso mudou o som da banda?<\/strong><br \/>\nGustavo: Encontrei Chula atrav\u00e9s da minha namorada. Era uma \u00e9poca complicada, porque testamos algumas vozes, mas nenhuma fechou realmente com a banda. O processo estava um pouco arrastado. Ent\u00e3o partimos para um plano B, que era gravar participa\u00e7\u00f5es especiais em vez de escolher uma vocalista definitiva. Pedi para T\u00e2mara fazer um contato inicial e Chula prontamente topou gravar umas vozes e o resultado deixou todo mundo de boca aberta. Alguns dias depois da grava\u00e7\u00e3o ela me perguntou: &#8220;Sim, mas \u00e9 s\u00f3 isso? Eu quero tocar!&#8221;. E, de repente, percebemos que a Trattores tinha, enfim, uma vocalista. E era a melhor! Voc\u00ea tem uma banda que toma ritmos latinos como influ\u00eancia principal e de repente surge uma vocalista argentina com uma voz fant\u00e1stica dizendo que adorou as m\u00fasicas e que queria entrar na banda. Era meio surreal. A presen\u00e7a de Chula nos primeiros ensaios logo aumentou a exig\u00eancia das outras vozes. N\u00e3o porque ela colocava algum tipo de press\u00e3o por ser uma vocalista mais t\u00e9cnica, mas porque ela inspirava a gente a cantar melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Petruchio: A latinidade, a pot\u00eancia vocal&#8230; a gente encontrou nela muito mais do que a gente esperava. Uma pessoa que traz uma viv\u00eancia bastante diferente, uma experi\u00eancia forte como artista de rua, trabalhando com malabares, artesanato, coisas com as quais a gente, mais focados no meio musical, t\u00ednhamos muito pouco contato. Essa bagagem de Chula com certeza influenciou a forma como a gente enxergava a pr\u00f3pria m\u00fasica que est\u00e1vamos escrevendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Misturar m\u00fasica latina com aspectos no Nordeste \u00e9 uma das linhas da Trattores. Voc\u00eas acreditam que nos \u00faltimos anos Recife est\u00e1 redescobrindo a m\u00fasica feita nas Am\u00e9ricas?<\/strong><br \/>\nChula: Acho que o Brasil, por falar outro idioma, ficava meio por fora do que acontecia musicalmente nos outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. S\u00f3 que, de uns anos para c\u00e1, acho que est\u00e1 mudando devagarinho. Porque a m\u00fasica latina \u00e9 muito forte e os brasileiros est\u00e3o se expandindo nisso. Tanto que a Trattores n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica banda que toma esse aspecto latino. Aqui no Recife existem v\u00e1rias outras e acho essa troca muito importante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Petruchio: A galera do Norte do Pa\u00eds j\u00e1 tinha essa influ\u00eancia muito forte por conta da proximidade geogr\u00e1fica. Mas acho que agora o Brasil como um todo est\u00e1 come\u00e7ando a olhar um pouco mais para os sons dos outros pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul. Acho que o processo \u00e9 c\u00edclico, vamos bebendo em fontes diferentes e buscando semelhan\u00e7as para consolidar um processo art\u00edstico. E quando voc\u00ea enxerga os elementos da m\u00fasica latina, percebe as semelhan\u00e7as que ela tem com a m\u00fasica produzida em Pernambuco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como est\u00e1 a cena independente em Recife? \u00c9 autossuficiente? E como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre as bandas?<\/strong><br \/>\nPetruchio: A cena independente de Recife sempre foi deficit\u00e1ria, no sentido de se bancar, de conseguir se movimentar financeiramente. Bandas que surgiram nos anos 2000 at\u00e9 hoje t\u00eam que ir pra S\u00e3o Paulo, para o Rio, desde o &#8220;P\u00f3s-Mangue&#8221; da Momboj\u00f3, at\u00e9 Johnny Hooker, Tib\u00e9rio Azul, etc. Dizem que os recifenses t\u00eam mania de grandeza, mas n\u00e3o d\u00e1 para esconder que a cidade \u00e9 pequena. N\u00e3o tem estrutura para a galera fazer show todo final de semana. Se voc\u00ea fizer show duas semanas seguidas, na segunda n\u00e3o vai ter gente pra ver voc\u00ea tocar. Mas artisticamente a cena continua gerando muitas bandas excelentes, numa pesquisa r\u00e1pida voc\u00ea encontra representantes de v\u00e1rios estilos fazendo m\u00fasica boa. Quando voc\u00ea vai a um festival tamb\u00e9m enxerga isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas lan\u00e7aram um compacto com duas m\u00fasicas no in\u00edcio desse m\u00eas? Quando vem o primeiro disco e uma turn\u00ea?