{"id":42866,"date":"2017-05-12T01:41:16","date_gmt":"2017-05-12T04:41:16","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=42866"},"modified":"2017-06-22T19:08:30","modified_gmt":"2017-06-22T22:08:30","slug":"11-points-de-cerveja-artesanal-em-buenos-aires","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/05\/12\/11-points-de-cerveja-artesanal-em-buenos-aires\/","title":{"rendered":"11 points de cerveja artesanal em Buenos Aires"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O start da revolu\u00e7\u00e3o cervejeira artesanal come\u00e7ou nos Estados Unidos no final dos anos 70, come\u00e7o dos 80, e nos anos 90 grande parte dos 51 estados norte-americanos tinha aderido ao \u201cmovimento\u201d. O novo s\u00e9culo chegou e pa\u00edses como It\u00e1lia, Dinamarca, Holanda, Canad\u00e1, Chile e Brasil, entre muitos outros, embarcaram na onda da revolu\u00e7\u00e3o cervejeira, que tamb\u00e9m bateu na porta das respeitadas escolas cl\u00e1ssicas (Alemanha, Inglaterra e B\u00e9lgica), e muitas delas cederam levemente (a Rep\u00fablica Tcheca ainda faz charminho).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pa\u00eds do vinho Malbec, a Argentina tinha acenado levemente alguns anos atr\u00e1s que estava a fim de embarcar na onda, mas as coisas caminharam lentamente no pa\u00eds de Diego Maradona at\u00e9 que nos \u00faltimos dois anos houve uma prolifera\u00e7\u00e3o de cervejarias artesanais e brewhouses que se triplicaram na capital. Se nos anos 00 era poss\u00edvel contar os lugares que vendiam cerveja artesanal na capital argentina nos dedos das m\u00e3os, agora j\u00e1 \u00e9 melhor chamar mais uns dois amigos para ajudar na contagem (e no levantamento de copo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/cerveza.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No geral, a escola de cerveja artesanal argentina ainda soa em um est\u00e1gio inicial apostando em IPAs, Irish Reds e Golden Ales b\u00e1sicas, mas um nome j\u00e1 se destaca no cen\u00e1rio local: Ricardo \u201cSemilla\u201d \u00e9 respons\u00e1vel pelas experimentais cervejas Los Bichos Mandan (geralmente nascidas de blends improv\u00e1veis de outras cervejas artesanais locais com matura\u00e7\u00e3o em barris de u\u00edsque, vinho ou conhaque de segundo uso com acr\u00e9scimo de levedura selvagem e l\u00fapulo) e pelo grande hit da atual temporada cervejeira argentina, a linha artesanal Juguetes Perdidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abaixo um passeio por 10 points cervejeiros (e um extra) na capital argentina em maio de 2017, boa parte deles divididos entre San Telmo e Pallermo (h\u00e1 uma honrosa exce\u00e7\u00e3o em Caballito). \u00c9 sempre bom lembrar que pubs que n\u00e3o s\u00e3o brewhouses (ou seja, n\u00e3o produzem a pr\u00f3pria cerveja) dependem do que o mercado artesanal tem a oferecer, o que quer dizer que voc\u00ea pode ir a alguns desses bares e a lousa estar completamente diferente (e alguma cerveja citada n\u00e3o estar dispon\u00edvel), o que torna o passeio sempre uma surpresa (e alguma ainda melhor pode estar engatada). Boa sorte na sua caminhada. A minha foi essa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/bodegac.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PRIMEIRA PARADA \u2013 Bodega Cervecera (El Salvador 5100, Palermo Soho)<\/strong><br \/>\nDica da amiga Cilmara, do blog <a href=\"http:\/\/lupulinas.cartacapital.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Lupulinas<\/a>. Aberta em 2011 inicialmente na Calle Thames, a Bodega Cervecera mudou para este lugar aconchegante cujo diferencial nesta noite foi n\u00e3o estar abarrotado. Ou seja, um lugar calmo para se beber uma cerveja sem stress. Na lousa, 10 r\u00f3tulos, todos de nano ou micro cervejarias argentinas honrando o lema artesanal \u201capoya a tu cerveceria local\u201d. Apostei numa Kira Indie American IPA, bastante correta e amarga, mas sem grandes surpresas. O companheiro de boteco Tulio Bragan\u00e7a, do renomado site <a href=\"http:\/\/airesbuenosblog.