<\/strong><br \/>\nGustavo: Lan\u00e7amos um compacto com a proposta original, que flertava fortemente com elementos eletr\u00f4nicos e foi elaborada por apenas tr\u00eas pessoas, eu, Petruchio e Rams\u00e9s. Quando a forma\u00e7\u00e3o atual se consolidou, nos descobrimos fazendo um som menos atmosf\u00e9rico e mais direto. Temos m\u00fasicas suficientes para entrar em est\u00fadio e fazer um disco, mas queremos nos experimentar mais como banda, j\u00e1 que agora temos seis pessoas ajudando a formatar o som. Vamos lan\u00e7ar novidades em 2017, mas a produ\u00e7\u00e3o do disco deve focar 2018, com tempo para incorporar os elementos musicais de todos os momentos da banda. Esse \u00e9 o objetivo. Sobre poss\u00edveis turn\u00eas, com o lan\u00e7amento oficial da banda no \u00faltimo dia 22 de abril, agora nossa produ\u00e7\u00e3o ganhou carta branca para agendar shows. A gente sabe que \u00e9 um trabalho de formiguinha, que requer um planejamento caprichado. Vamos atr\u00e1s da galera no Nordeste, no Brasil, na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma das peculiaridades da Trattores \u00e9 ser uma banda com tr\u00eas vocalistas. Como se d\u00e1 o processo de composi\u00e7\u00e3o e como \u00e9 estudado esse trabalho das vozes?<\/strong><br \/>\nGustavo: Inicialmente a composi\u00e7\u00e3o tinha a minha m\u00e3o e a de Petruchio nas letras e num arranjo b\u00e1sico de viol\u00e3o. Depois Rams\u00e9s pegava aquele primeiro momento da can\u00e7\u00e3o e trabalhava em cima como multi-instrumentista e arranjador. S\u00f3 que esse processo j\u00e1 come\u00e7ou a ser modificado. Rafinha, nosso guitarrista, j\u00e1 trouxe uma m\u00fasica que achamos fant\u00e1stica. Tamb\u00e9m tivemos a oportunidade de tocar uma m\u00fasica que fizemos todos juntos. Acho que vai ter uma hora em que a banda vai construir algo instrumental e a gente pode escrever uma letra em cima. As coisas est\u00e3o mudando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chula: O compositor da can\u00e7\u00e3o normalmente apresenta uma linha mel\u00f3dica. Ent\u00e3o, quando a m\u00fasica come\u00e7a a ser testada com todos os vocalistas presentes, come\u00e7amos a improvisar harmonicamente em cima dessa linha mel\u00f3dica. Muitas vezes buscamos nos juntar apenas os tr\u00eas vocalistas antes de passar a m\u00fasica com a banda. S\u00f3 que cada vez mais o trabalho da banda tem influenciado nesse processo de arranjo das vozes, por conta de uma melodia da guitarra ou do baixo que nos faz atacar a m\u00fasica de uma forma diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Antes da Trattores, alguns integrantes participaram de outros projetos com ritmos bem diferentes do que a banda faz como samba, soul e carimb\u00f3. Como essas experi\u00eancias anteriores se reflete no som que \u00e9 feito hoje?<\/strong><br \/>\nChula: Na Argentina, participei durante muito tempo de um coro contempor\u00e2neo. Quando percebi que a Trattores tamb\u00e9m tinha, em uma escala menor, claro, essa quest\u00e3o das vozes em conjunto, fiquei muito feliz porque estava com saudade dessa forma de trabalhar a m\u00fasica. Tamb\u00e9m toquei em bandas de rock, de m\u00fasica experimental e cumbia. Acho que isso \u00e9 refletido nos arranjos, na sonoridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Petruchio: Na verdade \u00e9 uma conflu\u00eancia de \u00e1guas que desembocam no mar. Muitos na banda j\u00e1 trabalharam com m\u00fasica entre si. A diferen\u00e7a principal \u00e9 que agora estamos dispostos a contar a hist\u00f3ria da Trattores, \u00e9 uma forma de composi\u00e7\u00e3o mais direcionado para a ideia musical que a banda representa. Eu sempre cantei em registros mais graves, mas agora trabalho isso de uma forma um pouco diferente, por ter a participa\u00e7\u00e3o mais intensa de outras vozes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gustavo: Mesmo quando escrevo e canto uma m\u00fasica em um ritmo completamente diferente, o soul ainda \u00e9 uma presen\u00e7a forte. \u00c9 como se fosse um norte para mim. Ent\u00e3o acho que as linhas vocais expressam essa admira\u00e7\u00e3o pelo soul de alguma forma. Ainda que seja impercept\u00edvel para muitos. Essa \u00e9 a bagagem que eu trago.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Junto com o compacto foi lan\u00e7ado o clipe da faixa \u201cO Taxi Est\u00e1 a Caminho\u201d. Como foi a elabora\u00e7\u00e3o deste v\u00eddeo que tem imagens feitas fora do pa\u00eds?<\/strong><br \/>\nGustavo: Apesar de ter sido feito na Inglaterra, foi o processo mais simples dentro da hist\u00f3ria da banda at\u00e9 hoje. Falei para Marcus Vin\u00edcius Leite, amigo que estava morando na Inglaterra e j\u00e1 havia trabalhado com clipes, que estava precisando de um v\u00eddeo para um single. Ele me explicou que estava caminhando com algumas produ\u00e7\u00f5es audiovisuais para uns projetos nos quais ele estava trabalhando e perguntou o que eu queria. Eu disse que iria mandar a m\u00fasica para ele e deixei livre para sua interpreta\u00e7\u00e3o. Alguns dias depois ele me avisou que a equipe com que ele trabalhava na Inglaterra tinha curtido o som e se dispuseram a ajud\u00e1-lo a fazer o clipe da Trattores. Novamente, a sensa\u00e7\u00e3o de surrealismo tomou conta. Para completar, Marcus acabou vindo morar em Recife recentemente, produziu o show de lan\u00e7amento da Trattores e acabou apresentando o pr\u00f3prio clipe na primeira exibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Onde a Trattores quer chegar?<\/strong><br \/>\nGustavo: Queremos tocar na Am\u00e9rica Latina. Rodar pelos pa\u00edses. Absorver experi\u00eancias musicais e de vida. Esse objetivo faz parte do nosso envolvimento com a m\u00fasica da Trattores. Sabemos que o nosso groove \u00e9 diferente, nunca tocaremos cumbia, salsa ou o pr\u00f3prio reggaeton como os &#8220;pais da mat\u00e9ria&#8221;. Por isso a gente gosta de fugir um pouco do r\u00f3tulo exclusivo de &#8220;m\u00fasica latina&#8221; e acrescentar &#8220;m\u00fasica nordestina&#8221;. Essas semelhan\u00e7as e particularidades de cada estilo nos fizeram ter um vislumbre da toca do coelho. Agora queremos ver at\u00e9 onde ela vai. Que Lewis Carrol me desculpe pela apropria\u00e7\u00e3o, mas me pareceu adequado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YpTXDSpaL2g\" width=\"750\" height=\"440\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span class=\"curator-description\">\u2013 Gil Luiz Mendes (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/gil.luizmendes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.facebook.com\/gil.luizmendes<\/a>), jornalista, 32 anos, viveu boa parte da vida no Recife e hoje mistura a sua loucura com a de S\u00e3o Paulo. Tem passagens pelas r\u00e1dios Jornal do Commercio, CBN , Central3 e tem textos publicados no IG e na Carta Capital. \u00c9 skatista e m\u00fasico quando d\u00e1 tempo.<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"De Recife (mas com uma vocalista argentina), uma banda que surge com uma proposta interessante de unir ritmos tradicionais, batidas eletr\u00f4nicas e tempero da Am\u00e9rica Latina.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/05\/13\/entrevista-trattores\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":40,"featured_media":42897,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[45,1940],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42896"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/40"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42896"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42896\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42900,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42896\/revisions\/42900"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42897"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42896"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42896"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42896"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}