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Aires Buenos<\/a> (que honra o lema &#8220;Simplesmente tudo sobre Buenos Aires&#8221;), foi de Finn American Wheat, que chegou sem carbonata\u00e7\u00e3o nenhuma, um pecado em se tratando de cerveja artesanal. Um dos m\u00e9ritos das cervejas mainstream \u00e9 entregar padr\u00e3o, baixo, mas ainda assim padr\u00e3o. Uma Budweiser, Stella ou Heineken ter\u00e1 o mesmo gosto em S\u00e3o Paulo, Nova York ou Londres, e se voc\u00ea bebe uma delas \u201cchoca\u201d \u00e9, muito provavelmente, porque o dono do estabelecimento desligou a geladeira para economizar energia e esse gela\/aquece\/gela ferra uma das duas \u00fanicas vantagens que a grande ind\u00fastria pode oferecer: padr\u00e3o para quem est\u00e1 na zona de conforto (a outra \u00e9 pre\u00e7o). Dai pagar um pouco mais caro numa artesanal e ela vir sem carbonata\u00e7\u00e3o dificulta o jogo, mas eventualmente acontece. Ainda assim gostei da Bodega Cervecera, e lamentei n\u00e3o olhar as cervejas locais que eles tinham em garrafa (num post antigo deles num blog vi garrafas de Grosa, uma das minhas cervejas argentinas favoritas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/ontap.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SEGUNDA PARADA \u2013 On Tap (Costa Rica 5527, Palermo Hollywood)<\/strong><br \/>\nExcelente recomenda\u00e7\u00e3o do T\u00falio, esse pub \u00e9 o grande exemplo do crescimento da procura por cerveja artesanal na capital argentina. Aberto em julho de 2015, o On Tap deu t\u00e3o certo com suas 20 torneiras de cerveja artesanal argentina que abriu uma filial na mesma cal\u00e7ada e mais cinco (!) bares em outros bairros da cidade. Como s\u00f3 n\u00fameros n\u00e3o significam muita coisa (afinal Justin Bieber vende milh\u00f5es de discos e sua m\u00fasica \u00e9 algo tipo Malt 90 \u2013 Malt Nojenta, se voc\u00ea viveu os anos 80), conta pontos eles terem duas Juguetes Perdidos entre suas 40 torneiras nos dois endere\u00e7os da Calle Costa Rica: uma Baltic Porter (que deixei passar) e uma sensacional Grand Cru, uma das melhores cervejas de toda viagem. A m\u00e9dia, no entanto, \u00e9 de Pale Ale, IPA, Red, Golden Ale e Stout (Tulio experimentou uma Hazelnut bem interessante), mas ainda havia uma Wee Heavy engatada (da BierHaus) e uma Wesley Double IPA, que experimentei e curti (ainda que melada demais e amarga de menos). O On Tap original \u00e9 um local fechado, com mesas e tal (e estava abarrotado). J\u00e1 o vizinho coloca balc\u00f5es na cal\u00e7ada, o que \u00e9 bem legal. O saldo foi extremamente positivo nesse que j\u00e1 est\u00e1 entre os meus tr\u00eas bares favoritos da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/loggia.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TERCEIRA PARADA \u2013 Gull (Cabrera 5502, Palermo Hollywood)<\/strong><br \/>\nPara fechar a primeira noite, T\u00falio nos levou ao Gull, que tem um ambiente mais pop, gourmet e arrumadinho (patricinho) com um segundo andar bastante apraz\u00edvel para dias de ver\u00e3o, mas que n\u00e3o me animou tanto quanto a variedade de r\u00f3tulos on tap, todos pr\u00f3prios e b\u00e1sicos (Irish Red, Golden, IPA, Honey, Porter e Scottish). O que salvou a noite foi a geladeira da casa, de onde retirei duas La Loggia, uma Imperial Stout e uma Imperial IPA, ambas seladas com cera e sem r\u00f3tulo, apenas com uma etiqueta que lista os pr\u00eamios (merecidos) recebidos pelas duas. Aqui j\u00e1 deu notar outro salto das cervejas locais: em 2014, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/vinhos-argentinos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">num tour (de vinhos) que fiz pela Argentina<\/a>, trouxe tr\u00eas La Loggia na mala, e nenhuma delas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/19\/boteco-da-argentina-cerveza-la-loggia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">inclusive essa mesma RIS<\/a>) impressionou muito, todas boas e corretas, mas sem grandes destaques. Essas duas da geladeira do Gull estavam bem melhores e mais provocantes, um ou dois n\u00edveis acima das mesmas cervejas que bebi em 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/cervelar.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>QUARTA PARADA \u2013 Cervelar (Viamonte 336, Microcentro)<\/strong><br \/>\nNa primeira vez que vim a Buenos Aires buscando cervejas argentinas, por volta de 2008 e 2009, a Cervelar era o principal point indicado por blogs e locais. Ainda hoje se voc\u00ea buscar locais cervejeiros na capital argentina pelo Ratebeer, a Cervelar aparecer\u00e1 em primeiro lugar, mas a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que este bar na Viamonte (geralmente o indicado) parou no tempo. Nas prateleiras, uma boa sele\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do que a Argentina tem de cerveja artesanal engarrafada (Antares, OtroMundo, Barba Roja, Beagle, Berlina); em tap, quatro estilos tradicionais, mas absolutamente nenhuma novidade. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que este bar \u00e9 mantido por ter sido um dos primeiros da marca, que hoje soma mais oito pubs na cidade. Dai fica o crit\u00e9rio ao que voc\u00ea busca: se voc\u00ea est\u00e1 procurando por cervejas artesanais argentinas em garrafa, esse point da Viamonte pode ser interessante para ne\u00f3fitos; se voc\u00ea quer cerveja on tap, deixe a Cervelar da Viamonte de lado e parta para a Cervelar de San Telmo (Defensa 998), que ganhou um banho de loja, tapas gourmet e 14 torneiras (incluindo uma Double IPA).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/belgica.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>QUINTA PARADA \u2013 B\u00e9lgica (Avenida Pedro Goyena 901, Caballito)<\/strong><br \/>\nNum belo casar\u00e3o de esquina em Caballito est\u00e1 localizada uma das joias cervejeiras de Buenos Aires na atualidade, o B\u00e9lgica, pub aberto em novembro de 2016 e que conta com 12 torneiras e atendimento \u201ca l\u00e1 B\u00e9lgica\u201d: aqui se bebe cada estilo de cerveja em seu copo pr\u00f3prio, buscando alcan\u00e7ar o melhor resultado (os copos especiais de dose para experimentar alguma cerveja desconhecida s\u00e3o um charme). Indicado a mim pelo pr\u00f3prio Semilla, n\u00e3o estranha encontrar na lousa quatro Juguetes Perdidos entre as 14 op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis: uma Belgian IPA (que j\u00e1 \u00e9 um passo \u00e0 frente das American IPA locais), uma Jamaica Dubbel, uma Saison Maracuya e at\u00e9 uma Scotch Peated Smoked Whisky Barrel (que eu s\u00f3 descobri que estava engatada depois de ter sa\u00eddo e perdi de experimentar). Outra que chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a Finn Wheat IPA Blend 2, o que demonstra certo apre\u00e7o da casa em sair do lugar comum das cervejas artesanais, algo que os diferencia num oceano de mais do mesmo. \u00c9 um espa\u00e7o grande com um belo balc\u00e3o central, mesas e um segundo piso, tudo cheio numa sexta-feira de tempo bastante agrad\u00e1vel para se provar cerveja artesanal. Vale muito conhecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/anta.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SEXTA PARADA \u2013 Antares Brew Pub (Bolivar 491, San Telmo)<\/strong><br \/>\nFundada em dezembro de 1998 por tr\u00eas amigos de faculdade (dois caras e uma garota), a Antares \u00e9 hoje a maior micro-cervejaria da Argentina, e paga certo pre\u00e7o por ser uma das desbravadoras do universo cervejeiro local. Tal qual a Colorado no Brasil, a Antares funciona como porta de entrada para curiosos adentrarem o mercado cervejeiro artesanal, oferecendo r\u00f3tulos tradicionais que j\u00e1 soam ultrapassados por nanos e micro cervejeiros (tal qual as escolas cl\u00e1ssicas europeias ficaram ultrapassadas pela revolu\u00e7\u00e3o cervejeira norte-americana). Ent\u00e3o se voc\u00ea gosta muito de Colorado, por exemplo, voc\u00ea ir\u00e1 gostar de Antares. J\u00e1 se voc\u00ea acha que a Colorado j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o que era h\u00e1 10 anos atr\u00e1s (voc\u00ea evoluiu, ela permaneceu a mesma) e est\u00e1 mais para mainstream do que para cerveja artesanal, a Antares segue o mesmo caminho. Dito isto, este pub num belo casar\u00e3o de San Telmo (ali\u00e1s, s\u00e3o mais de 30 pubs espalhados por todo o pa\u00eds) vive permanentemente tomado. O legal aqui \u00e9 provar a r\u00e9gua com todas as cervejas da lousa em copos pequenos (s\u00e3o oito tradicionais mais duas cervejas sazonais). Gosto da K\u00f6lsch e da Barley Wine \u2013 nesse esquema de cervejas mainstream produzidas por \u201cempresas artesanais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/sexton.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00c9TIMA PARADA \u2013 Sexton Beer Company (Bolivar 622, San Telmo)<\/strong><br \/>\nUm dos que mais curti a vibe, o Sexton Beer Company foi aberto em fevereiro de 2014, e aposta numa carta apenas com cervejas preparadas no pr\u00f3prio bar, que eles vendem on tap e tamb\u00e9m em garrafa. O local \u00e9 pequeno (tr\u00eas mesas e um bom balc\u00e3o), mas bastante agrad\u00e1vel, com alma de pub rock and roll: no som, Iggy Pop esgoelando durante meia hora (clap clap clap) celebrou meus dois pints. Provei a Munyon Citra IPA e a Merican IPA, e as duas estavam muito boas, modelo American IPA \u201cantigo\u201d (amargor \u201csujo\u201d e levemente resinoso \u2013 mesmo na Citra), mas totalmente dentro do estilo. Depois me arrependi de n\u00e3o provar a Dulce de Leche Amber. Quero voltar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/breog.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>OITAVA PARADA &#8211; Breoghan Brew Bar (Bolivar 860, San Telmo)<\/strong><br \/>\nAlguns passos na mesma rua do Sexton Beer Company est\u00e1 o Breoghan Brew Bar, com uma proposta totalmente inversa: pub totalmente lotado daqueles que voc\u00ea precisa conversar com o vizinho no balc\u00e3o quase gritando para competir com o pop rock anos 80 que sai das caixas e o falat\u00f3rio no sal\u00e3o, ou seja, um bar mais jovem, de galera, para quem n\u00e3o quer apenas beber e comer, mas tamb\u00e9m conversar e paquerar. H\u00e1 v\u00e1rias mesas, um balc\u00e3o no miolo do bar e outro no canto pr\u00f3ximo das torneiras, que somam 15 taps, sete deles da pr\u00f3pria casa. Decidi arriscar em uma Buena Birra Cascade e fui beber no anexo do bar, mais calmo e vazio. Desceu bem, outra American IPA das \u201cantigas\u201d, mas o local me soou mais um daqueles para ver, beber, e ser visto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/barba.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>NONA PARADA \u2013 Barba Roja San Telmo (Defensa 550, San Telmo)<\/strong><br \/>\nEu estava evitando ir ao Barba Roja, mas queria fechar um post com 10 bares, e n\u00e3o resisti a inclui-lo (no fim acabei indo a 11 bares de qualquer jeito). E eu estava relutante porque nunca bebi uma Barba Roja que \u201cvalesse realmente a pena\u201d \u2013 e acho que j\u00e1 bebi umas seis ou sete diferentes. Mas como diz o ditado, j\u00e1 que n\u00e3o tem tu, vai tu mesmo. At\u00e9 curto a arte da cerveja, t\u00e3o infantil quanto a tampinha destac\u00e1vel e f\u00e1cil de abrir das garrafas, mas definitivamente eu n\u00e3o vivo no universo Barba Roja: no pub, enorme, escuro e lotado, uma boa sele\u00e7\u00e3o de pop rock argentino em alto volume. Na lousa, oito Barbas Rojas diferentes e escolhi a IPA (at\u00e9 para manter a linha da noite ap\u00f3s passar na Sexton e na Breoghan), que estava t\u00e3o ruim, mas t\u00e3o ruim, mas t\u00e3o ruim, que a vontade era deixar o pint pela metade. Posicionado no balc\u00e3o de frente a atendente, que foi bastante gentil, educadamente bebi a cerveja toda. A gente n\u00e3o acerta todas numa mesma noite, certo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/bierlife.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>D\u00c9CIMA PARADA \u2013 BierLife (Humberto 1\u00ba 670, San Telmo)<\/strong><br \/>\nDesanimado no balc\u00e3o do Barba Roja, recorri a amigos no Whatsapp, e o cervejeiro e parceiro de confraria <a href=\"https:\/\/untappd.com\/WalkingCatBrewCo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcio Kovacs<\/a> (que j\u00e1 havia me auxiliado <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2016\/10\/26\/cervejando-em-nova-york\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">num roteiro cervejeiro em Nova York<\/a>) me salvou novamente: \u201cVoc\u00ea est\u00e1 em San Telmo? V\u00e1 no BierLife!\u201d. Dica anotada, maps ligado e uma pernadinha leve para encontrar o melhor local cervejeiro da viagem, o point n\u00famero 1 para mim em Buenos Aires, com 44 torneiras (duas Juguetes Perdidos &lt;3) num casar\u00e3o que remete muito a um Biergarten alem\u00e3o: a casa come\u00e7a em dois sal\u00f5es, abre prum terceiro sal\u00e3o menor que emenda com um quarto sal\u00e3o imenso. E estava totalmente lotada! Esse \u00e9 o tipo de lugar que faz falta em S\u00e3o Paulo, um galp\u00e3o cervejeiro imenso com v\u00e1rios ambientes (tudo aqui em S\u00e3o Paulo \u00e9 pequeno e lotado). A lousa n\u00e3o decepcionou. Encarei a Juguetes Perdidos Belgian IPA (mandei at\u00e9 um elogio b\u00eabado ao cervejeiro) e uma BierLife Wheat Wine que me surpreendeu. A lousa ainda destacava uma Del Parque Pumpkin, uma La Delicia Sidra Espumante Seca, uma BierLife Raisins Wine e uma Juguetes Perdidos Jamaica Dubbel, mas o n\u00edvel alco\u00f3lico j\u00e1 estava alto, a madrugada outonal agrad\u00e1vel e a conta fechada: 10 bares, e justamente o \u00faltimo tinha sido o melhor formando um Top 3 com o On Tap de Pallermo Hollywood e o B\u00e9lgica Caballito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/nola.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXTRA: NOLA (Gorriti 4389, Pallermo)<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 havia encerrado a lista na madrugada de sexta e as malas j\u00e1 estavam fechadas preparadas para o voo das 22h, mas o s\u00e1bado prometia um almo\u00e7o com o casal Andr\u00e9 e Giovana. O local (escolhido pelo Tulio) foi o Carniceria, respons\u00e1vel por um dos melhores cortes de carne de toda viagem (deixando para tr\u00e1s at\u00e9 o famoso ojo de bife do 1884, do Francis Mallman) &#8211; ali\u00e1s, vale conhecer tamb\u00e9m o Chori, de um dos donos do Carniceria, algo como um choripan gourmet, mas muito bom (outra boa dica do Tulio). Depois de duas garrafas de vinho e papos muito bons, o casal comentou sobre o NOLA, um bar de comidas cajun comandado por uma nativa de New Orleans com cerveja artesanal pr\u00f3pria pr\u00f3ximo dali. N\u00e3o resistimos e sa\u00edmos batendo perna na agradabil\u00edssima tarde outonal de Buenos Aires. No NOLA bebi mais uma boa IPA bastante fresca e caramelada, e fiquei salivando pelas comidas, mas j\u00e1 n\u00e3o havia espa\u00e7o depois do baita almo\u00e7o. Fica para a pr\u00f3xima, mas eu volto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/thirdman.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>. Todas as imagens por Marcelo Costa exceto a foto da Cervelar (reprodu\u00e7\u00e3o Facebook oficial) e a foto do B\u00e9lgica (reprodu\u00e7\u00e3o do Instagram de @gagovictoria)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Ranking pessoal de Marcelo Costa: 1001 cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Um roteiro de cervejas em Nova York, 2016 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2016\/10\/26\/cervejando-em-nova-york\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Na rota dos vinhos na Argentina: Buenos Aires, Patagonia, Mendoza, Salta (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/vinhos-argentinos\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um passeio por 10 points cervejeiros (e um extra) na capital argentina em maio de 2017, boa parte deles divididos entre San Telmo e Pallermo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/05\/12\/11-points-de-cerveja-artesanal-em-buenos-aires\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":42868,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[348,45],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42866"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42866"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42866\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42895,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42866\/revisions\/42895"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42868"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}